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Meio Ambiente

A região do Vale do Rio Piranga vem apresentando resultados importantes na recuperação de seu ecossistema depois da tragédia de Mariana, ocorrida em 05 de novembro de 2015. Diversos proprietários rurais vêm obtendo apoio de empresas, da Fundação Renova para proteger nascentes ou replantio de áreas afetadas. Muitos usam os próprios recursos disponíveis. Os animais retornam, a vegetação cresce com a abundância de água. Nesta semana que começou em 10 de maio de 2021,  02 (dois) fatos chamaram a atenção nas redes sociais. Uma delas foi a filmagem de uma piton, cobra de regiões da Birmânia, mas que se adaptam em áreas amazônicas. O local onde esta cobra foi filmada é em área do município de Santa Cruz do Escalvado. Provavelmente ela veio como bicho de estimação e depois solta na natureza e está se adaptando. O outro acontecimento foi registrado em vídeo pela patrulha rural da Polícia Militar da 21ª Companhia Independente da Polícia Militar, na zona rural do município de Barra Longa. Um lobo-guará, espécie ameaçada de extinção e típica do Cerrado Mineiro, o que se explica por estar nas proximidades da região Central, entre Barra Longa e Ouro Preto. Este vídeo é uma homenagem do Líder Notícias à vida selvagem, seja ela de qual nacionalidade se originar. Que o meio ambiente seja respeitado para mudar o entendimento entre o homem e o bicho. Veja o vídeo a baixo com a Píton e o Lobo Guará https://youtu.be/7nhRU94uYt8

13/05/2021– 23:26

Veículos da fiscalização ambiental com emblemas do NUCAM (Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais), órgão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e da Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM) estiveram em Ponte Nova, em 29 de abril, com fiscais das instituições, motivados por solicitação da empresa Gravatá Agropecuária Ltda, localizada no Sítio Gravatá, Km 6 da estrada Rasa, onde determinada gleba de terra foi desapropriada para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto de Ponte Nova (ETEPonte Nova). No documento assinado pela administradora da Gravatá Agropecuária, Beatriz Leite Carvalho, quer fiscalização para o que ela diz ser uma agressão ao meio ambiente, como, por exemplo, a movimentação de terra próxima ao leito do Rio Piranga, “sem nenhuma proteção, o que pode gerar carreamento de solo para o leito do referido recurso hídrico, gerando dano ambiental futuro”. Beatriz Leite Carvalho, cita no ofício enviado à Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram), com sede em Ubá, datado de 29 de março, que a construção da ETE Ponte Nova tem como proponente o Departamento Municipal de Água, Esgoto e Saneamento (DMAES). Acrescenta ainda que, “recentemente, foi encaminhada para Curadoria do Meio Ambiente do MPMG (Ponte Nova), representação pedindo investigação e adoção de medidas sobre irregularidades técnicas nos estudos ambientais apresentados pelo empreendedor. No caso, o Poder Executivo. A ETE-Ponte Nova custará aos cofres da administração municipal mais de R$ 21 milhões, recursos provenientes de empréstimo contratado com a Caixa Econômica Federal, após aprovação da Câmara Municipal, em 2020.A empresa vencedora é a Perfil Engenharia (Belo Horizonte), que tem o prazo de 18 meses para entregar a obra, bem como os interceptores centrais, tubulações que serão instalados nas margens do Rio Piranga e estações elevatórias. Posição da Prefeitura Editoria do Líder Notícias enviou áudio via WhatsApp para responsável pela Assessoria de Comunicação da administração municipal (AscomPN), Fernanda Ribeiro, que confirmou a fiscalização dos órgãos estaduais em 29 de abril em Ponte Nova. “Houve acompanhamento do secretário municipal de Meio Ambiente, Bruno do Carmo e de representantes do DMAES, mas até o momento não foi expedida nenhuma notificação”, disse Fernanda Ribeiro. Fiscais do NUCAM atenderam solicitação, mas não emitiram notificação até o momento

13/05/2021– 15:45

PONTE NOVA RURAL Secretário de Meio Ambiente de Ponte Nova ocupou a Tribuna Livre para defender a aprovação Bruno do Carmo, titular da secretaria municipal de Meio Ambiente (Semam) participou da reunião plenária da Câmara Municipal de Ponte Nova em 29 de abril. Ele foi explicar e defender a aprovação do “Projeto Conservador do Piranga” que autoriza o Executivo a prestar apoio técnico, de fomento e financeiro aos proprietários rurais que residem em todo o município. O engenheiro civil, que tem pós em meio ambiente, explicou aos vereadores que o projeto visa implantar ações de adequação ambiental em propriedades rurais, com o aumento da cobertura florestal nas subbacias hidrográficas e introduzir corredores ecológicos. Também possui o objetivo de difundir o conceito de manejo integrado de vegetação, solo e água, além de garantir a sustentabilidade socioeconômica e ambiental dos manejos e práticas esta-belecidas, por meio de incentivo financeiro aos proprietários rurais. “Um dos conceitos que traz esse projeto é o princípio do usuário pagador, que na verdade ele já existia na Lei 2.180/97, que esse projeto revoga. Foram feitas algumas alterações com o objetivo de dar efetividade a lei, porque nós temos o conhecimento aqui da realidade que a lei nunca foi colocada em prática por algumas dificuldades, que nós identificamos. Uma delas é as empresas realizarem esse investimento por conta própria”, explicou Bruno do Carmo. Para ele, a lei abre a possibilidade de as empresas destinar o valor dos serviços, com a construção de barraginhas, manutenção, plantio e recuperação de área de preservação permanente, ao Fundo Municipal de Meio Ambiente. Neste caso, a Semam ficará responsável por desenvolver as ações, após aprovação dos projetos pelo Codema (Conselho Municipal de Meio Ambiente). Bruno do Carmo em reunião virtual da câmara Outra técnica para evitar erosões em estradas é abrir uma “caixa seca” exatamente por onde a água escorre dos pastos.Depois é preciso esvaziá-la pera evitar transbordamento Crianças plantam mudas apropriadas para conservação de água no entorno da nascente do Rio Piranga, que foi cercada em 2019, na cidade de Ressaquinha. No detalhe, a placa de inauguração Pagamento de serviços no ambiente rural “Outro conceito que essa lei traz é o pagamento por serviço ambiental. O apoio financeiro aos produtores rurais que aderirem se inicia um ano após a assinatura do termo de compromisso”, disse Bruno do Carmo que também lembrou que o valor de referência é de até 100 Unidades Fiscais de Ponte Nova (UFPN) por hectare, anualmente. Segundo o secretário, o valor do apoio financeiro levará em consideração o tamanho da propriedade e a prática a ser adotada em cada meta estabelecida. Ele apresentou exemplos da aplicação do projeto em propriedades pequenas, médias e grandes. A expectativa do secretário é iniciar o projeto assim que a matéria for aprovada pelos parlamentares municipais, que receberam a proposta do executivo no final do ano passado (2020). A efetiva aplicação do projeto obedecerá aos critérios de um estudo elaborado pelo CBH Piranga (Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piranga) e foram selecionadas 100 propriedades rurais inicialmente. Esta última informação veio após intervenção do vereador André Pessata (Podemos) que perguntou se os serviços seriam por região ou por tamanho da propriedade.

13/05/2021– 14:55

No último sábado de abril, dia 24, a reportagem do Líder Notícias flagrou fato inusitado e chocante na parte baixa do Centro Histórico, exatamente na praça recém-construída entre a Rua Antônio Frederico Ozanam e o início da Avenida Santa Cruz: dezenas de urubus faziam a festa com pedaços de ossos que foram jogados no container público para coleta de lixo. A explicação para o fato é que as aves de rapína foram atraídas pelo mau cheiro exalado pelos ossos com carne em decomposição. Em conversa com comerciantes da região, eles disseram que a situação se repete sempre nos finais das tardes de sábado, quando restos de comida ou ossos são colocados irregularmente no containers. Na região existem açougues, restaurantes e lanchonetes, mas não foi confirmado de qual estabelecimento procediam os ossos, que antes disso, eram jogados no leito do Rio Piranga.

10/05/2021– 12:19

Na terça-feira, dia 04 de maio, em seminário on-line realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) com o Governo de Minas Gerais, 10 consórcios - que integram 239 cidades do estado, incluindo Ponte Nova, assinaram termo de cooperação técnica com o governo estadual para que a secretaria de estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) preste assessoria para que eles elaborem seus projetos. Além do Consórcio Intermunicipal de Saneamento Básico da Zona da Mata de Minas Gerais (Cisab), presidido pelo prefeito de Ponte Nova, Wagner Mol Guimarães, e o Cimvalpi (Consórcio Multissetorial dos Municípios do Vale do Piranga), que tem na liderança máxima o mandatário de Rio Casca, Adriano Alvarenga, outros 08 (oito) consórcios também assinaram o termo. De acordo com o Novo Marco Legal do Saneamento, os estados têm até 15 de julho deste ano para estruturar a divisão dos blocos regionais para prestação dos serviços de água e esgoto compartilhados. A iniciativa busca a inclusão de municípios com baixa ou nenhuma sustentabilidade, a fim de permitir que os serviços sejam prestados de forma equilibrada e obtenham maior rentabilidade, além de promover a universalização do atendimento à população. Durante o evento, a secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Marília Melo, apontou que o MDR tem sido um parceiro constante em relação ao tema do saneamento básico. Ela ainda exaltou a formalização do termo de cooperação com as cidades mineiras. “São com certeza o alicerce para a destinação dos resíduos sólidos no nosso estado. Esse desafio só será superado com a união dos municípios e com o aporte de investimento privado para que não haja mais lixões em um curto espaço de tempo”, afirmou Marília. Ponte Nova já tem plano resíduos sólidos e terreno Já tramita na Câmara Municipal de Ponte Nova projeto do Poder executivo que solicita autorização do Legislativo ponte-novense para assinatura de convênio com o Cimvalpi para implantar de uma usina de produção de energia a partir da gaseificação do lixo em decomposição. O projeto inclui o transporte do lixo de várias cidades do entorno de Ponte Nova, entre elas Oratórios, Amparo do Serra, Piedade de Ponte Nova, Santa Cruz do Escalvado e Barra Longa. O espaço para a implantação do projeto ainda não está definido, mas a tendência é utilizar o terreno já adquirido pelo município de Ponte Nova na Fazenda Cachoeira, que fica a 05 (cinco) quilômetros do Bairro Rasa, na estrada de Barra Longa. Este terreno, com quase 10 hectares, custou R$ 100 mil, sendo que R$ 85 mil saíram do Fundo Municipal de Meio Ambiente, após aprovação do Codema, em 2010. A primeira usina deste tipo está entrando em operação na cidade mineira de Boa Esperança com investimentos superiores a R$ 32 milhões. O projeto deverá gerar 1MW, o que corresponde a 25% de toda energia utilizada no município que tem cerca de 45 mil habitantes. A diferença é que em Boa Esperança será usado somente o lixo produzido na cidade, cerca de 40 toneladas diárias. Terreno foi programado para ser um aterro sanitário moderno, mas 11 anos depois pode servir para implantação de uma usina termoquímica

10/05/2021– 12:00

De forma online e gratuita, o Instituto Abrapala-vra está promovendo em Santa Cruz do Escalvado o projeto “Contos de Lá nos Cantos de Cá” desde o dia 21 de abril, quarta-feira passada, com apresentações artísticas, bate-papo e cursos de formação para os atingidos pela Barragem de Fundão (Caso Samarco). O projeto foi aprovado através do edital Doce e conta com apoio da Fundação Renova. Todas as atividades contam com emissão de certificado. No dia 21 de abril, às 19h30min foi transmitido através do Youtube (Instituto Cultural Abrapalavra) e pelo Facebook (Aline Cântia), o evento “Uma prosa sobre Educação e Cultura Popular”, com participação da contadora de histórias e pesquisadora Aline Cântia e do contador Sebastião Farinhada. Amanhã, 24 de abril, às 19h30min, Aline Cântia e os músicos Chico do Céu e Sebastião Farinhada apresentam “Histórias, cantigas e prosa boa”, também através do Youtube (Instituto Cultural Abrapalavra) e Facebook (Aline Cântia). Será uma noite de narração de histórias, música brasileira e conversas sobre a tradição oral do nosso povo. Para estas duas primeiras atividades, o público poderá deixar o e-mail para receber o certificado de participação. Em 28 de abril, às 19h, haverá o workshop de elaboração de projetos culturais e sociais com instrução de Fernando Chagas, Aline Cântia e Tatiane Soares. As inscrições são realizadas pelo link https:// bityli.com/projetosculturais e os participantes inscritos ganharão certificado. As atividades continuam em maio, com rodas de conversa sobre produção cultural, divulgação de podcasts, oficina de narração de histórias, entre outros.

26/04/2021– 17:51

Leonardo Fernandes Rodrigues Caetano é graduado em Administração pela Universidade Veiga de Almeida e pós-graduado em meio ambiente pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro-Coppe). Leo Massangano, como gosta de ser chamado, mora na sede da antiga Fazenda Massangano, onde dedica seu tempo na recuperação de nascente, após apoio da Fundação Renova que cedeu 250 mourões de eucalipto imunizado, grampos de cerca e arames farpado e liso. Segundo Leo Massangano, a recuperação da área começou ainda em 2011 com apoio do Codema e da secretaria municipal de Meio Ambiente (Semam), que cedeu mudas para a recuperação de área degradada, com a cessão de mudas de árvores nativas. “A área que era uma voçoroca (grandes buracos) está recuperada e agora estamos cerando o polígono da parceria para proteger definitivamente as nascentes”, disse entusiasmado Leo Massangano, neto de Dimas Massangano. O serviço está sendo alcançado com apoio de um homem de 80 anos (Sebastião) e Juba, dono do burro Curió, que transportou os mourões até ao local do cercamento. A Fazenda Massangano fica após o Povoado Massangano, área rural de Ponte Nova, à direita da BR 120, a 09 quilômetros do Gavetão. Leo Massangano é servidor público lotado na coordenação de Meio Ambiente da Prefeitura Universitária da UFRJ. Tem formação técnica de nível médio em Edificações pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET) de Ouro Preto. Leo Massangano trabalhou na Prefeitura de Ponte Nova, antes de ir para o Rio de Janeiro. Atualmente ele está cedido ao campus de Ponte Nova do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG).

26/04/2021– 17:44

Associação dos Comerciantes de Carnes alega pendências, mas Prefeitura contesta Dia 24 de outubro de 2020, às 11 h, o Líder Notícias e o Canal Reis, empresas do Grupo Líder de Comunicação, entrevistaram o prefeito Wagner Mol Guimarães, que era candidato à reeleição. Era a última da série prevista para todos os candidatos. Coincidentemente, Wagner, que seria último por ordem alfabética, também ganhou no sorteio o direito de encerrar a programação que havia começado com no dia 13 de outubro, com o candidato do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Carlos Tiago. Entre as perguntas formuladas pela editoria do Líder Notícias, foi indagado ao chefe do Poder Executivo, qual era a situação das obras do Matadouro Municipal. Ele (Wagner) respondeu que as obras estavam prontas e que ele (o Matadouro Municipal) entraria em operação, “nos próximos dias, antes do fim ano”. Disse ainda que o contrato com a Associação dos Comerciantes de Carnes de Ponte Nova (ACCPN), presidida pela empresária do ramo de açougues, Mônica Cheloni, seria assinado (e foi) para que a operação ficasse sob sua responsabilidade. A história não teve fim em 2020 e ainda está longe de terminar. É o que garantiu Mônica Cheloni em contato que teve com a editoria do Líder Notícias no sábado passado, 17 de abril. “Houve um erro no licenciamento ambiental do poço artesiano, pois sua profundidade atestada pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) era maior do que a descrita no projeto. Tive que contratar técnicos para resolver os problemas. O maquinário para que o Matadouro Municipal entre em funcionamento já foi adquirido pela ACCPN, mas temos que aguardar”, disse apreensiva a presidente da entidade. Em 2002, com intermediação do promotor de Justiça, Sérgio de Castro Moreira dos Santos do Ministério Público de Minas Gerais, começaram as negociações e os debates para a construção da obra, que teve o local (Ribeirão) definido pelo Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente (Codema). O MP promoveu 02 (duas) audiências públicas com a comunidade do Ribeirão, zona rural de Ponte Nova, à direita do KM 1 do Anel Rodoviário, sentido Ponte Nova a Belo Horizonte. O Líder Notícias entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Ponte Nova que mandou a seguinte nota: “o escopo de responsabilidade da Prefeitura, que foi acordado com a Associação, está disponível para iniciar o funcionamento. Toda construção foi acompanhada por membros da ACCPN. O empreendimento encontra-se licenciado e com projeto pré-aprovado pelo SIM (Serviço de Inspeção municipal), condicionado a ajustes, que não foram feitos pois a Prefeitura está aguardando definição e momento da instalação dos equipamentos”. Mônica Cheloni e o prefeito Wagner Mol Guimarães com a licençaambiental do Matadouro Municipal, liberada em junho de 2019  

26/04/2021– 17:38

O presidente da Câmara, vereador Antônio Carlos Pracatá (MDB), deseja saber se há, no planejamento de atividades do Departamento Municipal de Água, Esgoto e Saneamento (DMAES), projeto para construção de rede de esgoto na localidade de Santa Helena. O vereador ressalta que na comunidade não existe captação de esgoto das residências e todos os resíduos são despejados nos fundos dos imóveis, com riscos ao meio ambiente e à saúde dos moradores.

18/04/2021– 22:57

Suellen Fisioterapeuta, vereadora do Partido Verde (PV) recebeu em 29 de março denúncias anônimas de possíveis danos ambientais provenientes das obras de implantação da Estação de Tratamento de Esgoto, a ETE-Ponte Nova, que está sendo construída em terreno desapropriado (2015) da Fazenda Gravatá (abaixo do Bairro Rasa). Diante da situação, ela foi ao local ver se a denúncia de crime ambiental praticado pela empresa construtora Perfil Engenharia Ltda, de Belo Horizonte, vencedora da licitação de quase R$ 22 milhões, era procedente. No local, foi constatada que a terra retirada de uma valeta onde serão colocados os tubos que levarão o esgoto até a ETE Ponte Nova, estava na margem direita do antigo leito ferroviário (já suprimido) e com possibilidade de ir parar no leito do Rio Piranga. Informações do filho da proprietária Beatriz Leite, Lauro, é de que as obras est]ao em desacordo com a licença ambiental emitida pela Superintendência Regional de Meio Ambiente, com sede em Ubá, ainda em 2018. Sem precisar data e como, sabe-se que uma ação judicial poderá pedir o embargo das obras. “Visitei o local mediante denúncia e vou solicitar por meio da Câmara Municipal as informações ao Executivo, inclusive solicitando apoio da Comissão de Meio Ambiente, de forma a averiguar as circunstâncias”, avaliou a vereadora do PV. A editoria do Líder Notícias enviou mensagem de áudio para o secretário municipal de Meio Ambiente, Bruno do Carmo, para que ele se manifestasse. A tentativa foi sem sucesso. Foi feito o mesmo pedido para a assessoria de comunicação da prefeitura, que também não retornou o pedido do Líder Notícias. Anteriormente, o secretário havia garantido que a obra segue regras do licenciamento ambiental da Supram/Ubá. O desmonte de terra na margem do Rio Piranga   HISTÓRICO DA ETE Em agosto de 2019, a Justiça bloqueou bens de responsáveis por vantagens indevidas a empresa contratada para serviços de implantação de ETE em Ponte Nova. A decisão atendeu pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e os valores da época eram R$ 333.612,23. Foram denunciados 02 (dois) ex-diretores do Departamento Municipal de Água, Esgoto e Saneamento (DMAES), Guilherme Resende Tavares e Rogério Pena Siqueira e da empresa contratada para serviços referentes à implantação de Estação de Tratamento de Esgoto e de seus responsáveis legais. Em Ação Civil Pública de improbidade administrativa a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Ponte Nova demonstra que os requeridos, no período compreendido entre junho de 2013 e abril de 2015 (governo Guto Malta), em virtude de relação pessoal e ajustes prévios, dispensaram processo licitatório de forma indevida, efetuando contratação direta com o intuito de proporcionar vantagem indevida à empresa contratada. Conforme a ação, além de atentar contra princípios da administração pública e causar prejuízo ao erário, ocorreram graves irregularidades na execução dos trabalhos mediante apresentação de documentos ideologicamente falsos que possuíam o propósito de favorecer determinadas pessoas. Ex-diretores do DMAES Rogério Siqueira e Guilherme Resende foram denunciados pelo MP

06/04/2021– 10:16

“Vê-se, portanto, que estamos longe da efetiva reparação dos danos e dos atingidos, sobretudo por conta do caminho inverso adotado por todas instituições que atuam na reparação dos danos que decorrem do desastre ambiental da Samarco”, a frase é do advogado Leonardo Pereira Rezende, ex-presidente da 91ª Subseção da OAB/MG (Viçosa) por 02 (dois mandatos) e mestre em Extensão Rural na UFV, com pesquisa em Licenciamento Ambiental de Hidrelétricas. Dr. Leonardo Pereira Rezende foi assessor da prefeitura de Ponte Nova entre 2007 e 2008 quando elaborou o texto final da lei que proíbe construções de hidrelétricas no Rio Piranga e da legislação que cria a Unidade Conservação linear nas duas margens do mesmo rio. Antes disso, sua luta é pela defesa dos ribeirinhos, ajuizando várias ações voluntárias pelo NACAB (Núcleo dos Atingidos por Barragens) promovendo a sustentabilidade ecossocial no Vale do Rio Piranga.

03/04/2021– 17:45

O juiz da 2ª Vara Cível de Ponte Nova, Bruno Henrique Tenório Taveira, condenou dois agricultores a pagarem R$ 3,6 mil de indenização por dano ao meio ambiente. Eles desmataram, sem autorização do órgão ambiental, uma parte de mata nativa localizada em área de proteção ambiental, para extrair 180 metros cúbicos de madeira para fazer carvão. A decisão, de 25 de março, é passível de recurso. Pelo relato da decisão, o Ministério Público (MP) relatou que, na propriedade onde ocorreu o desmatamento, existiam 04 (quatro) fornos de fabricação de carvão, evidenciando a atividade e o comércio ilegal. Os agricultores contestaram o pedido, argumentando que não procediam as alegações do Ministério Público. O juiz Bruno Henrique confirmou que os boletins de ocorrência da Polícia Militar do Meio Ambiente (PMMA) e os laudos periciais do Instituto Estadual de Florestas (IEF) registraram o dano ambiental causado pelos agricultores. O laudo, inclusive, indicou que, para a recuperação do terreno, seria necessário cercar a área afetada para evitar a entrada de animais domésticos e deixar que a região se regenerasse naturalmente. Em sua sentença, o magistrado lembrou que a área devastada se localizava no interior de uma propriedade rural. Argumentou ainda que a função dos agricultores era “assegurar o uso sustentável dos recursos naturais do imóvel, conservando e reabilitando os processos ecológicos e a biodiversidade”. Os agricultores também deverão recompor a área desmatada, apresentando, no prazo de 180 dias, projeto de reflorestamento aprovado pelo IEF.

02/04/2021– 10:31

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