Até 17 de julho, as cidades de Ouro Preto, Mariana e João Monlevade vivem a efervescência cultural proposta pelo Festival de Inverno organizado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). A programação gratuita conta com shows, espetáculos cênicos, exposições, oficinas, mostras de filmes, workshops e seminários. A abertura oficial do evento aconteceu na sexta-feira passa, dia 1º de julho no Teatro Ouro Preto do Centro de Artes e Convenções.
O tema "Encontros" reforça o valor das trocas entre cidades com tradições tão diferentes e que, nesse intercâmbio, potencializam as reflexões e os aprendizados. Sensações que vêm das cores, dos tons, dos sons, dos aromas, dos dizeres, dos seres e transcendem todas as formas de expressão. Sobretudo depois de 02 (dois) anos de grande isolamento e temor, a vontade de voltar a participar das atividades coletivas ganha ares mais intensos nos anseios de respirar a arte a cultura em sua melhor expressão. Assim, o Festival promove os encontros entre a Universidade e as comunidades onde tem suas extensões.
Da redação do Líder Notícias, Ricardo Motta.
Em Minas Gerais, um novo pico de casos de coronavírus está para chegar. A projeção, divulgada pelo secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Bacheretti, durante reunião do Comitê Extraordinário Covid-19, indica para as 02 (duas) primeiras semanas de julho um aumento de casos provavelmente ainda maior que os 122% atuais, a taxa de incidência nos últimos 07 (sete dias). Este crescimento era esperado e justificado por fatores sazonais, como o período de frio, maio e junho, e o pós-feriado de Corpus Christi, que também trouxe dados represados.
O secretário abordou também os dados atuais de vacinação no estado, com destaque para a cobertura vacinal infantil da 2ª dose, que ainda não atingiu 50% das crianças entre 5 e 11 anos. Em Ponte Nova nas últimas 72 horas 77 novas pessoas foram contaminadas, mas o ritmo de pessoas curadas segue na mesma linha mantendo-se uma média de 100 pessoas contaminadas. A Vigilância Epidemiológica de Viçosa divulgou novo Boletim Epidemiológico de COVID-19: foram realizados 251 testes de detecção do coronavírus, sendo 86 resultados positivos e 165 negativos. Foram registradas 283 altas. Nos hospitais, onze pessoas estão internadas, sendo 10 em leito clínico e uma no CTI.
Da redação do Líder Notícias, Ricardo Motta.
Um homem de 31 anos foi preso no domingo passado, 26 de junho, suspeito de matar com uma facada no peito o atual da ex-companheira, em Bicas, na Zona da Mata, distante 180 quilômetros de Ponte Nova. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem confessou o crime, contou que era amigo da vítima, de 39 anos, e afirmou que ficou “chateado” quando o colega começou a namorar a mulher. Segundo informações da Polícia Militar a mulher contou que estava dormindo com a vítima.
De repente, o ex-companheiro dela entrou na casa e começou a agredi-la. Em seguida, o suspeito partiu para cima do “amigo”. O homem teria tentado se defender e, nesse momento, foi esfaqueado. O suspeito saiu correndo, mas antes disse para a mulher que voltaria para matá-la.
Uma testemunha contou à polícia que o homem fugiu para o município de Mar de Espanha, também na Zona da Mata, e que teria ido para a casa da irmã. Quando os militares chegaram no local, o suspeito tentou pular o muro da residência, mas foi detido.
O professor Guilherme Siniciato Terra Garbino, do Departamento de Biologia Animal, foi o ganhador do Oliver Pearson Awardde 2022, premiação anualmente concedida a jovens profissionais, com até 05 (cinco) anos da defesa do doutorado, que atuam na disciplina de mastozoologia (estudo dos mamíferos) em pesquisa, ensino e curadoria na América Latina.
O anúncio aconteceu no dia 21 de junho, durante o 101° encontro anual da American Society of Mammalogists (ASM) em Tucson (Arizona), nos Estados Unidos. Guilherme é o primeiro professor da UFV e o 7º a receber este prêmio, criado, em 2003, em homenagem ao zoólogo e ecólogo Oliver Payne Pearson, especialista em investigações sobre pequenos mamíferos. Além de dinheiro para pesquisa, o ganhador também recebe um auxílio para participar do próximo encontro da ASM.
No caso do professor Guilherme, a verba será utilizada na aquisição de novos equipamentos e na preservação da coleção de mamíferos do Museu de Zoologia, da qual é curador, que dispõe de espécimes raros e alguns dos mais antigos do país.
A 12ª Vara da Justiça Federal, em Belo Horizonte, intimou a Fundação Renova a restabelecer o pagamento de Auxílio Financeiro Emergencial (AFE) a todos os pescadores e agricultores de subsistência da Bacia do Rio Doce, que inclui Ponte Nova, Barra Longa, Rio Doce, Rio Casca, Santa Cruz do Escalvado e Mariana. Eles haviam aderido ao novo sistema indenizatório referente ao rompimento da Barragem de Fundão da Samarco, em Mariana. O desastre ocorreu em 05 de novembro de 2015 e causou 19 mortes. Um corpo continua desaparecido.
A decisão é de quarta-feira, 29 de junho e ainda obriga o pagamento retroativo de todas as pessoas atingidas que ficaram sem receber o auxílio. A Renova será multada em R$ 1.000 para cada atingido que deixar de receber o auxílio, após o prazo de 10 dias da intimação. A desembargadora federal Daniele Maranhão entende que o auxílio emergencial pago aos pescadores e agricultores da região atingida não tem relação com o direito à indenização estabelecida por causa dos impactos do rompimento da barragem em Mariana. Da redação do Líder Notícias, Ricardo Motta.
Juliano Gonçalves Duarte é irmão do ex-prefeito Duarte Júnior, que concorre ao cargo de deputado federal
Chegou ao fim o mandato do prefeito interino de Mariana, Juliano Duarte Gonçalves (Cidadania) que voltará para o cargo de vereador e vai assumir a presidência da Câmara Municipal de Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A decisão foi após o julgamento na sessão ordinária jurisdicional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira, 30 de junho, em que os ministros decidiram por unanimidade acolher o recurso especial feito pelo embargante Celso Cota Neto (MDB), pai do deputado estadual Thiago Cota, que tenta reeleição.
Celso Cota foi o candidato eleito nas eleições de 2020, com 42,61% dos votos válidos, mas teve sua candidatura impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e está impedido de assumir o cargo de Prefeito. Por isso, quem assumiu a chefia do Executivo, desde janeiro de 2020, foi o presidente da Câmara Municipal de Mariana, o vereador Juliano Gonçalves. O relator, ministro Alexandre de Moraes, disse que existe uma violação clara do artigo 14 da Constituição Federal ao manter no exercício do Executivo Juliano Gonçalves por configurar em terceiro mandato no mesmo grupo familiar.
Juliano Gonçalves Duarte é irmão do ex-prefeito de Mariana, Duarte Júnior, pré-candidato a deputado federal, que já assumia o segundo mandato consecutivo até dezembro de 2020. Com a decisão quem vai assumir o cargo interino de prefeito de Mariana é o vereador Ronaldo Alves Bento (PSB), que era o candidato a vice-presidente da Câmara Municipal na chapa que deu a vitória da presidência a Juliano Gonçalves.
Na manhã deste sábado 8/1, vários vídeos começaram a circular pelas redes sociais e grupos de WhatsApp, informando que com as fortes chuvas que estão caindo desde a noite da sexta – feira 7/1, houve rompimento da barragem na Mina Pau Branco, em Nova Lima, interditando completamente a BR040 entre Ouro Preto e Belo Horizonte
A Vallourec informa que houve transbordamento de um dique localizado na Mina de Pau Branco, em Nova Lima. Não se trata de rompimento de barragem. Equipes estão atuando no local e, em breve, mais informações serão repassadas.
Imagens do local onde a barragem transbordou
Em nota o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, informou que um dique da Mina Pau Branco, da Vallourec, transbordou na manhã deste sábado invadindo a BR 040, e que até o momento não há registro de mortes.
BR 040 interditada devido ao transbordamento da barragem ( foto reprodução )
Segundo o tenente Pedro Aihara, porta-voz da corporação, em decorrência da chuva dos últimos dias, o dique transbordou, mas o maciço da barragem permanece íntegro, sem problemas estruturais. "Não há nenhuma vítima fatal ou comunidade que esteja em risco neste momento que demande qualquer tipo de ação de evacuação", afirmou Aihara.
Fonte: g1.globo.com
Jornalistas : Alex Araújo e Rafaela Mansur, g1 Minas/ Belo Horizonte
Barragem da Mina Pau Branco, em Nova Lima (foto: Reprodução/ Google Maps)
Pela primeira vez na história, uma mulher concorre à presidência da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Conselho Seccional de Minas Gerais. As eleições acontecerão no dia 27/11, próximo Sábado, entre 08 h e 17 h, em Belo Horizonte, e nas subseções do interior de Minas Gerais. A advogada Carla Silene Cardoso Lisboa Bernardo Gomes concorre à presidência, tendo como candidata a presidente da Caixa de Assistência, a advogada Mayra Andrade. Outra novidade: a advogada Marinês Alchieri, de Viçosa integra a chapa como conselheira estadual.
Formada na Faculdade Milton Campos, com mestrado concluído na PUCRJ e doutorado em Direito feito na PUC-Minas, a advogada Carla Silene é crítica da “tradição de se repetirem os mesmos nomes e sobrenomes, o que, por vezes, implica na ausência de novas pessoas, de novos projetos e novas ideias. Em segundo lugar, construir com as advogadas e advogados de Minas Gerais uma OAB forte, respeitada e que cumpre sua finalidade social”.
Sob o lema A NOSSA OAB, a chapa tem seu embrião concebido na mudança, que se alicerça na construção de uma composição política pautada em cinco pilares: união, equidade, pluralidade, transparência e atitude. “Assentada no pilar da pluralidade, a chapa A NOSSA OAB agrega pessoas de todas as advocacias: privada, pública, popular etc., congrega múltiplos olhares e converge na vontade de uma OAB/MG que realmente seja a casa da advocacia mineira”, afirma Carla Silene.
Dívida de R$ 6,8 bilhões do Estado com os municípios começa a ser paga em dezembro
“Mais soluções e menos ações” foram as palavras que fecharam o pronunciamento do procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, na solenidade de assinatura do acordo histórico resolveu a questão da dívida do Estado para com os municípios mineiros, incluindo Ponte Nova, em relação aos repasses da Saúde, previstos nos orçamentos de 2009 a 2020.
O documento foi assinado no dia 28 de outubro, no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), responsável por conduzir os diálogos iniciados em agosto, quando o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvam Lacerda, entrou com representação contra o Governo do Estado no MPMG.
“Estivemos no MPMG, conversamos com o procurador-geral de Justiça que nos recebeu e solicitou reunião com o governador e, após várias conversas, chegamos a um denominador comum. Foi mais uma grande vitória do movimento municipalista. E é o cidadão mineiro que vai ganhar. Recursos que, por direito, são das pessoas que pagam seus impostos e merecem ter esse dinheiro de volta em investimentos na saúde em seus municípios”, enfatizou Julvan Lacerda.
Também assinaram o termo o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems/ MG). O procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, também ressaltou a importância do diálogo entre os Poderes para que o acordo fosse consolidado.
O valor da dívida foi contabilizado em R$ 6,8 bilhões em repasses atrasados da Saúde para os municípios. Os valores serão pagos em 98 parcelas: 02 (duas) parcelas de R$ 400 milhões, a primeira a ser depositada em dezembro deste ano e a segunda a ser paga entre janeiro e julho do ano que vem. As outras 96 parcelas serão quitadas a partir de outubro de 2022.
Superlotação é um dos dados: Penitenciária de Ponte Nova tem capacidade para 592 e abriga mais de 1.100
Assim como o espaço, mais de 40% dos presídios mineiros estão em condições ruins ou péssimas. É o que revelaram os dados do Conselho Nacional Justiça (CNJ) obtidos a partir das inspeções realizadas no sistema penitenciário entre junho e setembro deste ano. Além disso, das 224 unidades do Estado, pelo menos 70% estão superlotadas, como é caso da Penitenciária de Ponte Nova I que tem capacidade para 592 custodiados e têm mais do que o dobro.
Os dados refletem a cultura do encarceramento no país, avalia a pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) da UFMG, Ludmilla Mendonça. Em apenas uma década, a quantidade de detentos mais que dobrou, principalmente por conta do tráfico de drogas. “Há toda uma discussão sobre em que medida essas pessoas que estão ali presas deveriam ser consideradas usuárias em vez de traficantes. Muitas vezes, são detentos provisórios que, quando chegam ao fim do processo, são absolvidos por falta de provas”, argumentou.
De acordo com a especialista, apesar de o governo garantir que há um policial penal para cada 04 (quatro) presos, quando é considerada a escala de plantões, o número real passa a ser 12 detentos para um profissional. Aliado a isso, a Ludmila Mendonça enfatizou que as péssimas condições de trabalho refletem no dia a dia da profissão, assim como mostrou a pesquisa da UFMG.
Superlotação não é uma situação exclusiva do estado de Minas Gerais
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), alegou “que o cenário de superlotação em unidades prisionais não é uma situação exclusiva do estado, porém, uma realidade nacional”. O órgão alegou ainda que trabalha para atenuar a situação, com a criação de novas vagas, como em Iturama, que terá a capacidade aumentada em 388 pessoas e Itajubá, que já inaugurou outras 306.
“A ação faz parte do esforço do governo em ampliar a oferta de vagas no sistema prisional mineiro com o objetivo de melhorar cada vez mais a custódia e a ressocialização dos indivíduos privados de liberdade”, afirmou. Em relação aos policiais penais, a pasta alegou que trabalha dentro do limite recomendado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, que é de até 05 (cinco) presos para cada agente.
A Sejusp ainda informou que presta assistência e acompanhamento psicossocial e faz encaminhamentos de todos os casos que chegam à diretoria das unidades prisionais para instituições parceiras e a rede pública de saúde. Por meio da Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor (DAS), já foram atendidos mais de 10 mil servidores, 90% deles policiais penais e agentes socioeducativos. (Com informações do jornal O Tempo)
Superlotação é um dos dados: Penitenciária de Ponte Nova tem capacidade para 592 e abriga mais de 1.100
Assim como o espaço, mais de 40% dos presídios mineiros estão em condições ruins ou péssimas. É o que revelaram os dados do Conselho Nacional Justiça (CNJ) obtidos a partir das inspeções realizadas no sistema penitenciário entre junho e setembro deste ano. Além disso, das 224 unidades do Estado, pelo menos 70% estão superlotadas, como é caso da Penitenciária de Ponte Nova I que tem capacidade para 592 custodiados e têm mais do que o dobro.
Os dados refletem a cultura do encarceramento no país, avalia a pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) da UFMG, Ludmilla Mendonça. Em apenas uma década, a quantidade de detentos mais que dobrou, principalmente por conta do tráfico de drogas. “Há toda uma discussão sobre em que medida essas pessoas que estão ali presas deveriam ser consideradas usuárias em vez de traficantes. Muitas vezes, são detentos provisórios que, quando chegam ao fim do processo, são absolvidos por falta de provas”, argumentou.
De acordo com a especialista, apesar de o governo garantir que há um policial penal para cada 04 (quatro) presos, quando é considerada a escala de plantões, o número real passa a ser 12 detentos para um profissional. Aliado a isso, a Ludmila Mendonça enfatizou que as péssimas condições de trabalho refletem no dia a dia da profissão, assim como mostrou a pesquisa da UFMG.
Superlotação não é uma situação exclusiva do estado de Minas Gerais
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), alegou “que o cenário de superlotação em unidades prisionais não é uma situação exclusiva do estado, porém, uma realidade nacional”. O órgão alegou ainda que trabalha para atenuar a situação, com a criação de novas vagas, como em Iturama, que terá a capacidade aumentada em 388 pessoas e Itajubá, que já inaugurou outras 306.
“A ação faz parte do esforço do governo em ampliar a oferta de vagas no sistema prisional mineiro com o objetivo de melhorar cada vez mais a custódia e a ressocialização dos indivíduos privados de liberdade”, afirmou. Em relação aos policiais penais, a pasta alegou que trabalha dentro do limite recomendado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, que é de até 05 (cinco) presos para cada agente.
A Sejusp ainda informou que presta assistência e acompanhamento psicossocial e faz encaminhamentos de todos os casos que chegam à diretoria das unidades prisionais para instituições parceiras e a rede pública de saúde. Por meio da Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor (DAS), já foram atendidos mais de 10 mil servidores, 90% deles policiais penais e agentes socioeducativos. (Com informações do jornal O Tempo)
Superlotação é um dos dados: Penitenciária de Ponte Nova tem capacidade para 592 e abriga mais de 1.100
Assim como o espaço, mais de 40% dos presídios mineiros estão em condições ruins ou péssimas. É o que revelaram os dados do Conselho Nacional Justiça (CNJ) obtidos a partir das inspeções realizadas no sistema penitenciário entre junho e setembro deste ano. Além disso, das 224 unidades do Estado, pelo menos 70% estão superlotadas, como é caso da Penitenciária de Ponte Nova I que tem capacidade para 592 custodiados e têm mais do que o dobro.
Os dados refletem a cultura do encarceramento no país, avalia a pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) da UFMG, Ludmilla Mendonça. Em apenas uma década, a quantidade de detentos mais que dobrou, principalmente por conta do tráfico de drogas. “Há toda uma discussão sobre em que medida essas pessoas que estão ali presas deveriam ser consideradas usuárias em vez de traficantes. Muitas vezes, são detentos provisórios que, quando chegam ao fim do processo, são absolvidos por falta de provas”, argumentou.
De acordo com a especialista, apesar de o governo garantir que há um policial penal para cada 04 (quatro) presos, quando é considerada a escala de plantões, o número real passa a ser 12 detentos para um profissional. Aliado a isso, a Ludmila Mendonça enfatizou que as péssimas condições de trabalho refletem no dia a dia da profissão, assim como mostrou a pesquisa da UFMG.
Superlotação não é uma situação exclusiva do estado de Minas Gerais
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), alegou “que o cenário de superlotação em unidades prisionais não é uma situação exclusiva do estado, porém, uma realidade nacional”. O órgão alegou ainda que trabalha para atenuar a situação, com a criação de novas vagas, como em Iturama, que terá a capacidade aumentada em 388 pessoas e Itajubá, que já inaugurou outras 306.
“A ação faz parte do esforço do governo em ampliar a oferta de vagas no sistema prisional mineiro com o objetivo de melhorar cada vez mais a custódia e a ressocialização dos indivíduos privados de liberdade”, afirmou. Em relação aos policiais penais, a pasta alegou que trabalha dentro do limite recomendado pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, que é de até 05 (cinco) presos para cada agente.
A Sejusp ainda informou que presta assistência e acompanhamento psicossocial e faz encaminhamentos de todos os casos que chegam à diretoria das unidades prisionais para instituições parceiras e a rede pública de saúde. Por meio da Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor (DAS), já foram atendidos mais de 10 mil servidores, 90% deles policiais penais e agentes socioeducativos. (Com informações do jornal O Tempo)