Uma pesquisa internacional publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) revelou que a qualidade da paisagem ao redor de remanescentes florestais pode ser decisiva para a sobrevivência de espécies de aves. O estudo mostra que melhorias nessas áreas podem aumentar significativamente a capacidade de retenção de espécies, mesmo quando os fragmentos de floresta são pequenos ou isolados. A chamada “matriz” — que inclui áreas agrícolas, pastagens ou vegetação nativa no entorno das florestas — exerce papel fundamental no deslocamento das aves entre os fragmentos. Segundo os pesquisadores, essa é uma das evidências globais mais robustas já reunidas sobre o tema.
O trabalho analisou dados de diferentes regiões tropicais do planeta, comparando comunidades de aves em ilhas oceânicas e fragmentos florestais. Entre os autores está o professor Rômulo Ribon, do Departamento de Biologia Animal da Universidade Federal de Viçosa, que contribuiu com informações coletadas em áreas de mata nativa nos municípios de Viçosa, Paula Cândido, Cajuri e Coimbra, em Minas Gerais.
De acordo com o pesquisador, a forma como a paisagem é organizada ao redor das florestas pode ser tão importante quanto o tamanho dos fragmentos. “Por décadas, a ecologia tratou esses ambientes como ‘ilhas’ isoladas, focando principalmente no tamanho e no grau de isolamento. No entanto, esse modelo deixou em segundo plano um componente essencial: a matriz”, explicou.
O estudo destaca que nem todas as aves conseguem atravessar grandes áreas sem cobertura florestal. Por isso, ambientes com maior presença de árvores, mesmo que em pequenas porções, facilitam o deslocamento, aumentam o acesso a recursos e reduzem riscos. Os resultados mostram que áreas com vegetação ao redor dos fragmentos sustentam comunidades mais ricas, especialmente de espécies que dependem estritamente da floresta. Pequenos agrupamentos de vegetação a até 300 metros já apresentam impacto positivo significativo na sobrevivência das aves.
A pesquisa reforça a necessidade de estratégias de conservação mais amplas, que não se limitem à proteção de áreas isoladas. Medidas como o plantio de árvores em propriedades rurais, a criação de corredores ecológicos e a recuperação de vegetação nativa podem ampliar de forma expressiva a preservação da biodiversidade. “Pequenas mudanças no uso da terra podem gerar grandes impactos na conservação das espécies”, concluiu Rômulo Ribon.
UFV
Uma nova espécie de fungo parasita de aranhas foi descoberta em áreas de floresta dentro do campus da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e descrita na revista científica British Mycological Society, por meio do periódico Fungal Biology. A espécie recebeu o nome de Gibellula mineira e pertence a um grupo conhecido por infectar aranhas e manipular seu comportamento, transformando os hospedeiros em verdadeiros “zumbis”.
A descoberta ocorreu na Mata da Biologia e no Recanto das Cigarras, fragmentos de floresta localizados no campus de Viçosa. A pesquisa foi conduzida por integrantes do Laboratório de Ecologia e Comportamento (Labecom), durante o mestrado da estudante Aline dos Santos, com orientação da pesquisadora Thairine Mendes Pereira e do professor Thiago Gechel Kloss.
As coletas começaram em 2024 e o processo de confirmação como nova espécie levou mais de um ano, com análises morfológicas e genéticas comparadas a outros fungos do mesmo grupo. O estudo também investigou a interação do fungo com a aranha Iguarima censoria, encontrada nas áreas florestais do campus. Os resultados mostraram que cerca de 25% das aranhas estavam infectadas. Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi que indivíduos menores apresentaram maior probabilidade de parasitismo.
Segundo os autores, a descoberta amplia o conhecimento sobre a biodiversidade da Mata Atlântica e sobre a interação entre fungos parasitas e aranhas em florestas tropicais. O estudo também demonstra que fragmentos de vegetação dentro de áreas urbanas ainda podem revelar novas espécies para a ciência. O artigo científico, intitulado “The silent hunters of spiders: discovering a new Gibellula (Ascomycota: Cordycipitaceae) fungus in the Brazilian Atlantic forest”, detalha a descrição morfológica, análise filogenética e os impactos da nova espécie no ecossistema.
UFV
A atividade é voltada à integração e ao bem-estar da comunidade acadêmica.
A programação acontece das 9h às 12h, no campus de Viçosa, com ponto de encontro no gramado do Espaço de Convivência. De lá, os participantes seguirão em caminhada até a praça das Três Bandeiras, localizada no Recanto das Cigarras. Aberto a toda a comunidade, o evento é especialmente direcionado aos calouros, que terão a oportunidade de conhecer melhor o campus, fazer novas amizades e iniciar a vivência universitária em contato com a natureza.
A organização orienta os participantes a:
usar roupas leves e confortáveis
utilizar calçado fechado
levar água e lanche
Também é necessário realizar inscrição prévia por meio de formulário eletrônico. O UFV na Trilha é promovido pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários, com apoio das divisões de Esportes e Lazer e Psicossocial, além da Comissão de Saúde Mental da universidade, reforçando a importância da integração e do cuidado com a saúde física e mental no ambiente acadêmico.
UFV
O Programa Lençóis Viçosenses e o ViJazz estão promovendo uma série de ações educativas e ambientais em comemoração ao Dia Mundial da Água, com foco na conscientização de estudantes da rede municipal. A iniciativa, desenvolvida pela Prefeitura de Viçosa, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Biodiversidade e Recursos Hídricos (SEMABIO), envolve alunos do 3º, 4º e 5º anos da Escola Municipal Almiro Paraíso.
A programação teve início na quarta-feira (18), com uma palestra educativa abordando o tema “Qual a sua gota de contribuição para a preservação da água?”. A atividade foi seguida de reflexões sobre o uso consciente da água, a importância da conservação do solo e a preservação de nascentes, especialmente em áreas rurais. Dando continuidade às ações, nesta sexta-feira (20), às 8h, será realizado o plantio de 220 mudas de árvores em uma área de conservação ambiental na comunidade Córrego do Engenho. A atividade prática contará com a participação dos alunos, reforçando o compromisso com o meio ambiente e com as futuras gerações.
As mudas serão plantadas em propriedades parceiras do programa, pertencentes a produtores rurais envolvidos no projeto, fortalecendo a recuperação ambiental e a proteção dos recursos hídricos locais. O Programa Lençóis Viçosenses tem como objetivo promover a conservação e recuperação de áreas estratégicas do município, garantindo maior disponibilidade e qualidade da água para abastecimento humano e animal. Já o ViJazz, além de seu papel cultural, também se destaca pelo compromisso socioambiental, incluindo ações como a compensação de emissões de carbono por meio do plantio de espécies nativas.
Prefeitura de Viçosa
Uma ocorrência inusitada foi registrada pelo o Corpo de Bombeiros de Viçosa na manhã da quarta-feira (18), na zona rural de Teixeiras. Uma jaguatirica adulta foi avistada no alto de uma goiabeira, em uma propriedade particular, após ter sido acuada por cães que vivem no local. De acordo com o BO, os militares constataram que o animal não apresentava ferimentos, mas estava em estado de alerta devido à presença de pessoas e dos cães. Diante da situação, a equipe buscou apoio técnico junto ao Departamento de Veterinária da Universidade Federal de Viçosa.
Com base na análise de vídeos e no comportamento do felino, os especialistas orientaram uma abordagem de mínima intervenção, priorizando o bem-estar do animal e a segurança de todos os envolvidos. Também foi reforçada a orientação para não oferecer qualquer tipo de alimento, evitando a aproximação indevida de animais silvestres com humanos.
A estratégia, conhecida como “recuo tático”, apresentou resultado em poucos minutos. Com o ambiente tranquilo e sem ameaças aparentes, a jaguatirica desceu da árvore por conta própria e retornou à mata próxima, sem necessidade de captura, sedação ou qualquer tipo de intervenção direta. A ação foi considerada um exemplo de manejo adequado da fauna silvestre, respeitando o comportamento natural do animal e garantindo sua segurança.
O Grupo de Pesquisa em Ictiologia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), ligado ao Departamento de Biologia Animal (DBA), anunciou a descoberta de uma nova espécie de lambari endêmica da região da Cachoeira Grande, no município de Canaã, na microrregião de Viçosa (MG). O trabalho foi publicado em 2 de dezembro na revista científica Zootaxa, em parceria com pesquisadores da UFMG e da UFAM. Batizada de Psalidodon canaaensis, a espécie ocorre exclusivamente naquele trecho da bacia do rio Doce — uma área atualmente ameaçada pela possível instalação de uma usina hidrelétrica.
A descrição da espécie teve início de forma curiosa. Entre 1990 e 2017, o então professor da UFV Jorge Dergam, hoje aposentado, coletou peixes na região e depositou os exemplares na Coleção Ictiológica do Museu de Zoologia João Moojen (MZUFV). Anos depois, o pesquisador Victor de Queiroz, ex-aluno da instituição e integrante do grupo Ictiologia, identificou características que indicavam se tratar de uma espécie inédita. Quando a professora Elisabeth Henschel assumiu a coordenação do grupo em 2024, revisou o material e confirmou a descoberta.
A espécie apresenta diferenças marcantes em relação a outros lambaris, envolvendo:
Contagem e disposição das escamas
Estrutura da linha lateral, usada para perceber vibrações na água
Formato e número de dentes
Padrão de coloração
Além da análise morfológica, exames de DNA reforçaram que se trata de uma linhagem evolutiva distinta. “A descoberta adiciona novas peças ao quebra-cabeça da evolução dos lambaris e representa a primeira espécie do gênero Psalidodon endêmica da bacia do rio Doce”, afirma a professora Elisabeth Henschel. A descoberta traz também um alerta. Segundo os pesquisadores, a construção de uma hidrelétrica na região pode levar o Psalidodon canaaensis à extinção, já que a espécie só existe na Cachoeira Grande. “Já investigamos toda a área ao redor e não encontramos outras populações. O alagamento causado pela usina comprometeria não apenas esse lambari, mas toda a fauna local”, explica Henschel. Movimentos comunitários têm se mobilizado para impedir o empreendimento.
O Grupo de Ictiologia da UFV atua no Laboratório de Sistemática Molecular e Biologia da Reprodução (Beagle) e reúne estudantes de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado. A equipe trabalha para compreender a diversidade dos peixes de água doce em várias bacias brasileiras e também na África. Mais informações podem ser acompanhadas no Instagram do grupo.
O pesquisador Victor e a professora Elisabeth, responsáveis pela confirmação da nova espécie de lambari
Fonte: UFV
Dez anos após uma das maiores tragédias ambientais já registradas no país, os membros dos Comitês Afluentes da Bacia Hidrográfica do Rio Doce reforçam a importância da união dos colegiados nas discussões sobre a restauração dos cursos d’água e avaliam a atual situação ambiental do manancial, ainda profundamente marcado pelo desastre que provocou danos incalculáveis.
O rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, ocorrido em novembro de 2015, deixou cicatrizes profundas no Rio Doce. O episódio gerou impactos devastadores nas comunidades ribeirinhas, entre povos indígenas que dependiam da pesca e na população dos municípios atingidos, tanto em Minas Gerais quanto no Espírito Santo.
Ao longo dessa década, os representantes dos comitês das porções mineira e capixaba do Rio Doce uniram esforços e ampliaram ações voltadas à preservação e recuperação da bacia. Para o presidente do CBH Piranga, Carlos Eduardo Silva, o cenário atual é de lentidão na reparação e desigualdade no reconhecimento da tragédia.
“Após dez anos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, a situação ainda é marcada pela lentidão da reparação, pela desigualdade no reconhecimento e indenizações das vítimas e pela permanência dos impactos sociais e ambientais. Estamos sempre buscando parcerias, especialmente com o Ministério Público, para fortalecer o processo de repactuação. Nosso objetivo maior é alcançar a universalização do saneamento”, destacou.
Entre os avanços conquistados nesse período está a aprovação do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Suaçuí (PDRH), que traça um diagnóstico da realidade ambiental do território e define estratégias para solucionar os principais problemas em curto, médio e longo prazos. Apesar disso, o presidente do CBH Piranga ressalta que ainda há muito a ser feito.
“Na avaliação do comitê, os acordos firmados ao longo dessa década não cumpriram integralmente o propósito de reparação ambiental da bacia. O que ainda falta? A repactuação ambiental, a recuperação do leito do rio — ainda com presença de rejeitos em suspensão — e a melhoria da qualidade da água e da vida aquática. A reparação total dos danos ambientais, a garantia de segurança hídrica e a reparação social seguem como desafios em andamento”, afirmou.
Fonte: Prefécio Comunicações
A Prefeitura de Coronel Fabriciano deu início, nesta quinta-feira (21), a um pacote de obras de recuperação e prevenção em áreas atingidas pelas fortes chuvas do fim de 2024. O investimento ultrapassa R$ 5 milhões e contempla 19 intervenções em diferentes bairros da cidade.
A ordem de serviço foi assinada pelo prefeito Sadi Lucca, em ato no gabinete municipal que contou com secretários, vereadores e imprensa regional. As obras, que envolvem contenção, drenagem e pavimentação, serão executadas pelas empresas Andrade e Sanstec, vencedoras da licitação.
Entre os serviços, estão:
recomposição de pavimentos;
execução de gabiões;
reconstrução de muros;
estabilização de margens;
recuperação de vias e passarelas.
Os bairros beneficiados incluem Santa Terezinha, Contente, São Domingos, Manoel Domingos, São Geraldo, Santa Inês e a região central. Algumas frentes já definidas são a recomposição da drenagem na Rua Nove (JK), execução de gabião na Avenida Sanitária, além de obras na Rua dos Bahias, Rua Padre Américo e Avenida do Contorno.
De acordo com o prefeito, os investimentos representam a continuidade das ações emergenciais realizadas logo após as enchentes.
“Hoje damos início a um conjunto de 19 obras que vão recuperar boa parte dos estragos deixados pelas chuvas e, ao mesmo tempo, preparar a cidade para o próximo período chuvoso. Esse recurso chegou graças ao trabalho junto à Defesa Civil em Brasília. Nosso objetivo é garantir segurança e tranquilidade para a população de Fabriciano”, destacou Sadi Lucca.
O secretário de Obras e Serviços Urbanos, Geraldo Magela, explicou que a prioridade será para intervenções próximas ao leito dos ribeirões, em especial no Ribeirão Caladão.
“As empresas têm até cinco dias para iniciar a mobilização dos canteiros. Nossa orientação é que os serviços mais urgentes comecem imediatamente. A previsão é que grande parte das obras seja concluída em até 90 dias, antes da chegada do período chuvoso”, reforçou.
Além das ordens de serviço, o prefeito anunciou um novo contrato de quase R$ 3 milhões, que será assinado na próxima semana, para:
construção de uma ponte na Rua Taguara (bairro Contente);
instalação de gabiões na Avenida Julita Pires Bretas, entre os bairros Santa Terezinha I e Santa Helena.
As chuvas de dezembro de 2024 foram as mais severas das últimas décadas em Coronel Fabriciano, atingindo mais de 45 bairros e cerca de 6 mil pessoas. Desde então, a Prefeitura já atuou em várias frentes:
assistência social a 1.800 famílias;
limpeza de vias e áreas públicas;
obras emergenciais, como a recuperação da ponte do bairro Santa Terezinha, concluída em apenas 45 dias.Informações: Prefeitura de Coronel Fabriciano
Colegiado atende representação/denúncia dos vereadores Marcinho de Belim (PDT) e Gustavo de Fizica (MDB): administração volta a defender que as unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida não estão em área de risco
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG), conselheiro Durval Ângelo notificou (eletronicamente) no sábado passado, 02 de agosto, o prefeito de Ponte Nova para explicar/contestas a representação/denúncia dos vereadores da Comissão de Defesa do Meio Ambiente do Legislativo ponte-novense, vereadores Marcinho de Belim (PDT) e Gustavo de Fizica (MDB), que sustentam a inadequação da construção 144 moradias (apartamentos) no alto do CDI.
Eles sustentam a possível inobservância da legislação urbanística federal e municipal e de regulamentos reguladores da matéria, nomeadamente a alteração de zoneamento da área de construção do empreendimento sem lei modificadora da Lei de Uso e Ocupação do Solo, a ausência de estudos técnicos, que considerassem os impactos sociais, econômicos, ambientais, urbanísticos e de mobilidade decorrentes da mu dança do zoneamento da área.
Segundo os parlamentares, a área reservada à instalação do empreendimento imobiliário estaria localizada em zona industrial e, logo, seria proibido o uso residencial. Afirmam que a área onde serão edificados os apartamentos residenciais sujeitar-se-ia a processos de deslizamento e erosão e, por isso, apresentaria alto risco geológico, comprometendo a solidez e segurança do lote de terras, de modo que população interessada estaria exposta a riscos de desastres, conforme laudos acostados à petição.
Segundo apurações do Líder Notícias, o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) gerenciado pela Caixa Econômica Federal (CEF), que financiar a construção de imóveis destinados a programas habitacionais populares, como o Minha Casa Minha Vida. Assim sendo, segundo noticiam os edis, em 30/8/2024, a CEF, Coferpon Comércio e Indústria de Ferro Pontenovense S.A., Conata Engenharia Ltda. e o município de Ponte Nova firmaram o Contrato n° APF 0.630.068-50 para a construção do empreendi mento habitacional com recursos do FAR.
PREFEITURA SE MANIFESTA - A editoria do Líder Notícias entrou em contato com a secretária municipal de Governo, Fernanda Ribeiro, que confirmou a notificação do TCEMG e de outros órgão e vai protocolar esta semana a res posta, mantendo os argumentos anteriores, inclusive com vasta documentação e laudos que comprovam a transparência das ações. Estas ações realizadas com laudos técnicos que com provam: as construções estão fora da área de risco, apontada em laudo. Fernanda Ribeiro voltou reafirmar: “Tanto o Plano Municipal de Redução de Ris cos, que mapeia todas as áreas de risco do município, comprova a segurança do local, assim como laudos geotécnicos, que confirmam a viabilidade e a segurança da obra”.
Uma nova espécie de árvore foi descoberta por pesquisadores do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV), na região de Coronel Fabriciano, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. A planta, que pode atingir até seis metros de altura, pertence à família Myrtaceae, a mesma de frutas conhecidas como jabuticaba, pitanga e goiaba.
Batizada de Myrcia magnipunctata, a nova espécie chama atenção por suas folhas longas e a presença marcante de pelos no caule e na face inferior das folhas, conferindo-lhe um tom marrom-avermelhado. O nome faz referência às pontuações translúcidas visíveis nas folhas — magnipunctata significa “com grandes pontuações”, em latim.
A descoberta foi feita de forma inusitada durante o inventário florestal de uma área de preservação da empresa Cenibra, realizado pelo doutorando Otávio Verly como parte de sua pesquisa de tese. A planta chamou a atenção por características morfológicas incomuns e, após análises e comparações com espécies já descritas, os cientistas confirmaram se tratar de uma nova espécie.
De volta à UFV, Verly contou com o apoio do Grupo de Estudo em Economia e Manejo Florestal (GEEA) para coletar novos materiais botânicos com flores e frutos. O trabalho também teve a colaboração do professor Marcos Sobral, da Universidade Federal de São João del-Rei, especialista em Myrtaceae, responsável pela descrição taxonômica da espécie, publicada no periódico científico Phytotaxa, em julho.
Segundo os pesquisadores, apenas 11 indivíduos da nova espécie foram encontrados na região, entre jovens e adultos. Isso pode indicar uma distribuição restrita, mas também levanta a hipótese de que a planta ocorra em outros fragmentos ainda pouco estudados da Mata Atlântica.
“A descoberta mostra que, apesar da degradação, a Mata Atlântica ainda guarda segredos. Acreditamos que muitas espécies seguem invisíveis à ciência, especialmente em áreas mal exploradas”, afirmou o professor Carlos Eleto Torres, da UFV. Agora, o próximo passo dos cientistas é estudar a ecologia reprodutiva e a dinâmica populacional da espécie, para embasar estratégias eficazes de conservação.
Informação: UFV
Programa oferece formação em diversas áreas com certificação ao final dos cursos. Entre os dias 28 de julho e 2 de agosto de 2025, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Minas), em parceria com Sindicatos de Produtores Rurais e outras entidades cooperadas, realizará 17 cursos gratuitos de Formação Profissional Rural e Promoção Social em Viçosa e municípios vizinhos. Todos os cursos são ministrados por profissionais qualificados e oferecem certificado de conclusão aos participantes.
Cursos disponíveis:
Gestão de Marketing28/07 a 01/08 Araponga(31) 99764-9803
Gestão de Pessoas28/07 a 30/07Guiricema(31) 98435-8317
Cultivo de Plantas Ornamentais28/07 a 01/08 Teixeiras(31) 98749-7426
DRONE (Asa Rotativa) - Mapeamento e Interpretação Agronômica de Imagens31/07 a 02/08Raul Soares(33) 3351-1555
DRONE (Asa Rotativa) - Operações Básicas
28/07 a 30/07 – Raul Soares | (33) 3351-1555
28/07 a 30/07 – Teixeiras | (31) 98749-7426
28/07 a 30/07 – Ponte Nova | (31) 3817-3157
31/07 a 02/08 – Amparo do Serra | (31) 3817-3157
31/07 a 02/08 – Sem-Peixe | (32) 99524-6876
Fabricação Artesanal de Laticínios e Afins (Básico) 28/07 a 01/08Guiricema(31) 98435-8317
Poda Manual de Café30/07 e 31/07Paula Cândido(32) 98425-4318
Solda 31/07 a 02/08 Abre Campo (33) 99122-4680
GPS e Aplicativos de Localização 31/07 a 01/08 Coimbra (32) 3555-1152
Eletricista Rural 28/07 a 01/08 Raul Soares (33) 3351-1555
Produção Artesanal de Quitandas Mineiras28/07 a 31/07Acaiaca(31) 3817-3157
Produção Artesanal de Salgados, Doces e Bolos Festivos30/07 a 01/08Jequeri(31) 99695-4044
Saúde Emocional e Autocuidado30/07 a 01/08Ervália(32) 99935-4838
Professores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) têm se destacado nacional e internacionalmente na pesquisa subaquática. A resposta para essa contradição geográfica está na ciência: por meio da Unidade de Mergulho Científico (UMC), docentes de diversas áreas vêm promovendo uma abordagem inovadora, transdisciplinar e altamente especializada sobre o mergulho como ferramenta de investigação científica. Criada em 2012, a UMC surgiu com a chegada do professor Oswaldo Del Cima ao Departamento de Física (DPF). Com mais de 40 anos de experiência como mergulhador e instrutor da National Association of Underwater Instructors (NAUI), ele adaptou os treinamentos às condições da região e atraiu colegas para a prática. Hoje, a equipe conta com professores das áreas de Física, Medicina, Enfermagem, Geografia, História, Biologia e Educação Física, unindo ciência básica, aplicada e tecnologia de ponta em projetos com impacto real.
Entre os estudos em andamento, destacam-se os que analisam a biomecânica respiratória em mergulhadores SCUBA, coordenados pela professora Amanda Silvatti, e as contribuições da prática de Pranayama (respiração iogue) na performance fisiológica dos mergulhadores, conduzidas pelo professor Rodrigo Batista. A equipe também estuda os riscos do estresse descompressivo, fenômeno que pode causar sérios danos ao organismo após mergulhos prolongados ou profundos. Em colaboração com o Laboratório de Imunovirologia da UFV, os pesquisadores estão identificando biomarcadores inflamatórios (citocinas) em exames de sangue coletados antes e depois de mergulhos experimentais. O primeiro teste foi realizado no Lago Paranoá, em Brasília.
Nos Laboratórios de Microfluídica e Fluidos Complexos, os professores Oswaldo Del Cima e Álvaro Teixeira simularam a formação de bolhas de gás no organismo, fenômeno chave no entendimento da descompressão. Os dados poderão ser usados no desenvolvimento de modelos de planejamento de mergulho mais seguros. O geógrafo André de Faria também integra a UMC e estuda, por meio de amostras coletadas no fundo de corpos d’água, os impactos ambientais causados por poluição, microplásticos, rejeitos minerais e agrotóxicos. As amostras são analisadas em laboratórios especializados da UFV, como o de Geomorfologia e o de Espectroscopia Raman.
A UMC oferece treinamentos para bombeiros, peritos, biólogos e estudantes que atuam em investigações subaquáticas. Os professores também integram comissões como o PPG-Mar/SECIRM, o CIPARD/CBMMG, o NAUITEC e o Space & Extreme Environment Research Center, com participação internacional. Além disso, duas disciplinas optativas – Fundamentos do Mergulho Livre e Fundamentos do Mergulho Autônomo (SCUBA) – foram incluídas na graduação, disponíveis para todos os cursos da UFV. Segundo Oswaldo Del Cima, o mergulho reúne conhecimentos da física clássica à biologia molecular, passando pela medicina, educação física e ciências humanas. “O mergulho é essencialmente interdisciplinar. É a ciência que nos leva ao fundo das águas, mesmo longe do mar.”
Informação: UFV
Os professores Álvaro Teixeira, Eduardo de Araújo, Oswaldo Del Cima e André de Faria