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Ricardo Motta

Sou frequentador de botecos. Em quase todos os bairros de Ponte Nova existe um preferido em que costumo tomar minhas cervejas. Fiquei conhecido por não comer peixe do Rio Piranga no período da Piracema. Levo esta determinação há mais de 16 anos. Consegui com meu gesto uns poucos seguidores, que entenderam a importância de diminuir o volume de peixes de espécies nativas servindo de tira-gosto. Quando aconteceu o desastre que implodiu o ecossistema dos rios Gualaxo do Norte, Doce e Carmo, com refluxo de quase 02 (dois) quilômetros do Rio Piranga, na localidade de Barra do Piranga onde se encontram os rios do Carmo e Doce, o Codema tomou posição (2016) para criar uma DN/Deliberação Normativa que proibia a pesca no rio Piranga e seus afluentes: Mata-Cães, Vau-Açu e Oratórios. A ideia é manter um banco genético dos peixes nativos que ajudaria a salvar a piscosidade do Doce e do Carmo. A proposta veio depois de ouvir o Ph. D. em Peixes, Jorge Dergam dos Santos, professor da UFV, que disse na ocasião: “Não existe mais ictiofauna no trecho devastado pela lama, que arrastou galhos de árvores e animais mortos. Posso afirmar que a morte de peixes nos rios do Carmo, Gualaxo do Norte e Rio Doce foi quase 100%”. A proposta de proibir a comercialização encontrou forte resistência em Ponte Nova e região. Entrou o lobby de proprietários de restaurantes, bares, hotéis e similares, e as Câmaras de Vereadores da região silenciaram-se. Embora, fosse bem explicado que só seriam proibidos os peixes de piracema e em risco de extinção: piau-vermelho, corvina, piaba-branca, surubim, lambaris de todas as espécies, entre outros. Principalmente, o surubim-do-doce que está em vias de extinção. Enquanto isso, em Ponte Nova, as geladeiras e freezers dos bares, botecos e restaurantes estão abarrotados, inclusive com peixes fora das medidas. A Polícia Militar de Meio Ambiente mostra-se eficiente na fiscalização, mas insuficiente numericamente para conter tanta transgressão ao meio ambiente.    

17/07/2026– 10:01

Embora seja resultado de eventos climáticos extremos, a tragédia provocada pelas chuvas no Rio Grande do Sul foi agravada pela irresponsabilidade dos governantes ao longo dos anos, afirmou o colunista Tales Faria no Canal UOL News de sexta-feira, 03 de maio de 2024. Na mesma escala, o problema persiste em Ponte Nova desde 1979 (47 anos). Os administradores municipais nunca quiseram resolver os problemas. Parece que ter inundações em Ponte Nova gera voto e credibilidade. A coordenadoria de Defesa Civil de Ponte Nova, há 20 anos nas mãos do abnegado servidor público Cícero Gomides, é a favor da desapropriação dos imóveis que ficam na margem direita do Ribeirão Vau Açu, nas ruas Desembargador Paula Motta e Pedro Nunes Pinheiro, na Vila Oliveira. Mesmo com o Plano de Redução de Riscos, o Poder Executivo (2018), rezando na mesma cartilha de Ricardo Salles (passando a boiada!), trabalhou intensamente para o desmonte das políticas públicas de meio ambiente de Ponte Nova.  Alterou o Código de Meio Ambiente tirando poderes do Codema (Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente). Os mandatários do município preferem realizar movimentação em tempos de enchentes e inundações, elaborando laudos, distribuindo lonas pretas e cestas básicas aos desabrigados e desalojados. Nada de soluções definitivas e elas existem, mas preferem gastar dinheiro com asfalto nas ruas, sem drenagem.

03/07/2026– 11:40

Não posso respirar, não posso mais nadar / A terra está morrendo, não dá mais para plantar / E se plantar não nasce, se nascer não dá / Até pinga da boa é difícil de encontrar / Cadê a flor que estava aqui? / Poluição comeu / O peixe que é do mar? / Poluição comeu / O verde onde é que está? / Poluição comeu / Nem o Chico Mendes sobreviveu! / Rio Piranga está morrendo, esgoto polui. E o Passa-Cinco? / Não posso respirar, não posso mais nadar / O Rio Piranga está morrendo, é preciso o esgoto tratar. / O Passa-Cinco está morrendo: não dá mais para recuperar? / E se plantar mudas? Se crescer tem que cuidar / Até bichos por lá é difícil de encontrar. / Cadê a flor que estava aqui? / Poluição comeu / Onde está o peixe que é do Rio Piranga? / Na zona urbana, o esgoto comeu! / O verde onde é que está? / Poluição comeu / Nem o Codema sobreviveu!

26/06/2026– 11:22

Na semana passada, depois de 10 anos, ininterruptos, deixei de publicar meu artigo no Líder Notícias. Tenho minhas razões. No Dia Mundial do Meio Ambiente e do Rio Piranga, 5 de junho, em 2026, comemoramos o quê em Ponte Nova? Vamos listar: Tratamento de esgoto (23 anos de espera); matadouro municipal (23 anos de espera); independência do Codema (oito anos de espera); volta da água na lagoa (sic) do Passa-Cinco: cinco anos de espera); projeto de arborização no perímetro urbano (há muitos anos). Isso sem contar que cortam árvores (não são substituídas) e deixam os tocos pela cidade (quando substituem plantam arvorezinhas); calçadas destruídas; construções em APP (lei burra aprovada pela Câmara diminuindo a distância para erguer edificações a 15 metros do Rio Piranga; a cinco metros de córregos e ribeirões). Não serei tão drástico assim! Poderíamos comemorar a Educação Ambiental, Pequenos Guardiões do Clima e o constante trabalho no Centro de Educação Ambiental, no Passa-Cinco (Juliana Mendes e Diego de Castro Souza). Estou de volta!

12/06/2026– 11:40

Mais uma vez, confesso que cada vez mais me convenço de que Ponte Nova, no aspecto ambiental, regrediu de forma sistemática e continuada nos últimos anos, principalmente a partir de 2017, quando um golpe “legal”, perpetrado pela Câmara de Ponte Nova retirou a autonomia do Codema, deixando nas mãos do Poder Executivo a decisão final para as bases do licenciamento ambiental. Puro interesse capitalista e de especulação imobiliária. Não existe sensibilidade com a natureza. Servidores acreditam que amendoim nasce em árvores, mudas plantadas são confundidas com mato e são cortadas. Prova disso, é a quantidade enorme e avassaladora de corte e podas drásticas de árvores. Ao mesmo tempo, que cortam e não repõem, podam drasticamente: matando lentamente as espécies. Isto é crime ambiental, sem qualquer reação. Isto é cumplicidade criminosa! Crimes contra a natureza são típicas de pessoas desequilibradas emocionalmente. Elas pouco se importam se vêm um cachorro sendo chutado ou quando a motosserra derruba uma árvore em pleno vigor. Há 15 dias, mais ou menos registrei o corte de uma orelha-de-macaco na curva do Rio Piranga, perto da Santinha de Copacabana. Árvores podem se recuperar e sobreviver mesmo após queimadas na base, desde que o tecido interno responsável pela circulação de seiva (floema e xilema) e as raízes não tenham sido completamente destruídos. Mas, preferiram cortá-la em vez de salvá-la. Bastava usar fertilizantes orgânicos e compostagem no solo, que auxiliaria a repor os nutrientes perdidos pela ação do fogo na superfície.

22/05/2026– 12:03

Objetivo da implantação de uma Unidade de Conservação (APA/Área de Proteção Ambiental) no Bairro Copacabana, proposto pela AmaCopa, será o plantio de mudas de árvores nativas para aumentar o poder de combate às mudanças climáticas e evitar uma ilha de calor naquela região. A criação do Centro de Referência em Educação Ambiental tem como objetivo provocar na nova geração e nas antigas gerações o senso de preservação do patrimônio natural. Para tanto, haverá atividades no local, tais como: ensino prático de plantios e o reconhecimento das espécies. Além disso, plantio de árvores, com tratos culturais adequados, servirá como área de recarga hídrica para a perenização das nascentes locais, que praticamente desaparecem em épocas de estiagem. O cercamento da UC é imperativo, além de construção de aceiros e de um vale para evitar queimadas, sempre constantes naquele espaço. Outro objetivo é deter o processo erosivo da encosta hoje invadida por proprietários de residência, que usam o espaço para plantio de vegetação inadequada, como bananeiras, pois plantio da frutífera em encostas, morros ou áreas de declividade acentuada é desaconselhado por especialistas em manejo de solo por aumentar significativamente o risco de deslizamentos de terra e acidentes, especialmente em períodos chuvosos.  

10/04/2026– 10:52

Artigo Ricardo Motta Buscando o Aurélio Buarque de Hollanda, o chamado “Pai dos Burros”, mas bem melhor que o Google, agora por IA, li atentamente que PONTO FORA DA CURVA é o mesmo que exceção, diferente, atípico, anormal, discrepante ou outlier (chique!). É o que temos visto nos últimos anos em Ponte Nova quando tratamos de Meio Ambiente. O desrespeito sempre foi flagrante: e não destruíram mais por causa da minha atuação. Veja o caso da Rodoviária Velha. Para a revitalização em 2023 (agora vai voltar o terminal de passageiros para lá/aranha caranguejeira) cortaram 04 (quatro) sibipirunas de 40 anos de idade e 15 metros de altura, plantadas em 1980. O prefeito Dr. Milton (Avante) prometeu dar autonomia ao órgão colegiado de meio Ambiente. Mas, até esta data em que reescrevo este artigo (15 meses de governo) ainda não havia sido enviado projeto de lei para a Câmara para alterar a lei e assim permitir que o presidente seja eleito. Outra situação que vem incomodando os ambientalistas e os moradores dos bairros de Fátima, São Pedro, Cidade Nova, Bom Pastor e Novo Horizonte é a radicalização contra a lagoa do Parque Natural Municipal Tancredo Neves, no Passa-Cinco (foto), que perdeu 12.353,90 metros cúbicos de espelho d’água, pois tinha 35.863,80 metros cúbicos e hoje tem apenas 22.510 metros cúbicos.  

27/03/2026– 11:35

  Objetivo da implantação da Unidade de Conservação será o plantio de cerca de 04 (quatro) mil mudas de árvores nativas para aumentar o poder de combate às mudanças climáticas e evitar uma ilha de calor naquela região. Haverá, também, um Centro de Referência em Educação Ambiental com o objetivo de provocar na nova geração e nas antigas gerações o senso de preservação do patrimônio natural. Para tanto, haverá atividades no local, tais como: ensino prático de plantios e o reconhecimento das espécies. Além disso, o plantio de árvores, com tratos culturais adequados, servirá como área de recarga hídrica para a perenização das nascentes que ficam abaixo perto da Santinha de Copacabana, que praticamente desaparecem em épocas de estiagem. O cercamento da UC é imperativo, além de construção de aceiros e de um vale para evitar queimadas, sempre constantes naquele espaço. Outro objetivo é deter o processo erosivo da encosta hoje invadida por proprietários de residência, que usam o espaço para plantio de vegetação inadequada, como bananeiras, o que é desaconselhado pela Defesa Civil e especialistas em manejo de solo por aumentar significativamente o risco de deslizamentos de terra e acidentes, especialmente em períodos chuvosos. Aquela região tem por característica uma quantidade não abundante de solo sobre rochas e que precisa de vegetação adequada para manter a sua estabilidade. Já existe uma enorme erosão por sobre o campinho existente dentro da área pretendida pela AmaCopa, com a terra cada dia escorregando mais.  

20/03/2026– 11:49

João Mattos falando da última reportagem do Líder Notícias (páginas 7 e 11 (27/02/2026): destaco a presença e atuação do jornalista e ambientalista Ricardo Motta, que acompanhou e orientou o plantio do Ipê Alice, seguido de uma verdadeira aula sobre ecologia e ambientalismo. Sua boa vontade e disposição foram realmente admiráveis: “Agora, fique tranquila. Você volta para sua cidade atual, eu e o João Mattos cuidaremos de sua plantinha com todo carinho. Você sempre será bem-vinda à sua terra natal”. Eu tenho um compromisso profundo, apaixonado e visceral com a defesa da natureza. Eu não acredito em sustentabilidade, que é, nada mais nada mesmo, uma palavrinha moderna criada pelos empresários/especuladores imobiliários e devastadores do meio ambiente.  Eles usam esta palavrinha mágica, mas mentirosa, para invadir área de preservação permanente, construir prédios e privatizar o Rio Piranga, como diz Milinho Trivellato, produtor de mudas de hortigranjeiros e nativas. Ele doou duas mil mudas para a Defesa Civil de Ubá e de Juiz de Fora. Reflorestar depois da tragédia Eu tenho um estilo de vida e uma visão de mundo onde a proteção ambiental não é apenas uma preocupação ocasional, mas parte fundamental da identidade do indivíduo ou organização.

06/03/2026– 11:40

Nunca tive dúvida: a interação entre Jesus Cristo e a mulher samaritana junto ao poço de Jacó, relatada em João 4, é um encontro teológico profundo que transforma a necessidade física da água em uma revelação sobre a salvação e o Espírito Santo. A Água Viva oferecida por Jesus representa a graça que sacia a sede espiritual permanente do ser humano. A relação entre a mulher e a água no Sertão Nordestino é marcada pela resiliência, protagonismo e transformação social. Historicamente responsável pela busca de água em locais distantes, a mulher sertaneja passou a ser protagonista na gestão hídrica, através de tecnologias sociais como as cisternas, mudando sua própria realidade e a de sua comunidade. A tradição das lavadeiras de roupa à beira de rios, incluindo o Rio Piranga na região de Ponte Nova, representa um marco cultural e histórico de resistência e trabalho feminino. Por aqui, o simbolismo da água é grande com o Rio Piranga saciando a sede de todos e sendo sempre maltratado. Sem tratamento, depósito de lixo, poucas árvores na sua mata ciliar. A relação entre a mulher e a água é um tema lírico profundo, frequentemente associado à força, fluidez, fertilidade e emoção. Artigo Ricardo Motta 

27/02/2026– 11:25

A psicologia diz que falar sozinho nada tem de maluco. Há quem more e trabalhe sozinho. E como não vê ninguém por muitos dias, tem uma tendência maior a falar consigo mesmo, algo cientificamente associado a pessoas que passam mais tempo sem nenhuma companhia. No entanto, até mesmo quando está rodeada de gente, essa pessoa pode se pegar tendo uma conversa inteira consigo mesma, o que de forma alguma é um sinal de loucura. Na verdade, a psicologia diz que isso pode revelar certos traços de personalidade e de habilidades excepcionais associadas a uma inteligência emocional acima da média. Eu cá de cima e de baixo dos meus pensamentos fico imaginando certas coisas e falo sozinho. Às vezes me comunico com as plantas e bichos, que ficam assustados. Faço discurso, declamo poemas e até me pego em sonhos, quase sempre eróticos. Neste momento entram na minha fala todas as mulheres que nunca tive, mas gostaria de ter como companheira. Outro dia declamei um poema preferido, publicado no livro O Maldito dos Malditos, que começa assim: É você que me cobre/com seu corpo/e me arranha e deseja/feito louca/que sussurra obscena/que me mata/que me invade, me alisa/e me maltrata.  

13/02/2026– 11:53

Escravos, no Distrito Rosário do Pontal. Mas, ainda espero a água que absurdamente retiraram da lagoa do Passa-Cinco, além da reposição e reposição das árvores ceifadas por cortes criminosos em Ponte Nova. Mas, eis que recebo esta mensagem da Lara Repolez, que vai lançar novo livro, em 2026: “Lobo Guará da Bacia do Rio Doce, que amargou, Poeta verde, selvagem, amante de tudo que é feminino!  Segue o artigo de dezembro/2025 em anexo, junto dele meu uivo de amor longo, doce como mel de abelha sem ferrão, direto do Vale Mágico para você! Bendito aliado das mulheres: desde os tempos que não se falava disso!”. Estaria eu a querer mais alguma coisa? Feliz Natal, iluminada bruxa do Vale Mágico!  

19/12/2025– 11:16

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