Leonardo Machado Fernandes, ou simplesmente Leo Machado, é designer gráfico da Bartofil Distribuidora onde produz artes e cartazes para a demonstração em catálogos das mercadorias existentes no estoque da empresa que é a 4ª maior do Brasil. Onde trabalha com uma equipe que tem à frente Márcio Bartholomeu. Aliás, o Márcio é um exímio fotógrafo em que explora ângulos diferentes de suas modelos ou espaços.
Mas, Leo Machado tem uma verve artística onde usa técnicas modernas para produzir seus quadros com tendência da pop art. Seus pincéis agem em cima de moldes com técnica em 3D. Seus traços acabam sendo inconfundíveis em nossa região.
Nota-se que usa como inspirador o grande Andy Warhol, artista da cultura pop americana nos anos 1960 e 1970, que explorava pintura, serigrafia, fotografia, filme e escultura. Leo Machado tem vários painéis pintados em espaços particulares e públicos como Mina de Copacabana e nas paredes do antigo bar Radiola que funcionava na Avenida Caetano Marinho, Centro Histórico de Ponte Nova. Um dos mais recentes trabalhos fica no Monumento à Liberdade de Imprensa em frente à Câmara Municipal (CDI) onde pintou o Repórter Luiz Quirino para assinalar os 30 anos de seu assassinato (26 de julho de 1989-26 de julho de 2019).
Quadro retratando São Francisco de Assis no Sítio Atambu, imóvel rural da família Bartholomeu
Bob Marley pintado na propriedade de Marco Aurélio
A destruição do patrimônio público em Ponte Nova vem de longas datas. Em 1999, o secretário Antônio de Pádua Gomes, popularmente conhecido como Toniquinho, em parceria com empresas comerciais, adquiriu 200 lixeiras de plástico que foram adaptadas aos postes. Em menos de 01 (um) ano foram queimadas 193 e hoje não existe nenhuma delas para contar história.
Na última semana (15/02 a 19/02), a secretaria municipal do Meio Ambiente (Semam) fez a reposição de três Pontos de Entrega Voluntária (PEV) que estavam com acúmulo de lixo descartado de forma incorreta. Recolheram ainda outros 04 (quatro) contêineres que estavam depredados sem possibilidade de recuperação. “Esses bens são mantidos com o dinheiro de todos (proveniente dos tributos pagos) e, quando danificados ou destruídos, o prejuízo também é de todos. Estes contêineres têm um custo em torno de R$1.500,00 (cada) e, espera-se a colaboração da população para sua preservação”, diz nota da assessoria de comunicação da prefeitura municipal de Ponte Nova.
A Festa da Uva também marcou a história da comunicação do país. A edição de 1972 foi a primeira transmissão ao vivo a cores da televisão brasileira, que aconteceu no dia 19 de fevereiro, portanto a 49 anos. Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso, reacionário ou malfeito é apenas popular, demasiadamente popular. A televisão foi implantada no Brasil em 1950, mas durante muito tempo os aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. No início da década de 60, no interior do país, então predominantemente rural, apenas os mais ricos possuíam um televisor.
Nas salas de visita, os enormes aparelhos ocupavam lugar de honra, ao lado da vitrola, e vizinhos e parentes menos favorecidos eram convidados a compartilhar parte da programação noturna com o vaidoso dono de uma TV. Em 1970 quando se fez primeira transmissão de TV em cores no Brasil (Copa do Mundo do México, com o Brasil Tricampeão), pela EMBRATEL, em caráter experimental e fechado, para um público seleto, iniciando uma nova divisão social entre os que podiam trocar seu velho aparelho pelo colorido e os que tiveram que manter a relíquia em preto-e-branco.
Bob Marley nascia há 75 anos
O mês de fevereiro de 2020 marca os 75 anos de nascimento do cantor de reggae Bob Marley, os 125 anos de criação do voleibol, o Dia Mundial do Rádio (13/02) e o centenário de nascimento do jogador Heleno de Freitas. No dia 19 de fevereiro comemora-se o dia do Esportista.
No dia 06 de fevereiro nascia Robert Nesta Marley, o Bob Marley, um cantor, compositor e músico jamaicano. Considerado um dos pioneiros do reggae sua carreira musical foi marcada pela fusão de elementos do reggae, ska e rocksteady, além de seu distinto estilo vocal e de composição. As contribuições de Bob Marley para a música aumentaram a visibilidade da música da Jamaica todo o mundo e o tornaram uma figura global na cultura popular por mais de uma década.
Ao longo de sua carreira, Marley se tornou conhecido como um ícone Rastafári e ele infundiu sua música com um senso de espiritualidade. Ele também é considerado um símbolo mundial da música jamaicana e cultura e identidade, e foi controversa em seu apoio franco para a legalização da marijuana (maconha) enquanto ele também defendeu o Pan-africanismo.
Nascido em Nbine Mile, Jamaica, Marley iniciou sua carreira musical profissional em 1963, após formar Bob Marley and the Wailers. O grupo lançou seu primeiro álbum de estúdio The Wailing Wailers em 1965, que continha o single One Love/People Get Ready: a canção foi popular em todo o mundo e estabeleceu o grupo como uma figura em ascensão no reggae.
The Wailers posteriormente lançou mais 11 álbuns de estúdio; enquanto inicialmente empregava instrumentação e canto mais altos, o grupo começou a se envolver na construção de canções com base rítmica no final dos anos 1960 e início dos anos 1970, que coincidiu com a conversão do cantor ao rastafariano. Durante este período, Marley mudou-se para Londres e o grupo incorporou sua mudança musical com o lançamento do álbum The Best of The Wailers.
Chico Buarque e Bob Marley nos anos 1970, quando o jamaicano veio ao Brasil e jogou no campo Politeama com Paulo César Caju, Moraes Moreira, entre outros craques da música nacional
Elas dão facada, pedrada, voadora no peito e enfiam o canivete no pneu. Uma nova leva de músicas com nomes de mulheres chegou à música brasileira com sucesso e violência. Rita, Letícia, Virgínia”, Renatinha, Larissa são destemidas e não superaram as dores de suas precursoras. Mas, há que se lembrar que 03 (três) mulheres-hit antigas eram decididas: Gabriela (Dorival Caymmi), Tieta (Luiz Caldas) e Bete Balanço (Cazuza e Frejat). E ainda tem a Rita, de Chico Buarque “que deixou mudo o violão”.
Essa onda de mulheres-hit que são impiedosas relembra exemplos de grupos anteriores. Quase todas são escritas por homens. Portanto, refletem o olhar masculino sobre as mulheres de suas épocas, com opressão, subversão, fascínio e medo. Quem não se lembra de Geni, Januária, Carolina e Mulheres de Atenas de Chico Buarque? Em 2021, só até janeiro, oito delas já desfilaram no ranking: Letícia (Zé Vaqueiro), Rita (Tierry), Oh Juliana (Niack), Larissa (Pedro Sampaio), Marília Mendonça (Bin), Virgínia (Zé Felipe), Bruninha (Kevinho) e Renatinha (Barões da Pisadinha e Xand Avião). “Tá de shortinho curto, descendo até o chão, e cada rebolada é um chute no coração”, cantam Barões e Xand sobre Renatinha. Ainda no ritmo da pisadinha, a Letícia troca Zé Vaqueiro por um moto-taxista.
Teresa Cristina é educadora, professora de Ciências e Matemática, militando em 02 (duas) escolas estaduais: Carlos Trivellato, no Bairro Santo Antônio e na mais antiga escola estadual de Ponte Nova, a SAM/Senador Antônio Martins (1913). Atenta, simpática, ativa e engajada politicamente, a professora, além de tantos adjetivos é uma bela mulher!
Seu companheiro de trabalho e labuta, Antônio Carlos, o Teacher, a apresenta em sua página do Facebook dessa forma: “mulher competente e preocupada com uma educação de qualidade para que tenhamos uma sociedade equânime e menos egocêntrica. Nenhuma nação equacionará os problemas se a educação não for vista como o pilar principal do desenvolvimento do ser humano!”.
Teresa Cristina colocou o pé na estrada nas eleições, mas não conseguiu se eleger, mas suas postagens do Facebook mostraram que é uma mulher de coragem e n]ao deixa pedra sobre pedra, quando o assunto é direitos humanos, racismo estrutural e feminismo. Mas, também é delicada, sensível e tem uma queda pelo desenho. Nossa desta do Cultura em Construção nesta sexta-feira, dia 19 de fevereiro de 2021.
Uma mulher desenhada por uma mulher, com expressão decidida
RÁDIO MONTANHESA AM
O repórter Doriva Júnior, apresentador do programa Montanhesa Esporte, que vai ao ar no horário compreendido entre 12h10min e 13h na Rádio Montanhesa AM 670 Khz vem colocando pitadas de cultura no meio do futebol e outros esportes. Em tempos de pandemia ele indica filmes e livros sobre esporte, como uma forma de conhecer mais a vida dos profissionais, principalmente da bola, e ao mesmo tempo ficar em casa, com uma quarentena proveitosa.
Na quinta-feira, dia 11/02, ele (Doriva Júnior) mandou para seus ouvintes uma entrevista exclusiva com o maestro Fernando Antônio Paixão autor da música e dos arranjos do Hino do Macuco (Sociedade Esportiva 1º de Maio) com a letra de Sabrina Alves. A gravação do CD foi na época em que Jefinho era presidente do clube (2.000). O intérprete é Sérgio Nova com Sabrina Alves, com acompanhamento de Verônica (flauta); mauro Alexandre da Si9lva (sax tenor); Juliano Gonçalves (clarinete); Leonardo (bombardino) e nas percussão Rodrigo Paixão e Adailton Couto. “Se tu és de Ponte Nova, sabes bem o que é vencer/ Tem um time na cidade é a alegria para torcer/ Clube 1º de Maio, com as suas tradições/ sua camisa preto e banco conquistando corações”. Assim começa a letra do Hino que tocou a semana inteira no programa apresentado por Doriva Júnior que acompanhou a eleição da nova diretoria que tem na presidência Edimar da Silva, policial militar da reserva e o atual presidente da Associação dos Moradores do Bairro Rasa, onde mora.
José Domingos de Moraes, conhecido como Dominguinhos, nasceu em Garanhuns, Pernambuco, no dia 12 de fevereiro de 1941, filho de um famoso tocador e afinador de foles, mestre Chicão. Aos 06 (seis) anos de idade, ainda com o apelido de Neném do Acordeon, tocava pandeiro com seus irmãos Moraes (sanfona) e Valdomiro (malê, espécie de zabumba) no trio Os Três Pinguins. O grupo apresentava-se em feiras e portas de hotéis de Garanhuns.
Numa dessas exibições, em 1948, foi ouvido por Luiz Gonzaga o conhecido Rei do Baião, que ficou encantado com Dominguinhos e prometeu-lhe uma sanfona de presente se algum dia ele resolvesse ir ao Rio de Janeiro. Em 1954, sua família mudou-se para o Rio, radicando-se em Nilópolis. Dominguinhos procurou o Rei do Baião para cobrar-lhe a promessa, sendo presenteado com uma sanfona nova.
Dominguinhos esteve em Ponte Nova, na década de 1990. Os apresentadores do show na Praça Cid Martins Soares, em Palmeiras, foram Adair Liberatto e Ricardo Motta. Domiguinhos se encantou tanto com a cidade, por onde andou na beira do Rio Piranga e pelas ruas de Palmeiras.
O artista ponte-novense João Bosco, Aldir Blanc e João Donato compuseram. Nossas últimas viagens, dedicada a Ponte Nova e Dominguinhos foi seu primeiro intérprete. Leia a primeira estrofe: “Eu passei por Ponte Nova/ Procurando Daniel/ Disse um cascudo nas águas/ Teu amigo foi pro céu/ Foi botá Deus no seguro/ No baú das buginganga/Levou faca afiadinha/ Pra mió cortar laranja”.
Martinho da Vila, de “Todas as Mulheres do Mundo”, nasceu há 83 anos
Martinho José Ferreira, depois rebatizado popularmente Martinho da Vila, morador ilustre do Bairro Vila Isabel, nasceu em Duas Barras, Rio de Janeiro, em 12 de fevereiro de 1938. Filho de lavradores da Fazenda do Cedro Grande, mudou-se para o Rio de Janeiro aos quatro anos.
Martinho da Vila é compositor, cantor e escritor. Foi criado na Serra dos Pretos Forros. Sua primeira profissão foi Auxiliar de Químico Industrial, função aprendida no curso intensivo do SENAI. Servindo o exército como sargento quer cuidava da burocracia da em sua homenagem. Foi então que descobriu que a fazenda onde nascera estava à venda e a adquiriu.
O carismático Martinho da Vila é um sambista que atravessa os tempos no auge do sucesso
A professora de História e detentora de curso de Estética e Filosofia da Arte na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Tânia Mara Sasse, lançou em outubro do ano passado, via on-line o livro “Cantos e Encantos” (com ilustrações próprias) pelo Coletivo Mulherio que edita livros só de mulheres de todo o Brasil. No ano passado (2020), o Coletivo Mulherio lançou nacionalmente 15 livros.
Com lançamento internacional realizado em 28 de setembro de 2020, no Encontro das Letras Portugal, os 15 livros da Coleção 2 Mulherio das Letras teve lançamento nacional, reunindo as escritoras por meio de lives que ocorrem entre 19 e 23 de outubro do ano passado. Tânia lançou o dela em 22 de outubro.
Tânia nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, no estado do Espírito Santo (terra de Roberto Carlos e Raul Sampaio) e veio para Minas Gerais aos 06 (seis) anos de idade. Em Ponte Nova, a historiadora foi gerente de Cultura e Turismo durante da administração do prefeito Guto Malta. Em janeiro de 2017 ela organizou o I Ciclo Turístico de Ponte Nova. Tânia Mara Sasse participou da qualificação realizada em parceria com o Sindicato de Produtores Rurais de Ponte Nova e apoio do Senar. Além do passeio turístico foi realizado um concurso fotográfico.
O livro de Tânia Sasse obedece suas memórias com personagens familiares, mas com um espírito criativo do ponto de vista da ficção realista. Curiosamente, o tamanho do livro cabe no bolso, mas na agenda do Coletivo Mulherio a coleção é chamada de “Livro de Bolsa”.
Coletivo produziu e lançou 15 livros, inclusive o de Tânia Sasse (Contos E Encantos/a frente)
CINEMA BRASILEIRO: SEM PATROCÍNIO
“Já não aguento mais. Faz mais de um ano que recebi a informação que meu projeto, com roteiro escrito há mais de trinta anos, sobre a revolução mineira de 1842, comandada por *Teófilo Ottoni, um marco na história de Minas e do Brasil, estava aprovado, saiu no Diário Oficial. Assinei a papelada pedida, veio a pandemia e assim, no ar, estou até hoje esperando a confirmação do início da produção (assinar contratos e receber a grana para iniciar as filmagens). Nada aconteceu e dias atrás recebi essa notícia”, diz José Sette, cineasta em sua página no Facebook. A notícia a que se refere o cineasta de Um Filme 100%, com externas no Hotel Glória de Ponte Nova, em 1984, é que a Secretaria Nacional de Cultura, comandada pelo ator Mário Frias, cancelou na Ancine (Agência Nacional de Cinema) o saldo das chamadas públicas Fluxo Contínuo TV 2018 (R$ 251 milhões): Fluxo Continua do Comercialização 2018 (R$ 28 milhões); Prodaf 13/2016 (R$14 milhões) e Chamada de Fluxo Coprodução Internacional 2019 (R$ 39 milhões), além das chamadas pública Ancine de 2016 e 2017. “Trocando em miúdos, isso se configura num calote de efeitos devastadores para inúmeros profissionais da área. O dinheiro não será repassado, conforme combinado, mesmo que ele exista como saldo no Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Para todo o cinema brasileiro, outra medida nociva decidida na ocasião foi a extinção do regulamento geral do Programa de Desenvolvimento do Audiovisual (Prodav). Na prática isso significa que, na falta de regras amplas, cada edital possa definir as próprias diretrizes”, externa irado o cineasta ponte-novense, filho do saudoso prefeito Sette de Barros.
(*) Teófilo Benedito Ottoni, nascido na cidade do Serro, foi um dos principais líderes da Revolução de Preso e processado, foi julgado e absolvido por unanimidade em mariana sendo depois beneficiado pela anistia geral decretada pelo Imperador Dom Pedro II. Ottoni foi deputado provincial por Minas Gerais, deputado geral (federal) e senador do Império. À época, escreveu regularmente no periódico oposicionista “Sentinela do Serro” e era o seu principal redator.
Tela em óleo do pintor Célio Nunes mostra a Batalha do Córrego das Calçadas, em Santa Luzia,Henfil e o cartum com personagens que marcaram sua trajetória em 20 de agosto de 1842. Era a Revolução comandada por Ottoni
Theófilo Ottoni nasceu em 1807, na cidade do Serro
Quem se aventurar a ir pelas bandas da Vila Centenário tem que ir a um endereço obrigatório: o ateliê do escultor, preferencialmente em madeira certificada, Antônio Inácio, o popular Boneca. O inusitado é que seu local de trabalho é a própria casa, que fica na Rua R, que já mereceu até mostra fotográfica que ficou em exposição no Espaço Multiuso José “Prego” Silva, ainda em 2019.
Na sexta-feira, dia 22/01, Boneca recebeu amigos (bem de longe) e fizemos este registro em que se nota que o artista é um adepto da natureza. A bananeira já deu cacho e mudas. Acima um cedro, do lado um arboreto de flores e ao fundo, comedores de pássaros. Uma harmonia com o dedo de Francisca “Chica” Coelho (restauradora de imagens), companheira eterna do artista que nasceu em Cajuri, mas é Cidadão Honorário de Ponte Nova.
Quem passa pelo Centro Histórico não verá mais as pinturas dos ícones mundiais Che Guevara, Leila Diniz e São Francisco de Assis, pinturas com criação original do artista plástico Ayrton Pyrtz. A arte estava pintada na fachada do casarão que é tombado pelo Patrimônio Cultural está localizado nos números 297 e 303 da Avenida Caetano Marinho, em frente ao ponto de ônibus e ao lado Casarão dos Brant, da Sorveteria Sibéria e do Bar e Lanchonete Estrela do Oriente, todos prédios históricos e aplaudidos.
O trabalho artístico foi contratado pela ONG Puro Verde (2013) na época dirigida pelo jornalista e escritor Ricardo Motta (editor do Líder Notícias). Objetivo era chamar a atenção sobre o guerrilheiro verde Che Guevara, a ousada e libertária atriz do filme "Todas as Mulheres do Mundo", Leila Diniz, sob a direção de Domingos de Oliveira, e São Francisco de Assis, o patrono da Ecologia mundial. Uma mistura de representantes de mundos diferentes, mas sempre revolucionários ao seu tempo.
“Eu fiquei muito triste. Eu gostava daqueles personagens históricos enriquecendo culturalmente a Avenida. Amigos meus, de fora, acharam “o máximo” aquela arte no centro da cidade”, disse o repórter Fernando Drumond quando enviou fotos da supressão da arte do ex-colunista do Líder Notícias, Ayrton Pyrtz.
As paredes receberam nova pintura, com desrespeito à arte que durou quase 08 anos
Na última semana, a Atlântico Filmes, que foi habilitada pela Ancine (Agência Nacional de Cinema), órgão vinculado à Secretaria Nacional de Cultura, começou os primeiros movimentos em campo para buscar arquivos em fotos e depoimentos sobre o Rio Piranga. As sócias da empresa, Mônica Veiga e Dalila Pires, que detêm conhecimentos técnicos em filmagens visitaram foram locais e cidades.
Com apoio da Cooperativa dos Recicladores de Ponte Nova (Coorpnova) que cedeu uma caminhonete Saveiro elas viajaram até Ressaquinha, cidade onde nasce o Rio Piranga, Guaraciaba (passando pela Usina da Brecha) Piranga e Povoado Chopotó em Ponte Nova, além de buscar o encontro do Rio Piranga com o Rio do Carmo, formadores do Rio Doce. O lugar é conhecido como Barra do Piranga, situado na divisa de Ponte Nova com Santa Cruz do Escalvado, no Porto Plácido.
O projeto foi aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura (antiga Lei Rouanet) ainda em 1979, mas somente agora foram liberadas das filmagens. O principal apoiado financeiro é a Bartofil Distribuidora. Objetivo da equipe da Atlântico Filmes é entregar ainda este ano o documentário que mostrará a vida ribeirinha, depoimentos sobre a importância do Rio Piranga, considerado um dos principais responsáveis pela recuperação da ictiofauna do Rio Doce.
Mônica Veiga (com um representante da Prefeitura) em Ressaquinha onde conheceu a nascente do Rio Piranga