Com a chegada da estiagem, a Prefeitura de Ipatinga alerta a população para a importância da prevenção de incêndios em áreas urbanas e de vegetação. A baixa umidade do ar, as altas temperaturas e a vegetação seca aumentam o risco de queimadas, tornando essencial a adoção de medidas preventivas.
Segundo a administração municipal, os incêndios colocam em risco a vida de pessoas e animais, provocam danos ao meio ambiente, causam prejuízos ao patrimônio público e privado, comprometem serviços públicos, afetam o trânsito e agravam problemas respiratórios devido à fumaça.
Entre as principais recomendações estão não realizar queimadas para eliminar lixo, folhas, galhos ou outros resíduos, manter lotes e terrenos limpos, evitar o descarte de bitucas de cigarro em áreas verdes e vias públicas, realizar a manutenção das instalações elétricas e armazenar combustíveis, tintas e solventes em locais seguros.
Durante o período de seca, a Prefeitura também orienta a população a evitar qualquer atividade que produza fogo próximo à vegetação, não soltar balões, não utilizar fogueiras em locais não autorizados e nunca abandonar brasas acesas. A diretora do Departamento de Meio Ambiente (DEMAM), Ana Flávia, destaca que a prevenção é a forma mais eficaz de evitar grandes incêndios.
“A prevenção é a principal ferramenta para evitar incêndios. Muitas ocorrências começam com atitudes aparentemente simples, como a queima de lixo ou o descarte inadequado de uma bituca de cigarro. Quando cada cidadão faz a sua parte, protegemos vidas, preservamos nossas áreas verdes e reduzimos os impactos ambientais e sociais causados pelo fogo.”
A Prefeitura lembra ainda que o uso do fogo em áreas urbanas e rurais é regulamentado pela legislação estadual e municipal. Em Ipatinga, queimadas de lixo, folhas e resíduos em lotes vagos são proibidas e podem resultar em sanções administrativas e responsabilização ambiental.
Em caso de focos de incêndio, a orientação é manter distância da área afetada, proteger pessoas mais vulneráveis e acionar imediatamente os órgãos competentes. O Corpo de Bombeiros atende pelo telefone 193, a Polícia Militar pelo 190, e denúncias de queimadas podem ser feitas ao Departamento de Meio Ambiente (DEMAM) pelo telefone (31) 3829-8079.
A administração municipal reforça que a preservação do meio ambiente e a proteção da população dependem do compromisso de todos. Cuidar dos terrenos, evitar queimadas e denunciar práticas irregulares são atitudes fundamentais para reduzir os riscos de incêndios e garantir mais segurança e qualidade de vida à comunidade.
Prefeitura de Ipatinga
A Universidade Federal de Viçosa (UFV) realiza, até o dia 13 de junho, a II Semana UFV+Sustentável do Meio Ambiente, evento que celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente com uma programação voltada à reflexão, educação ambiental e mobilização da comunidade acadêmica e da população em geral.
Neste ano, o tema do evento é “Mudanças climáticas: soluções locais para um desafio global”, destacando a importância de iniciativas regionais para enfrentar os impactos das alterações climáticas em escala mundial.Um dos principais destaques da programação será o Painel Científico, marcado para o dia 9 de junho, às 16h30, no Espaço Acadêmico-Cultural Fernando Sabino. O encontro reunirá importantes pesquisadores para discutir estratégias e soluções relacionadas às mudanças climáticas.
Participarão do painel os professores Marcos Heil Costa, do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia Aplicada da UFV, e Eduardo Marques, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da instituição, além do cientista Paulo Artaxo, professor do Departamento de Física Aplicada da Universidade de São Paulo (USP). A mediação será conduzida pela jornalista Léa Medeiros, da Diretoria de Comunicação Institucional (DCI) da UFV.
Além do painel, a Semana UFV+Sustentável contará com diversas atividades educativas e interativas ao longo da semana. Entre elas estão a palestra “Saneamento Básico como Ferramenta de Adaptação às Mudanças Climáticas”, promovida pela Liga Acadêmica de Qualidade da Água e Saneamento (Laquas), no dia 8 de junho; uma Trilha Interpretativa na Mata da Biologia, conduzida pelo grupo Trilheiros do Sauá, no dia 10; e a mesa-redonda “Dos extremos ao nosso quintal: Por que o destino da Antártica, Ártico e Andes importa para nós?”, organizada pelo Núcleo Terrantar, no dia 11.
A programação também inclui a oficina infantil “Construindo Brinquedos Sustentáveis”, promovida pela Ludoteca da UFV, no dia 12 de junho, e será encerrada no dia 13 com o V Dia de Plantio de Mudas, iniciativa que busca incentivar a recuperação e preservação de áreas verdes.
Todos os eventos contarão com emissão de certificados para os participantes. As inscrições e a programação completa, incluindo horários, locais e informações sobre os palestrantes, estão disponíveis no site oficial da Semana do Meio Ambiente da UFV. A iniciativa reforça o compromisso da universidade com a sustentabilidade, a educação ambiental e a busca por soluções inovadoras para os desafios climáticos que impactam a sociedade contemporânea.
UFV
Reconhecida nacionalmente pelas extensas áreas verdes e pela forte presença da arborização urbana, Ipatinga volta suas atenções, neste mês de junho, para uma das datas mais importantes do calendário ambiental: o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. A programação especial preparada pela Prefeitura busca despertar, principalmente entre crianças e jovens, a consciência sobre a preservação dos recursos naturais e a construção de um futuro mais sustentável.
Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) durante a Conferência de Estocolmo, em 1972, a data tornou-se símbolo mundial da defesa da natureza e da promoção do desenvolvimento sustentável. Em Ipatinga, cidade que cresceu conciliando desenvolvimento urbano e preservação ambiental, a celebração ganha ainda mais relevância ao reforçar valores ligados à qualidade de vida, ao cuidado com os espaços públicos e à proteção ambiental.
Com uma programação educativa diversificada, a Semana do Meio Ambiente contará com visitas técnicas, ações de conscientização, atividades interativas em escolas das redes municipal e estadual, além de ações de plantio de árvores.As atividades tiveram início no dia 27 de maio e seguirão até o dia 10 de junho de 2026. A expectativa é de que aproximadamente 2 mil crianças e adolescentes participem das ações promovidas pela Prefeitura de Ipatinga.
As atividades educativas serão realizadas nas escolas municipais Maria Rodrigues Barnabé, Vilma Farias, Padre Bertollo, H. Freitas Badaró, Nelcina Rosa de Jesus e Benvinda Moreira Pacheco, além das escolas estaduais Dom Helvécio e Sônia Maria Silva Gomes. Segundo a administração municipal, a proposta é fortalecer entre crianças e adolescentes a conscientização sobre atitudes sustentáveis e o compromisso coletivo com a preservação ambiental.
Dentro da programação, o plantio de árvores em áreas de parques e calçadas ganha destaque como uma importante ação de valorização da arborização urbana e conscientização ambiental. A iniciativa busca sensibilizar a população sobre os benefícios proporcionados pelas árvores para o meio ambiente e para a qualidade de vida nas cidades. De acordo com Ana Flávia, diretora do Departamento de Meio Ambiente (DEMAM), a ação vai além do simples plantio de mudas.
“Nosso objetivo é fortalecer a consciência ambiental da população e mostrar que a arborização urbana traz benefícios diretos para a qualidade de vida, como redução do calor, melhoria da qualidade do ar e valorização dos espaços urbanos. Queremos que os moradores compreendam a importância dessas ações e se sintam motivados a participar e autorizar novos plantios em frente às suas residências”, destacou.
Ao longo da programação, serão abordados temas como preservação ambiental, reciclagem, uso consciente da água, arborização urbana e valorização das áreas verdes, incentivando práticas mais sustentáveis no cotidiano. Mais do que marcar uma data comemorativa, a Semana do Meio Ambiente representa um convite à reflexão sobre o papel de cada cidadão na construção de cidades mais humanas, sustentáveis e preparadas para as futuras gerações.
Em Ipatinga, preservar o meio ambiente também significa investir em saúde, bem-estar e qualidade de vida para as atuais e futuras gerações.
A Prefeitura de Ubá, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Ambiente, intensificou as ações de recuperação do Parque Municipal da Serra da Moega após os deslizamentos provocados pelas fortes chuvas do dia 24 de fevereiro de 2026. Os temporais causaram danos significativos à vegetação nativa, afetando uma área superior a 5 hectares — o equivalente a mais de sete campos de futebol. Diante da dimensão dos prejuízos, o município adotou uma estratégia técnica integrada voltada à restauração do ecossistema e à proteção dos recursos naturais.
Entre as principais ações já realizadas, destacam-se:
Mapeamento com drones: em parceria com a Vale S.A., foram realizados voos para o levantamento detalhado das áreas atingidas, permitindo a identificação precisa dos pontos críticos e o direcionamento das intervenções;
Monitoramento da água: foi iniciado o acompanhamento contínuo da qualidade dos cursos d’água da região, com análises técnicas para avaliar e mitigar possíveis impactos dos deslizamentos;
Parceria institucional: o Instituto Estadual de Florestas disponibilizou imagens de satélite atualizadas e realizou visita técnica com analistas ambientais, contribuindo para o diagnóstico dos danos e a elaboração do Plano de Recuperação Ambiental.
As iniciativas fazem parte da fase inicial de um plano mais amplo de restauração, que inclui ações como estabilização do solo, recomposição da cobertura vegetal e monitoramento da regeneração natural e assistida da área.O objetivo é acelerar a recuperação do parque, garantindo a preservação desse importante patrimônio ambiental e refúgio da biodiversidade local.
O secretário municipal de Agricultura e Ambiente, Salomão Curi, destacou o empenho da administração na recuperação da área: “Estamos trabalhando com base técnica e parcerias qualificadas para recuperar a Serra da Moega, garantindo a proteção dos recursos naturais e a segurança ambiental para as futuras gerações.”
Uma pesquisa internacional publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) revelou que a qualidade da paisagem ao redor de remanescentes florestais pode ser decisiva para a sobrevivência de espécies de aves. O estudo mostra que melhorias nessas áreas podem aumentar significativamente a capacidade de retenção de espécies, mesmo quando os fragmentos de floresta são pequenos ou isolados. A chamada “matriz” — que inclui áreas agrícolas, pastagens ou vegetação nativa no entorno das florestas — exerce papel fundamental no deslocamento das aves entre os fragmentos. Segundo os pesquisadores, essa é uma das evidências globais mais robustas já reunidas sobre o tema.
O trabalho analisou dados de diferentes regiões tropicais do planeta, comparando comunidades de aves em ilhas oceânicas e fragmentos florestais. Entre os autores está o professor Rômulo Ribon, do Departamento de Biologia Animal da Universidade Federal de Viçosa, que contribuiu com informações coletadas em áreas de mata nativa nos municípios de Viçosa, Paula Cândido, Cajuri e Coimbra, em Minas Gerais.
De acordo com o pesquisador, a forma como a paisagem é organizada ao redor das florestas pode ser tão importante quanto o tamanho dos fragmentos. “Por décadas, a ecologia tratou esses ambientes como ‘ilhas’ isoladas, focando principalmente no tamanho e no grau de isolamento. No entanto, esse modelo deixou em segundo plano um componente essencial: a matriz”, explicou.
O estudo destaca que nem todas as aves conseguem atravessar grandes áreas sem cobertura florestal. Por isso, ambientes com maior presença de árvores, mesmo que em pequenas porções, facilitam o deslocamento, aumentam o acesso a recursos e reduzem riscos. Os resultados mostram que áreas com vegetação ao redor dos fragmentos sustentam comunidades mais ricas, especialmente de espécies que dependem estritamente da floresta. Pequenos agrupamentos de vegetação a até 300 metros já apresentam impacto positivo significativo na sobrevivência das aves.
A pesquisa reforça a necessidade de estratégias de conservação mais amplas, que não se limitem à proteção de áreas isoladas. Medidas como o plantio de árvores em propriedades rurais, a criação de corredores ecológicos e a recuperação de vegetação nativa podem ampliar de forma expressiva a preservação da biodiversidade. “Pequenas mudanças no uso da terra podem gerar grandes impactos na conservação das espécies”, concluiu Rômulo Ribon.
UFV
Uma nova espécie de fungo parasita de aranhas foi descoberta em áreas de floresta dentro do campus da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e descrita na revista científica British Mycological Society, por meio do periódico Fungal Biology. A espécie recebeu o nome de Gibellula mineira e pertence a um grupo conhecido por infectar aranhas e manipular seu comportamento, transformando os hospedeiros em verdadeiros “zumbis”.
A descoberta ocorreu na Mata da Biologia e no Recanto das Cigarras, fragmentos de floresta localizados no campus de Viçosa. A pesquisa foi conduzida por integrantes do Laboratório de Ecologia e Comportamento (Labecom), durante o mestrado da estudante Aline dos Santos, com orientação da pesquisadora Thairine Mendes Pereira e do professor Thiago Gechel Kloss.
As coletas começaram em 2024 e o processo de confirmação como nova espécie levou mais de um ano, com análises morfológicas e genéticas comparadas a outros fungos do mesmo grupo. O estudo também investigou a interação do fungo com a aranha Iguarima censoria, encontrada nas áreas florestais do campus. Os resultados mostraram que cerca de 25% das aranhas estavam infectadas. Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi que indivíduos menores apresentaram maior probabilidade de parasitismo.
Segundo os autores, a descoberta amplia o conhecimento sobre a biodiversidade da Mata Atlântica e sobre a interação entre fungos parasitas e aranhas em florestas tropicais. O estudo também demonstra que fragmentos de vegetação dentro de áreas urbanas ainda podem revelar novas espécies para a ciência. O artigo científico, intitulado “The silent hunters of spiders: discovering a new Gibellula (Ascomycota: Cordycipitaceae) fungus in the Brazilian Atlantic forest”, detalha a descrição morfológica, análise filogenética e os impactos da nova espécie no ecossistema.
UFV
A atividade é voltada à integração e ao bem-estar da comunidade acadêmica.
A programação acontece das 9h às 12h, no campus de Viçosa, com ponto de encontro no gramado do Espaço de Convivência. De lá, os participantes seguirão em caminhada até a praça das Três Bandeiras, localizada no Recanto das Cigarras. Aberto a toda a comunidade, o evento é especialmente direcionado aos calouros, que terão a oportunidade de conhecer melhor o campus, fazer novas amizades e iniciar a vivência universitária em contato com a natureza.
A organização orienta os participantes a:
usar roupas leves e confortáveis
utilizar calçado fechado
levar água e lanche
Também é necessário realizar inscrição prévia por meio de formulário eletrônico. O UFV na Trilha é promovido pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários, com apoio das divisões de Esportes e Lazer e Psicossocial, além da Comissão de Saúde Mental da universidade, reforçando a importância da integração e do cuidado com a saúde física e mental no ambiente acadêmico.
UFV
O Programa Lençóis Viçosenses e o ViJazz estão promovendo uma série de ações educativas e ambientais em comemoração ao Dia Mundial da Água, com foco na conscientização de estudantes da rede municipal. A iniciativa, desenvolvida pela Prefeitura de Viçosa, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Biodiversidade e Recursos Hídricos (SEMABIO), envolve alunos do 3º, 4º e 5º anos da Escola Municipal Almiro Paraíso.
A programação teve início na quarta-feira (18), com uma palestra educativa abordando o tema “Qual a sua gota de contribuição para a preservação da água?”. A atividade foi seguida de reflexões sobre o uso consciente da água, a importância da conservação do solo e a preservação de nascentes, especialmente em áreas rurais. Dando continuidade às ações, nesta sexta-feira (20), às 8h, será realizado o plantio de 220 mudas de árvores em uma área de conservação ambiental na comunidade Córrego do Engenho. A atividade prática contará com a participação dos alunos, reforçando o compromisso com o meio ambiente e com as futuras gerações.
As mudas serão plantadas em propriedades parceiras do programa, pertencentes a produtores rurais envolvidos no projeto, fortalecendo a recuperação ambiental e a proteção dos recursos hídricos locais. O Programa Lençóis Viçosenses tem como objetivo promover a conservação e recuperação de áreas estratégicas do município, garantindo maior disponibilidade e qualidade da água para abastecimento humano e animal. Já o ViJazz, além de seu papel cultural, também se destaca pelo compromisso socioambiental, incluindo ações como a compensação de emissões de carbono por meio do plantio de espécies nativas.
Prefeitura de Viçosa
Uma ocorrência inusitada foi registrada pelo o Corpo de Bombeiros de Viçosa na manhã da quarta-feira (18), na zona rural de Teixeiras. Uma jaguatirica adulta foi avistada no alto de uma goiabeira, em uma propriedade particular, após ter sido acuada por cães que vivem no local. De acordo com o BO, os militares constataram que o animal não apresentava ferimentos, mas estava em estado de alerta devido à presença de pessoas e dos cães. Diante da situação, a equipe buscou apoio técnico junto ao Departamento de Veterinária da Universidade Federal de Viçosa.
Com base na análise de vídeos e no comportamento do felino, os especialistas orientaram uma abordagem de mínima intervenção, priorizando o bem-estar do animal e a segurança de todos os envolvidos. Também foi reforçada a orientação para não oferecer qualquer tipo de alimento, evitando a aproximação indevida de animais silvestres com humanos.
A estratégia, conhecida como “recuo tático”, apresentou resultado em poucos minutos. Com o ambiente tranquilo e sem ameaças aparentes, a jaguatirica desceu da árvore por conta própria e retornou à mata próxima, sem necessidade de captura, sedação ou qualquer tipo de intervenção direta. A ação foi considerada um exemplo de manejo adequado da fauna silvestre, respeitando o comportamento natural do animal e garantindo sua segurança.
O Grupo de Pesquisa em Ictiologia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), ligado ao Departamento de Biologia Animal (DBA), anunciou a descoberta de uma nova espécie de lambari endêmica da região da Cachoeira Grande, no município de Canaã, na microrregião de Viçosa (MG). O trabalho foi publicado em 2 de dezembro na revista científica Zootaxa, em parceria com pesquisadores da UFMG e da UFAM. Batizada de Psalidodon canaaensis, a espécie ocorre exclusivamente naquele trecho da bacia do rio Doce — uma área atualmente ameaçada pela possível instalação de uma usina hidrelétrica.
A descrição da espécie teve início de forma curiosa. Entre 1990 e 2017, o então professor da UFV Jorge Dergam, hoje aposentado, coletou peixes na região e depositou os exemplares na Coleção Ictiológica do Museu de Zoologia João Moojen (MZUFV). Anos depois, o pesquisador Victor de Queiroz, ex-aluno da instituição e integrante do grupo Ictiologia, identificou características que indicavam se tratar de uma espécie inédita. Quando a professora Elisabeth Henschel assumiu a coordenação do grupo em 2024, revisou o material e confirmou a descoberta.
A espécie apresenta diferenças marcantes em relação a outros lambaris, envolvendo:
Contagem e disposição das escamas
Estrutura da linha lateral, usada para perceber vibrações na água
Formato e número de dentes
Padrão de coloração
Além da análise morfológica, exames de DNA reforçaram que se trata de uma linhagem evolutiva distinta. “A descoberta adiciona novas peças ao quebra-cabeça da evolução dos lambaris e representa a primeira espécie do gênero Psalidodon endêmica da bacia do rio Doce”, afirma a professora Elisabeth Henschel. A descoberta traz também um alerta. Segundo os pesquisadores, a construção de uma hidrelétrica na região pode levar o Psalidodon canaaensis à extinção, já que a espécie só existe na Cachoeira Grande. “Já investigamos toda a área ao redor e não encontramos outras populações. O alagamento causado pela usina comprometeria não apenas esse lambari, mas toda a fauna local”, explica Henschel. Movimentos comunitários têm se mobilizado para impedir o empreendimento.
O Grupo de Ictiologia da UFV atua no Laboratório de Sistemática Molecular e Biologia da Reprodução (Beagle) e reúne estudantes de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado. A equipe trabalha para compreender a diversidade dos peixes de água doce em várias bacias brasileiras e também na África. Mais informações podem ser acompanhadas no Instagram do grupo.
O pesquisador Victor e a professora Elisabeth, responsáveis pela confirmação da nova espécie de lambari
Fonte: UFV
Dez anos após uma das maiores tragédias ambientais já registradas no país, os membros dos Comitês Afluentes da Bacia Hidrográfica do Rio Doce reforçam a importância da união dos colegiados nas discussões sobre a restauração dos cursos d’água e avaliam a atual situação ambiental do manancial, ainda profundamente marcado pelo desastre que provocou danos incalculáveis.
O rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, ocorrido em novembro de 2015, deixou cicatrizes profundas no Rio Doce. O episódio gerou impactos devastadores nas comunidades ribeirinhas, entre povos indígenas que dependiam da pesca e na população dos municípios atingidos, tanto em Minas Gerais quanto no Espírito Santo.
Ao longo dessa década, os representantes dos comitês das porções mineira e capixaba do Rio Doce uniram esforços e ampliaram ações voltadas à preservação e recuperação da bacia. Para o presidente do CBH Piranga, Carlos Eduardo Silva, o cenário atual é de lentidão na reparação e desigualdade no reconhecimento da tragédia.
“Após dez anos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, a situação ainda é marcada pela lentidão da reparação, pela desigualdade no reconhecimento e indenizações das vítimas e pela permanência dos impactos sociais e ambientais. Estamos sempre buscando parcerias, especialmente com o Ministério Público, para fortalecer o processo de repactuação. Nosso objetivo maior é alcançar a universalização do saneamento”, destacou.
Entre os avanços conquistados nesse período está a aprovação do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Suaçuí (PDRH), que traça um diagnóstico da realidade ambiental do território e define estratégias para solucionar os principais problemas em curto, médio e longo prazos. Apesar disso, o presidente do CBH Piranga ressalta que ainda há muito a ser feito.
“Na avaliação do comitê, os acordos firmados ao longo dessa década não cumpriram integralmente o propósito de reparação ambiental da bacia. O que ainda falta? A repactuação ambiental, a recuperação do leito do rio — ainda com presença de rejeitos em suspensão — e a melhoria da qualidade da água e da vida aquática. A reparação total dos danos ambientais, a garantia de segurança hídrica e a reparação social seguem como desafios em andamento”, afirmou.
Fonte: Prefécio Comunicações
A Prefeitura de Coronel Fabriciano deu início, nesta quinta-feira (21), a um pacote de obras de recuperação e prevenção em áreas atingidas pelas fortes chuvas do fim de 2024. O investimento ultrapassa R$ 5 milhões e contempla 19 intervenções em diferentes bairros da cidade.
A ordem de serviço foi assinada pelo prefeito Sadi Lucca, em ato no gabinete municipal que contou com secretários, vereadores e imprensa regional. As obras, que envolvem contenção, drenagem e pavimentação, serão executadas pelas empresas Andrade e Sanstec, vencedoras da licitação.
Entre os serviços, estão:
recomposição de pavimentos;
execução de gabiões;
reconstrução de muros;
estabilização de margens;
recuperação de vias e passarelas.
Os bairros beneficiados incluem Santa Terezinha, Contente, São Domingos, Manoel Domingos, São Geraldo, Santa Inês e a região central. Algumas frentes já definidas são a recomposição da drenagem na Rua Nove (JK), execução de gabião na Avenida Sanitária, além de obras na Rua dos Bahias, Rua Padre Américo e Avenida do Contorno.
De acordo com o prefeito, os investimentos representam a continuidade das ações emergenciais realizadas logo após as enchentes.
“Hoje damos início a um conjunto de 19 obras que vão recuperar boa parte dos estragos deixados pelas chuvas e, ao mesmo tempo, preparar a cidade para o próximo período chuvoso. Esse recurso chegou graças ao trabalho junto à Defesa Civil em Brasília. Nosso objetivo é garantir segurança e tranquilidade para a população de Fabriciano”, destacou Sadi Lucca.
O secretário de Obras e Serviços Urbanos, Geraldo Magela, explicou que a prioridade será para intervenções próximas ao leito dos ribeirões, em especial no Ribeirão Caladão.
“As empresas têm até cinco dias para iniciar a mobilização dos canteiros. Nossa orientação é que os serviços mais urgentes comecem imediatamente. A previsão é que grande parte das obras seja concluída em até 90 dias, antes da chegada do período chuvoso”, reforçou.
Além das ordens de serviço, o prefeito anunciou um novo contrato de quase R$ 3 milhões, que será assinado na próxima semana, para:
construção de uma ponte na Rua Taguara (bairro Contente);
instalação de gabiões na Avenida Julita Pires Bretas, entre os bairros Santa Terezinha I e Santa Helena.
As chuvas de dezembro de 2024 foram as mais severas das últimas décadas em Coronel Fabriciano, atingindo mais de 45 bairros e cerca de 6 mil pessoas. Desde então, a Prefeitura já atuou em várias frentes:
assistência social a 1.800 famílias;
limpeza de vias e áreas públicas;
obras emergenciais, como a recuperação da ponte do bairro Santa Terezinha, concluída em apenas 45 dias.Informações: Prefeitura de Coronel Fabriciano