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Meio Ambiente

O Corpo de Bombeiros Militar de Ponte Nova alerta a população sobre as excursões de ecoturismo:

27/11/2020– 10:24

No último dia 03 de novembro, atingidos de toda a Bacia do Rio Doce obtiveram importantes informações sobre a caracterização do rejeito (volume estimado, composição e ecotoxicologia) despejado nos rios com o rompimento da Barragem de Fundão em 2015, incluindo dados sobre a qualidade da água dos rios e do pescado. As informações foram apresentadas pelo Instituto Lactec durante o 5º Seminário Integrado do Rio Doce/Esquecimento e Incertezas dos Desastres da Mineração: Resistir é Preciso, realizado ao vivo pelo Youtube. A pesquisadora e coordenadora executiva do Diagnóstico Socioambiental dos danos decorrentes do rompimento da barragem do Fundão, Gleiciane Carvalho Blanc, informou que o volume estimado de rejeito despejado nos rios é de 44 milhões de m³. Ele exibiu dados que com prometem a qualidade da água com diversos metais pesados como ferro, manganês, cobalto, níquel, antimônio, cobre, estanho, mercúrio, chumbo, bário, arsênio, zinco, selênio e cromo. Para análise da composição, foram coletadas, entre junho de 2017 e maio de 2019, 74 amostras de rejeito, durante cinco campanhas, em áreas das barragens de Germano, Fundão, Santarém e trecho até a UHE Risoleta Neves. De acordo com os resultados da pesquisa, “os rejeitos permanecerão por uma centena de anos no ambiente e poderão afetar o tempo de recuperação dos ecossistemas, com efeitos potencialmente nocivos. O rejeito apresenta toxidade crônica, ou seja, pode haver acumulação no organismo decorrente de repetidas exposições. O rejeito causa danos ao meio ambiente e afeta flora, fauna, solo, ar e água”. Sobre a qualidade da água, o Instituto Lactec comprovou que, apesar dos rios atingidos já apresentarem certo comprometimento na qualidade da água devido à prática da mineração na região, a presença de indústrias e a falta de saneamento, o rejeito proveniente do rompimento impactou severamente a qualidade da água dos rios. A água ficou mais turva, houve redução das concentrações de oxigênio dissolvido e aumento das concentrações de metais.

25/11/2020– 12:22

A presidente e o Mobilizador Social da Cooperativa dos Recicladores de Ponte Nova (Coorpnova), Geralda “Ada” Loredo de Paula e Sérgio Cotta foram nomeados recentemente membros do GTA (Grupo de Trabalho Ambiental) do Consórcio Intermunicipal Multissetorial do Vale do Piranga (CIMVALPI) que contratou a empresa A Fundação Goercix para estabelecer o PGIRS (Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos) das cidades da região do Vale do Rio Piranga. No último dia 04 de novembro, eles participaram de uma audiência pública virtual quando debateram a implantação de uma política técnica que permita a educação ambiental nas cidades com o objetivo de diminuir o impacto do lixo e melhor direcionamento da coleta seletiva. Inicialmente, o PGIRS discute esta situação, mas o objetivo final seria a implantação de Usina Termoquímica de Geração de Energia (UTGE) com o lixo, na base da fermentação. Ponte Nova, segundo estudos iniciais, poder ser o município onde seria implantada a UTGE, provavelmente em uma gleba da Fazenda Cachoeira, a 05 quilômetros do Bairro Rasa, na estrada de acesso a Barra Longa, que pertence à prefeitura municipal desde 2010, originalmente comprado pela a instalação de um aterro sanitário. Todo o lixo da região, cerca de 300 toneladas, seria trazido da região para Ponte Nova. Dentre os resíduos que podem ser utilizados na reciclagem energética, estão os restos de alimentos, materiais higiênicos descartáveis, plásticos, entre outros. Entretanto, o resíduo mais reutilizado na reciclagem energética é o plástico. A quantidade de energia que 1 kg de plástico transforma, por exemplo, é equivalente à contida em 1 kg de óleo combustível.

23/11/2020– 00:30

A Cooperativa dos Recicladores de Ponte Nova (Coorp-nova) participaram efetivamente no plantio e transporte das mudas de árvores nativas e frutíferas que foram plantadas em área de encosta entre os bairros Copacabana, Nova Copacabana e Cidade da Serra. Dois membros da instituição ambiental estiveram presentes: Sérgio Cotta (mobilizador social) e Geisa (cooperada/membro). As mudas foram plantas entres os dias 26 e 30 de outubro; As mudas das espécies cajazeira-mirim, jenipapo, jacarandá-mimoso, sibipiruna e oiti, entre outras, foram cedidas pela secretaria municipal de Meio Ambiente (Semam), após inter-mediação do editor do Líder Notícias, Ricardo Motta, que é ambientalista e Relações Públicas (informal) da AmaCopa (Associação Comunitária de Moradores e Amigos de Copacabana e Adjacências).

10/11/2020– 23:10

Na semana que se completam 5 anos da tragédia de Mariana, que matou 19 pessoas e afetou dezenas de comunidades rurais às margens dos rios Gualaxo do Norte, Carmo, Piranga e Doce, representantes da Fundação Renova e da secretaria municipal de Desenvolvimento Rural (Sedru) visitaram na manhã de 03/11, a comunidade rural de Simplício, que pertence ao Povoado Chopotó, zona rural de Ponte Nova. A comunidade foi atingida pela lama da Barragem de Fundão (Mariana) em mais de 11 ha (onze hectares) afetando plantações, currais, paióis, córregos e nascentes que ficam na propriedade da família Dominiguite, descendente de italianos. Os vistoriantes vão promover cascalhamento e drenagem na estrada.

09/11/2020– 00:21

O final de semana nada foi nada benéfico para o meio ambiente: vândalos quebraram várias mudas de árvores nativas e frutíferas plantadas na margem do Rio Piranga, em frente à entrada do Bairro Primavera. O local era usado, anteriormente ao plantio, para descarte de lixo e restos de construção civil, conforme informações que obtivemos junto à secretaria municipal de Meio Ambiente. O local, que fica na Rua João Alves de Oliveira, logradouro que dá acesso ao Bairro Rasa via Triângulo, é um anexo do terreno do Bairro Primavera, mas não foi liberado para construção por ser uma Área de Preservação Permanente (APP) a menos de 100 metros do Rio Piranga. “Vamos replantar, mas é uma tarefa ingrata, pois a população precisa tomar consciência que árvores são importantes para o equilíbrio ambiental e precisam ser protegidas e não destruídas”, afirma Bruno do Carmo, secretário de Meio Ambiente de Ponte Nova.

04/11/2020– 12:13

Na tarde de segunda-feira (26/ 10), Marcinho de Belim e Adelino Barbosa (Quiqui), presidente e diretor da AmaCopa (Associação Comunitária de Moradores de Copacabana e Adjacências), acompanhados do morador Maurício Ferreira (Maíta) estiveram no local do plantio de 100 mudas de árvores frutíferas e nativas para recuperar uma área de recarga de água. O local fica acima do Bairro Copacabana e faz divisa com o Bairro Nova Copacabana. O plantio estava previsto para o domingo, 25/10, mas o tempo está chuvoso na parte da manhã e a execução do plantio transcorreu durante a semana, sempre sob a responsabilidade do diretor de esportes, Denyn Cleres Pereira, que preparou o terreno na semana anterior com a participação dos moradores Deco e Juninho, além de Nandico do Bairro Primeiro de Maio. O diretor da empresa Gaiolas Eldorado (que tem sede no bairro), Jairo Neves, contribuiu financeiramente para a contratação da mão de obra para a perfuração dos berçários (coveamento).

02/11/2020– 11:21

Estudos apontam Ponte Nova como sede para Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos (CTR), uma Usina Termoquímica de geração de energia elétrica, a partir do aproveitamento energético de resíduos sólidos urbanos pelo processo de Tecnologia de Gaseificação em Leito Fluidizado. “Essa tecnologia foi avaliada considerando os quantitativos do consórcio, perspectiva de Licenciamento Ambiental e restrições legais”, informa o CIMVALPI (Consórcio Intermunicipal e Multissetorial do Vale do Piranga). Segundo a Fundação Gorceix, que elabora o Plano Regional de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), a capacidade de 300 toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia. Ponte Nova produz cerca de 40 toneladas e, sendo assim, todo o lixo da região será transportado para o município para ser levado para o local adquirido pela prefeitura municipal em 2010, na Fazenda Cachoeira, localidade rural a 05 (cinco) quilômetros do Bairro Rasa. Ambientalistas se posicionam contrariamente à ideia, uma vez que é inconveniente trazer tanto lixo para Ponte Nova diariamente, gerando desconforto nas ruas, uma vez que a falta do Anel Rodoviário completo, muitos caminhões circularão nas ruas da cidade. “É preciso ouvir a comunidade da Rasa, a que será mais prejudicada. Que já se posicionou contrariamente em 2010 em Audiência Pública sobre o mesmo tema”, diz Ricardo Motta, que era presidente do Codema na época da audiência. O Mobilizador Social da Cooperativa dos Recicladores de Ponte Nova, Sérgio Cotta, vê com preocupação a situação que poderá prejudicar a coleta seletiva. “Inicialmente, antes de ser membro oficial do GTA (Grupo de Trabalho Ambiental) eu me posicionei contrariamente. Estou lendo o PGRS para determinar minha posição final”, disse Sérgio. (*) A Fundação Gorceix é uma instituição filantrópica sem fins lucrativos, cujo objetivo básico é amparar o aluno carente da Escola de Minas de Ouro Preto. É uma entidade jurídica de direito privado, considerada de utilidade pública nos âmbitos federal, estadual e municipal. Destina-se a atividades de pesquisa científica, de assistência social, de educação, de cultura e de incentivo a atividades industriais da comunidade brasileira. O Lixão de Ponte Nova recebe todo o lixo do município que poderá ter outro destino. UsinaTermoquímica é de alta tecnologia e tem preço alto  

02/11/2020– 11:16

Uma gata e 09 (nove) cães resgatados após o rompimento da Barragem de Fundão, em 2015, ainda esperam por novos lares. Todos os animais foram castrados, vermifu-gados e vacinados e estão sob os cuidados do programa de Assistência aos Animais da Fundação Renova em Mariana. Até agora, o programa viabilizou a adoção de 11 animais resgatados. Dezoito bichos, entre cães e gatos estiveram em uma feira que será realizada no dia 23 de agosto deste ano em um shopping da capital mineira, onde alguns foram adotados. Eles foram resgatados em Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. Como os eventos de adoção e as visitas ao Centro de Acolhimento Temporário de Animais (Cata) estão suspensos devido à pandemia, o programa está atendendo os interessados à distância, além de oferecer o transporte do animal adotado até seu novo lar. Para adotar, é preciso ser maior de idade e se responsabilizar pelo bem-estar e qualidade de vida dos pets. Pensando nessa sensibilização e conscientização, os interessados também receberão uma cartilha preparada pelo programa, com informações, dicas e curiosidade sobre os animais.

26/10/2020– 11:29

A possibilidade da não remoção do grande volume de rejeitos provenientes da barragem de Fundão (10 milhões de m³, de acordo com a Fundação Renova) existente no Lago da UHE Risoleta Neves (Candonga) sempre foi uma preocupação para os atingidos dos municípios de Santa Cruz do Escalvado e de Rio Doce. A angústia aumentou após análise do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) apresentado pela Fundação Renova, quando o Centro Rosa Fortini e as Comissões de Atingidos de Santa Cruz do Escalvado, Ponte Nova (Chopotó e Simplício) e de Rio Doce concluíram que o objetivo da Renpva é retornar com a operação da UHE Risoleta Neves, retirando-se o mínimo de rejeito do Lago. No EIA, a Renova descreve três cenários para remoção do rejeito do Lago. No Cenário 1, a remoção total; no Cenário 2, remoção parcial (volume de rejeito correspondente à capacidade total da Fazenda Floresta- terreno adquirido para empilhamento do material); e no Cenário 3, remoção apenas do rejeito presente nos primeiros 60 metros mais próximo da Hidrelétrica. Entre os cenários, a Fundação defende a realização do terceiro, alegando menor impacto ambiental e menor tempo para o retorno das condições de funcionamento para a UHE (2 anos). O retorno operacional da UHE Candonga é desejo de todos, principalmente dos moradores do Território. O seu reservatório tornou-se, por 16 anos, uma área de lazer e turismo para a região. Hoje, com o acúmulo de rejeito, o Lago ficou inutilizável. Os atingidos também defendem o retorno da UHE devido aos royalties e impostos pela produção de energia (ICMS) que os municípios de Santa Cruz do Escalvado e Rio Doce deixaram de receber durante os 05 (cinco) últimos anos.

26/10/2020– 11:25

Alexandro Willyam Fontes, leitor do Líder Notícias denunciou situação irregular em loteamento anexo ao Bairro Nova Almeida. Ele enviou diversas fotos mostrando a situação. “Um loteamento está abandonado há aproximadamente 03 (três) anos no final da Rua Armando Fajardo. Além de ter virado ponto de droga e motel a céu aberto, virou depósito de lixo e de resto de construção, proliferação de ratos e de foco de dengue.”, disse William. O loteamento em questão começou a ser implantado em 2016, sem aprovação inicial do órgão ambiental. Devido a cortes irregulares que provocou deslizamentos de terra e lama em direção à Vila Oliveira. Os proprietários foram notificados e foram obrigados pelo Codema (Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente) a construir tapumes com placas metálicas e criar canais de dissipação de água.

26/10/2020– 11:18

O  Ministério  Público  de Minas Gerais (MPMG) se manifestou  pelo  indeferimento  das licenças ambientais requeridas para  os  empreendimentos  Pequena  Central  Hidrelétrica (PCH) Sete Cachoeiras e Ferradura, conforme decisão da Superintendência  de  Projetos Prioritários  (Supri).  O  posicionamento do MPMG se deu após recurso  da  Tazem  Participações S.A., em razão da decisão da  superintendência,  que  indeferiu  o  requerimento  de  licença prévia para os empreendimentos,  que  têm  instalação prevista  no  rio  Santo  Antônio, afluente  do  Rio  Doce. Para  o  MPMG,  a  inviabilidade dos projetos se dá especialmente em razão da necessidade  de  conservação  da grande  biodiversidade  presente  na  bacia,  incluindo  espécies  endêmicas  e  ameaçadas  e  impossibilidade  de compatibilização  dos  empreendimentos com essa conservação.  Os  empreendimentos atingem  áreas  consideradas como  prioritárias  para  a  conservação da espécie ameaçada andirá   (Henochiluswheat-landii),  peixe  de  água  doce.  Nota  técnica  do  Instituto Chico  Mendes  de  Conservação da  Biodiversidade (ICMBio) encaminhada ao MPMG reforça a  importância  de  proteção  da ictiofauna da Bacia do Rio Santo Antônio,  indicando,  inclusive,que a melhor forma de garantira  preservação  dos  habitats  das espécies existentes do local seria  por  meio  da  designação  de uma  unidade  de  conservação. Hidrelétricas são proibidas no Rio Piranga Particularmente  na  bacia do  Rio  Doce,  incluindo  o  Rio Piranga  que  passa  em  Ponte Nova, ocorrem pelo menos 71 espécies nativas e 28 exóticas, sendo  que,  entre  as  espécies nativas, 09 são listadas como ameaçadas  de  extinção. Entre os peixes ameaçados de  extinção  no  Piranga  é  o urubim-do-doce (veja a gráfico  da  Folha  de  S.Paulo), que foi usado como argumento  para  criar  uma  lei  que  impede  construção  de  hidrelétricas (com barragem) em Ponte Nova. A  Lei  nº  3.224  de  2008 estabelece que a instalação de usinas hidrelétricas na região deverá  atender  à  tecnologiamenos  impactante  e  determina  que  a  melhor  alternativa será sempre a que for aprovada  pelo  município.  Já  a  lei nº  3225, do mesmo ano, declara toda a extensão o trecho do Rio Piranga, que corta o município como monumento natural,  protegido  pela  legislação ambiental. Com isso, a lei veda a  construção  de  hidrelétricas nessa  área. A  Procuradoria  Geral  da República  (PGR),  em  2010,encaminhou  ao  Supremo  Tribunal  Federal  (STF)  parecer pelo não provimento da arguição de  descumprimento  de  preceito fundamental (ADPF) nº 218.A  ADPF  foi  requerida  pela  presidente  da  República  (Dilma Rousseff)  para  a  impugnação de  artigos  das  Leis  nº  3.224/2008 e 3.225/2008, do município  de  Ponte  Nova  (MG),  que trazem   requisitos   para   o licenciamento  ambiental  de usinas  hidrelétricas  e  o  reconhecimento  de  unidades  de conservação  ambiental  na  região.  O  relator  é  o  ministro Gilmar  Mendes.

19/10/2020– 16:12

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