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Ricardo Motta

Cuidar da nossa cidade é também cuidar das bênçãos que Deus nos deu. A criação do Senhor não é apenas cenário para a nossa vida — ela é um presente confiado às nossas mãos. E quando falamos de conservação ambiental, especialmente do descarte de lixo, estamos falando de responsabilidade, de amor ao próximo e de obediência a Deus. A Palavra diz que “ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela existe” (Salmo 24:1). Se tudo é d’Ele, então cada rua, cada praça, cada rio e cada bairro da nossa Ponte Nova são espaços sagrados que devemos honrar. Por isso, precisamos despertar uma consciência mais profunda: o lixo que jogamos fora nunca desaparece - ele sempre chega a algum lugar. E quando descartado de maneira errada, ele machuca nossa cidade, entope bueiros, causa enchentes, contamina a natureza e prejudica famílias inteiras! Cada saco bem fechado, cada lixo colocado no horário certo, cada atitude responsável, é uma semente plantada para uma cidade mais limpa, mais segura e mais bonita. É um testemunho de fé! Cuidar do lixo é cuidar de gente. Cuidar do lixo é amar o próximo. Cuidar do lixo é honrar a Deus. Que cada um de nós seja parte da mudança. Que possamos ensinar pelo exemplo. E que Ponte Nova seja conhecida não só pelo povo acolhedor, mas também pela consciência e respeito com a criação de Deus. Observação: Este texto poético ecológico-religioso é de autoria do Pastor Fabiano, pastor da Igreja Quadrangular Gerando Propósitos e vereador em Ponte Nova (MG). Foi lido na palavra Livre da Câmara, em 08 de dezembro de 2015.

15/12/2025– 16:03

  A Rua Assad Zaidan, debaixo do Camelódromo, em Palmeiras, não cansa de mostrar que a natureza é forte, mesmo contra atos insanos. Cortaram todas árvores perto da Ponte do Bahamas, mas elas já se regeneraram em apenas 18 meses. Pena que a magnífica orelha-de-macaco, com mais de 15 metros de altura não conseguiu. Mas suas potentes e magnífica raízes estão vivas para denunciar a sanha dos destruidores. Passo todos os dias pela escadaria para acessar a parte de cima da Assad Zaidan e ir trabalhar no Mila Center, localizado na Avenida Dr. Otávio Soares. Em 2020, algum menino, que chupou um coquinho-babão, o fruto da palmeira jerivá, jogou a semente no solo, bem perto da escada. A semente cresceu. Agora, 05 (anos), o jerivá depois produziu 03 cachos enormes, sem ter qualquer tipo de apoio. Só mesmo, força da natureza. Já tentaram extirpá-la cortando suas palmas, mas ele resistiu e está magnifica. Parece até uma mãe orgulhosa exibindo seus trigêmeos nas alturas. Lendo um artigo no site do Instituto Auá de Empreendedorismo Socioambiental, estabelecido na microrregião de Osasco, cidade do interior de São Paulo, fiquei entusiasmado. Há uma aparente normalidade na presença do jerivá na paisagem urbana e no meio rural, como a de uma árvore que dá em todo lugar, afastando a noção da riqueza dessa espécie brasileira. Ela começa a ser redescoberta como ouro amarelo por seu forte potencial de uso humano e recuperação da floresta nativa. O valor da palmeira foi tão esquecido pelas pessoas, que há poucos estudos sobre a espécie de frutos comestíveis, produção abundante e importante expressão da cultura guarani. A bebida extraída da palmeira jerivá é fonte rara de nutrientes, como os carboidratos, fibras solúveis e carotenoides, que provêm do fruto doce, colorido e carnoso. São milhares de coquinhos que brotam nos cachos de um único pé, dando a média de 03 (três) floradas ao ano e dezenas de quilos por florada. Ao contrário de outras espécies quase extintas na Mata Atlântica, a palmeira jerivá mantém-se preservado devido a diferentes fatores: além de existir em grande quantidade na natureza e frutificar quase o ano todo, seu caule é tão fibroso que dificulta o corte. “Há ainda uma crença antiga de que pessoas da família podem se acidentar se for cortado um pé de jerivá. Poucos fazem uso da árvore, o coquinho-babão cai e dizem que suja o chão”, comenta o Instituto Auá (gente em tupi-guarani).  

05/12/2025– 11:36

Na semana anterior à decisão que levou 07 (sete) participantes da tentativa de Golpe de Estado, incluindo o líder Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República Democrática do Brasil, a cumprir cadeia, estive peregrinando com meu amigo e novo cristão ambientalista, Marcinho de Belim, pelas margens do Rio Piranga. Fomos até Guaraciaba, no dia 20 de novembro de 2025, Dia Nacional da Consciência Negra. Neste dia houve celebração do início dos 30 anos da luta contra a implantação da Usina Hidrelétrica de Pilar. O mesmo grupo encarou a luta contra a implantação da PCH Jurumirim, que seria construída na Cachoeira Grande. Na concelebração da missa realizada por voltas das 14h30min, no Centro de Apoio (antiga escola de ensino de Casa Nova), em Guaraciaba, o padre José Geraldo disse que a luta tinha que continuar, o perigo ainda ronda o Rio Piranga e suas populações ribeirinhas. A ameaça de empreendedores barragistas continua latente. Em meu pronunciamento, durante a Homilia, eu disse que o Dragão da Maldade, citado pelo padre José Geraldo, se manifestou em maio deste ano (2025), quando os ministros do Superior Tribunal Federal (STF) derrubaram as leis de Ponte Nova que proibiam a construção de barragens no Rio Piranga. O fato gerou indignação por parte dos ambientalistas, pois a decisão veio 17 anos depois da criação das leis (2008). Isto mesmo, o relator da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), ministro Gilmar Mendes, só liberou a votação em maio deste ano. Imagina só: um ministro demora 16 anos para relatar um processo? A ADPF foi impetrada pelo presidente Lula, em 2009, mas com decisão contrária do Procurador Geral da República (PGR), que defendeu a constitucionalidade das leis ponte-novenses. O Dragão Maldade, travestido de STF, quer a destruição do Rio Piranga. Sentados em suas confortáveis poltronas em Brasílias, os senhores da legislação não levaram em conta a destruição provocada por hidrelétricas. Em nossa peregrinação de 20 de novembro (eu e Marcinho de Belim), que falou sobre os 30 anos da luta contra Pilar na reunião de segunda feira, 24 de novembro de 2025, percorremos cerca de 90 quilômetros iniciados pela MG-262, entramos no Pimenta, passamos pela Chácara e Vau Grande (Ponte Nova) e seguimos por Bom Jardim e Pilar (onde seria barrado o Rio Piranga), já em Guaraciaba. Seguimos até Casa Nova, Cachoeira, Ponte de Jurumirim, Laje da Pirapora, Fazendas da Fartura e da Caatinga (foi derrubada e construíram uma modernosa), Três Tiros, Brito, Córrego da Paciência (Vila Nova), fazendas Casa Branca e do Engenho.  Chegamos em Copacabana, quase 7 (sete) da noite. Foi um dia para não esquecer jamais. Vamos continuar na luta contra a implantação de hidrelétricas no Rio Piranga. Esta fotografia foi tirada pela produção da Atlântico Filmes/Impulso Filmes, responsável pelo documentário Piranga, o Herói Taciturno, em 2021.

28/11/2025– 10:47

Catastrofismo ambiental é a tradução mais direta e formal do termo, frequentemente usada em contextos acadêmicos e jornalísticos para descrever a teoria ou a crença de que a degradação ambiental levará a uma catástrofe iminente. Parece até que estou me metendo em assunto para lá de difícil de explicar. Basta olhar a situação do Bosque Antônio Bartolomeu, que fica nas duas margens do Rio Piranga, entre a Ponte da Barrinha e o tenebroso e escuro Pontilhão de Ferro. Você acha que sou radical, mas ande pelas duas margens e você vai perceber a quantidade enorme de árvores caídas, muitas delas estão na beira e parte delas, literalmente, dentro da calha do Rio Piranga. A perda destas espécies da flora tem uma explicação científica: não existe nutriente suficiente, pois as suas margens são de aterro. Mas a pior margem, com mais árvores caídas, é esquerda, exatamente na Vila Centenário. Além da invasão das leucenas, que asfixiam as outras espécies, o terreno é arenoso por causa das enchentes, que jogaram sua lama, com areia contaminada por esgoto sanitário e óleo de oficinas e postos de gasolina. É preciso urgentemente curar a terra, com a implantação de minerais. Meu alerta está longe de ser um alarmismo ambiental, embora eu seja cético e crítico quanto a ações do poder público, que não tem sensibilidade suficiente para entender a importância do que estou tentando explicar. Eles, os mandatários, consideram ser exagero ou pânico infundado em relação às questões ambientais que debato. Basta ir ao Bosque Antônio Bartolomeu que você vai e sentir o eu digo: até as frutas não crescem e não produzem açúcar. Não têm sabor. Goiabas, pitangas e jamelões ficam raquíticos, com mortes prematuras. Má nutrição, estresse hídrico (excesso ou falta de água), pragas ou doenças.   Qual a explicação para a queda deste jatobá, perto do Pointe da Asinha, na msrgem eswurda do Rio Piranga? (crédito da foto: Ricardo Motta)

21/11/2025– 11:59

Uma música sertaneja inspirada no episódio da “calcinha misteriosa" encontrada na Sala do Núcleo Audiência de Custódia no Fórum de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo.  viralizou nas redes sociais e se tornou um dos assuntos mais comentados dos últimos dias. Eu ouvi o áudio, de autoria ainda desconhecida, que circula em grupos de WhatsApp. Com pouco mais de 03 (três) minutos, a letra, em ritmo de modão sertanejo, descreve, com tom bem-humorado.  O juiz de Direito, André Motta (não é meu parente/rsrsrsrs) abriu uma apuração interna e quer as imagens do feriado de 28 de outubro, quando o fórum estava fechado. O caso que inspirou a música, segundo o site Migalhas, ocorreu no dia 29 de outubro, quando servidoras encontraram uma calcinha (preta) usada no chão de uma sala do Núcleo de Audiências de Custódia. O local abriga documentos sob segredo de Justiça e equipamentos do TJ/ES. As informações foram publicadas pelo jornal A Gazeta. Não sei se a calcinha foi clamar por justiça ou por prazer, mas tenho certeza que a fígueira-benjamina variegata (família da gameleira), que está plantada na Vila Centenário, apela para continuar de pé. Tem uma gameleira no meio da calçada. Suas raízes se abraçam desesperadas, pedindo para sobreviver. Os pavers (taquinhos de cimento coloridos) se levantam e transeuntes reclamam: eles querem o corte da pobre árvore, que deve ter aproximadamente 35 anosa de vida. Eu conheci a figueira-benjamina variegata e ajudei a plantá-la em 1990, quando ocupava a presidência da Associação de Moradores da Vila Centenário (Amovila), a vice-presidente era Mazzarello Bergamini. Antônio Inácio Boneca era o Diretor Cultural e o advogado Wandeir Maciel Miranda ocupava o cargo de Secretário-geral.  A muda devia ter cerca de 90 centímetros e foi doada pelo engenheiro florestal Reinaldo Vitarelli, diretor do IEF (Instituto Estadual de Florestas). O Plano de Arborização e de urbanização da margem esquerda do Rio Piranga tem dedos da arquiteta e urbanista Maria do Carmo Zinato, e do engenheiro florestal João Paulo de Britto, a pedido da Amovila, e aceito pelo prefeito Antônio Bartolomeu (1976-1982/1989-1992). "Vou plantar uma árvore: será o meu gesto de esperança. Copa grande, sombra amiga, galhos fortes, crianças no balanço e muitos frutos carnudos, passarinhos em revoada. As árvores celebram a vida e com elas se inicia um futuro.  Plantarei uma árvore. Contarei minha esperança..." (Rubem Alves)

14/11/2025– 10:49

No mesmo dia do rompimento, em 05 de novembro de 2015, a onda de rejeitos de minério de ferro desceu pelo Vale do Rio Gualaxo do Norte e alcançou o Rio do Carmo perto de Barra Longa. Agora, o rejeito era transportado pelo lendário Rio do Carmo, atrativo de garimpeiros e cobiça da Coroa Portuguesa: custou as vidas dos heróis Tiradentes e Felipe dos Santos. A água marrom escura chegou no encontro com o Rio Piranga, empurrou suas águas por cerca de dois quilômetros, além de poluir todo o estuário dos três rios: Piranga, Carmo e Doce.  A partir desse ponto, a lama seguiu o leito do Rio Doce, percorrendo mais de 600 quilômetros por Minas Gerais e Espírito Santo até chegar ao Oceano Atlântico. Membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piranga (CBH-Piranga) chegaram a se reunir para discutir os reflexos e impactos do desastre na região. Hoje, quando se completam 10 anos da maior tragédia ambiental e humana do Brasil, o presidente do CBH Piranga, Carlos Cadu Eduardo Silva, comentou que a Bacia do Rio Doce vive um processo de lentidão na recuperação e desigualdade no reconhecimento da tragédia. “Após dez anos de rompimento da Barragem de Fundão em Mariana, a situação é marcada pela lentidão da reparação e a desigualdade do reconhecimento e indenizações das vítimas e permanência dos impactos sociais e ambientais”, disse o inconformado ambientalista Cadu, ponte-novense que tem origens familiares no Distrito Vau Açu. Poucos sabiam e muitos ainda não sabem, que a lama da Samarco atingiu trecho de Ponte Nova, na localidade rural denominada Simplício, no território do Povoado Chopotó, arrasando plantações e entupindo córregos que desaguavam no Rio do Carmo. Em Simplício moram descendentes de italianos (Dominiguitte), na divisa com a comunidade rural Apaga Fogo (Barra Longa). Esta informação foi repassada na ocasião por relatórios que elaboramos (eu e Alfredo Padovani), quando vistoriamos os locais atingidos em 11 de novembro de 2015, 06 (seis) dias após o desastre provocado por rompimento da Barragem de Fundão.  Os municípios de Santa Cruz do Escalvado e Rio Doce foram duramente afetados, com destruição das matas ciliares dos rios do Carmo e do Rio Doce e consequente afetação do lençol freático por metais pesados. Eu me encontrei com o PhD (doutor) em Peixes da UFV, o professor e ambientalista (chileno) Jorge Dergam, na ponte sobre o Rio Doce, na divisa dos municípios de Santa Cruz do Escalvado e Rio Doce, cinco dias depois da tragédia que destruiu o ecossistema e avariou profundamente o lençol freático de cerca de 40 km, entre Minas e Espírito Santos. O registro fotográfico deste artigo é de Alfredo Padovani. “O Rio Piranga será o fornecedor de vida para o Doce”, destacou na ocasião Jorge Dergam. Ele afirmava que algumas medidas deveriam ser tomadas para auxiliar na recuperação do rio, como o controle da pesca predatória, a melhoria da qualidade da água, a recuperação de nascentes e matas ciliares, a realização de estudos de fauna e peixes e a elaboração de programas de educação ambiental. “A gente tem o direito, garantido pela constituição, de termos um ambiente ecologicamente estruturado”, salientou. Jorge Dergam.  

07/11/2025– 11:41

No mês outubro, exatamente no dia 06, participei de uma Roda de Conversa no IFMG na Semana Nacional de Ciências & Tecnologia, com intermediação do professor Edson. Neste ano, o tema foi Planeta Água: cultura oceânica e mudanças climáticas. Com o chefe do setor de Patrimônio da secretaria municipal de Cultura e Patrimônio, Matheus Oliveira, mostramos a história e a importância do Rio Piranga. Aproveitei o momento para criticar o ex-prefeito Wagner Mol Guimarães sobre sua inércia em combater o garimpo no Rio Piranga. Ele ainda disse que o garimpo era legal e que o mercúrio não faz mal. Mas, com isso ele ganhou um presente: é o novo Superintendente Regional de Saúde. O Rio Piranga clama por socorro! Um SOS silencioso que tem tremendo poder de vulcão, mas as pessoas poderosas, aquelas que dormem em triplex, ou nos sítios apiscinados, estão pouco se lixando. Os facínoras do passado inventaram “passar a boiada” e Ponte Nova aderiu ao aprovar a lei que reduz as Áreas de Preservação Permanente, para encaixotar as águas vermelhas do Rio Piranga e produzir enchentes vigorosas e destruidoras! Alguém cantou, não sei se foi Zezito, na varanda da Escola Percepção Musical, ou busca Valença, nordestino da seca e sol da caatinga, 45 graus!: “Jequitinhonha terra de gente que sonha!”. Aprendi “com o vento: vadiar pelo espaço”. Mas, e o Rio Piranga? Serpenteia pelas barrancas e lajedos, desde Ressaquinha, mas não voa e nem sonha! Apenas espera resistente e barulhento nas curvas. Mas, o cruel, sanguinário e abominável destruidor chega na calada da noite, invade sua casa, destrói seu jardim, mata seu cachorro e polui as águas. A terra sangra diariamente e o Rio Piranga vagueia sem poder controlar a sanha incansável dos dólares manchados de óleo e mercúrio. Pássaros e maritacas de asas coloridas vão voar sobre as gargantas e curvas da alma do Rio Piranga. Ouça os passos da alma do rio que busca em você um protetor e não um predador. Deixe os peixes nadar em paz na Piracema. Deixe lambaris e bagres mergulharem no mais fundo da alma da Rio Piranga. Não faça da vida a mortalha que te levará para o além, sem água! Ou poluí da pela sua mente suja! Gente do Vale do Rio Piranga é gente que tem no rio o riso da alma que sangra! Mesmo na tristeza e na seca, o pobre vergastado pelo sol inclemente do Vale do Jequitinhonha é gente que sonha! Pirangueiros, Pira quaras e Guárapes salvem o Rio Piranga. É tempo do Rio das Águas Vermelhas! (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

28/10/2025– 15:24

Xico Sá, escritor e jornalista, integrante de apresentadores do ICL Notícias, ganhador dos prêmios Esso, Folha, Abril e Comunique-se, além de apresentador de programas de TV, fez comentários duros contra Rubens Menin, publicado na internet no dia 28 de fevereiro de 2025. “Dona Maria José de Freitas, mãe solteira de quatro filhos, lavadeira de roupa, não ficou sabendo, lá no conjunto habitacional do Paranoá, no Distrito Federal, que o empresário Rubens Menin - dono da MRV, Banco Inter e CNN Brasil - defendeu, sem corar as bochechas bilionárias, que o programa Bolsa Família precisa diminuir. Se possível, pelo seu desejo, urgentemente”, disse Xico Sá. Para esclarecer aos leito res do Líder Notícias: a MRV é uma das construtoras que mais faturou com programas sociais como o Minha Casa Minha Vida. “Menin teve a cara de pau escravocrata de associar falta de mão-de-obra aos programas sociais. Ignora que, somente em 2024, 1,3 milhão de famílias que tinham direito à proteção da bolsa deixaram o programa por conquistarem seus empregos, com carteira assinada”. Ao defender a causa da turma do bilhão, em encontro de banqueiros do BTG Pactual, no Paraná, Menin foi aplaudido e consagrado pelos colegas. Pela fúria do clube da Faria Lima (SP), o governo federal deve cortar parte do Bolsa Família e do BPC (Benefício de Prestação Continuada), sob pena de arruinar o humor e o discreto charme da burguesia brasileira. Xico Sá, foi buscar fundo contra a burguesia que fede (Cazuza). Comenta o jornalista do Instituto Conhecimento Liberta (ICL): “Diante da proposta do bilionário, convoco o Sr. Peixoto, personagem da peça “Bonitinha, mas Ordinária” (1962), de Nelson Rodrigues: “No Brasil, quem não é canalha na véspera, é canalha no dia seguinte”. Alguns devem estar pen sando: Ricardo Motta é atleticano e criticando o Rubens Menin? Estes que fazem este tipo de pergunta é porque não me conhecem de perto e de convivência. Sou atleticano da era Reinaldo, o Rei do Galo, de Dario, Cerezzo, Éder, Luisinho. E de Hulk, também. Mas, imbecilidade merece troco! “A canalhice do Sr. Menin, para o gozo coletivo e perverso do clube dos bilionários, é a história de ontem, hoje e sempre dos cafajestes que definem o futuro dos humilhados e ofendidos. É uma atitude que deixaria orgulhoso o Doutor Werneck, o canalha-mor de Bonitinha, mas Ordinária, que reproduz a “elite” brasileira”. Para a confraria do Ru bens Menin, é um abuso que essa gente humilde, cerca de 20 milhões de famílias, 17,4 milhões chefiadas por mulheres, insista em alimentar seus filhos e sobreviver. Assim é fácil: jatinho, whisky onthe rocks, mulheres lindas, turbinadas, jantares nababescos, enquanto a gentalha recolhe as sobras dos pratos “sagrados” da elite.

07/03/2025– 15:08

Um dos símbolos da contracultura que continua cada vez mais popular, o perfume de Patchouli cuja base é o óleo natural de Pogostemon Cablin da Indonésia, tem características incomuns, que despertam a atenção das pessoas com sua fragrância típica amadeirada, penetrante, sensual e afrodisíaca. Enquanto para alguns, seu encanto não é apreciado de imediato, é sem dúvida um perfume agradável, nostálgico e verdadeiramente significativo para inúmeras pessoas, sendo utilizado há milhares de anos. Lembro-me bem desta época mágica quando cheguei em Ponte Nova. Lá pelas bandas da margem esquerda do Rio Piranga, precisamente na Vila Centenário. De alguns amigos da época eu me lembro: Edinho Albergaria Tiranos, Antônio Inácio Boneca, Wandeir Maciel Miranda, Zé Renato Marques e Jerônimo, o Cabo 10 do Tiro de Guerra. Havia ainda o popular Paulinho Jornaleiro, que morava em uma casa de madeira da Rede Ferroviária Federal. Ele era cabeleireiro e vendedor de perucas. A inconfundível fragrância do Patchouli ganhou fama na década de 70, quando era um dos perfumes mais usados naquela época entre os jovens, principalmente porque rolava um boato que o cheiro dele lembrava o da maconha, fato controverso. Interessante é a quantidade de sensações que o Patchouli provoca nas pessoas, algumas inclusive associando seu perfume ao movimento hippie e ao misticismo. O óleo essencial (puro) de Patchouli é um dos poucos que podem ser aplicados diretamente na pele e muitas pessoas preferem usá-lo no lugar do perfume, o que deve ser feito com moderação. Algumas gotas são suficientes para manter seu aroma durante horas. Na Ásia o Patchouli é muito usado na medicina tradicional e em muitas culturas, sendo recomendado em várias doenças de pele e do couro cabeludo. Tem dois componentes antissépticos, bem como qualidade calmante. Naquela época outro perfume despertava a atenção, mas era muito usado pela camada mais alta da sociedade. Os pobres só usavam se tivessem amigo rico. Mas, o fato é que o Lancaster era conhecido como perfume para “pegar mulher”. Elas se encantavam com o perfume e os rapazes se aproveitavam e ganhavam beijos. Às vezes na boca. Mas, mesmo com o conservadorismo, o movimento beatnik fazia efeito por aqui, inclusive com algumas meninas aderindo ao amor livre! Muitas pessoas achavam que eu era comunista e adepto do movimento beatnik, por ter comportamento e aparência pouco convencionais. Além disso, geralmente eu contestava a moral e os valores sociais estabelecidos. Pouco me lixei! Com o tempo, nem usava perfume algum, nem sabonete. Tomava banho de cachoeira e preferia o cheiro natural das mulheres. Ainda prefiro. Qual? Os dois (rssrsrsrs!). Adoro a natureza, principalmente o mato (mais rsrsrsrs!).  

21/02/2025– 11:31

Amanheci a quarta-feira, 05 de fevereiro de 2025, com um vídeo que me foi enviado pelo empresário Carlos Bartolomeu. No dispositivo de mídia digital ele mostra uma área de estacionamento do ATAC, unidade localizada na Rua João Alves de Oliveira, nº 234, Bairro Triângulo, que faz parte da Bartofil Distribuidora. Propõe parceria comigo para plantar naquele espaço cerca de 800 mudas de árvores de espécies nativas e frutíferas. Confesso que não me surpreendi com esta oferta que privilegia o meio ambiente e, de tabela, pode acabar com esta ilha de calor. Este novo ambiente arborizado se somaria a uma mini reserva florestal plantada em 2014, quando eu era presidente do Codema (Conselho Municipal de Conservação e consegui as mudas em parceria com o IEF (Instituto Estadual de Florestas). Elas cresceram e medem entre 05 (cinco) e 08 (oito) metros de altura. Carlos Bartolomeu tem a seu favor a ideia permanente de plantar árvores. Sempre fui parceiro destas atitudes consideradas inexplicáveis para algumas pessoas, principalmente as terraplanistas que não acreditam em mudanças climáticas e que os desastres ecológicos não estão relacionados com desmatamento e industrialização com emissão de gases poluentes. É bom lembrar este clima abrasador só pode que só pode ser combatido com a liberação de oxigênio das árvores e a consequente descarbonização. No caso de Ponte Nova, a presença de pessoas como Carlos Bartolomeu e a atuação em da família Bartolomeu, que apoia os atos, mostra que a natureza não está desprotegida. Se depender do poder público, não há esperança! Outra ideia que propus em 2023 foi o plantio e a introdução do pau-d’alho em Ponte Nova, principalmente na área de preservação do ATAC, o que fizemos em 21 de setembro de 2023, com a cessão de mudas pela Ferrari Jardinagem. A foto deste artigo mostra o plantio com Marcinho de Belim (PV), Márcio Bartholomeu, Carlos Bartolomeu e Ricardo Motta.            

07/02/2025– 15:35

Embora seja resultado de eventos climáticos extremos, a tragédia provocada pelas chuvas no Rio Grande do Sul foi agravada pela irresponsabilidade dos governantes ao longo dos anos, afirmou o colunista Tales Faria no Canal UOL News de sexta-feira, 03 de maio. Para o colunista, há esse problema climático, que era esperado, mas em um estado sem a menor capacidade de investimento. Todos os edifícios públicos estão deteriorados, a barragem se rompe. Tudo isso por falta de gestão. “O país e o mundo estão passando por um problema climático sério, mas por trás disso existe uma tremenda crise de responsabilidade dos governantes”, disse. Na mesma escala, o problema persiste em Ponte Nova desde 1979 (45 anos). Os administradores municipais nunca quiseram resolver os problemas. Parece que ter inundações em Ponte Nova gera voto e credibilidade. A coordenadoria de Defesa Civil de Ponte Nova, há 18 anos nas mão do abnegado servidor público Cícero Gomides, é a favor da desapropriação dos imóveis que ficam na margem direita do Ribeirão Vau Açu, nas ruas Desembargador Paula Motta e Pedro Nunes Pinheiro, na Vila Oliveira. Mesmo com o Plano de Redução de Riscos, o Poder Executivo rezando na mesma cartilha de Ricardo Salles (passando a boiada!), trabalhou intensamente para o desmonte das políticas públicas de meio ambiente. Alterou o Código de Meio Ambiente tirando poderes do Codema (Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente) e entregando nas mãos da secretaria municipal de Meio Ambiente (Semam) toda a gestão da área. Raposa cuidando do galinheiro! A 1ª decisão, ainda em 2018, a liberação ambiental para a implantação do Loteamento Estrela da Mata foi contra o meio ambiente. Existia uma norma do Codema para que nenhum novo empreendimento tivesse asfaltamento. E assim foi durante anos, sob a minha presidência. E o asfalto colocado em uma bacia receptora de água provoca inundações (jamais vistas) no Bairro Santo Antônio e Rua João Vidal de Carvalho, no Guarapiranga. Os mandatários do município preferem realizar movimentação em tempos de enchentes e inundações, elaborando laudos, distribuindo lonas pretas e cestas básicas aos desabrigados e desalojados. Nada de soluções definitivas e elas existem, mas preferem gastar dinheiro com asfalto nas ruas, sem drenagem! Estou ansioso esperando os Planos de Governo (melhor seria Programa de Governo) dos  candidatos a prefeito da terra da goiabada-cascão. O que vão escrever para acabar com inundações, arborização e revisão das leis ambientais, que foram ultrajadas com a desestruturação do Codema? O que farão para preservar e cuidar do Parque Natural Municipal Tancredo Neves, no Passa-Cinco, que tem um deficit de 40.000 árvores?  

13/05/2024– 10:29

O Senado aprovou no dia 16 de abril em 02 (duas) votações (na mesma noite) a proposta de emenda constitucional que criminaliza a posse de qualquer quantidade de droga e mantém na cabeça do policial e do juiz, e não na lei, o critério para separar consumidor de vendedor - decisão que, não raro, é guiada pelo racismo. Afinal, no instituto da cor social brasileiro, branco rico é usuário e preto pobre é traficante. “Certamente houve entre os 53 senadores que votaram a favor da matéria em 1º turno e os 52, no 2º, quem celebrasse o feito com um bom copo de álcool ou fumando seu tabaco — drogas legalizadas que causam mais mal à sociedade do que a maconha. Mas coerência não é matéria-prima para a fabricação de leis no Brasil”, comentário pulicado no canal de notícias online” UOL, no dia 17 de abril. O avanço da “PEC das Drogas” ocorre no momento em que o STF (Supremo Tribunal Federal) analisa uma ação que traz critérios para separar o usuário do traficante. O próprio presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso conversou com o Senado Federal para apontar a importância dessa separação. Em meio às rusgas entre STF e Congresso, o diálogo virou fumaça. A PEC, que agora será avaliada pela Câmara dos Deputados, foi articulada após o Supremo Tribunal Federal (STF) voltar a pautar o julgamento da descriminalização do porte da maconha para uso pessoal, determinando a diferenciação entre usuário e traficante. O mais grave é que era uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) alterando exatamente o art. 5º da Constituição, determinando que é crime a posse ou porte de qualquer quantidade de droga ou entorpecente “sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. A proposta de emenda à Constituição é de autoria do senador mineiro, Rodrigo Pacheco, presidente do Senado  Federal. Essa é a demonstração de que o Senado Federal deu as costas para a Constituição e abraçou essa política de drogas racista, genocida, super encarceradora e que fortalece facções criminosas. O famoso populismo eleitoral, com aplausos da direita, que vive com sangue injetado nos olhos. Segundo o jurista Erik Torquato, a PEC é inconstitucional por afrontar os direitos fundamentais da população.  “O artigo 5º se dedica a proteger cidadãos contra arbítrios do Estado”, afirma o jurista.

26/04/2024– 12:00

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