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Ricardo Motta

Conheço Terezinha Silva Malta Moreira desde os tempos em que me tornei assessor de Imprensa do governo Sette de Barros (1983- 1988). O marido de Terezinha Silva Malta Moreira, José Paulo Gonçalves Moreira começou a trabalhar como Chefe de Posturas da prefeitura, numa experiência que durou pouco, por causa do estilo calmo dele e pelo alto nível de adrenalina de Sette de Barros. Nos anos 70, conheci o menino Ronaldo Malta, um “piolho” de rádio. Era apaixonado pela magia da comunicação radiofônica. Acompanhava a equipe de esportes nos campos e ficava na cabine comigo e Luiz Carlos Silva. Volta e meia ele era chamado para buscar picolés para a equipe ou algum salgadinho que vendiam nos campos. Mas, seu sonho era falar no rádio. E acabou sendo mais tarde um grande repórter, sempre com aquela educação herdada da sua mãe, Dona Terezinha. Em 1993, final do ano, o “garotão” Guto Malta Moreira, guiado por seus pais, formou-se em direito em Belo Horizonte. Acho que no Centro Universitário Newton de Paiva, uma das mais conceituadas faculdades na área do saber jurídico. A partir desta data, eu me tornei companheiro de trabalho do jovem advogado que virou assessor jurídico do Sindserp (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autarquias de Ponte Nova). Dona Terezinha gerou outros filhos, entre eles, Ricardo Túlio Malta Moreira, que é empresário do ramo imobiliário e com quem trabalhei como companheiro de Codema, quando eu era presidente e ele representava a ACIP/CDL como membro do colegiado ambiental. O estilo de vida mostrava a garra da sua mãe e a calma e a verve do humor do seu pai, Zé Paulo, que é nome de outro filho da Dona Terezinha. Acho que o mais novo. Dona Terezinha, que morreu em 22 de outubro e foi sepultada no Mirante da Paz no dia seguinte, também é mãe de Sérgio Luiz Malta Moreira, que é empresário do ramo de seguros. Este fez vida própria e resolveu enveredar por caminhos diferentes daquele proposto pela família. Mas, sempre iluminado pela energia cósmica da mulher que participava da vida social e de solidariedade em Ponte Nova: em clubes de serviço e na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). Dona Terezinha, além de mãe zelosa, esposa dedicada, era também ligada ao mundo das artes. E volta e meia, lá estava ela declamando as poesias de sua grande e inseparável amiga, a poeta e Fada-madrinha das Artes, Laene Teixeira Mucci. Sabia como nunca interpretar a luminosidade daqueles poemas, pois colocava a alma para retratar as cores imaginárias das letras. Meus sentimentos a todos da família, solidário que sou a quem conheci e convivi de forma sincera. Dona Terezinha, era uma alma piedosa, alegre, sugestiva e tinha sempre um sorriso no rosto, mesmo nos momentos de angústia de seu filho prefeito. Fé, coragem, amigos Malta e Moreira, Dona Terezinha virou estrela está em uma constelação na companhia de Zé Paulo e Laene Teixeira Mucci! Dona Terezinha com os netos em 2017

02/11/2020– 10:31

Continuamos nossa contribuição como ambientalista e cidadão para aplicação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável. Vamos falar do entorno do Parque Natural Municipal Tancredo Neves tem mais de 20 ha (20 hectares) que pertencem à prefeitura municipal que hoje estão ocupados por remanescentes de pastagens e plantio de eucalipto. Algumas ações previstas: 1) Plantio de goiabeira da espécie Paluma em 10 ha (dez hectares) que produziriam mais de 30 toneladas ano, a partir do segundo ano (mudas de enxertia): 300.000 kg a R$ 4,00 – R$1.200.000,00; 2) Plantio de bananeiras da espécie Nanica 05 ha (cinco hectares) que produziriam 30 toneladas anuais, a partir do segundo ano de plantio e depois de forma perene: 150.000 kg a R$ 3,00 – R$ 450.000,00. 3) Reflorestamento em frutíferas nativas em 05 ha (cinco hectares) restantes. Estas nativas seriam para alimentação de animais e pássaros e para educação ambiental uma vez que fica nas proximidades da Escola de Educação Ambiental (queria seria recuperada e reformada). Entende-se por frutíferas nativas, as que não comuns para consumo em larga escala como: abiu, jamelão, jaboticaba, mangostão, manga ubá, uvaia, Cambuci também conhecido como cabucá e melancia do cerrado. 4) Cooperativa dos Produtores de Frutas do Passa-Cinco (CooperCinco) Objetivo do cultivo e goiabeira e da bananeira é criar uma cooperativa de produtores rurais, todos moradores (desempegados) na ousada empreitada que geraria mais de 30 empregos. Para o início do plantio como abertura de berçários (coveamento), capina e o próprio plantio, seria assinado convênio com a Penitenciária de Ponte Nova para a ressocialização dos presos; 5) Reativação da Horta Municipal do entorno da Penitenciária de Ponte Nova e plantio de goiabeiras na parte superior do terreno. Hortaliças e legumes serão distribuídos em escolas municipais e parte dela para o consumo da unidade prisional; 6) Implantar uma fábrica de goiabada e banana com a equipagem do imóvel já existente no terreno da horta com adequações. 7) Implantar Apicultura em uma área distante 02 (dois) quilômetros da Penitenciária, após o Viveiro de Mudas, com caixas apropriadas para o cultivo de mel. No entorno desta área promover o plantio de alecrim-do-campo que é o ideal para a produção de Própolis Verde, com maior valor de mercado por ser mais potente como remédio natural. Esta produção geraria mais empregos para famílias do entorno da Unidade de Conservação. (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977 Goiaba Paluma: uma solução para geraçãode emprego e renda

26/10/2020– 10:45

Nesta semana vamos mostrar o que tem que ser feito em um dos mais importantes patrimônios naturais de Ponte Nova, que está abandonado à própria sorte a quase 08 (oito) anos: Parque Natural Municipal Tancredo Neves, localizado no Passa-Cinco, zona rural de Ponte Nova, com acesso pelo Bairro de Fátima, que faz divisa com aquela Unidade de Conservação… 1) recuperar a nascente da entrada do Parque e construir um chafariz. A nascente precisa de melhor proteção do seu entorno para evitar entrada de animais silvestres que produzem coliformes fecais. Bom lembrar que esta nascente serve água para mais de 10 famílias e atende também currais para dessedentação do gado; 2) construir área de lazer no local da entrada recuperando imóveis deteriorados no local (bar, sanitários, fossa séptica e quiosque). Construir no local da antiga piscina pública (era Sette de Barros) uma cascata de água; 3) Recuperar a Estação de Tratamento de Água (ETA) que mandaria a água para a cascata com tratamento e cloro. A estação ficaria como opção de reserva em caso de complicações temporária na captação do Rio Piranga; 4) recuperar a casa de apoio com laboratórios que servem para operacionalizar a ETA; 5) recuperar a barragem da primeira lagoa que se encontra em situação duvidosa e sujeita a rompimento (não imediato); 6) arborizar o entorno da primeira lagoa, que vem sendo assoreada com a queda de barranco das margens; 7) recuperar a escola ambiental, prédio que poderia servir de amparo para educação ambiental que atingiria não só estudante, mas funcionários públicos e de empresas; 8) cumprir em 04 (quatro) um plano de recuperação da mata do Passa-Cinco com o plantio de 10.000 mil mudas de árvores nativas: este o déficit apontado em estudos e levantamento em campo de técnicos da UFV (Universidade Federal de Viçosa) e da Semam (secretaria municipal de Meio Ambiente); 9) colocar em prática o Plano de Manejo do Parque Natural Municipal Tancredo Neves aprovado pelo Codema em 2015; 10) recuperar as nascentes do Parque que estão deterioradas, prejudicando o comportamento da água em época de estiagem e só aumenta ano a ano; 11) recompor o número de servidores do Viveiro do Passa-Cinco, conhecido popularmente como Sementeira; local onde serão produzidas as mudas para recuperar das matas; 12) criar novas trilhas para passeios de bicicletas e de pessoas; 13) implantar criação de alevinos de peixes nativos para soltura no Rio Piranga e nas lagoas do Parque. O Passa-Cinco precisa ser ocupado para ser protegido

18/10/2020– 13:38

A partir desta semana vou publicar algumas sugestões que podem ser adotadas ou não pelos candidatos a prefeito de Ponte Nova. São ideias que podem aplicadas em qualquer gestão participativa, incluindo modificar a legislação para que o Codema (Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente) volte a ser independente e ser desatrelado do Poder Executivo. 1) Mudar o organograma da Semam (secretaria municipal de Meio Ambiente) para melhorar o atendimento às demandas da área e criar uma estrutura mais ágil administrativamente: A) criar a Fundação Municipal de Parque e Jardins que seria responsável pela manutenção das praças e jardins, incluindo o Passa-Cinco. Uma Fundação permite a captação de recursos extras junto a instituições internacionais, principalmente para investir no Parque Passa-Cinco; B) Criar a SLUR (Superintendência de Limpeza Urbana e Rural) que seria uma autarquia exclusiva para movimentar a coleta do lixo nas áreas urbana e rural. Os recursos oriundos da taxa da coleta de lixo teria efeito vinculante (aplicação somente na SLU). 2) Semam cumpriria o papel de destaque, para desenvolver a sua verdadeira vocação, tais como: A) fomentar a educação ambiental; B) Reforçar a Coleta Seletiva sempre com consonância com a Coorpnova (Cooperativa de Recicladores de Ponte Nova); C) Executar um Plano de arborização do entorno de Ponte Nova, criando uma floresta urbana, onde hoje existe apenas pasto sem utilização; D) Implantar Pomares Coletivos Urbanos nas áreas verdes abandonados e que viraram depósito de lixo e restos de material de construção. 3) Implantar o Aterro Sanitário até 2022, conforme determina o novo Marco Regulatório do Saneamento Básico e acabar com a vergonha do Lixão do Sombrio. A prefeitura tem o terreno, o projeto elaborado pela UFV com verba da FEAM, ainda em 2012; 4) Colocar em prática o Plano Municipal de Saneamento Básico que orienta todo o sistema de drenagem, com esta regra: asfalto somente com sistema de drenagem pluvial e de esgoto; 5) Implantar o Programa de Saneamento Básico Rural, com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente, incluindo 0,5% do orçamento anual do DMAES e recursos captados via Fundação Municipal de Parques e Jardins para a urbanização e jardinagem dos entornos das ETES RURAIS (Estação de Tratamento de Esgoto Rural).   (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

05/10/2020– 09:07

Os nomes aos cargos de prefeito já foram escolhidos pelos partidos em Ponte Nova. Qual será o Plano de Governo de cada um? Durante anos que moro em Ponte Nova, não enxerguei a evolução necessária para a execução de políticas públicas em defesa do meio ambiente. Algumas exceções devem ser anotadas neste minifúndio de papel. É da lavra do prefeito Sette de Barros (1983- 1988) o plantio da maioria das árvores existentes em Ponte Nova (mais de 04 (quatro) mil árvores), com preferência para a sibipiruna e alfeneiros. Antônio Bartholomeu (1974-1980 e 1989-1992) criou Parque Florestal Tancredo Neves (Passa-Cinco) que foi implementado por Sette de Barros, e o Codema.O Vicentino ainda marcou sua história na arborização das duas margens do Rio Piranga entre a Ponte da Barrinha e o Pontilhão de Ferro. A legislação municipal de Meio Ambiente foi criada no governo de Sette de Barros e alterada somente em 2016 (administração Guto Malta), com a criação do Código de Meio Ambiente. O que mais avançou foi no governo Taquinho Linhares, quando foram criadas as leis que protegem o Rio Piranga contra a construção de hidrelétricas e permite a implantação do parque linear nas margens do mesmo rio. Entretanto, estamos engatinhando na questão do lixo urbano e rural. Ponte Nova não tem aterro sanitário e a permanência do Lixão do Sombrio é uma ameaça à saúde pública e um desafio que permanece sem solução. Mesmo tendo a prefeitura um terreno adquirido em 2010 (Joãozinho de Carvalho), com verba do Fundo Municipal de Meio Ambiente que era controlado pelo Codema. O abandono do Passa-Cinco, entregue a vândalos e aberto a queimadas todos os anos, deveria ser prioridade em qualquer plano de governo de qualquer candidato. Não só pela beleza cênica, mas por ser uma alternativa para o abastecimento de água em caso de uma situação de risco na captação no Rio Piranga. No parque existe um déficit de mais de 40 mil árvores e isto é sentido em tempos de estiagem com o esvaziamento das lagoas em mais de 02 (dois) metros. O tratamento de esgoto é uma novela que se arrasta há 18 anos, mas vale a pena dizer que no atual governo (Wagner Mol Guimarães) estamos avançando com a construção de interceptores que livrarão os córregos e ribeirões do indesejado despejo de esgoto sanitário. Entretanto, será preciso fazer um rearranjo na área, devolvendo a autonomia ao Codema que foi retirada de forma sintomática e vergonhosa nos últimos anos, transformando-se num apêndice da Semam e de tabela sem a participação popular com voz e poder, que também foi retirado, pois o presidente é automaticamente o secretário de Meio Ambiente, que comanda o licenciamento. É bom lembrar que o Codema, criado em 1981, foi o responsável por todo o arcabouço da legislação criada em Ponte Nova, sempre com a participação efetiva do ambientalista Hélcio Totino (falecido). Depois que ficou debaixo das garras do poder executivo o que se viu foi uma aberração: medidas compensatórias são direcionadas para obras e não para melhorar o meio ambiente. Fica lançado o desafio para os candidatos: dirijam seus olhares para o que há de mais importante, pois cuidar do meio ambiente é uma questão de saúde pública! (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

21/09/2020– 10:29

O Ministério da Saúde publicou no dia 28 de agosto uma portaria prevendo que na fase de exames, a equipe médica informe à vítima de violência sexual sobre a possibilidade de visualização do feto ou embrião por meio de ultrassonografia. Isto é uma clara intimidação e descalabro político/governamental! Esta portaria atende a quem? A Sara Winter, a ativista de direita e reacionária, que revelou o nome da menina do Espírito Santo que foi estuprada pelo tio em São Mateus e o local onde seria feito o aborto legal? Todo mundo viu a sandice das pessoas que foram ao hospital de Recife para impedir o aborto em uma menina de 10 anos que carregava um feto indesejado, concebido após a violência contra seu corpo impúbere. Mas, as mulheres reagiram em Brasília, 10 deputadas federais, todas da oposição (PCdoB, PSOL, PT e PSB), protocolaram no mesmo dia (28/08) um projeto de Decreto Legislativo sustando a portaria. O projeto está em análise na Câmara dos Deputados e já recebeu apoio do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia. “Não permitiremos retrocessos em nossos direitos sexuais e reprodutivos”, declarou a deputada Áurea Carolina (PSOL-MG). “Mulheres e meninas que enfrentam situações de violência devem ser acolhidas – e não criminalizadas ou constrangidas por normas abusivas”, afirmou. “Recebemos a norma como uma reação ao recente caso de autorização judicial para a realização da interrupção da gravidez de uma criança de apenas 10 anos, e não com a base técnica que deveria orientar as políticas públicas”, afirmam as deputadas Luiza Erundina (PSOL-SP), Perpétua Almeida PC do B-AC) e Lídice da Mata (PSB-BA). Além disso, a portaria do Ministério da Saúde reforça a obrigatoriedade de notificação à autoridade policial de indícios de violência sexual sofrida pela vítima, que foi instituída pela 13.931/2019. Quando a lei foi publicada, ela foi criticada por entidades feministas, que avaliaram que a denúncia compulsória poderia afastar a mulher dos serviços de saúde, que deveriam ser espaços de orientação e fortalecimento da mulher em situação de violência. Em nome de Deus (que não deu procuração para ninguém!) e da religião, querem impor regras desniveladas da realidade da mulher. Só quem viveu o ato abusivo do estupro é que pode avaliar tal dor, que não fica apenas no aspecto físico, mas pode durar toda uma vida. Um trauma maior que o sangue escorrendo entre as pernas: lágrimas de dor pungente e cruel que podem levar ao suicídio.

08/09/2020– 09:12

Esperava-se que com a criação da Lei Federal 9.605, a Lei dos Crimes Ambientais, em 1998, os danos ao meio ambiente causados por qualquer ação humana teriam o seu reparo garantido. Infelizmente, não é o que vem acontecendo no nosso país. Cada vez mais, vemos o empoderamento dos que cometem crimes ambientais, levando em conta a flexibilidade que se dá no cumprimento das penas e, mais ainda da desestruturação ano a ano dos órgãos fiscalizadores do meio ambiente, totalmente desaparelhados e há anos sem concurso público. Dia a dia na imprensa nacional ouvimos falar de danos, em especial na Amazônia Legal Brasileira. Muitos são os conflitos agrários, de garimpos clandestinos e mais ainda, a biopirataria. A região agoniza, com todos os seus problemas socioambientais e políticas fragilizadas, ou seja, grandes grupos dominam o garimpo clandestino, o desmatamento com equipamentos de última geração e submetem a população local aos seus desmandos e ameaças. Por trás deste cenário temos empresários, políticos e grileiros que dominam determinadas comunidades, tornando-os dependentes de suas ações e fragilizando os movimentos locais que defendem a floresta e o seu povo. Esperava-se mais empenho dos governos locais e, em especial do Ministério do Meio Ambiente, através de parcerias de monitoramento, ações efetivas dos seus órgãos como é o caso do IBAMA, bem como, o manejo das unidades de conservação pelo ICMBio. Estes órgãos estão com falta de profissionais, concurso público que não é realizado há muitos anos e ainda, quando lavram autos de infração ambientais são ameaçados. Em outros casos, defesas feitas por grandes escritórios de consultoria acabam levando anos e anos para se ter uma solução de reparação de danos ambientais, como consequência a ausência de recuperação das áreas degradadas. Um exemplo é o garimpo ilegal ou lavra ilegal, que além da degradação do solo e subsolo, contamina a água, promove riscos na saúde das pessoas e a recuperação ambiental pode levar muitos anos para se reestabelecer o status quo ante. É importante que a população seja ouvida, quando se traz um empreendimento num determinado local, em especial, quando o ecossistema é frágil e, acima de tudo que se estabeleça as condicionantes necessárias para diminuir o impacto negativo. Por outro lado, caso não se faça isso, o empoderamento dos empreiteiros mal-intencionados continuará a degradar o meio ambiente, mesmo com uma lei tão séria, mas tão difícil de ser aplicada. Este artigo é de autoria de Rodrigo Berté é diretor da Escola Superior de Saúde, Biociências, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter. October 2nd, 2018.Flight from Porto Velho to Rio Branco (Brazil). Latitude: S9°38.700'Longitude: W67°46.949'

23/08/2020– 18:47

Esperava-se muito pouco da agenda ambiental de um governo Bolsonaro, é verdade. Afinal, as evidências eram abundantes: o termo “meio ambiente” só recebeu uma única menção no seu programa de governo. Assim que se elegeu defendeu abertamente o fim do Ministério do Meio Ambiente e só recuou devido às pressões internacionais. Em dezembro (2018) repetiu que o IBMA era uma “indústria de multas” e que ia mudar isso aí, tá ok? Contrariando a turma que acreditava que eram apenas bravatas de campanha, ao assumir a presidência o capitão arregaçou as mangas e já na reforma ministerial de janeiro tratou de sequestrar a ANA (Agência Nacional de Águas) para o Ministério do Desenvolvimento Regional e o Serviço Florestal Brasileiro para o Ministério da Agricultura. Depois de reorganizar o tabuleiro institucional ao seu gosto peculiar, o governo destacou o Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo/SP) para pilotar a nova agenda ambiental ao estilo Bolsonaro. O ministro Salles é aquele que ganhou notoriedade por ser o primeiro ministro ficha-suja em um governo que se elegeu com a bandeira anticorrupção. Ele foi condenado em São Paulo (foi secretário da pasta de meio ambiente) por favorecer mineradoras, mudando um plano de manejo. O desmonte da agenda ambiental promovido pelo governo Bolsonaro supera as previsões mais pessimistas. Enquanto isso, o mundo assiste apreensivo e ensaia boicotes aos produtos oriundos do desmatamento. É difícil prever onde vai parar esse processo de desmonte da área ambiental. A companheira de chapa do democrata Joe Biden, escolhida na terça-feira, 11/08, Kamala Harrisfaz parte do grupo de senadores que se opõem a acordos entre Brasil e EUA, por causa do desmatamento na Amazônia. Para encerrar este artigo, trago uma declaração de Luiz Queiroz d’Orange (nome fictício de um analista do IBAMA, pois a maré não está para peixe miúdo): “É importante ressaltar que nisso Bolsonaro não era fake news – sua campanha falou claramente que iria desmontar a gestão ambiental no Brasil. Quem votou no capitão, com as mãos fazendo gesto de “arminha”, sabia que estava hipotecando um futuro mais sustentável e próspero para o Brasil. É inescapável a sabedoria do Barão de Itararé: “de onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo”.

17/08/2020– 10:33

Ministério da Economia propõe acabar com todas as meias-entradas, seja para estudantes ou outras categoria inseridas nas legislações pertinentes. Quase 80% de todos os ingressos de cinema vendidos no Brasil no ano passado tiveram preço de meia-entrada. A participação do ingresso na categoria inteira nas receitas das redes cai há três anos, segundo a Agência Nacional do Cinema (Ancine). Os dados levaram o órgão regulador a abrir uma consulta pública sobre a obrigatoriedade legal da meia-entrada e seus impactos no mercado exibidor. A discussão está aberta para contribuições até 13 de agosto, mas o Ministério da Economia já se manifestou e defendeu a extinção de todas as regras que garantem o benefício, indo na contramão da realidade brasileira dos estudantes. Professores/pesquisadores de universidade Porto Alegre (Rio Grande do Sul); Universidade Federal de Pelotas e Fundação de Economia e Estatística de Porto Alegre, de Porto Alegre  fizeram uma pesquisa para estima dos efeitos da implementação de leis de meia-entrada sobre o consumo de bens e serviços culturais dos estudantes brasileiros, utilizando as amostras coletadas para todas as regiões metropolitanas pelas Pesquisas de Orçamento Familiar (POF). O estudo afirma que “as leis de meia-entrada são políticas que atingem uma população expressiva do país, portanto, seus impactos individuais podem repercutir em grandes consequências para o agregado. O público potencialmente beneficiado, principalmente estudantes, é de tamanho similar ao do maior programa de transferência de renda condicionada do país: o Bolsa Família”. Em Ponte Nova O instituto da meia-entrada não afeta Ponte Nova diretamente, mas cidadãos-estudantes oriundos da cidade que estudam pelo Brasil afora são afetados, inclusive em Viçosa que tem o Cine Prisma ou em Juiz de Fora, no Cinema Central. Afora em diversas capitais brasileiras. Acabar com a meia-entrada é alterar a situação de acesso à cultura para quem tem poder aquisitivo menor. O presidente Jair Bolsonaro  recebeu no dia 29 de janeiro deste ano (2020), no Palácio do Planalto, promotores de eventos culturais, artistas e cantores sertanejos, que foram manifestar apoio ao atual governo.  Na ocasião, o representante da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), Doreni Caramori, defendeu o fim da meia-entrada em eventos culturais. “Não pode o Estado brasileiro intervir na economia e tomar 50% da receita de alguns setores sem compensação. Nós precisamos corrigir essa injustiça histórica”, afirmou.  

10/08/2020– 09:56

Sempre tive muito prazer (rsrsrsrsrs) em escrever sobre sexo. Houve uma época em que havia ainda outros componentes, como “drugs and rock anda roll”, de preferência uma boa dose de Absinto, também chamado de a Fada Verde ou  La Fée Vert, em virtude de um suposto efeito alucinógeno. Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud, Van Gogh, Oscar Wilde, Henri de Toulouse-Lautrec, Edgar Alan Poe, Aleister Crowley, Ernest Hemingway, Raul Seixas e Paulo Coelho eram adeptos da fada verde. Eu também! Nesta data, 31 de julho, celebra-se o Dia do Orgasmo.  O assunto é um dos que mais geram curiosidade entre as pessoas quando se fala em sexo. E tem muita gente que acha que entende tudo sobre o clímax feminino. Ou pelo menos diz que sim. Eu vivi momentos infinitos de mínimos momentos finais. Colocando-se no lugar da mulher: jamais coloque a expectativa do seu prazer no seu parceiro ou parceira. Descubra o que te satisfaz e coloque em prática. O orgasmo depende mais de você do que da pessoa que está contigo. “O outro (a) não é responsável pelo seu prazer. Essa pessoa pode ajudar, é claro, mas pode atrapalhar também. O que quero dizer é: a mulher é a mais responsável pelo seu orgasmo”, diz uma sexóloga que li há muito tempo. Acho que era Marta Suplicy. Em 1983, eu era editor do jornal O Município, do meu amigo João Brant. O jornal tinha o formato de 3/ 4 de ofício (não era um tabloide e nem um house organ), mas trazia na capa um editorial de página inteira. Diversos políticos (eram todos do MDB antigo) vieram a Ponte Nova naquela e desfilaram na famosa Feira da Comunidade, promovida pelo CEAPS (Consórcio de Entidades de Assistência e Promoção Social), comandado por Pedro Paulo Sette, Pepê. Ao som de “Vou Festejar”, hino da vitória, com Beth Carvalho e a Ditadura Militar caindo aos pedaços, os políticos subiram no palco do Parque de Exposições e deliraram nos discursos. Na semana seguinte este era o título do editorial, em tipografia: “ORGASMO POLÍTICO NA FEIRA!”. Orgasmo era uma palavra proibida e foi a primeira vez usada em uma manchete de capa em um jornal  de Ponte Nova. Históriaà parte, ter orgasmo não é só celebrar o prazer sexual, mas perceber que a vida tem que ser concebida com prazer, alegria e muito tesão! O certo é que a palavra fica associada à mulher, mas na verdade é o auge da relação a dois. Ou a sós! Depende do momento. Aliás, nestes tempos de pandemia de coronavirus haja imaginação para se chegar ao orgasmo!

01/08/2020– 12:31

A prefeitura de Paraíso do Tocantins, a 63 quilômetros da capital do Tocantins (Palmas), decidiu adaptar o trânsito de uma avenida na cidade para preservar um pé de um cajá-manga que fica exatamente no meio da pista. O objetivo é evitar acidentes e preservar a árvore. Segundo a prefeitura, a árvore frutífera está localizada na Avenida Piracicaba, no setor Jardim Paulista, e se tornou um símbolo para os moradores da região. “Foram colocadas 02 (duas) lombadas (quebra-molas) em ambos os sentidos para os motoristas diminuírem a velocidade; uma linha com tachões iluminadores para refletirem à noite e, por fim, será construído um canteiro em volta do pé de cajá-manga, onde serão plantadas algumas flores para valorizar e evidenciar ainda mais a árvore”, disse o secretário da Infraestrutura do município, Ubiratan Carvalho. Uma árvore no meio da avenida é motivo de orgulho em Paraíso do Tocantins. Ponte Nova A prefeitura municipal adotou desde 2017, uma forma de aniquilar as árvores grandes e substituí-las por “arvrinhas”. É só andar pela Avenida Dr. José Mariano e constatar a afirmação. Pela primeira vez na história de 40 anos das palmeiras-imperiais foram decepadas 07 (sete) delas, sem qualquer explicação técnica. O Passa-Cinco tem um déficit de 40 mil árvores, o mesmo número que Gisele Bündchen pretende plantar para comemorar sua idade. Todo ano, em período de poda (entre março e agosto), a secretaria municipal de Meio Ambiente determina aos seus servidores que realizem as podas necessárias. Os fios da Cemig têm prioridade, árvores que racham passeios são cortadas impiedosamente, principalmente se for a pedido de vereador. No Bairro Copacabana é uma verdadeira agressão a 02 (duas) patas-de-vaca. Sem fios, elas são podadas drasticamente, o que é crime, além de ir matando as espécies lentamente. Patas-de-vaca foram destroçadas, em Copacabana, por uma motosserra nervosa.      

27/07/2020– 09:23

Ele é calado, suas palavras são os barulhos provocados pelo choque entre as pedras, que ao contrário do ataque voraz do esgoto sanitário, não maltrata. As pedras apenas desviam seu caminho, mas sem impedir que caminhe célere em busca do seu sonho maior, que é o mar. Assim é Rio Piranga que nasce na Serra da Trapizonga, em Ressaquinha, pequena cidade que fica a 188 quilômetros de Ponte Nova. Tomado pela tristeza e insatisfação, o Rio Piranga sobrevive graças à energia própria, sofre com a falta de matas ciliares, derrubadas das florestas em seu entorno, fato que prejudica os mananciais de água que o sustentam: as nascentes. Sombriamente, o homem desacata o poder da natureza e em busca do vil metal provoca incêndios, desmata para fazer pastagens e fere de morte o âmago do bendito rio. “Mas, o rio corre sozinho, vai seguindo seu caminho, não necessita ser empurrado. Para um pouquinho no remanso. Apressa-se nas cachoeiras, desliza de mansinho nas baixadas. Mas no meio de tudo, vai seguindo seu caminho. Sabe que há um ponto de chegada. Sabe que o seu destino é para frente. E vitorioso, abraçando-se a outros rios, vai chegando ao mar. O mar é a sua realização e, chegar ao ponto final, é ter feito a grande caminhada”. Até chegar ao seu primeiro destino, ao abraçar o Rio do Carmo, o herói das águas vermelhas inunda plantações, mata a sede de milhares pessoas, pássaros, animais domésticos e silvestres e enche, com prazer, as bocas e os estômagos com sua rica ictiofauna, composta de piau-vermelho (o símbolo do rio), dourado, corvina, bagre e lambaris. Ali na Barra do Piranga (de um lado Santa Cruz do Escalvado e do outro a cidade Rio Doce) nasce o Rio Doce. As águas se juntam e caminharão como uma única vida em direção ao mar. Ledo engano, ali não morre o Rio Piranga nem o Rio do Carmo: naquele local, a 23 quilômetros do Bairro da Rasa (Ponte Nova), as águas se fundem e se fortalecem, enquanto suspiram na agonia provocada pela lama devastadora e criminosa da Samarco. Os rios Piranga, Carmo e Doce corriam no leito das suas vidas, sabendo que há um ponto de chagada. Mas, constantemente afetado pela natureza bruta do homem sem escrúpulos. A natureza não tem pressa. Vai seguindo o seu caminho. Assim é a árvore, assim são os animais. A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto. O Rio Piranga segue seu destino que é fazer o bem. Era limpo e livre. Escolheu seu próprio caminho, mas resolveram que ele teria que ser barrado lá no Brito, com a Pequena Central Hidrelétrica (PCH Brito). O homem, com sua ganância, queria muito mais. Com seus técnicos e burocratas, o homem propunha construir um monte de barragens no Rio Piranga. Mas, pela primeira vez o Rio Piranga conseguiu unir gregos e troianos, direita e esquerda, poder público e ONGs e a ideia foi abortada em 2008. Estes heróis, muitos deles anônimos, estão por aí. Eles fizeram história e livraram o Rio Piranga da sua morte lenta. Ele, o “herói taciturno” ainda vive, mas precisa muito mais: tratamento de esgoto! Observação: parte do título eu “roubei” da jornalista Mônica Veiga que prepara um documentário sobre o rio com o título “Piranga, o Herói Taciturno”. Espero que ele não me denuncie (rsrsrsrsrs). Rio Piranga: patrimônio natural e essencial para Ponte Nova e dezenas de cidades.  

20/07/2020– 10:26

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