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Ricardo Motta

 A esperança venceu o Gabinete do Ódio e seus tentáculos macabros! O PESADELO ACABOU!

04/11/2022– 09:56

No livro “Assassinato de Reputações – Um crime de Estado”, Romeu Tuma Jr. narra a história de uma chantagem contra Lula por fotos de “uma coisa muito comprometedora” contra o petista ocorrida na Amazônia. Romeu Tuma Jr. foi Secretário Nacional de Justiça de Lula e 01 (um) ministro de Jair Bolsonaro bate na porta dele para encontrar outra “bala de prata” na reta final de campanha para atacar Lula. O ex-ministro não disse nome e informou que tudo que ele tinha a dizer está no livro. A lista de bondades para ganhar a reeleição incluiu a "PEC Kamikaze", que ampliou benefícios em ano eleitoral, e a liberação de verbas do Orçamento Secreto. Sem a chamada "bala de prata" no primeiro turno, os assessores presidenciais focaram no aumento da rejeição de Lula, mas Bolsonaro perdeu com mais de 6 milhões de votos de diferença. O ministro das Comunicações do governo Jair Bolsonaro (PL), Fábio Faria, pode ter cometido crime eleitoral com a denúncia – sem provas – de que emissoras de rádio estão boicotando a campanha à reeleição do presidente. Segundo Faria, ao longo do segundo turno, essas emissoras deixaram de veicular ao menos de 154 mil inserções da propaganda eleitoral de Bolsonaro, conforme uma suposta “auditoria”. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes negou na noite de quarta-feira, 26 de outubro pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) para investigar a alegação de irregularidades em inserções eleitorais por emissoras de rádios. Para Moraes, os dados apresentados pela campanha sobre supostas irregularidades são inconsistentes. O candidato à reeleição disse que recorreria ao STF. O âncora do programa “O É da Coisa”, jornalista Reinaldo Azevedo, afirma que Jair Bolsonaro está atrás da famosa “bala de prata”, alguma coisa que mude o que parece ser o destino das eleições. Reinaldo Azevedo acredita que o presidente não perdeu votos de seus eleitores após a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson. Porém, ele entende que essa história não ajuda o candidato à reeleição a ganhar votos. A conclusão é a de que o comitê de Jair Bolsonaro teme algumas “loucuras” próprias do estilo presidencial, como, por exemplo, o pífio resultado do Auxílio Brasil que não rendeu um voto sequer para o presidente Bolsonaro, assim como não rendeu nada, também, o barateamento da gasolina e do diesel, tido pelo comitê da reeleição como 02 (dois) tiros n’água. Até porque os beneficiários desses 02 (dois) traques teriam sido exatamente os que já votam em Bolsonaro: sobretudo os mais ricos. (*) No folclore, uma bala de prata é supostamente o único tipo de munição capaz de matar lobisomens, bruxas e outros monstros. Não só bala de prata, mas flechas de pratas também pode ser um item utilizado para matar alguns monstros.  

28/10/2022– 10:09

"Você precisa saber da piscina/ Da margarina, da Carolina, da gasolina/ Você precisa saber de mim/Baby, baby, eu sei que é assim/ Baby, baby, eu sei que é assim". Assim Caetano Veloso alertava na década de 60 sobre o consumismo e a gasolina. A gasolina da época enchia tanques de fuscas, os famosos rabos de peixe. Hoje, o combustível enche de tanques de jet skis que não pagam impostos, que foram desonerados pelo governo federal do amante de ricos e empresários, sob a liderança do “coiso” Jair Bolsonaro. Aquele cara, ele mesmo, o cara do “pintou um clima” quando viu menininhas venezuelanas “arrumadinhas” para se prostituir! Depois de meses com gasolina acima dos R$ 7,00 o brasileiro mal sentiu a alta de 1,5% no preço médio do combustível na última semana (dia 10/10) em relação à anterior. Na prática, o custo do litro passou de R$ 4,79 para R$ 4,86, marcando o primeiro aumento desde junho, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou as medidas tributárias para reduzir o preço do combustível. A má notícia é que esses reajustes podem voltar a se tornar mais comuns do que gostaríamos, principalmente após as eleições. Apesar de a limitação do ICMS continuar valendo no ano que vem, a medida que zera os impostos federais é temporária, com validade até dia 31 de dezembro de 2022. Segundo o governo federal afirmou ao anunciar o plano, a isenção dos impostos teve impacto de menos R$ 0,69 no litro da gasolina, R$ 0,35 no litro do diesel e R$ 0,24 no litro do etanol. Nas últimas semanas, o canal UOL noticiou que membros da diretoria da Petrobras receberam uma sinalização do governo Bolsonaro para que não haja reajuste no preço dos combustíveis até a realização do 2º turno das eleições em 30 de outubro. A informação foi revelada pelo portal G1. Já a maior refinaria privada brasileira, a Refinaria de Mataripe, aumentou no sábado, 15/10, seus preços de venda da gasolina e do diesel. Foi o segundo aumento após o anúncio de corte de produção da Opep+. Controlada pelo fundo árabe Mubadala, a Refinaria de Mataripe elevou o preço da gasolina em 2%. O do diesel-S10 foi aumentado em 8,9%. No sábado anterior (08/10), a empresa já havia aumentado os preços em 9,7% e 11,3%. Durante a sua fala no debate no domingo, dia 16/10, na Band e TV Cultura o candidato Luiz Inácio Lula da Silva atacou a Política de Preços por Paridade de Importação da Petrobras. "Os preços não têm que ser dolarizados. A exploração é em real, o salário em é real", afirmou. Enquanto isso, as redes sociais criaram memes com a fala do presidente “pintou um clima”. Uma cara com cara esgarçada de Bolsonaro aparece montado em uma motocicleta (sua preferência) e o título: Em breve nos cinemas: “O tarado da motocicleta”.

21/10/2022– 10:46

Em artigo publicado em seu blog no portal UOL no domingo, 09 de outubro, o comentarista e ex-jogador Walter Casagrande Jr. explica o apoio de "esportistas envolvidos em atos criminosos, infrações, injúrias preconceituosas, declaram voto no perverso Bolsonaro". Entre os diversos atletas, Casagrande cita com destaque o goleiro Bruno, condenado por ter sido o mandante do assassinato de Eliza Samudio, mãe de 01 (um) de seus filhos, o ex-jogador Robinho, condenado por estupro na Itália, e o atacante da seleção brasileira Neymar, acusado de sonegação de impostos no Brasil e na Espanha. "Obviamente, Jair Bolsonaro faz tudo, na maioria das vezes com abuso de poder, para defender um familiar ou um apoiador de seus planos malignos", escreve Casão, lembrando a anistia a Daniel Silveira, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Colocou 100 anos de sigilo para as investigações contra ele e os filhos no caso das rachadinhas. Também colocou em sigilo os gastos do cartão corporativo usado por ele. Usa e abusa da sua posição de presidente para ajudar pessoas condenadas ou investigadas por algum crime", explica o ex-jogador. "São tantos atropelos à lei e tantas imoralidades que são cometidas por esse governo que tem muita gente do esporte com o nome sujo na praça que também quer se aproveitar — ou até já está se beneficiando — dessa onda de impunidade", emenda. Casão cita os casos de Bruno que foi condenado a 22 anos e 03 (três) meses por esquartejar Eliza e jogar os restos mortais a cães, e o caso de Robinho condenado a 09 (nove) anos de prisão por participação em um estupro coletivo na cidade de Milão, na Itália. "Neymar não poderia ficar de fora, até porque já pediu que o presidente perdoasse sua dívida de impostos", relata, lembrando do julgamento na Espanha no próximo dia 17. Caso seja condenado, Neymar pode ser preso e ficar fora da Copa do Mundo. São 37 acusações, por exemplo, a de corrupção entre particulares. A justiça espanhola está pedindo dois anos de prisão e uma indenização de aproximadamente 150 milhões de euros (R$ 760,7 milhões). “Neymar continua sendo infantil, mimado, porque a primeira coisa que fez foi pedir dispensa do julgamento — que foi negada por se tratar de uma investigação criminal", diz Casão, que emendou: “E o que ele tem em comum com Bruno e Robinho? Declarou voto (mesmo sem votar), com uma dancinha de deboche, ao mesmo Jair Bolsonaro".  

14/10/2022– 10:33

O mea-culpa Reinaldo Azevedo disse em sua coluna no portal UO/Folha que “o iluminista Bolsonaro acha que nordestino vota em Lula por analfabetismo”. Segundo a revista britânica o presidente Jair Bolsonaro mente com a mesma facilidade com que respira. Depois do resultado da votação havia se calado sobre as urnas, deixando para as Forças Armadas a palavra final. Como se isso existisse. Até o "Veio da Havan" disse confiar no sistema de votação. Na quarta-feira, no entanto, com a divulgação da pesquisa do Ipec, voltou à conversa mole de sempre, pondo em dúvida as urnas eletrônicas. Isto além de desancar o Nordeste dizendo que os moradores daquela região são analfabetos porque são governados pelo PT. Alguém deveria avisar ao presidente Jair Bolsonaro que não existe analfabetismo no Nordeste. É no Ceará que estão 09 (nove) das 10 melhores escolas brasileiras, segundo MEC (Ministério da Educação). Quanto a dizer que os nordestinos são governados pelo PT é desconhecer Geografia e História. O Maranhão foi governador anos a fio pela Família Sarney. que é de direita. A educação por lá melhorou quando o cara de esquerda passou a governar o estado: Flávio Dino. Não por acaso ele instituiu o Piso Salarial da Educação Maranhense: o professor com jornada de 40 horas semanais, em início de carreira, tem a remuneração de R$ 6.867,68 mensais. O piso nacional é de R$ 3.845,63, que o Governador Romeu Zema, aliado do atual presidente, não quer pagar de jeito nenhum. Direita com direita se entende! O Ipec divulgou na quarta-feira, 05/10, com divulgação a partir de 18 horas, a sua 1ª pesquisa em meio à investida dos bolsonaristas contra os institutos. Se a eleição fosse hoje, segundo o Ipec, Lula seria eleito com 51% dos votos totais, contra 43% de Bolsonaro. Descontados brancos, nulos e indecisos, o ex-presidente teria 55% dos votos válidos, contra 45% do atual. Uma pesquisa cravou exatamente o percentual de votos de Lula no 1º turno, enquanto outra se aproximou do de Bolsonaro. Atual presidente disse no sábado que venceria com "60% dos votos", mas mudou o discurso após resultado das urnas. Comparação mostra que institutos acertaram mais no 1º turno de 2022 do que em 2018. Levantamento que mais se distanciou do resultado foi do único instituto propagandeado pela campanha bolsonarista como “confiável”: CNT/MDA. A pesquisa Atlas, por sua vez, foi a que mais se aproximou dos números obtidos por Bolsonaro. No sábado, o último levantamento do instituto disse que o atual presidente tinha 41% das intenções de voto. Erraram por 2,3%, mas o percentual era de 2,5% para mais e para menos. O discurso de que os institutos “erraram feio” está sendo potencializado, principalmente pelas redes bolsonaristas.

06/10/2022– 15:46

A jornalista Vera Magalhães virou alvo da violência Bolsonarista. Não são lobos solitários que investem contra o corpo e a dignidade da jornalista. São agentes bem orientados por um tipo de lógica de morte que há mais de 04 (quatro) anos tenta controlar o Brasil em todos os níveis. O Bolsonarismo precisa da violência de gênero, assim como um vampiro precisa de sangue para não morrer. Esse é um dos pilares que estruturam a sociedade que bolsonaristas (a maioria) querem erguer. Bolsonaro tem, mais do que um plano de governo, um projeto de sociedade. Nessa sociedade bolsonarista, homens andam armados, mulheres se curvam. Homens mandam, mulheres obedecem. Nesse projeto de sociedade, florestas viram pó, corrupção tá liberada (chamam rachadinha que é para não assustar), pessoas negras não apitam muito, LGBTQIAP+ podem morrer porque não fazem falta. Nessa sociedade, a lógica é miliciana do começo ao fim. Vera Magalhães foi escolhida por essa turma covarde para virar, literal e simbolicamente, o rosto do inimigo. A experiente jornalista foi, durante os 13 anos de administrações petistas, oposição bastante eloquente. E, ainda assim, seguiu podendo falar abertamente o que pensava de Lula, de Dilma e do PT sem ser agredida. Mas, Vera Magalhães precisa revisitar o passado e fazer o mea culpa, mas vamos continuar defendendo-a dos ataques de qualquer maneira. Ela pouco deu atenção para a Lava Jato. Sérgio Moro conduziu as investigações do Escândalo do Banestado. Ali sim, houve corrupção, mas ele não condenou ninguém. Enquanto Dilma foi alvo da fúria covarde da extrema-direita, Vera calou. Quando Cora Ronai e Míriam Leitão ridicularizaram a roupa e o andar de Dilma na posse, Vera calou. Quando a caravana de Lula foi recebia a pauladas no sul do Brasil, Vera disse que pedradas faziam parte da política. Quando Lula foi ao velório de dona Marisa, Vera debochou e sugeriu que casássemos com alguém que não fosse fazer comício em seu velório. Quando Manuela D'Avila foi 62 vezes interrompida no programa Roda Viva (TV Cultura), Vera disse que era do jogo e que estava acostumada a atuar em ambientes cheios de homens, indicando que Manuela fazia drama ao reclamar da impossibilidade de concluir um pensamento sequer. Quando Boulos foi contratado como colunista da Folha, Vera democraticamente sugeriu que ele fosse desligado dado que, segundo ela, Boulos estava associado ao banditismo. Texto do Canal UOL/Folha: “Prestar solidariedade a Vera Magalhães envolve resgatar como viemos parar aqui. Visitar o passado não é nossa maior qualidade e, justamente por evitarmos a viagem, repetimos e aprofundamos os erros. Mas só podemos crescer e melhorar se olharmos para o que fizemos e entender como e por que erramos. Isso vale para nossas vidas pessoais e vale para nossa história enquanto sociedade e nação”. Como, afinal, viemos parar nesse lugar de tanta dor e violências? Viemos parar aqui quando naturalizamos a candidatura de um homem como Jair Bolsonaro e, para não eleger mais o PT, fingimos que ele era parte aceitável da política. Viemos parar aqui quando deixamos de nomear a proximidade de Bolsonaro com horrores como o fascismo, o nazismo e o racismo.  

23/09/2022– 09:57

Um dos símbolos da contracultura que continua cada vez mais popular, o perfume de Patchouli cuja base é o óleo natural de Pogostemon Cablin da Indonésia, tem características incomuns, que despertam a atenção das pessoas com sua fragrância típica amadeirada, penetrante, sensual e afrodisíaca. Enquanto para alguns, seu encanto não é apreciado de imediato, é sem dúvida um perfume agradável, nostálgico e verdadeiramente significativo para inúmeras pessoas, sendo utilizado há milhares de anos. Lembro-me bem desta época mágica quando cheguei em Ponte Nova. Lá pelas bandas da margem esquerda do Rio Piranga, precisamente na Vila Centenário. De alguns amigos da época eu me lembro: Edinho Albergaria (Tiranos), Antônio Inácio Boneca, Wandeir Maciel Miranda, Zé Renato Marques e Jerônimo, o Cabo 10 do Tiro de Guerra. Havia ainda o popular Paulinho Jornaleiro, que morava em uma casa de madeira da Rede Ferroviária Federal. Ele era cabeleireiro e vendedor de perucas. A inconfundível fragrância do Patchouli ganhou fama na década de 70, quando era um dos perfumes mais usados naquela época entre os jovens, principalmente porque rolava um boato que o cheiro dele lembrava o da maconha, fato controverso. Interessante é a quantidade de sensações que o Patchouli provoca nas pessoas, algumas inclusive associando seu perfume ao movimento hippie e ao misticismo. O óleo essencial (puro) de Patchouli é um dos poucos que podem ser aplicados diretamente na pele e muitas pessoas preferem usá-lo no lugar do perfume, o que deve ser feito com moderação. Algumas gotas são suficientes para manter seu aroma durante horas. Na Ásia o Patchouli é muito usado na medicina tradicional e em muitas culturas, sendo recomendado em várias doenças de pele e do couro cabeludo. Tem dois componentes antissépticos, bem como qualidade calmante. Naquela época outro perfume despertava a atenção, mas era muito usado pela camada mais alta da sociedade. Os pobres só usavam se tivessem amigo rico. Mas, o fato é que o Lancaster era conhecido como perfume para “pegar mulher”. Elas se encantavam com o perfume e os rapazes se aproveitavam e ganhavam beijos. Às vezes na boca. Mas, mesmo como conservadorismo, o movimento beatnik fazia efeito por aqui, inclusive com algumas meninas aderindo ao amor livre. Muitas pessoas achavam que eu era comunista e adepto do movimento beatnik, por ter comportamento e aparência pouco convencionais. Além disso, geralmente eu contestava a moral e os valores sociais estabelecidos. Pouco me lixei. Com o tempo, nem usava perfume algum, nem sabonete. Tomava banho de cachoeira e preferia o cheiro natural das mulheres. Ainda prefiro. Qual? Os dois (rssrsrsrs!). Adoro a natureza, principalmente o mato (mais rsrsrsrs!)  

16/09/2022– 09:46

Em 02 (duas) semanas realizei incríveis e surpreendentes pesquisas sobre os 100 anos do Rádio no Brasil. Descobri que Getúlio Vargas estatizou a Rádio Nacional para controlar o que se falava do seu governo. Teve lei que proibia vender aparelhos de rádio. Maneira de diminuir número de pessoas contrárias à ações do então ditador. Mais ainda me surpreendeu: a colocação da Rádio Sociedade Ponte Nova no ar no dia 05 de março de 1946 foi um ato revolucionário: envolvendo Aldair Pinto, Jurandir Maciel Miranda e Wilson Carvalho e Silva. O governo entendeu ser transgressão à lei e confiscou os equipamentos. Os melhores momentos da minha carreira no Rádio aconteceram entre os anos de 1984 e 1988. Neste período pude ajudar a colocar no ar 02 (duas) emissoras: Rádio Visão AM 670 Khz (1986) e Vale do Piranga FM 93,9 MHz. Antes disso, em 1985, concretizei 01 (um) sonho que acalentava desde que entrei (1976) para trabalhar nos meios radiofônicos: colocar no ar a voz feminina, pois achava que o rádio era muito machista (ou é?). Para terminar este material que homenageia os 100 anos do Rádio no Brasil, quero deixar claro que nunca fiz e nem faço nada para agradar a ninguém, muito menos para levar vantagem. Mas, não posso deixar de citar pessoas, que embora não estejam no ar, colaboram com minha pegada para entrar em movimento. Uma delas é a nossa auxiliar de serviços gerais, a Marilda Pinheiro (foto). Embora seja uma simples garota, de origem humilde, faz o seu trabalho com dedicação. Às vezes confunde as coisas, mas deixa o ambiente pronto para trabalhar: nos estúdios, escritórios e redação. Os outros 03 (três) são o repórter Diego Siman e o designer gráfico Fabiano José (Líder Notícias) e Zé da Torre, o homem comanda os equipamentos e transmissores do Grupo Líder.

09/09/2022– 09:35

Para um governo chegado às teses mais obscurantistas e que se choca frequentemente com a ciência (vide a espantosa dose de negacionismo que foi utilizada pelo Palácio do Planalto no combate à pandemia, com os conhecidos resultados desastrosos), não é de se espantar que a instituição científica mais respeitada do país tenha virado alvo da atual gestão. Para se ter uma ideia do nível de sucateamento, o orçamento de 2021, de 85,4 milhões de reais foi o menor da história recente — a cifra representa metade do que era destinado ao instituto em 2013.O valor reservado à observação da Amazônia para 2022 não é suficiente para o ano todo. O estudo e o monitoramento da expansão da agricultura e das cidades, desastres nat-rais e desmatamentos estão entre as principais aplicações derivadas da tecnologia espacial em benefício do meio ambiente. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é reconhecido pela excelência na vigilância por satélites de florestas, realização de previsões numéricas de tempo e clima, além de gerar estudos e dados para subsidiar políticas públicas voltadas à mitigação dos impactos das mudanças ambientais globais. O INPE recebe, processa, distribui e usa dados espaciais para o desenvolvimento sustentável. Principalmente no Brasil, um país de proporções continentais, o sensoriamento remoto por satélites é utilizado em áreas importantes e prioritárias ligadas ao levantamento de recursos naturais e ao monitoramento do meio ambiente. Governo, cientistas e empresas cada vez mais usam o sensoriamento remoto, tecnologia em que o Brasil é um dos pioneiros no mundo, por meio da atuação do INPE. O lançamento do primeiro satélite para observação da Terra, o norte-americano Landsat-1, em 1972, proporcionou um salto nos estudos sobre meio ambiente. Onde vamos parar com tanto desprezo pela Ciência?

01/09/2022– 11:06

No início de agosto, em companhia do presidente da AmaCopa, Marcinho de Belim, flagrei uma balsa no Rio Piranga nas proximidades da Fazenda Casa Branca. Pelo que percebi os operadores da balsa estavam praticando uma ação de garimpo ou mesmo fazendo a famosa “pesquisa” para saber se tinha ouro naquele local. Logo após a ponte sobre o Córrego Tim-tim Pororó, na estrada vicinal que passa nas terras da Fazenda do Engenho, de Renato Marinho, encontramos outro crime ambiental. Este último de autoria da secretaria municipal de Desenvolvimento Ruraln(Sedru) que abriu uma clareira na margem direita do Rio Piranga, a menos de 10 metros, em Área de Preservação Permanente (APP), para depositar cascalho para ser usado nas estradas rurais. Além disso, o patrolamento derrubou árvores e aterrou outras. A área afetada pelo Poder Executivo servia para desova de restos de material de construção. No caso do garimpo, ação fere lei municipal que proíbe a prática por ser nociva ao meio ambiente. A norma legal está inserida na Lei Orgânica Municipal (LOM) de 1990: Art. 265 - É proibida qualquer atividade poluente, nos cursos d’água ou em suas margens, inclusive a atividade e prática de garimpo. Art. 266 - A exploração de recursos hídricos e minerais do Município não poderá comprometer os patrimônios natural, cultural e ambiental, sob pena de responsabilidade, na forma da lei. Certo é que cabe ao Poder Executivo notificar a empresa que está praticando a atividade, mesmo que ela tenha licença da ANM (Agência Nacional de Mineração). A balsa deveria ser lacrada pela Polícia Militar do Meio Ambiente para atender aos ditames da lei municipal. Em 2004, o cabo Miguel em minha companhia lacrou e interrompeu o garimpo logo acima do Acabiara Clube. O que está acontecendo com a secretaria do Meio Ambiente (Semam) e com o Codema de Ponte Nova? Eles poderão responder por improbidade administrativa pela omissão.

19/08/2022– 12:15

Foi o que disse Daniel Boorstin, diretor da biblioteca do Congresso dos Estados Unidos em seu visionário livro “The Image”, de 1962. Há 60 anos, ele relatava a substituição do noticiário por não-fatos, na época as entrevistas coletivas à imprensa. Eram uma forma de fazer com que o interesse público deixasse de ser a espinha dorsal do noticiário. No jornalismo é confronto de ideias e incomodação de quem é entrevistado. Como jornalista de mais de 42 anos de trabalho em redações, nunca me interessei por entrevistas coletivas. Aliás, a rigor em Ponte Nova, raras foram as entrevistas coletivas. Na verdade, o poder público convoca faz um discurso e depois abre para perguntas. “Eu gosto do Flow, do Igor, fui a vários podcasts da casa. É preciso entender a diferença entre esse tipo novo de comunicação, o método jornalístico e o "shownalismo" que se instalou em veículos tradicionais. Jair Bolsonaro não deu uma "entrevista" no Flow. Igor não foi treinado para confrontar uma autoridade nem se propõe a isso. Não se pode comparar esse trabalho a um produto jornalístico porque não é”, diz a colunista do UOL, Madeleine Lackso. O presidente Jair Bolsonaro ficou 05 (cinco) horas desfilando um monte de impropérios e aleivosias, para o delírio da patuleia que o aplaude, seja com ou sem razão. Quem procurar por momentos de lucidez na maratona verborrágica de Jair Bolsonaro no Podscast Flow sairá com muito pouco ou quase nada para apresentar. Mentiras, negacionismo, teorias da conspiração, mais mentiras, homofobia, golpismo, ainda mais mentiras, acusações sem provas, falseamento da história, outra saraivada de mentiras. O senador Flavio Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que fazem parte da filhocracia, ora no poder, estão propondo fazer campanha para que Paulo Guedes seja laureado com o Nobel da Economia. Como assim? Isto é delírio só pode ser curado na Casa Verde! Para atacar Lula, Michelle Bolsonaro liga religiões afro-brasileiras a ‘trevas’ A primeira-dama, protagonista da campanha de Bolsonaro nas últimas semanas, usou um vídeo antigo do ex-presidente, publicado em 2021. A primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais para endossar a alegação de que o ex-presidente Lula (PT) “entregou sua alma para vencer essa eleição”. A mensagem acompanha um vídeo antigo em que o petista se encontra com representantes de religiões afro-brasileiras. A legenda da gravação publicada pela vereadora de São Paulo Sonaira Fernandes (Republicanos) e compartilhada por Michelle diz que “não lutamos contra a carne nem o sangue, mas contra os principados e potestades das trevas”. E emenda: “Isso pode né!” É cruel para as mulheres saber que Michelle Bolsonaro, “tão linda, recatada e do lar”, se submeta às sandices e misoginia do seu marido: “Ela fez LIBRAS por que falava muito alto e escuta pouco”. Ou: “Eu já dei um bom dia muito especial para ela hoje. Acredite se quiser”, disse em tom de brincadeira, mas de cunho sexual.

11/08/2022– 16:13

Gustavo Petro, 62 anos, ex-guerrilheiro da M-19 (Movimento 19 de abril) venceu as eleições presidenciais da Colômbia em 19 de junho. Com o feito, o economista se tornou o primeiro candidato de esquerda a ser eleito presidente da República na história do país. Ele toma posse no próximo domingo, dia 07 de agosto. Outra marca quebrada na Colômbia foi a eleição de Francia Márquez. A ativista se tornou a primeira mulher negra a ocupar a vice-presidência da República no país. Gustavo Petro era o líder da oposição no Senado colombiano e também fundador da “Colômbia Humana”, movimento político que reivindica o respeito aos direitos humanos, o cuidado com o meio ambiente, a igualdade de direitos entre homens e mulheres, a industrialização e a modernização agrária, entre outros tópicos de importância social. Formado em economia pela Universidade Externado da Colômbia, ele exerceu o cargo de deputado e vereador de Zipaquirá nos anos 1980. O esquerdista também recebeu o prêmio Letelier-Moffitt Human Rights Award em 2007. Ele também foi prefeito de Bogotá, a capital da Colômbia. Francia Márquez, sua vice é ativista ambiental e dos direitos humanos, a advogada afro-colombiana será a primeira vice-presidente negra. Francia nasceu no Distrito La Toma e liderou um movimento popular contra a exploração mineral na região. O feito a levou ao prêmio Goldman, que é tido como o “Nobel do Meio Ambiente”, em 2018. Formada pela Universidade Santiago de Cali em Direito, a política de 40 anos foi expulsa de sua terra em 2014 após sofrer ameaças por conta da luta contra a mineração ilegal. Sem ter para onde ir, ela viajou a Cuba para ajudar a desenvolver atividades com as delegações do governo e das FARC durante o acordo de paz entre Juan Manuel Santos (presidente colombiano) e os guerrilheiros. Observação: minha bandeira tem as cores verde, amarela e azul. A cor vermelha também entra na composição, pois é a cor do sangue que fornece a vida.

04/08/2022– 16:07

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