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Meio Ambiente

Em celebração ao Dia do Ambientalista e ao Dia Municipal do Meio Ambiente, a Prefeitura de Ponte Nova realizou o plantio de quatro mudas de árvores nativas na Praça de Palmeiras. A iniciativa busca reforçar a importância da preservação ambiental e incentivar a adoção de práticas sustentáveis no município. A ação também destacou o trabalho de pessoas que atuam na defesa e preservação do meio ambiente. A valorização desses profissionais e defensores da causa ambiental está prevista na Lei Municipal nº 4.855/2025, que institui o Dia Municipal do Meio Ambiente. Além do plantio, a iniciativa teve um importante caráter educativo. Alunos da Escola Municipal Dr. José Mariano participaram da atividade e puderam acompanhar, na prática, uma ação de preservação ambiental, reforçando a importância da conscientização desde os primeiros anos de formação. Para o município, o plantio representa mais do que a implantação de novas árvores em um espaço público. A ação simboliza um compromisso conjunto entre poder público, ambientalistas, comunidade e novas gerações na construção de uma cidade mais consciente e sustentável. A iniciativa reforça ainda que preservar o meio ambiente é uma responsabilidade coletiva e que atitudes realizadas no presente podem contribuir para garantir um futuro com mais qualidade de vida e recursos naturais preservados para as próximas gerações.

11/09/2026– 08:53

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) alerta para os impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade da Bacia do Rio Doce. A pesquisa aponta que 73% das espécies de árvores prioritárias para conservação analisadas poderão perder mais de 75% das áreas com condições climáticas adequadas para seu desenvolvimento até 2090. Publicado em agosto na revista científica Biodiversity and Conservation, o trabalho também indica que a atual rede de unidades de conservação (UCs) não será suficiente para proteger a flora da região no longo prazo. De acordo com os pesquisadores, a combinação entre o histórico de desmatamento, a fragmentação das florestas, os impactos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015, e o avanço das mudanças climáticas representa uma ameaça significativa para as espécies nativas da bacia. A pesquisa analisou 26 espécies de árvores prioritárias para conservação. Deste total, 19 espécies, o equivalente a 73%, podem perder mais de três quartos de sua área climaticamente adequada até o final do século. Entre as espécies consideradas mais vulneráveis estão árvores raras e características da região, como o ipê-preto (Handroanthus arianeae) e a peroba-candeia (Grazielodendron rio-docensis), que apresentam risco elevado de extinção local. Segundo a doutoranda Cecília Loren Silva, primeira autora do trabalho, a situação da Bacia do Rio Doce é agravada por décadas de pressão sobre os ambientes naturais. “A Bacia do Rio Doce, que já é historicamente marcada pelo avanço das pastagens, pela atividade de mineração e pela tragédia do rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, em 2015, enfrenta agora a grave ameaça do colapso climático de suas espécies arbóreas nativas.” A pesquisadora explica ainda que, embora os efeitos das mudanças climáticas sobre a distribuição das plantas já sejam conhecidos pela comunidade científica, muitos estudos anteriores foram realizados em escalas continentais ou nacionais. O diferencial da pesquisa da UFV foi trabalhar com alta resolução espacial, permitindo identificar de forma mais detalhada as áreas vulneráveis dentro da própria bacia hidrográfica. Outro ponto de preocupação identificado pelos pesquisadores é a capacidade das atuais áreas protegidas de garantir a conservação das espécies no futuro. As projeções indicam que grande parte dos territórios que continuarão apresentando condições climáticas favoráveis para as árvores analisadas estará localizada fora dos limites das unidades de conservação existentes. Por outro lado, a análise espacial identificou o extremo leste da Bacia do Rio Doce como uma região estratégica. O local deverá concentrar alguns dos refúgios climáticos mais estáveis para as espécies estudadas, podendo se tornar uma área prioritária para ações de conservação. Para desenvolver o estudo, os pesquisadores do Laboratório de Ecologia e Evolução de Plantas, do Departamento de Biologia Vegetal da UFV, reuniram registros públicos de ocorrência das espécies e informações obtidas em inventários florestais realizados em 22 fragmentos da Bacia do Rio Doce. Os dados foram cruzados com informações sobre temperatura, precipitação, relevo e características do solo. Por meio de algoritmos de modelagem computacional, a equipe simulou as condições ambientais necessárias para cada espécie diante de diferentes cenários de emissões de gases de efeito estufa projetados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). As projeções consideraram os anos de 2050 e 2090. Posteriormente, os mapas produzidos foram comparados com o uso atual do solo na bacia, permitindo estimar a perda efetiva de habitat para as espécies. Para os pesquisadores, os resultados podem contribuir diretamente para o planejamento de ações de restauração ecológica, conservação ambiental e políticas públicas na Bacia do Rio Doce. A expectativa é que os mapas e projeções auxiliem órgãos ambientais, gestores públicos e instituições envolvidas nos projetos de reparação da região a definir áreas prioritárias para investimentos. A identificação antecipada dos territórios que deverão manter condições climáticas adequadas poderá orientar projetos de reflorestamento e a criação ou ampliação de áreas protegidas, priorizando os chamados refúgios climáticos. Segundo os autores, essa estratégia pode aumentar a efetividade das ações de conservação e garantir melhores condições para a sobrevivência das espécies nativas nas próximas décadas. UFV

10/09/2026– 09:57

Reservatório, que concentra cerca de 10 milhões de m³ de rejeitos, poderá ser incluído posteriormente, mas representantes de comunidades atingidas defendem ampliação imediata das análises O Lago de Candonga, em Santa Cruz do Escalvado, ficou fora das áreas inicialmente previstas para os estudos do Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC) estabelecido pelo Acordo de Repactuação relacionado ao rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, em 2015. A situação voltou a ser questionada durante a 5ª Reunião Ordinária da Instância Mineira de Participação Social (IMPS), realizada em 27 de agosto, em Ipatinga. O encontro contou com a apresentação da empresa WSP, contratada para realizar os estudos previstos no acordo. Nesta primeira etapa, as análises serão realizadas em Paracatu de Baixo, Barra Longa, Governador Valadares e no reservatório da UHE Aimorés, com coleta e análise de água, solo e sedimentos. Durante a reunião, o representante de Santa Cruz do Escalvado, Rio Doce e Chopotó, Marcos Antônio Martins, questionou a ausência do Lago de Candonga nas investigações. O reservatório concentra aproximadamente 10 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério. Segundo a explicação apresentada no encontro, o acordo prevê o gerenciamento da contaminação do Lago de Candonga caso os rejeitos não sejam retirados. Os estudos que irão subsidiar a decisão sobre a retirada dos rejeitos, porém, têm prazo de até dois anos. Para Marcos, a investigação sobre possíveis impactos ambientais não deveria depender dessa decisão. Ele também criticou a distância entre os pontos de amostragem previstos. “Vai ter um ponto em que eles vão de Paracatu até Barra Longa e, depois, vão ficar mais de 300 quilômetros sem fazer uma amostragem. Aí não tem uma representatividade.” O representante informou que está preparando, com apoio do Centro Rosa Fortini, um ofício a ser encaminhado aos Ministérios Públicos Federal e Estadual solicitando a ampliação das áreas de coleta. A proposta é que todos os territórios atingidos ao longo da Bacia do Rio Doce sejam contemplados, garantindo uma amostragem mais ampla e representativa. “Acreditamos que tem que ter, no mínimo, algumas amostragens em cada território, na bacia toda”, afirmou Marcos. A Semad informou que os trabalhos ainda estão no início e que os estudos poderão ser ampliados caso os resultados indiquem essa necessidade. Também está sendo elaborado um plano de comunicação para manter as comunidades informadas e ampliar a participação das pessoas atingidas no processo. Informações: Centro Rosa Fortini

04/09/2026– 10:08

Presença dos animais, qualidade da água e acesso a serviços de saúde foram temas discutidos durante reunião do Núcleo de Base Temático de Saúde Moradores da comunidade de Porto Plácido, em Santa Cruz do Escalvado, demonstraram preocupação com o aumento da presença de capivaras na região. O assunto foi discutido durante a primeira reunião do Núcleo de Base Temático (NBT) de Saúde, realizada pelo Centro Alternativo de Formação Popular Rosa Fortini na semana passada. De acordo com relatos apresentados pelos participantes, a quantidade de capivaras teria aumentado nos últimos anos, especialmente após o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, em 2015. A percepção dos moradores, no entanto, ainda precisa ser investigada pelas autoridades e órgãos responsáveis. A presença dos animais preocupa a comunidade principalmente pelo possível risco relacionado à febre maculosa, doença grave transmitida pela picada de carrapatos infectados, entre eles o chamado carrapato-estrela. Capivaras podem atuar como hospedeiras de carrapatos, mas a simples presença dos animais não significa que estejam infectados ou que haja transmissão da doença. Durante a reunião, uma moradora relatou a frequência com que os animais são encontrados durante as caminhadas realizadas por mulheres da comunidade. “Nós temos um grupo de mulheres que fazem caminhada. Muitas vezes, durante essas caminhadas, no caminho de Porto Plácido até a comunidade Baú, a gente conta mais de 40 capivaras”, relatou. Além da presença das capivaras, os moradores apresentaram uma série de demandas relacionadas à saúde e à infraestrutura da comunidade. Entre os problemas citados estão a dificuldade de acesso a serviços de fisioterapia e psicologia, falta de vacinas, deficiências no saneamento básico e ausência de incentivos para a prática de atividades físicas. A qualidade da água também foi apontada como uma preocupação durante o encontro. Segundo relatos, moradores teriam percebido alterações na aparência e no cheiro da água fornecida às residências. “De manhã, a água que sai da minha torneira é igual leite e fede demais”, relatou uma moradora. Diante da situação, os participantes defenderam a necessidade de investigar as causas das alterações relatadas e garantir condições adequadas de qualidade da água para consumo e demais atividades realizadas pela população. A reunião contou com participação significativa das mulheres de Porto Plácido e teve como objetivo levantar as principais demandas de saúde da comunidade, contribuindo para a discussão e encaminhamento de possíveis soluções. Febre maculosa: doença infecciosa grave causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida pela picada de carrapato infectado. A identificação precoce dos sintomas e o tratamento adequado são fundamentais para reduzir o risco de complicações.

04/09/2026– 10:03

Em meio às comemorações pelos 100 anos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), um Jequitibá foi escolhido como árvore símbolo do centenário da instituição. O plantio aconteceu na manhã da última terça-feira (25), na avenida central do campus Viçosa, entre a Reitoria e o posto da Segurança Patrimonial. A escolha da espécie reúne tradição, história e simbolismo. Para a cultura popular, o majestoso Jequitibá, típico da Mata Atlântica, representa longevidade e resistência. A árvore também remete a Arthur Bernardes, ex-governador de Minas Gerais, presidente do Brasil e responsável pela criação da Universidade, que tinha o apelido de “Jequitibá”. O plantio foi realizado de forma coletiva, com a participação de professores, técnicos e estudantes, por iniciativa do Departamento de Agronomia (DAA), o maior e mais antigo da UFV. Segundo a Universidade, o plantio de árvores faz parte da história e da identidade do campus. Mais de 200 árvores estão na área central de Viçosa e muitas delas foram plantadas por ocasião de formaturas, mantendo viva a memória de diferentes gerações de estudantes. Próximo ao novo Jequitibá do Centenário estão exemplares ligados a antigas turmas, como o Jequitibá Branco da turma de 1952 e o Jequitibá Rosa da Turma Carcará, formada há 57 anos. Durante a cerimônia, a professora Ângela Stringheta, do Departamento de Agronomia e idealizadora da iniciativa, destacou o papel das árvores como registros vivos da história da instituição. O Jequitibá também carrega características que dialogam com a trajetória da UFV. A espécie pode alcançar cerca de 60 metros de altura, possui grande longevidade e se destaca pela imponência, força e capacidade de crescer acima da floresta em busca de luz. Ao longo de um século, a UFV já formou mais de 60 mil profissionais, que levaram conhecimento para diferentes regiões do Brasil e do mundo. Assim como as sementes espalhadas pelo Jequitibá, novas gerações continuam chegando à Universidade, dando continuidade à sua história. Para o reitor Demetrius David da Silva, o plantio simboliza as raízes fortes da instituição e seu compromisso com o futuro. A árvore agora fará parte da paisagem do campus e poderá ser acompanhada pelas próximas gerações como um marco vivo dos 100 anos da Universidade Federal de Viçosa. UFV

27/08/2026– 10:44

Quem participa dos tradicionais Dias de Campo da Semana do Fazendeiro, promovida pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), tem a oportunidade de conhecer novas tecnologias, esclarecer dúvidas com especialistas e acompanhar de perto pesquisas que transformam a agricultura brasileira. Durante a atividade "Manejo da cultura do feijão: estratégias de alta produtividade", realizada na quinta-feira (23), produtores rurais e estudantes conheceram a trajetória do melhoramento genético do feijão-vermelho, uma das principais contribuições da UFV para a agricultura nacional. A história começou na década de 1950, quando o professor Clibas Vieira iniciou pesquisas para aperfeiçoar o feijão-vermelho, até então cultivado principalmente para subsistência na Zona da Mata mineira. O objetivo era desenvolver uma variedade mais produtiva, resistente e adequada ao cultivo comercial. Nos anos 2000, os pesquisadores José Eustáquio e Pedro Carneiro deram continuidade ao trabalho e lançaram a cultivar Ouro Vermelho, que apresentou cerca de 30% mais produtividade, cozimento mais rápido e excelente rendimento de caldo, tornando-se referência para produtores e consumidores. Mais recentemente, a UFV lançou a variedade Marte, também de grãos vermelhos, desenvolvida com arquitetura de planta adaptada à colheita mecanizada, ampliando a eficiência no campo. As pesquisas são conduzidas pelo Programa Feijão, do Departamento de Agronomia (DFT), que desenvolve soluções tecnológicas para toda a cadeia produtiva por meio de estudos em fitotecnia e melhoramento genético. Além das atividades realizadas durante a Semana do Fazendeiro, a Universidade promove Dias de Campo ao longo de todo o ano para ouvir as demandas dos produtores e direcionar novas pesquisas às necessidades do setor. Segundo os pesquisadores, o próximo desafio é desenvolver variedades de grãos maiores, como os do tipo andino, pouco consumidos no Brasil, mas com grande potencial de exportação devido à alta demanda no mercado internacional. Além do feijão, a programação da Semana do Fazendeiro 2026 contou com Dias de Campo voltados à atividade leiteira, cafeicultura, macaúba, fruticultura e bovinocultura de leite, reforçando o compromisso da UFV com a inovação, a transferência de tecnologia e o fortalecimento do agronegócio brasileiro. UFV

27/07/2026– 08:03

Com a chegada da estiagem, a Prefeitura de Ipatinga alerta a população para a importância da prevenção de incêndios em áreas urbanas e de vegetação. A baixa umidade do ar, as altas temperaturas e a vegetação seca aumentam o risco de queimadas, tornando essencial a adoção de medidas preventivas. Segundo a administração municipal, os incêndios colocam em risco a vida de pessoas e animais, provocam danos ao meio ambiente, causam prejuízos ao patrimônio público e privado, comprometem serviços públicos, afetam o trânsito e agravam problemas respiratórios devido à fumaça. Entre as principais recomendações estão não realizar queimadas para eliminar lixo, folhas, galhos ou outros resíduos, manter lotes e terrenos limpos, evitar o descarte de bitucas de cigarro em áreas verdes e vias públicas, realizar a manutenção das instalações elétricas e armazenar combustíveis, tintas e solventes em locais seguros. Durante o período de seca, a Prefeitura também orienta a população a evitar qualquer atividade que produza fogo próximo à vegetação, não soltar balões, não utilizar fogueiras em locais não autorizados e nunca abandonar brasas acesas. A diretora do Departamento de Meio Ambiente (DEMAM), Ana Flávia, destaca que a prevenção é a forma mais eficaz de evitar grandes incêndios. “A prevenção é a principal ferramenta para evitar incêndios. Muitas ocorrências começam com atitudes aparentemente simples, como a queima de lixo ou o descarte inadequado de uma bituca de cigarro. Quando cada cidadão faz a sua parte, protegemos vidas, preservamos nossas áreas verdes e reduzimos os impactos ambientais e sociais causados pelo fogo.” A Prefeitura lembra ainda que o uso do fogo em áreas urbanas e rurais é regulamentado pela legislação estadual e municipal. Em Ipatinga, queimadas de lixo, folhas e resíduos em lotes vagos são proibidas e podem resultar em sanções administrativas e responsabilização ambiental. Em caso de focos de incêndio, a orientação é manter distância da área afetada, proteger pessoas mais vulneráveis e acionar imediatamente os órgãos competentes. O Corpo de Bombeiros atende pelo telefone 193, a Polícia Militar pelo 190, e denúncias de queimadas podem ser feitas ao Departamento de Meio Ambiente (DEMAM) pelo telefone (31) 3829-8079. A administração municipal reforça que a preservação do meio ambiente e a proteção da população dependem do compromisso de todos. Cuidar dos terrenos, evitar queimadas e denunciar práticas irregulares são atitudes fundamentais para reduzir os riscos de incêndios e garantir mais segurança e qualidade de vida à comunidade. Prefeitura de Ipatinga

21/07/2026– 11:34

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) realiza, até o dia 13 de junho, a II Semana UFV+Sustentável do Meio Ambiente, evento que celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente com uma programação voltada à reflexão, educação ambiental e mobilização da comunidade acadêmica e da população em geral. Neste ano, o tema do evento é “Mudanças climáticas: soluções locais para um desafio global”, destacando a importância de iniciativas regionais para enfrentar os impactos das alterações climáticas em escala mundial.Um dos principais destaques da programação será o Painel Científico, marcado para o dia 9 de junho, às 16h30, no Espaço Acadêmico-Cultural Fernando Sabino. O encontro reunirá importantes pesquisadores para discutir estratégias e soluções relacionadas às mudanças climáticas. Participarão do painel os professores Marcos Heil Costa, do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia Aplicada da UFV, e Eduardo Marques, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da instituição, além do cientista Paulo Artaxo, professor do Departamento de Física Aplicada da Universidade de São Paulo (USP). A mediação será conduzida pela jornalista Léa Medeiros, da Diretoria de Comunicação Institucional (DCI) da UFV. Além do painel, a Semana UFV+Sustentável contará com diversas atividades educativas e interativas ao longo da semana. Entre elas estão a palestra “Saneamento Básico como Ferramenta de Adaptação às Mudanças Climáticas”, promovida pela Liga Acadêmica de Qualidade da Água e Saneamento (Laquas), no dia 8 de junho; uma Trilha Interpretativa na Mata da Biologia, conduzida pelo grupo Trilheiros do Sauá, no dia 10; e a mesa-redonda “Dos extremos ao nosso quintal: Por que o destino da Antártica, Ártico e Andes importa para nós?”, organizada pelo Núcleo Terrantar, no dia 11. A programação também inclui a oficina infantil “Construindo Brinquedos Sustentáveis”, promovida pela Ludoteca da UFV, no dia 12 de junho, e será encerrada no dia 13 com o V Dia de Plantio de Mudas, iniciativa que busca incentivar a recuperação e preservação de áreas verdes. Todos os eventos contarão com emissão de certificados para os participantes. As inscrições e a programação completa, incluindo horários, locais e informações sobre os palestrantes, estão disponíveis no site oficial da Semana do Meio Ambiente da UFV. A iniciativa reforça o compromisso da universidade com a sustentabilidade, a educação ambiental e a busca por soluções inovadoras para os desafios climáticos que impactam a sociedade contemporânea. UFV

08/06/2026– 11:29

Reconhecida nacionalmente pelas extensas áreas verdes e pela forte presença da arborização urbana, Ipatinga volta suas atenções, neste mês de junho, para uma das datas mais importantes do calendário ambiental: o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. A programação especial preparada pela Prefeitura busca despertar, principalmente entre crianças e jovens, a consciência sobre a preservação dos recursos naturais e a construção de um futuro mais sustentável. Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) durante a Conferência de Estocolmo, em 1972, a data tornou-se símbolo mundial da defesa da natureza e da promoção do desenvolvimento sustentável. Em Ipatinga, cidade que cresceu conciliando desenvolvimento urbano e preservação ambiental, a celebração ganha ainda mais relevância ao reforçar valores ligados à qualidade de vida, ao cuidado com os espaços públicos e à proteção ambiental. Com uma programação educativa diversificada, a Semana do Meio Ambiente contará com visitas técnicas, ações de conscientização, atividades interativas em escolas das redes municipal e estadual, além de ações de plantio de árvores.As atividades tiveram início no dia 27 de maio e seguirão até o dia 10 de junho de 2026. A expectativa é de que aproximadamente 2 mil crianças e adolescentes participem das ações promovidas pela Prefeitura de Ipatinga. As atividades educativas serão realizadas nas escolas municipais Maria Rodrigues Barnabé, Vilma Farias, Padre Bertollo, H. Freitas Badaró, Nelcina Rosa de Jesus e Benvinda Moreira Pacheco, além das escolas estaduais Dom Helvécio e Sônia Maria Silva Gomes. Segundo a administração municipal, a proposta é fortalecer entre crianças e adolescentes a conscientização sobre atitudes sustentáveis e o compromisso coletivo com a preservação ambiental. Dentro da programação, o plantio de árvores em áreas de parques e calçadas ganha destaque como uma importante ação de valorização da arborização urbana e conscientização ambiental. A iniciativa busca sensibilizar a população sobre os benefícios proporcionados pelas árvores para o meio ambiente e para a qualidade de vida nas cidades. De acordo com Ana Flávia, diretora do Departamento de Meio Ambiente (DEMAM), a ação vai além do simples plantio de mudas. “Nosso objetivo é fortalecer a consciência ambiental da população e mostrar que a arborização urbana traz benefícios diretos para a qualidade de vida, como redução do calor, melhoria da qualidade do ar e valorização dos espaços urbanos. Queremos que os moradores compreendam a importância dessas ações e se sintam motivados a participar e autorizar novos plantios em frente às suas residências”, destacou. Ao longo da programação, serão abordados temas como preservação ambiental, reciclagem, uso consciente da água, arborização urbana e valorização das áreas verdes, incentivando práticas mais sustentáveis no cotidiano. Mais do que marcar uma data comemorativa, a Semana do Meio Ambiente representa um convite à reflexão sobre o papel de cada cidadão na construção de cidades mais humanas, sustentáveis e preparadas para as futuras gerações. Em Ipatinga, preservar o meio ambiente também significa investir em saúde, bem-estar e qualidade de vida para as atuais e futuras gerações.

29/05/2026– 11:27

A Prefeitura de Ubá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Ambiente, intensificou as ações de recuperação do Parque Municipal da Serra da Moega após os deslizamentos provocados pelas fortes chuvas do dia 24 de fevereiro de 2026. Os temporais causaram danos significativos à vegetação nativa, afetando uma área superior a 5 hectares — o equivalente a mais de sete campos de futebol. Diante da dimensão dos prejuízos, o município adotou uma estratégia técnica integrada voltada à restauração do ecossistema e à proteção dos recursos naturais. Entre as principais ações já realizadas, destacam-se: Mapeamento com drones: em parceria com a Vale S.A., foram realizados voos para o levantamento detalhado das áreas atingidas, permitindo a identificação precisa dos pontos críticos e o direcionamento das intervenções; Monitoramento da água: foi iniciado o acompanhamento contínuo da qualidade dos cursos d’água da região, com análises técnicas para avaliar e mitigar possíveis impactos dos deslizamentos; Parceria institucional: o Instituto Estadual de Florestas disponibilizou imagens de satélite atualizadas e realizou visita técnica com analistas ambientais, contribuindo para o diagnóstico dos danos e a elaboração do Plano de Recuperação Ambiental. As iniciativas fazem parte da fase inicial de um plano mais amplo de restauração, que inclui ações como estabilização do solo, recomposição da cobertura vegetal e monitoramento da regeneração natural e assistida da área.O objetivo é acelerar a recuperação do parque, garantindo a preservação desse importante patrimônio ambiental e refúgio da biodiversidade local. O secretário municipal de Agricultura e Ambiente, Salomão Curi, destacou o empenho da administração na recuperação da área: “Estamos trabalhando com base técnica e parcerias qualificadas para recuperar a Serra da Moega, garantindo a proteção dos recursos naturais e a segurança ambiental para as futuras gerações.”

06/05/2026– 11:14

Uma pesquisa internacional publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) revelou que a qualidade da paisagem ao redor de remanescentes florestais pode ser decisiva para a sobrevivência de espécies de aves. O estudo mostra que melhorias nessas áreas podem aumentar significativamente a capacidade de retenção de espécies, mesmo quando os fragmentos de floresta são pequenos ou isolados. A chamada “matriz” — que inclui áreas agrícolas, pastagens ou vegetação nativa no entorno das florestas — exerce papel fundamental no deslocamento das aves entre os fragmentos. Segundo os pesquisadores, essa é uma das evidências globais mais robustas já reunidas sobre o tema. O trabalho analisou dados de diferentes regiões tropicais do planeta, comparando comunidades de aves em ilhas oceânicas e fragmentos florestais. Entre os autores está o professor Rômulo Ribon, do Departamento de Biologia Animal da Universidade Federal de Viçosa, que contribuiu com informações coletadas em áreas de mata nativa nos municípios de Viçosa, Paula Cândido, Cajuri e Coimbra, em Minas Gerais. De acordo com o pesquisador, a forma como a paisagem é organizada ao redor das florestas pode ser tão importante quanto o tamanho dos fragmentos. “Por décadas, a ecologia tratou esses ambientes como ‘ilhas’ isoladas, focando principalmente no tamanho e no grau de isolamento. No entanto, esse modelo deixou em segundo plano um componente essencial: a matriz”, explicou. O estudo destaca que nem todas as aves conseguem atravessar grandes áreas sem cobertura florestal. Por isso, ambientes com maior presença de árvores, mesmo que em pequenas porções, facilitam o deslocamento, aumentam o acesso a recursos e reduzem riscos. Os resultados mostram que áreas com vegetação ao redor dos fragmentos sustentam comunidades mais ricas, especialmente de espécies que dependem estritamente da floresta. Pequenos agrupamentos de vegetação a até 300 metros já apresentam impacto positivo significativo na sobrevivência das aves. A pesquisa reforça a necessidade de estratégias de conservação mais amplas, que não se limitem à proteção de áreas isoladas. Medidas como o plantio de árvores em propriedades rurais, a criação de corredores ecológicos e a recuperação de vegetação nativa podem ampliar de forma expressiva a preservação da biodiversidade. “Pequenas mudanças no uso da terra podem gerar grandes impactos na conservação das espécies”, concluiu Rômulo Ribon. UFV

20/04/2026– 10:35

Uma nova espécie de fungo parasita de aranhas foi descoberta em áreas de floresta dentro do campus da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e descrita na revista científica British Mycological Society, por meio do periódico Fungal Biology. A espécie recebeu o nome de Gibellula mineira e pertence a um grupo conhecido por infectar aranhas e manipular seu comportamento, transformando os hospedeiros em verdadeiros “zumbis”. A descoberta ocorreu na Mata da Biologia e no Recanto das Cigarras, fragmentos de floresta localizados no campus de Viçosa. A pesquisa foi conduzida por integrantes do Laboratório de Ecologia e Comportamento (Labecom), durante o mestrado da estudante Aline dos Santos, com orientação da pesquisadora Thairine Mendes Pereira e do professor Thiago Gechel Kloss. As coletas começaram em 2024 e o processo de confirmação como nova espécie levou mais de um ano, com análises morfológicas e genéticas comparadas a outros fungos do mesmo grupo. O estudo também investigou a interação do fungo com a aranha Iguarima censoria, encontrada nas áreas florestais do campus. Os resultados mostraram que cerca de 25% das aranhas estavam infectadas. Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi que indivíduos menores apresentaram maior probabilidade de parasitismo. Segundo os autores, a descoberta amplia o conhecimento sobre a biodiversidade da Mata Atlântica e sobre a interação entre fungos parasitas e aranhas em florestas tropicais. O estudo também demonstra que fragmentos de vegetação dentro de áreas urbanas ainda podem revelar novas espécies para a ciência. O artigo científico, intitulado “The silent hunters of spiders: discovering a new Gibellula (Ascomycota: Cordycipitaceae) fungus in the Brazilian Atlantic forest”, detalha a descrição morfológica, análise filogenética e os impactos da nova espécie no ecossistema. UFV

23/03/2026– 11:23

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