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Ricardo Motta

Albert Einstein dizia que no dia em que as abelhas desapareceram a humanidade apenas conseguiria sobreviver durante mais 04 anos. Estes pequenos animais são gigantes e representam a espinha dorsal do mundo animal, sobretudo por causa de seu intenso trabalho de polinização. Estudos dizem que, um terço de toda comida que ingerimos se beneficia da polinização das abelhas. As abelhas estão morrendo por causa de uma variedade de fatores, como a ação humana, pesticidas e doenças, por isso que diversas organizações já começaram a agir, com o objetivo de conscientizar as pessoas a fazer sua parte, mas também na tentativa de proibir vários pesticidas. O site Bored Panda (Panda Entediado) da Lituânia, antigo país da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviética) até 1990, relacionou 08 (oito) situações que são apropriadas para proteger a vida das abelhas na terra. Ah! É bom lembrar que o site Bored Panda tem quase 02 (dois) milhões seguidores. 01) Proteja o habitat das abelhas criando mais áreas verdes e plantando espécies florísticas para atraí-las; 02) Evite pesticidas nocivos ou melhor prefira tratos orgânicos; 03) Crie um banho de abelhas enchendo um prato raso ou recipiente com água limpa. Ele será um refúgio perfeito para as abelhas beberem e descansarem enquanto fazem uma pausa na busca e polinização; 04) Não dê água açucarada, pois ela vai produzir um mel aguado. 05) Construa casinhas para elas: basta ir em uma loja especializada que vendem os bee hotéis (hotéis para abelhas). Diga para elas que são bem-vindas no seu jardim para a polinização; 06) Plante árvores, pois as abelhas obtêm a maior parte de seu néctar das árvores; 07) Apoie seu apicultor patrocinando iniciativas que construam colmeias, incentivando os pequenos produtores de mel; 08) Tenha um jardim, e para isso, certifique-se de que terá flores para as abelhas durante todo o ano. Pouca gente sabe que existem 730 espécies catalogadas no Brasil e cerca de 300 não têm ferrão e todas elas produzem mel e que podem ser consumidos. Por exemplo, a irapuã, popularmente conhecida pelo nome de abelha-cachorro, aquela que tem a cor negra reluzente e que não enfia ferrão em nossa pele (não possui), mas enrola nos cabelos que ficam impregnados de seu mel e cera. O mel produzido pela irapuã é armazenado na colmeia, em alvéolos grandes, conhecidos como potes de cera. Este mel é muito procurado, pois lhe são atribuídas propriedades medicinais. Vale lembrar, que por mais saboroso que seja este mel, ele precisa ser tratado com pasteurização ou outros métodos, pois como ela costuma coletar fezes de animais, seu mel pode conter coliformes fecais, tornando-se perigoso para a saúde. Com este artigo eu quero homenagear 06 (seis) pessoas que aniversariam neste mês de janeiro. Minha filha Barbara (com Gina Costa), uma abelha que voa com empatia e emoção intensa (25/01); Hélcio Totino (26/01), um zangão inimaginável neste mundo insustentável; Newton Pinguelli (22/01), uma abelha operária da Justiça; João Brant (13/01), um membro ativo da colmeia anarquista; Thelma Totino (13/01), uma abelha melífera sem ferrão e Maria Célia Totino (24/01) a abelha-rainha da colmeia utópica. (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

01/02/2021– 10:49

Cansado de ler e ouvir os boletins epidemiológicos gerados em Ponte Nova, Viçosa, Mariana, Ouro Preto e Manhuaçu, resolvi manifestar-me contra este modus operandi desnecessário para quem está do outro lado fazendo jornalismo e informando. Muitos colegas de imprensa repetem o que os boletins trazem. Mais uma vítima da COVID-19: era morador do bairro tal, tinha 84 anos e possuía outras comorbidades como diabetes, hipertensão e etc.. Ora, o que importa isso? A pessoa morreu por que foi infectada pelo Sars-CoV-2, vírus que mata idosos, adolescentes, jovens e até crianças. Na semana passada passei na lanchonete que frequento pela manhã para o desjejum: só tomo café com leite (R$1,00) e não como nada. O cara sempre me pergunta: “morreu mais gente? ” Eu sempre respondo: “não sei ainda, pois estou indo para a redação do Líder Notícias e vou acessar o site da prefeitura municipal, você pode me escutar às 07h30min na Rádio Montanhesa e ficará sabendo. Entretanto, o barman adiantou a parada: “morreram mais 02 (dois) e um deles eu conheço há mais de 20 anos. Fiquei surpreso, pois não sabia que ele tinha diabetes e era hipertenso”. Ou seja, o cara viveu 20 anos com as comorbidades (palavra chique para ocultar doenças) e agora pega o vírus. A ficha médica do cara ficou exposta miseravelmente! Isto é uma invasão de privacidade e preconceito contra pessoas idosas. Quando morre uma pessoa jovem, a informação do Boletim Epidemiológico é mudo. Deveria então trazer alguns dados, tais como: o cara tinha 48 anos, forte, viril, tinha 05 (cinco) filhos, cumpria 08 (oito) horas diárias de trabalho, fazia caminhadas e ainda andava de bicicleta aos sábados e domingos. O que eu entendo é que isto soa como uma espécie de “terrorismo”. O que o poder público deveria fazer é fiscalizar, mover campanhas educativas e manter leitos hospitalares. Os cidadãos devem fazer a sua parte. Temos que aturar o negacionismo do presidente da República e a espetacularização da dor por parte do Dória, que adora holofotes para catapultá-lo para ser candidato à presidência. Nem um nem outro. A extrema-direita não pode alcançar o poder. É uma vertente política que só faz bem aos ricos e poderosos. Precisa que ser banida no voto. Chega de discurso deletério! Chega de verborragia! Na hora da atualização de novos casos e mortes por COVID-19 (sem citar comorbidades e idade), William Bonner (Jornal Nacional) subiu o tom contra Bolsonaro que o chamou de canalha. O cara ofende a imprensa, que ele não gosta. Depois corre para os programas de Datena e de Ratinho, além de dizer que o Supremo Tribunal Federal (STF) não permitiu que ele agisse. Uma mentira deslavada e escancarada. Se deixasse ele fazer o que queria, teríamos meio milhão de mortos. No mínimo! “Nesse momento, infelizmente, ao invés de dar as notícias, trazer as informações corretas, nós estamos esgrimando com loucos, irresponsáveis, gente que é capaz de entrar num WhatsApp da vida e sair espalhando mentiras, a bel-prazer. As mentiras mais absurdas. Crendices. Tem gente que faz isso vestido de cargo público. Mas nós não vamos desistir. É nosso dever profissional. A gente tá defendendo aqui a nossa profissão, mas a gente tá defendendo aqui a sociedade. A nossa aqui no Brasil e cada colega nosso em cada País desse planeta”, disse Bonner no Jornal Nacional. (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

25/01/2021– 09:56

Surrealista como dizer que Barack Obama é um traidor e terrorista e teria pedido asilo em Mônaco. Absurdo como dizer que a casa da celebridade Ophah Winfrey foi revistada em busca de crianças abusadas. Ridículo como dizer que, na realidade, Tom Hanks não teve COVID-19, mas foi preso na Austrália e enviado para os Estados Unidos. Triste como a história de que o senador John McCain não morreu de câncer no cérebro, mas foi executado. Demencial como a crença de que toda essa elite mundial, formada por pedófilos, é esperada na prisão de Guantánamo (Cuba) que já foi ampliada para receber pelo menos 60.000 pessoas para as quais existe um mandado de prisão. Inacreditável ler que o chanceler brasileiro Ernesto Araújo participou da Conferência para o Clima e criticou o governo Bolsonaro por achar que é a terra é plana. Causa arrepios saber que Flávio Bolsonaro admitiu as “rachadinhas” e vai devolver o dinheiro recebido ilegalmente. Surreal saber que os vereadores de Ponte Nova e de todo Brasil abriram mão do salário de janeiro de 2021. Delirante ler o BO da Polícia Militar do Meio Ambiente de Ponte Nova em que consta o corte de 50 árvores na Avenida Antônio Brant Ribeiro (Vila Centenário), com motosserra. O autor foi Ricardo Motta e aconteceu na madrugada. Ele foi flagrado por câmaras. Bem-vindo ao mundo do QAnon, a mais nova teoria da conspiração surgida na internet. Teses delirantes que vivem de espalhar mentiras nunca foram um artigo em falta na internet. O QAnon, no entanto, colocou uma representante no Capitólio, o congresso dos Estados Unidos, nas eleições de novembro de 2020. Marjorie Taylor Greene, que concorreu pela Geórgia faz parte da instituição desde 03 de janeiro de 2021. A deputa republicana Marjorie Taylor Greene, mesmo partido do desequilibrado Donald Trump (nosso Imperador Nero redivivo), é seguidora do QAnon e recentemente definida por Trump como uma “futura estrela republicana”. Greene defende delírios tais como aquele em que Obama contratou pistoleiros da gangue criminosa salvadorenha MS-13 para matar o membro do Comitê Nacional Democrata Seth Rich (sua morte está no centro de centenas de teorias conspiratórias), assassinado aos 27 anos com 02 (dois) tiros nas costas, em 2016. Delírio maior é acreditar que Sara Winter pediu perdão por seus atos antidemocráticos e quer se encontrar com Alexandre de Moraes (STF) para agradecer por usar tornozeleira. A medicina psiquiátrica explica que o transtorno delirante caracteriza-se por convicções falsas firmemente mantidas (delírios) e que persistem por muito tempo ou eternamente. O transtorno delirante se diferencia da esquizofrenia pela existência de delírios sem nenhum outro sintoma de psicose, como por exemplo: alucinações, desorganização da fala e do comportamento e/ou sintomas negativos. (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

18/01/2021– 09:25

“Até mesmo relacionamentos ruins podem deixar um certo “buraco” emocional. Talvez o ser humano tenha sido feito para viver com outras pessoas. Mesmo relacionamentos ruins podem oferecer uma certa parceria e a possibilidade de contar com a outra pessoa em alguns momentos”. Lendo assim, você já percebeu que estas palavras não são minhas. Certamente são de uma psicóloga. Poderiam ter sido escritas pela psicóloga e dermatologista Deborah Torres ou por outra recente colunista do Líder Notícias, Vivyane Totino Motta. “O sofrimento mais intenso pode acontecer quando não esperamos e não desejamos o rompimento, pois amamos esta pessoa e não conseguimos nos imaginar longe dela”, diriam as psicólogas. Na semana que passou, o Líder Notícias deu destaque às mulheres. As que assumiram o poder na atual administração em número recorde: 08! Sim, são 08 (oito) e não 07 (sete). Na matéria jornalística da página 3 da edição nº 418, a editoria afirmava este número, mas com o nome de Elaine Pasqualon como Diretora adjunta do DMAES. Mas, a mulher que assumiu esta pasta é Danielle Augusta Alvarenga dos Santos, servidora concursada, com um perfil técnico alto: engenheira de alimentos (UFV) com especialização (pós-graduação) nos Estados Unidos, em vinícolas. Por outro lado, na página 12 da mesma edição 418, a editoria teve o desprazer de anunciar o assassinato de 08 (oito) mulheres na virada de 24 para 25 de dezembro, ou mesmo depois do almoço do Natal, como ocorreu em Ervália. Naquela data, o possesso Romário matou sua esposa Amanda na frente de suas 03 (três) filhas menores de 01 (um), 02 (dois) e 03 (anos). O cara, desequilibrado, chamou a PM para dizer que matou a mulher, porque ela teria pegado a faca. Ele foi desmentido por uma das crianças. Apesar de ocorrerem em circunstâncias diversas, a partir de sua classificação como Feminicídio, todas as mortes se explicam pelo fato de que as vítimas são mulheres, enfatizando a persistência de um modelo patriarcal de dominação nas sociedades contemporâneas. Problematiza-se o emprego dessa categoria homogeneizante (homem) em contraponto com as discussões sobre as especificidades de gênero e sua interseccionalidade com outros marcadores sociais. O mais absurdo é a sistematização das mortes sempre com a desculpa de que o matador agiu porque “não aceitava o fim do relacionamento”. A imprensa divulga assim (mea culpa está formada), mas na verdade, o assassino mata porque é covarde e quer demonstrar seu poder de macho frente a uma indefesa mulher. Em toda a minha vida de jornalista, não me lembro de ter publicado uma reportagem em que uma mulher tenha matado seu marido, amante ou companheira porque “não aceitava o fim do relacionamento”. Aliás, não gostaria de publicar nem um crime nem outro!   (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

11/01/2021– 08:40

Alto lá que o andar é de barro. O título é apenas uma provocação. Quem conhece meu passado político e trajetória profissional, sabe que eu jamais ficaria do lado de uma pessoa que não respeita negros, mulheres e LGBTIs. Mas, neste caso, eu dou o braço a torcer. Bolsonaro falou grosso contra uma proposta nefasta e antidemocrática de vender terras brasileiras para estrangeiros. O projeto foi aprovado no Senado e segue para a Câmara dos Deputados. Se for aprovado, Bolsonaro disse que vai vetar. “O Projeto de Lei 2963/2019, que avança no Senado, permite a venda de terras para estrangeiros. Eu já me decidi caso o PL (projeto de lei) seja aprovado no Congresso. E você, qual a sua opinião? ”, escreveu o presidente, em suas redes sociais, no fim da tarde de sexta-feira, dia 25 em pleno Dia de Natal. “Qual país você acha que vai começar a comprar terra aqui se esse projeto for aprovado na câmara. Não podemos permitir que o Brasil seja comprado. Você não vê isso em muitos países aqui pelo mundo. Você vê no Brasil. É lamentável isso aí”, completou. Ironicamente, a posição de Jair Bolsonaro o coloca ao lado dos senadores do PT e outros partidos da oposição, que foram contrários à aprovação da proposta na Casa A ONG Greenpeace Brasil, que já foi chamada de “lixo” pelo presidente, também se manifestou de maneira contrária. O projeto de lei em questão é de autoria do senador Irajá Abreu do PSD de Tocantins. A proposta entrou na pauta do Senado após uma grande articulação que envolveu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do DEM do Amapá, a liderança do governo no Senado e a bancada ruralista. O projeto de lei aprovado pelo Senado prevê a dispensa de autorização para a compra ou posse de imóveis com áreas até quinze módulos fiscais, por estrangeiros. Estrangeiros poderão adquirir essas áreas rurais, desde que o total de propriedades pertencentes ou arrendadas não ultrapassem o limite de 25% da superfície dos municípios onde estão localizadas. As pessoas da mesma nacionalidade não poderão ser proprietárias de mais de 40% da área de cada município. “Eu acho que a gente precisa também considerar é que nós não estamos falando de um projeto ingênuo. Nós estamos falando de um projeto que autoriza a venda de terras brasileiras a estrangeiros na proporção de 25% do território de cada município”, disse o líder do PT no Senado, Rogério Carvalho, que é de Sergipe. Agora, o leitor deve ter entendido o sentido do título deste artigo, o último do ano de 2020, completando exatos 200 artigos (08 repetidos) em pouco mais em quase 04 (quatro) neste espaço da página 2 do Líder Notícias. Comecei a escrever aqui em março de 2017. Espero poder reunir todos estes artigos em livro no ano de 2021. (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

01/01/2021– 21:00

O alastramento do coronavírus veio provar que “democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas outras”, já dizia Winston Churchil. Vejam vocês: a começar pelo presidente da República, Jair Messias (sic) Bolsonaro que resolveu publicar um decreto dizendo quais eram os serviços essenciais. Aí vem a pergunta: açougue é essencial? Existem 14% de vegetarianos no Brasil, confirma o IBOPE. Carne para estas pessoas não é essencial. O mais famoso vegetariano/vegano é Paul Mcartney. Em Ponte Nova, o mais famoso vegetariano era Hélcio Totino, que morreu com 84 anos e parou de comer carne, de qualquer animal, aos 70 anos! Aí, os governadores e prefeitos resolveram enfrentar a pandemia com decretos. Determinaram apresentação de CPF, uso obrigatório de máscaras (olha a multa!) e outros bichos típicos de ditadura de República de Bananas!. Por que não submetem esta discussão às Câmaras Municipais ou às Assembleias Legislativas? Eles, somente eles, o presidente da República, os governadores e os prefeitos representam o Povo? Claro que não! Encastelados com seus assessores, muito deles verdadeiros Aspones, editam decretos a mancheias. Chega a ser hilária a cantilena absurda destes eleitos com mania de ditadores. O prefeito de BH, Alexandre Kalil, de cima dos seus mais de 60% de votos, vive ditando regras para bares e restaurantes, determinando que não pode haver consumo de bebida alcoólica nestes estabelecimentos. Um juiz decidiu que podia vender. Outro cassou a liminar. E daí, qual dos 02 juízes está certo? Em São Paulo, o TJ concedeu liminar para autorizar bares e restaurantes a vender bebidas alcoólicas depois das 20h. O decreto que proibia era do “ditadorzinho João Doria”. No interior, os prefeitos aderiram ao arroubo verbal do “aqui quem manda sou eu”, que não passa de um arremedo da frase “L’Eìtat c’est moi” atribuída ao Rei Luiìs XIV, que governou a França entre 1638-1715, período de alta concentração de poder e que quer dizer textualmente “O Estado sou eu!”. Os mandatários dizem que os donos de bares podem “vender bebida porta afora pode, mas não para beber no passeio”. Ora, o cara bebe onde ele quiser! Já é um absurdo proibir consumo no interior do estabelecimento, mas os prefeitos querem que o cara leve para casa. Ora, quem é que vai comprar uma cerveja no bar (se pode comprar mais barato em supermercado) para beber em casa? Se o cara vai comprar no bar porta afora é porque quer consumir por ali. Estamos voltando à lei seca! No início da pandemia, vi outros absurdos que feriram até os Direitos Humanos. Este estado de coisas (coronavírus) fez com que rasgássemos a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Em várias cidades, os prefeitos suspenderam a gratuidade da locomoção dos idosos em ônibus, mas se o cara pagasse podia andar. Em Ponte Nova ocorreu o mesmo. Eu já escrevi sobre isso aqui neste mesmo espaço. Isto fere o Estatuto do Idoso. Muitos idosos vivem sós (eu moro num quarto de hotel). Quando usava o transporte coletivo (prefiro andar a pé) pude ver de perto esta falta de respeito com os idosos: eles eram barrados com o documento, mas ao tirar o dinheiro o motorista aceitava transportálo. Entretanto, as medidas não conseguiram refrear a onda do coronavírus, que na verdade depende de cada um de nós. (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

28/12/2020– 09:59

Lamentável, mas o Brasil ficou com imagem superexposta mundialmente de forma depreciativa quando a ONU (Organização das Nações Unidos) deixou a nossa nação de fora das discussões entre países que preparam a Cúpula do Clima. A negativa sinaliza que novas metas de Ricardo Salles para o Acordo de Paris ficaram abaixo das expectativas. Ambição anunciada esta semana indica que país poderá poluir 400 milhões de toneladas a mais do que o que estava previsto para até 2030. Chefes de estado que apresentaram metas ambiciosas a para cumprirem o compromisso de zerar as emissões de carbono até a metade do século 21, previsto no Acordo de Paris foram convidados pela ONU e discursarem em um evento sobre mudanças climáticas no último dia 10 de dezembro. O Brasil ficou de fora. O evento em questão é o “Climate Ambition Summit”, uma reunião preparatória para a próxima Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima, marcada para o ano que vem. Nas Américas, Uruguai Argentina, Colômbia, Peru, Belize, Cuba, Costa Rica, Equador, Jamaica, Guatemala, Honduras, Panamá e Canadá ganharam uma cadeira no palco virtual do evento. Os países da União Europeia e os grandes poluidores asiáticos, como a China, também estiveram entre os convidados do “Climate Ambition Summit”. Já entre os grandes poluidores mundiais que ficaram de fora apareceram, além do Brasil, México e os Estados Unidos. As emissões de gases que agravam o chamado efeito estufa no Brasil diminuíram em 2017, mas essa queda não foi suficiente para tirar o país da lista dos mais poluentes do mundo. Segundo o Observatório Nacional, as emissões brasileiras caíram mais de 2% graças ao reforço da fiscalização no combate ao desmatamento da Amazônia. Ainda assim, o Brasil é o 7º sétimo país do mundo que mais contribui para o aquecimento global. Transporte coletivo: uma boa para o meio ambiente De acordo com o estudo, quem usa transporte público ajuda muito mais o clima do que imagina. Por exemplo: todos os ônibus do Brasil juntos emitem o equivalente a um terço dos gases de efeito estufa produzidos por todos os carros do país somados. Só que os ônibus transportam em média 08 (oito) vezes mais passageiros. Trens e metrô são ainda mais eficientes e amigos do clima. “O Brasil tem o maior potencial de energia de biomassa, eólica, solar e hídrica do planeta. O que nós precisamos fazer é olhar para isso como uma oportunidade, reduzir as nossas emissões ao mesmo tempo que a gente participa desta nova economia que vai, cada vez mais, exigir que a gente tenha menos emissões” afirma Tasso Azevedo, coordenador do Observatório do Clima. Em Ponte Nova, a condução dos estudos para melhorar o clima passa pelo reflorestamento que é feito com uma sistemática ainda pequena, dependendo de doação de mudas produzidas no viveiro do Passa-Cinco. Devemos avançar no controle da emissão de gases de efeito estufa. Quem sabe, promovendo o rodízio de placas de carros e motos, como se controla hoje na pandemia a entrada de pessoas nos estabelecimentos comerciais por CPF. (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

21/12/2020– 10:31

Acabo de me inscrever para um curso on line do site Viva Decora PRO sobre Arquitetura sustentável. Parece estranho não é? Um jornalista quer saber sobre arquitetura. Explico: eu tenho um sonho de consumo que é me afastar definitivamente da minha profissão e ir morar num pedaço de terra, onde poderei criar galinhas e cabritos. Decidi na minha cabeça o seguinte: as galinhas morrerão de velhas e as cabritas e os bodes também. Não é justa matar as galinhas quando elas pararem de produzir ovos. Muito menos matas as cabras porque deixam de gerar cabritinhos e o bode ficar infértil. Passada esta informação de cunho muito pessoal voto ao tema da arquitetura sustentável, pois a cada onde eu foram morar será de eucalipto imunizado, com fossa séptica e energia solar, Projetos que causem menos impacto ao meio ambiente. É possível O uso de energia solar, materiais recicláveis e estruturas pré-moldadas são exemplos de ações sustentáveis na arquitetura. Ela já deixou de ser uma tendência para se tornar uma regra na maioria das construções. Afinal, hoje, os projetos mais valorizados e corretos seguem a linha da sustentabilidade não só para poupar o meio ambiente, mas também para dar mais qualidade de vida às pessoas. O Brasil já é o quarto país com mais obras certificadas por sustentabilidade, por exemplo, diz o portal de Notícias do Viva Decora PRO Casa. Segundo o Green Buildins Council (CBC), nós estamos apenas atrás dos Estados Unidos, da China e dos Emirados Árabes. E isso fica visível quando os clientes pedem cada vez mais soluções práticas e a sociedade pede responsabilidade socioambiental. Então este é o momento de aprender a aplicar a arquitetura sustentável em todos os seus trabalhos. Cheia de vantagens e benefícios, ela pode ser incluída bastando você conhecer as dicas certas. Vamos ver quais são elas para adotá-las? Vou até mandar esta notícia para as minhas amigas arquitetas e urbanistas Ana Cristina Tininha, Carla Romanholi e Renata Esperança. Já não é mais novidade que os recursos naturais estão ficando cada vez mais escassos. Por isso, é fundamental ter uma mentalidade sustentável na hora de construir projetos arquitetônicos. Eles devem, na medida do possível, poupar o solo e a vegetação local, preservar a água, entre outras práticas que protejam o pouco que nos resta. Se não for, construa uma cisterna para reservar água de chuva.   (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

14/12/2020– 09:07

Na sexta-feira, dia 27 de novembro, não mudei minha rotina e por volta das 10 horas, após passara na redação do Líder Notícias para adiantar uma pauta para a primeira semana de dezembro, fui para Copacabana, bairro que fica margem do majestoso Rio Piranga, que agora vai ganhar um documentário da Atlântico Filmes (Mônica Veiga/Dalila Pires) com o patrocínio da Bartofil Distribuidora. Na Mercearia Copacabana, do meu amigo Marcinho de Belim, que mereceu meu voto por ser do Partido Verde (PV) e ter ideias ambientalistas. Tomando uma cerveja com meu amigo Di-mas José fiquei conhecendo um cara de nacionalidade austríaca, típico europeu, branco, mas com barba (marca registrada do comunismo). De repente, o cara começou a atacar o socialismo e veio com aquela frase famosa do capitalismo de direita: “os comunistas deviam ir para Cuba”. Não aguentei tamanha besteira e soltei os cachorros: “engraçado você é austríaco, terra do nazista Hitler, e agora está no Brasil governado por um reacionário de direita. Eu sou adepto do Socialismo e não quero ir para Cuba, terra que eu amo. Eu vou para onde eu quiser! Basta de discursos inescrupulosos, xenófobos, racistas e discriminatórios”. E ainda dei o troco: você é contra o socialismo e está um com um dos atributos típicos da esquerda: barba! Na manhã de sábado, 28 de novembro, vou para o trabalho e sem ter acessado mídias desde 13 horas de 27 de novembro, entro na redação, acesso à internet e leio jornal Folha de S.Paulo on line que artistas realizaram protestos em frente ao Ministério da Cultura de Cuba para defender companheiros dissidentes. E Cuba é comunista? O governo não reprimiu a manifestação (dispersou o grupo com base nas recomendações sanitárias) e o vice-ministro ministro ouviu uma comissão de artistas e conseguiu avanços. O grupo apresentou várias demandas a afirmaram que o mais importante foi “abrir um canal de diálogo”, que inclui um encontro com o ministro Alpídio Alonso na próxima semana. Durma com um barulho desses, austríaco Braun! A Revolução Cubana promoveu grandes transformações na sociedade da ilha. Novas publicações, instituições culturais e manifestações artísticas acompanharam a efervescência política e cultural ao longo dos anos 60. Analisei o suplemento cultura Lunes de Revolución, da editora El Puente e o suplemento cultural El Caimán Barbudo, com o objetivo de entender o surgimento das novas publicações e manifestações culturais em Cuba após o triunfo da Revolução. O trabalho demonstra que o surgimento de uma política cultural acarretou a normatização e o controle das produções culturais pelo governo cubano desde os anos 1960, e mais ainda após 1971, quando se acentuou o fechamento e o endurecimento no meio cultural cubano. Com a morte de Fidel Castro, a coisa começou a mudar com Raul Castro e agora com o atual presidente Miguel Diaz Canel Bermúdez, que escancara a liberdade, mas mantendo a ideologia. Movimento excepcional de artistas em Cuba em 27 de novembro de 2020 (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

07/12/2020– 10:44

“As arboviroses são doenças transmitidas por artrópodes, divisão mais numerosa de animais invertebrados dos quais podemos citar, principalmente, os insetos. No mundo, existem cerca de 545 espécies de arbovírus. Aproximadamente 150 delas causam doenças nos seres humanos”, é o que garante o biólogo João André Martinson Salesbram, especialista em Análise Ambiental e técnico administrativo da Escola de Saúde do Centro Universitário Internacional Uninter, de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. A circulação dos arbovírus se dá em ambientes tropicais, nas florestas, mas devido à ação antrópica e as mudanças climáticas, estes podem entrar em contato com os seres humanos. No Brasil, essa exposição ocasionou uma epidemia, entre os anos 2015 e 2016, de três tipos de arbovírus que são transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti: Dengue, chikungunya e Zika. Em humanos, além de um número expressivo de mortes, o vírus da Zika também ocasionou sequelas em bebês, como a microcefalia. Estes bebês irão carregar essa sequela para a vida toda, e ainda estão sendo estudadas possíveis complicações decorrentes dessa doença. Neste sentido, a saúde pública deve prestar assistência à saúde, com acompanhamento periódico, distribuição de medicamentos durante todo o tratamento. Embora os efeitos do Zika vírus tenham se mostrado mais severos em bebês, os cuidados por parte da saúde pública não devem ser concentrados apenas em crianças, pois tanto o vírus da Zika, quanto da Dengue e Chikungunya também podem trazer complicações em mulheres grávidas e em idosos. O ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais, encontram alguns desafios no combate a circulação e também no tratamento dos diferentes tipos de arbovírus no Brasil. Falando dos desafios enfrentados para conter a circulação, pode ser citada a grande extensão do território nacional, juntamente com o crescimento desordenado da maioria das cidades, e a poluição, que dificulta ações de controle e fiscalização. Ações são necessárias para prevenir e combater os vetores que transmitem essas doenças, neste sentido, o ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais vêm atuando frequentemente com ações de orientação a população, visitas rotineiras nas casas, a fim de fiscalizar, quando detectado, possíveis surtos em uma determinada localidade, entre outros programas de combate.   (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

30/11/2020– 09:49

As eleições dos prefeitos em 2020 serão decisivas para uma injeção de R$ 1,4 trilhão na economia nos próximos anos, a partir de investimentos no saneamento. Os dados são da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON) com base nas oportunidades de mercado abertas com a aprovação da Lei 14.026/2020. A lei representa um enorme desafio para os governantes municipais. Os novos prefeitos terão um papel decisivo na meta de universalização do setor até o ano de 2033. Dados do Panorama da Participação Privada no Saneamento 2020 mostram que, apesar do tímido avanço nos indicadores de coleta e tratamento de esgoto, a maior parte do país ainda segue sem esse direito básico. Pelo menos 35 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água - o índice é ainda pior na coleta e tratamento de esgoto, em que 100 milhões não possuem o benefício. Ainda de acordo com o Panorama 2020, entre janeiro e março deste ano, o Brasil teve 103.876 internações no SUS devido a doenças provocadas pela ausência de saneamento básico. Além disso, 31% das escolas públicas não tem acesso à rede pública de água e 63% não acessam a rede pública de esgoto. Ponte Nova em ritmo de saneamento básico  De posse de dados já construídos com o Plano Diretor de Esgoto de 2008, o prefeito Wagner Mol Guimarães colocou à frente do DMAES (Departamento Municipal de Água, Esgoto e Saneamento) Anderson Roberto Nacif Sodré. Confesso que fiquei apreensivo, pois jamais ouvira falar da existência dele. Nos primeiros meses de 2017 quando a sala do Codema (eu presidia) era dentro das dependências da autarquia, mantive diversos contatos com ele, todos de forma altamente produtiva. Com o passar do tempo percebi que a cantiga no DMAES era outra. O processo de avançar nas questões mais urgentes foi sendo alavancado. Houve avanços no saneamento rural, antes era zero; uma nova adutora foi construída e garante água tratada para mais 30 anos; interceptores de esgoto licitados e em construção; dinheiro no caixa conseguido na Caixa Econômica Federal para construção dos interceptores centrais nas margens do Rio Piranga para levar para o tratamento na futura ETE abaixo da Rasa. Depois do massacre eleitoral imposto pelo grupo que administra a prefeitura de Ponte Nova, tendo à frente Wagner Mol Guimarães e Valéria Alvarenga, é hora de arregaçar as mangas e colocar em prática as propostas inseridas no Plano de Governo que foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O tempo urge e precisamos de uma cidade moderna, devidamente saneada para proteger nossos córregos, ribeirões e o mais importante bem material de Ponte Nova: o Rio Piranga. (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

23/11/2020– 00:05

Nesta semana iria escrever sobre a falta de mobilidade urbana para ciclistas em Ponte Nova e o perigo que os pedestres correm nas calçadas invadidas pelas bicicletas, além do péssimo estado de conservação (cheia de buracos e relevos). Mudei de ideia ao ver o vídeo em que Mariana “Mari” Ferrer, uma influencer digital de Florianópolis que foi humildada na frente do Promotor de Justiça (sic) e do Juiz de Direito (sic), sem que eles interviessem. Estou perplexo com esses tempos sombrios no Brasil! A jovem reclamou do interrogatório para o juiz: “Excelentíssimo, eu tô implorando por respeito, nem os acusados são tratados do jeito que estou sendo tratada, pelo amor de Deus, gente. O que é isso?”, diz. As poucas interferências do juiz, Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, ocorrem após as falas de Gastão. Na segunda semana de setembro, a hashtag #justiçapormariferrer alcançou aos trend topics do Twitter. O motivo: chegava ao fim o julgamento do empresário André de Camargo Aranha, acusado de estuprar a jovem promoter catarinense Mariana Ferrer, de 23 anos (na época tinha 21 anos e era virgem), durante uma festa em 2018, em Florianópolis. Ele foi considerado inocente. Inventaram a figura jurídica do estupro culposo. Como assim? Estupro é crime e pronto! Segundo o promotor Thiago Carriço, responsável pelo caso, não havia como o empresário saber, durante o ato sexual, que a jovem não estava em condições de consentir a relação, não existindo, portanto, intenção de estuprar – ou seja, uma espécie de ‘estupro culposo’. O juiz Rudson Marcos aceitou a argumentação absurda, que está sendo investigada no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) e no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A excrescência jurídica, até então inédita, foi a cereja do bolo de um processo marcado por troca de delegados e promotores, sumiço de imagens e mudança de versão do acusado. Imagens da audiência as quais o Intercept Brasil teve acesso mostram Mariana Ferrer sendo humilhada pelo advogado de defesa de Aranha na frente dos “homens da lei e da ordem”. A defesa do empresário mostrou cópias de fotos sensuais produzidas pela jovem enquanto modelo profissional antes do crime como reforço ao argumento de que a relação foi consensual. O advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho analisou as imagens, que ele definiu como “ginecológicas”, sem ser questionado sobre a relação delas com o caso, e afirma que “jamais teria uma filha” do “nível” de Mariana. Ele também repreende o choro de Mariana: “não adianta vir com esse teu choro dissimulado, falso e essa lábia de crocodilo”. Em Ponte Nova, as redes sociais repercutiram o caso: “Vocês enxergam a qualidade de Judiciário que esse país tem? Vou nem citar episódios em que o judiciário diz não ter provas, mas ter convicção. Tô falando de um caso com provas, com DNA, com droga detectada no sangue. Isso, meus caros e minhas caras amigas, é a institucionalização do estupro. NÓS NÃO ACEITAMOS ESSE VEREDICTO”, manifesta Viktor Martinez. “Tentei assistir por 03 (três) vezes o vídeo da “audiência” da Mari Ferrer. Só na terceira vez consegui passar da parte onde o “advogado” começa a ofendê-la. Depois das primeiras ofensas, confesso que chorei e estou com estômago revirado até agora. Três homens e uma mulher na tela, ela chora e pede respeito. Ela é tratada como uma bandida porque tem fotos sensuais. Estou perplexa, enojada”, desabafou Fernanda Ribeiro, secretária de Educação e de Cultura e Turismo (interina) em sua página no Facebook em 03/11.

08/11/2020– 23:34

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