A “mitigada” reforma Tributária às avessas!
Olá.
Certamente o atual governo federal não possui a mesma força junto ao Parlamento e à sociedade quando iniciou o seu primeiro mandato, no ano de 2003. Naquela época o País era muito diferente dos dias atuais, a polarização era menor e havia um sentimento de esperança em tal sigla partidária que não há hoje. Já falamos em diversas oportunidades que, enquanto a mesma não fizer a sua mea culpa e pedir desculpas ao povo brasileiro a respeito dos escândalos do Mensalão e do Petrolão, esse constante desgaste com a atual composição do Congresso Nacional, e até mesmo com alguns meios de comunicação, além de governabilidade instável, continuarão.
Enquanto na gestão anterior, com pandemia e guerra, o Brasil bateu recordes de arrecadação com a desoneração tributária e que também havia a possibilidade de uma reforma tributária com a simplificação, que está mais do que comprovado que funciona tão somente pelo fato da diminuição da carga tributária aumentar a arrecadação, a última agora do tão falado arcabouço fiscal é reduzir a carga tributária para a fabricação de automóveis chamados populares, com o objetivo de aquecimento da economia, mas, mais uma vez, onerando o óleo diesel. Será que veremos outro episódio de greve, legítima, dos caminhoneiros?
Uma coisa é certa: aumentar tributo sob importante item impacta repasses e reflete em todos nós. Certamente aumentará a sonegação fiscal. Sem pesquisar muito, já sabemos o que ocorrerá se a reforma tributária às avessas passar, se é que vai passar. As fontes de liberação de emendas parlamentares, a volta do chamado toma lá da cá, estão acabando. Muitas práticas do Século XX ficaram lá, não cabem mais hoje. O Brasil é o celeiro alimentar do mundo e um governo que tem por pauta hostilizar a agricultura e a mineração, que são os carros chefes do Produto Interno Bruto (PIB) tende, mais cedo ou mais tarde, cair em descrédito. Os eleitores e o Governo Federal devem repensar enquanto é tempo. Abraço!
Espero que esteja escrevendo pela última vez sobre o Matadouro Municipal de Ponte Nova, que teve sua história iniciada em 2002, quando o Ministério Público propôs um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre o Poder Executivo e Associação dos Comerciantes de Carnes de Ponte Nova (ACCPN),presidida por Mônica Cheloni, que continua à frente da entidade. Na ocasião o Codema foi chamado à lide e assinou o TAC quando ficou responsável pela escolha do local para a construção do tão almejado abatedouro de bovinos e suínos.
No domingo,04 de junho, resolvi aceitar o convite do secretário municipal de Desenvolvimento Rural (Sedru), Zé Osório, para circular no meio rural, onde ele (com seu carro particular) verificaria a necessidade de alterar o curso d’água na comunidade rural de Lagoa Seca, onde mora o casal de idosos Osmar Rodrigues Santiago e sua esposa Maria Paulina Santiago.
O caso é sério, pois as chuvas do ano passado complicaram a vida de um córrego que está entupido e fizeram um anteparo de madeira, mas o curso d’água está entupido, criando lamaçal no entorno. Zé Osório garantiu que chegará por lá, em julho, com máquinas e pedreiros para construir drenagem: as manilhas estão lá há mais de ano. Haja vontade para resolver!
Antes disso, Zé Osório resolver verificar uma intervenção na Rua Guanabara que dá acesso às casas populares do Conjunto Habitacional Dalvo de Oliveira Bemfeito. Por decisão do titular da Sedru o ambiente transformou-se com cascalhamento, alargamento da rua/estrada, que facilitará o trânsito de carros, dos transportes escolar e coletivo. E de quebra contribui com o acesso à Fundação Menino Jesus. E pode chover, que tudo vai continuar dando certo!
A maior surpresa ficou conta do relatório liberado para o Líder Notícias, onde pude observar algo realmente novo: finalmente a estrada nova para o acesso ao Matadouro foi preparada e realizada pela Sedru, sendo uma das últimas exigências do Ministério Público, pois a estrada antiga ficava sujeita a inundações o que impediria o funcionamento do abatedouro, que seria finalmente entregue para ser gerenciado pela ACCPN.
O que se percebe é que o secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Zé Osório, é um secretário “full time” (tempo total). Disse ele, que vem sofrendo com denúncias gratuitas, mas que vai tirar de letra e provar que usa a máquina administrativa de acordo com a legislação vigente. Como jornalista tenho a obrigação de divulgar toda e qualquer notícia, mas também tenho direito o de revelar boas iniciativas e serviços corretos do Poder Público.
Outra boa notícia é que a Sedru movimentará máquinas para desobstruir o leito ferroviário desde o chafariz de Copacabana até a Fazenda do Engenho (Renato Marinho) para possibilitar (mais de 02 quilômetros) o trânsito do Biciclotrem. Tem data para inauguração: 30 de junho, Dia Municipal do Ferroviário
Nova estrada de acesso ao Matadouro Municipal, sem perigo de inundações do Ribeirão Mata Cães
Oskar Schindler (1908-1974) era membro do Partido Nazista Alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Atuava como espião e transitava junto ao alto comando de Hitler. Pela influência, o industrial utilizava mão de obra judia para mover sua indústria. Na convivência com homens, mulheres e crianças que ele atraia através de listas falsas, Schindler foi tocado pela inocência do povo condenado sumariamente nos campos de concentração. Com sua proteção, a história contabilizou mais de 1.200 judeus salvos da morte pelas manobras de Oskar. Ele trocou a ganância pela vida de inocentes. Fez história.
No Brasil temos duas listas. Uma delas é o reverso da “Lista de Schindler”, aquela que liberta acusados em nome da cumplicidade e dos interesses de grupos. O primeiro da lista é o ex-ministro Geddel Vieira Lima que foi surpreendido com 51 milhões de reais em malas num apartamento em Salvador (2017). Foi absolvido por “falta de evidências”. Já os irmãos Batista (Joesley e Wesley) fizeram delação premiada na Lava Jato contra o ex-presidente Temer. O estrago veio no dia seguinte que ficou conhecido na Bolsa de Valores como “Joesley Day”. O efeito foi a maior queda do Ibovespa desde a crise de 2008 e a maior alta do dólar em 14 anos. Os irmãos Batista e a holding J&F eram acusados de “Insider trading” com papéis da JBS. A acusação apontou ainda de que teria ocorrido ganho indevido de R$ 72,9 milhões por parte dos controladores na venda de mais de 36 milhões de ações da JBS em posse da holding dos Batista.
Michel Temer foi acusado de comandar a corrupção na Petrobras por mais de 40 anos. Aécio Neves foi gravado pedindo mais de 02 milhões de reais para gastos de campanha. A condenação de Eduardo Cunha foi anulada. Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT foi beneficiado (STJ) por ser a 13ª Vara Federal de Curitiba incompetente. José Dirceu foi condenado pela Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Está em liberdade e responde só pela passiva.
Luiz Fernando Pezão, ex-governador fluminense, foi condenado pela Laja jato a 99 anos de prisão. Recurso no TRF-2 resultou na anulação integral da pena. Também o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, teve uma de suas muitas sentenças anulada. Foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, depois considerado parcial ao julgar o caso do recebimento de suposta propina pelo ex-governador. Há um ano, a pena de Cabral era de 425 anos.
Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e Petrobras, teve a condenação inicial revista com pena reduzida. Henrique Eduardo Alves, ex-ministro de Dilma e Temer, também teve outras decisões da Lava Jato revertidas. No processo de cassação de Dilma Rousseff, Renan Calheiros contrariou a Constituição Federal e não cassou os direitos políticos. Disse ao ler a sentença: “não sejamos maus”. A turma do Consórcio Nordeste para combate a COVID-19, formada por governadores e presidido por Rui Costa do PT, passou imune na CPI da COVID-19 no Congresso. R$ 48 milhões por 300 respiradores que nunca foram entregues.
Até prova em contrário, todos inocentes. Assim se escreve a história. Não sei como as contarei para meus netos.
Liberdade de imprensa em xeque?
Olá, tudo bom?
A Constituição Federal assegura aos brasileiros, natos ou naturalizados, em seu artigo 5º, inciso IV que “é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato”! A mesma Carta Constitucional também afirma em seu artigo 220 que “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão nehuma restrição, observado o disposto nesta Constituição”, não podendo haver qualquer embaraço à plena liberdade de informação jornalística e em qual veículo de comunicação for.
Todavia, assistimos estarrecidos na última semana dois atos do Governo Federal, que se diz do amor: a) recebimento do narcotraficante, ditador e presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que causou a maior crise humanitária e de terrorismo recente na América do Sul, com evasão de 6,8 milhões de venezuelanos, igualando à Ucrânia e superando a Síria, estando atualmente no Brasil cerca de 425 mil; b) a fala de alguns políticos, como o atual Presidente da República, de que lá a ditadura é narrativa e c) um certo meio de comunicação que apoiou o atual regime brasileiro dizer que a ditadura da Venezuela é moderna. Moderna? Será que estamos vivendo um Estado de Sítio sem decreto? Pelo visto, sim!
O Brasil virou chacota internacional mais uma vez. Além de celebridades manifestarem-se contrários a tal visita, os presidentes do Chile, do Equador e do Uruguai repudiaram veementemente e afirmaram que sim, na Venezuela há uma ditadura e que não é narrativa. E a prova maior, e mais triste, foi a agressão a jornalistas, dentre estes a jornalista Delis Ortiz, da Rede Globo de Televisão, dentro do Itamaraty, por parte de seguranças quando tentaram entrevistar o Presidente da Venezuela. Em linguagem popular: “pau que dá em Chico, dá em Francisco”. Tal veículo de comunicação apoiou, descaradamente, o atual Governo. Colhe os frutos de sua semeadura.
Que fique claro que repudiamos todo e qualquer tipo de agressão e toda e qualquer violação à liberdade de imprensa. O país sério é aquele que preza pela liberdade e por uma imprensa livre. A palavra "liberdade" está 17 (DEZESSETE) vezes na Constituição!
Com a palavra, os ditos isentões e medrosos. "Liberté, Egalité, Fratenité" (lema da Revolução Francesa). Forte abraço.
“Não existe parte mais vulnerável, todo o bioma é ameaçado pela decisão do Congresso. É um ataque à realidade e à sociedade. Agravará a crise climática e de biodiversidade, eliminará recursos dos quais a maioria dos brasileiros depende e violará a já consolidada Lei da Mata Atlântica”, destaca o advogado e ex-deputado federal Fabio Feldmann, autor da Lei da Mata Atlântica e responsável pelo capítulo sobre Meio Ambiente da Constituição brasileira.
A Febraban (Federação Brasileira dos Bacos) criou protocolo de autorregulação para financiamento da cadeia da carne bovina, informa o Estadão. “O que isso significa? Só será concedido crédito para frigoríficos e matadouros que comprovarem que não compram gado oriundo de áreas de desmatamento ilegal da Amazônia e do Maranhão. Até agora, 21 bancos assinam o protocolo. Entre eles estão Bradesco, Itaú Unibanco, BTG Pactual, Santander, Caixa e Banco do Brasil.
O desmatamento e a degradação dos solos representam aproximadamente 45% das emissões de gases de efeito estufa do Brasil, tornando a mudança no uso do solo a principal fonte de emissões do país. Tudo para criar bois e plantar soja, commodites preferidas das Bancadas da Bala e do Agronegócio.
A maior parte deste desmatamento ocorre de forma ilegal, mais de 95%, segundo dados do Mapbiomas, para o ano de 2021. E a Amazônia é o bioma que apresenta a maior área desmatada (cerca de 60% do total em 2021). Em 2022, 12,5 mil km² foram desmatados, segundo os dados de monitoramento da alteração da cobertura florestal da Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe).
O ministro André Mendonça, do STF (Superior Tribunal Federal) , determinou na segunda-feira, 29 de maio, que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o relator da MP na Câmara, Sérgio Souza (MDB-PR), prestem informações ao tribunal sobre trechos da MP que haviam sido impugnados pelo Senado e que expõem a Mata Atlântica à devastação.
O Mandado de Segurança, com pedido de liminar, foi apresentado no dia 26 de maio pelos senadores Alessandro Vieira (PSDB-SE), Eliziane Gama (PSD-MA), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Otto Alencar (PSD-BA). Eles alegam que Lira e Souza atropelaram as regras regimentais e constitucionais.
Há uma outra ação no STF, protocolada ainda antes da votação do Senado. O PV (Partido Verde) recorreu ao tribunal com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra os "jabutis" acrescentados pela Câmara à MP enviada, ainda por Bolsonaro, e que tratava apenas da regularização de propriedade.
O desmatamento no Bioma da Mata Atlântica continua crescendo e agora vai aumentar com apoio das bancadas da Bala e do Agronegócio da Câmara dos Deputados
A nova política de preços da Petrobras!
Olá, tudo bom?
Mais uma vez esclarecemos primeiramente que não estamos aqui para defender político X, Y ou Z, mas apenas para abordar os avanços legislativos a nível federal. Em 2022, abordamos a Lei Federal 14.292, que teve como um dos seus pilares a desoneração tributária como forma de forçar a queda dos preços dos combustíveis. À época, com todas as vênias, funcionou.
Agora, o Governo Federal e a Petrobras, na última terça-feira, lançaram uma nova sistemática de política de preços de combustíveis e derivados, em substituição ao chamado Preço de Paridade de Importação (PPI), que definia o reajuste dos combustíveis, em especial a gasolina e o óleo diesel, com base em simulações sobre o custo de importação dos produtos. Á época tal questão foi aplaudida face às ingerências políticas sistemáticas sobre a Petrobras.
Segundo divulgações, a nova política de preços não considerará mais o custo de importação e visa a busca por clientes e o custo de oportunidade de venda dos produtos. Após tal anúncio, houve um corte de 12,6%, ou R$ 0,40, do preço da gasolina nas refinarias, de 12,8% ou R$ 0,44 do preço do diesel, além de 21,3%, ou R$ 8,97 do preço do botijão de gás de 13 kg. Todavia, o repasse ao consumidor final pode não ocorrer em razão do aumento do ICMS no início de junho.
Lembrando que nós temos petróleo cru em abundância mas não temos autossuficiência em refino, o que demanda importação. O diesel importado, por exemplo, representa um quarto da demanda brasileira. Aguardemos o novo modelo, embora especialistas tenham alegado falta de transparência e insegurança em novas importações, o que pode causar problemas de abastecimento. Vamos aguardar e torcer para que ocorra o melhor. Um abraço!
Ao contrário do dito popular, os globalistas não nasceram do cruzamento de uma nota de US$ 100 com outra de igual valor. Embora para eles o dinheiro seja o sustentáculo do poder, a formação desse bloco se origina no capital hereditário formado pelos clãs ao longo do tempo. Para esse grupo de controladores, a proteção do Estado é fundamental desde que não resulte em interferências. A distribuição de benesses é prática comum, pois desde sempre “uma mão lava a outra”. Atuam nos segmentos importantes da economia e através do poder monetário fortalecem nomes e os instalam no poder do Estado. É comum nos Parlamentos as “bancadas” disso ou daquilo. Elas são patrocinadas pelos Globalistas para defenderem seus interesses, mesmo que, não beneficie o povo.
Exercem forte controle na economia mundial. Controlam os Bancos, a produção da maioria das commodities como foco no petróleo e minérios. Direcionam a produção de alimentos e medicamentos com manobras para determinar quem vende para quem. Quando algo não sai a contento criam crises e guerras. Controlam laboratórios e a produção de vírus e armas químicas. Se alguém está vendendo muito e isso fere seus interesses, ressuscitam a doença da “Vaca Louca” para reorganizar o mercado nos moldes de seus interesses. Defendem um mundo sem fronteiras (vide “UE” – União Europeia) e querem a internacionalização da Amazônia para ter livre acesso às suas riquezas. Se valem de ONGs para demarcar territórios distribuindo para elas 500 mil dólares, uma fortuna. Para eles, dinheiro de cafezinho que ilude inocentes desinformados.
Controlam a OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte – pelo agrupamento de 31 países-membros. Patrocinam um exército permanente de 60 mil homens. Não é preciso muito para entender que a guerra Rússia-Ucrânia vai além das razões territoriais, do nazismo ucraniano e da proteção da soberania russa. Defendem a condição de maior bloco econômico e de poder do mundo. O crescimento da economia chinesa aliada as conexões com a Rússia, Índia, Correia do Norte, América do Sul e outros, são ameaças que precisam ser contidas. Através da NOM – Nova Ordem Mundial – criam narrativas para subjugar os povos. Não querem exterminar pessoas porque precisam delas para serem usadas. Estamos longe disso.
Estão empenhados em deter o crescimento da direita nacionalista na Europa, como na Hungria, Itália, Polônia, Portugal e outros. Tarefa na qual o Presidente francês Emmanuel Macron está empenhado. Putin, Ângela Merkel, Donald Trump, Xi Jinping e Bolsonaro são seus entraves. Quando a Inglaterra saiu da “UE” sinalizou que as monarquias da Europa querem discutir a globalização de forma diferente. Os Globalistas formam o Bloco do maior PIB do planeta. Nesse contexto contribuem para o desenvolvimento em diversas frentes e promovem avanços que beneficiam a humanidade. Mas não estão preocupados com a fome e a saúde precária no mundo porque não gera lucro. Não possuem visão humanitária.
No Brasil são facilmente identificados. Banqueiros, industriais, megas comerciantes, Rádio/TV, parte da classe política e de comando da nação são patrocinados por eles. Se intitulam democratas, agem como socialistas e vivem como capitalistas. Filosoficamente são sensíveis a variações. BOA SEMANA!
Após horas de exaustivo trabalho de combate às chamas, que consumiram 90% da área de 30 hectares do Sítio Jaqueira, em Alegre, região do Caparaó, no Espírito Santo, Newton Campos, proprietário da área disse emocionado: “a cura do planeta é plantar árvores, cuidar de árvores e da floresta” A tragédia, ocorrida em setembro de 2020, não abalou sua convicção na urgência de reflorestar o planeta e a alma dos seres humanos. “Agrofloresta é a saída. Não existe outra saída para a humanidade”.
Em janeiro de 2014, tive a oportunidade de conhecer o Sítio Jaqueira a convite do engenheiro florestal Davi Sena, filho de Dominguinhos (antigo Espaço Café/Ponte Nova), que se formou no campus avançado da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Alegre. O projeto de Newton Campos é algo formidável: planta água em barraginhas cerca nascente e constrói casas com tijolos jogados fora de casas derrubadas; a luz do sol atravessa as paredes através das garrafas de vidro, onde moram estudantes da UFES.
Eu plantei milhares de árvores ao longo da minha vida, salvei várias que seriam cortadas porque levantavam passeios; semeei sementes que voam, como as dos ipês e aguei mudas de ararutas na horta do Passa-Cinco. Quando comecei a luta em defesa do meio ambiente, não raro, ouvia piadinhas como: “isto é coisa de viado”; “esse cara é contra o progresso”; “um idiota a mais para defender o que não precisa ser defendido”.
Mais, tarde, a guerra foi mais dura: afastar as hidrelétricas do Rio Piranga no município de Ponte Nova. Conseguimos com legislação própria em 2008 ainda alcançamos vitórias em outros municípios, pois os empreendedores queriam construir várias e como não podiam construir em Ponte Nova desistiram das outras.
Mas, volta me sentir temeroso. Com a decisão do STF (Leia na página 7), derrubando a legislação em Mato Grosso, que proibia a construção de hidrelétricas no Rio Cuiabá. A legislação de Ponte Nova é diferente, pois permite a construção desde que não seja geração de energia com o barramento do Rio Piranga.
Em 2009, o presidente Lula entrou com ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), alegando que é de competência da União legislar sobre águas territoriais, mas a PGR (Procuradoria Geral da República/Roberto Gurgel) julgou que as leis de Ponte Nova são constitucionais, ainda em 28 de março de 2013. O pior é que o relator da matéria do Mato Grosso é o ministro do STF, Gilmar Mendes, o mesmo relator das leis de Ponte Nova.
Termino usando uma velha e surrada frase que criei em 2001:“Somos loucos, mas não somos tão poucos. Somos loucos pelo meio ambiente”.
Desde o início da globalização a expansão do poder pelo mundo é fato. A globalização trouxe vantagens econômicas e culturais. Por outro lado, fragilizou as soberanias de diferentes formas. Nesse cenário cada país se defendeu de forma diferente. A partir da importância geopolítica e fatores econômicos, os “grandes” predominaram e estabeleceram regras impositivas aos demais. Não há consenso sobre qual teria sido o início do processo gradativo da globalização. No círculo acadêmico, por exemplo, ela se dividiu em 3 fases: a primeira teria ocorrido no início da formação do Capitalismo Comercial e da expansão do mercantilismo (séc. XV ao XIX); a segunda etapa veio com o fortalecimento do modelo industrial na Europa e sua tendência imperialista (séc. XIX ao XX); a fase mais aguda aconteceu com a Revolução Industrial, disseminação da tecnologia de ponta e o crescimento do capitalismo a partir do século XX. A queda do Muro de Berlim deu gás a esse crescimento.
Atualmente existem 03 blocos ideológicos buscando a hegemonia e poder no mundo. O bloco COMUNISTA adota a ideologia marxista e está em franca expansão na América Latina, sustentado principalmente pelo dinheiro do narcotráfico e movimentos radicais de esquerda. O bloco dos GLOBALISTAS agrega banqueiro e oligarcas. São hábeis em fazer alianças com a imprensa através de incentivos ($) e atraem pessoas e instituições influentes para colaborar com o plano. O movimento é forte nos EUA, França, Alemanha, Portugal, Espanha, Reino Unido. Esses países detém o maior PIB do planeta e são coadjuvados por outras nações, como o Brasil. São vistos como defensores da NOM – Nova Ordem Mundial. O terceiro bloco é dos SOBERANISTAS. Também atua no mundo sustentado pela Liga Árabe de povos conservadores e tem personagens conhecidos internacionalmente como o Emir Tamim Hamad (Catar), o astuto líder Benjamin Netanyahu (Israel) Trump (EUA) Bolsonaro (BR) e outros.
Na corrida pelo poder vale tudo. A força do dinheiro rompe barreiras e fortalece o poder político. Eleições são direcionadas e quem “pode mais”, leva. Atuam nas forças armadas, na guarda nacional, nos judiciários, nos parlamentos e na economia. Em nome do poder eliminam-se inimigos. Por detrás das cortinas o grande espetáculo não para. A grande dificuldade desses blocos consiste em dominar o cidadão comum. Se valem de estratégias como a dependência econômica. Através dela distribuem migalhas em troca da gratidão eterna. Essa é uma das formas de se criar as conhecidas “massas de manobras”. O povo detém o voto que outorga poder e nesse poder, a primeira mentira é a que atesta que “todo poder emana do povo e por ele será exercido”. Em determinadas circunstâncias a classe média é incomodo por ter conhecimentos que as torna politizadas. A esquerda radical não gosta da classe média. Preferem os inocentes.
Esses blocos são poderosos e se valem da distribuição do poder pelas diversas esferas. Se necessário depõe governos se seus interesses forem antagônicos. Também se valem de eliminações arquitetadas de tal forma que aparentam naturalidade. Para sua segurança, queimam arquivos. Cumplicidade só se for de boca costurada e sob vigilância permanente. Voltarei ao tema.
A polêmica retirada do PL das “Fake News”!
Olá, tudo bom?
Os integrantes da Câmara dos Deputados sentiram na pele, na última terça-feira, o que este e outros já concluíram faz tempos: o brasileiro está cada vez mais interessado por política e pelos rumos do País. A prova: enquete promovida em tempo real pela Câmara dos Deputados, onde a maioria esmagadora dos participantes fora contrária à aprovação do Projeto de Lei (PL) das Fake News, o PL 2.630/2020.
Somados a isso, meios de comunicação, as chamadas Big Techs e populares manifestaram-se contrários a tal PL. O Google chegou a divulgar a seguinte frase em sua página: “O PL das Fake News pode aumentar a confusão entre o que é verdade ou mentira no Brasil.” Em mais uma atrapalhada travestida de abuso de autoridade, o Ministro da Justiça representara junto à Secretaria Nacional do Consumidor (SENACON), subordinada ao mesmo, contra o Google, determinando a aplicação de multa de R$ 1 milhão de reais. O Google prontamente retirou a frase, mas a conduta do Ministro, pra variar, pegou mal, muito mal.
O artigo 27 da Lei de Abuso de Autoridade é claro: “Requisitar instauração ou instaurar procedimento investigatório de infração penal ou administrativa, em desfavor de alguém, à falta de qualquer indício da prática de crime, de ilícito funcional ou de infração administrativa: Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.” Isso sem contar o artigo 30 da mesma: “Dar início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra quem sabe inocente: Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.”
Tais acontecimentos, tanto pelo Parlamento Nacional quanto pelo Ministro da Justiça, são suficientes para demonstrar não só a série de trapalhadas, a vigilância dos eleitores, mas que a única coisa que o PL das Fake News não quer é a liberdade. Além de ser fato, dito por nós inclusive, que o Brasil já possui leis demais e que deveria ter leis de menos, tal circunstância deve ser comparada como aquela trapalhada em jogos de infância que, quando se perde, um dos participantes emburra e para de jogar. Realmente a democracia brasileira precisa amadurecer. Pelo atual acontecimento, está no caminho certo. Um abraço!
O discurso de ódio ganhos muitos adeptos nos últimos 04 (quatro) anos
“Não faz sentido nenhum isso. É engraçado ver que a inserção de minorias na mídia incomoda homem branco hétero, né? A mídia sempre foi dominada pela mediocridade branca. Nunca foi sobre talento Sem contar que não tem problema falar negro. Vídeo tenebroso”, diz Levi Kaique Ferreira ao responder o Instagram de Jorge Vinícius, que foi narrador do Grupo Globo (Sportv), entre 2010 e 2018.
Levi Kaique Ferreira é engenheiro civil, palestrante e professor. Deseja ser escritor e atualmente trabalha em 02 (dois) de seus primeiros livros. É sócio-fundador e diretor no site “O Retalho”. Tem 25 anos e é apaixonado por tecnologia, história, filmes, livros, séries e quadrinhos. Seu maior desejo é dominar o mundo. Ele é negro.
Em entrevista ao podcast “Parlando de Palmeiras”, concedida na quinta-feira passada, 27 de abril, o locutor afirmou que a empresa “perdeu a mão” na inclusão de pessoas pretas, mulheres e homossexuais. Segundo Jorge Vinícius, a TV está colocando o talento como quarto critério para adquirir novos funcionários.
Ele ainda afirmou preconceituosamente, com olhos injetados de sangue: “Perderam a mão. Sou favorável à inclusão. Não sou preconceituoso. Ao contrário! Tenho amigo gay, amigas mulheres. A Globo perdeu a mão completamente”. Que saudade da Globo, a 3ª maior emissora de TV aberta do mundo, hein Jorge Vinícius.
A velha e surrada desculpa dos preconceituosos, com esta fala justificada de que tem amigos gays, mulher e negros, a quem ele chamou de preto, descaradamente! Depois ele elogiou Glória Maria (faleceu) e Heraldo Pereira, ambos negros que sempre trabalharam na emissora da Família Marinho. E quando entraram não tinham experiência e o talento ainda era ainda latente.
O que ele (Jorge Vinícius) dez foi destilar discurso racista, machista e LGBTfóbico. Uma sequência sem fim de exemplos que nos revelam uma sociedade sedimentada na violência contra grupos minorizados. Acontece que o mundo andou. E as mulheres, negros e homossexuais estão cada vez mais fortalecidos quanto às suas competências.
O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (MG), fez em plenário a leitura do requerimento que pede a instalação da CPI mista para investigar as invasões aos 03 Poderes em janeiro passado. Essa CPMI vinha sendo retida por interesses do governo no Congresso Nacional. Ele estava empenhado em evitar qualquer tipo de investigação que pudesse trazer à tona fatos que não aqueles já conhecidos. Com a divulgação da CNN (TV) de imagens inéditas da invasão, o PT e sua bancada mudaram rapidamente de posição e passou a concordar com a investigação. Não dava mais para empurrar para debaixo do tapete. A sociedade que vive a margem dessas decisões, quer mais do que narrativas.
O cenário que se descortina custará tempo e dinheiro ao contribuinte. A peça está sendo montada e a situação inicial é a seguinte: 19 membros do governo, 3 membros neutros (?) e 10 da oposição. A configuração ainda pode mudar com a base do governo aumentando sua representatividade em mais 03 parlamentares. O protagonismo ficará com aqueles experientes que falam mais alto e possuem habilidades retóricas. Na bancada governista terá André Janones (Avante/MG), Randolfe Rodrigues (Rede/AP) e outros inquietos. Eduardo Bolsonaro (PL/SP) e Cleitinho (PSC/MG) farão barulho pelas oposições. Para o governo (PT) o desafio será atuar em outras 03 CPIs aprovadas simultaneamente e que são partes do seu interesse político/ideológico. A do MST(Movimento dos Sem-terra), da Lojas Americanas e da Manipulação dos Resultados Esportivos. Três frentes de apoio político e de recursos financeiros nas eleições de 2022.
Para onde nos levará a CPI de 8 de janeiro? As chances de se mostrar um tiro no pé para a oposição existem. O discurso de que o governo foi omisso ou mesmo planejado atos para transformar o Presidente Luiz Inácio em vítima dificilmente se sustentará. As ações que vem sendo julgadas no STF retratam quais as tendências. A esquerda estará empenhada em fazer com que a CPI amplie o isolamento do Bolsonarismo no Congresso. Não será fácil, mas desmontar a base de apoio da oposição no Parlamento é a meta. Com isso o governo estabeleceria uma base estável de governabilidade junto a senadores e deputados. Essas são as tendências que se apresentam ao Partido (PT), cujas habilidades de negociação, inteligência política e manobras são expertises do bloco. Para a preservação e fortalecimento da nossa ainda frágil democracia, precisamos de verdades.
Para pensar: por que a CNN divulgou as imagens se apoiou a esquerda nas últimas eleições? Essas imagens teriam vindo do FBI a mando do governo americano? É possível que o Presidente Joe Biden tenha ficado insatisfeito com o abraço que Luiz Inácio deu no bloco comunista. Além dos acordos bilaterais com a China houve a manobra para atingir o dólar americano no seu protagonismo de moeda internacional. Também a acusação de que a Ucrânia é culpada pela guerra com a Rússia, sendo esses os invasores, repercutiu negativamente junto aos globalistas. Quem dita as regras são eles: globalistas, comunistas e os soberanistas. Na próxima explico.