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Educação

Na noite da última quinta-feira, 18 de dezembro, o Fórum Cultural de Ubá transformou-se em um espaço de celebração da palavra escrita, da memória e do afeto pelos livros ao sediar a primeira edição da Medalha Leitura Viva. A iniciativa, promovida pela Prefeitura de Ubá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e da Biblioteca Pública Municipal, nasce com o propósito sensível e necessário de reconhecer leitores e parceiros que mantêm viva a cultura da leitura no município. A cerimônia marcou um capítulo histórico na política cultural da cidade. Pela primeira vez, leitores da Biblioteca Municipal — frequentadores assíduos, apaixonados pelos livros e protagonistas silenciosos do cotidiano cultural — foram oficialmente homenageados. São pessoas que, com presença constante, empréstimos frequentes e curiosidade incansável, fortalecem diariamente esse espaço que é, ao mesmo tempo, abrigo do conhecimento, guardião da memória e exercício vivo da cidadania. Nesta edição inaugural, a Medalha Leitura Viva foi concedida em duas categorias. Na categoria Amigos da Biblioteca, receberam a homenagem Carolina Mendes e Erick Labanca Garcia, reconhecidos por sua atuação generosa como incentivadores, influenciadores e parceiros das ações desenvolvidas pela Biblioteca. Já na categoria Leitores da Biblioteca, foram agraciados Dominic Félix Pinto, Deivid de Almeida Coelho, Antônio Gomes, Pedro Miguel Pereira de Oliveira e Rozani Aparecida Soares Reginaldo — leitores exemplares, cujo compromisso contínuo com a leitura ao longo do ano reflete uma relação profunda e transformadora com os livros. Durante a solenidade, a secretária municipal de Cultura e Turismo, Alessandra Labanca, ressaltou o valor simbólico e afetivo da iniciativa, que integrou as comemorações pelos 87 anos da Biblioteca Municipal de Ubá, uma das instituições culturais mais tradicionais e queridas do município. Em sua fala, destacou que a Medalha representa um gesto sincero de gratidão aos leitores, “pois são eles que dão sentido à existência da biblioteca e a mantêm viva todos os dias”. O evento também reservou um momento especial de reconhecimento à bibliotecária Rose Flores, homenageada pelo amor à profissão, pela dedicação exemplar e pelo trabalho incansável. Sua atuação foi destacada como essencial para o acolhimento dos leitores e para a preservação da Biblioteca como um espaço democrático, acessível e inspirador, capaz de atravessar gerações sem perder sua relevância. Fonte: Jornal Ubaense

22/12/2025– 11:57

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) passará a oferecer, no primeiro semestre de 2026, cinco novos cursos de graduação, ampliando sua atuação estratégica nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). O Ministério da Educação (MEC) aprovou a inclusão dos cursos de Ciência de Dados e Engenharia de Robôs, no campus Viçosa, e de Ciências de Dados e Inteligência Artificial, no campus Rio Paranaíba, no edital do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026, com inscrições previstas para janeiro do próximo ano. Além desses três cursos recém-aprovados, a UFV já havia garantido a autorização para outros dois cursos que também integrarão o Sisu 2026: Matemática Aplicada e Computacional e Engenharia Ambiental e Sanitária, ambos no campus Florestal.Cada curso ofertará 40 vagas anuais. Os candidatos poderão concorrer utilizando a nota de qualquer uma das três últimas edições do Enem (2023, 2024 ou 2025), sendo considerada, para a classificação, a edição que resultar na melhor média ponderada, desde que o participante não tenha sido treineiro. De acordo com o reitor da UFV, Demetrius David da Silva, a criação dos novos cursos representa uma resposta estratégica da Universidade às demandas contemporâneas da sociedade e do mercado de trabalho. A iniciativa está alinhada ao Programa Universidades Inovadoras e Sustentáveis, do MEC, que busca ampliar a oferta de cursos em áreas estratégicas, especialmente aquelas voltadas à Inteligência Artificial e tecnologias emergentes. Os estudantes dos novos cursos terão acesso à infraestrutura completa da UFV e a um ensino público, gratuito e de excelência, com corpo docente formado majoritariamente por mestres e doutores em regime de dedicação exclusiva. Bacharelado em Ciência de Dados – Campus Viçosa O curso de Bacharelado em Ciência de Dados será ofertado pelos Departamentos de Estatística (DET) e de Informática (DPI), vinculados ao Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCE). Com 3 mil horas de carga horária e duração de quatro anos, o curso funcionará em turno integral e terá como coordenador o professor Eduardo Campana (DET). A formação é baseada em referenciais da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), da Association for Computing Machinery (ACM) e da American Statistical Association (ASA). O objetivo é formar profissionais capazes de coletar, analisar e interpretar grandes volumes de dados, utilizando técnicas estatísticas, computacionais e de inteligência artificial de forma ética e inovadora. O egresso poderá atuar em setores como tecnologia, indústria, finanças, agronegócio, saúde, educação e administração pública, exercendo funções como cientista de dados, analista de dados, engenheiro de dados ou engenheiro de aprendizado de máquina. A empregabilidade é fortalecida pela integração com o ecossistema de inovação da UFV, incluindo o CenTev e o tecnoPARQ. Bacharelado em Ciências de Dados e Inteligência Artificial – Campus Rio Paranaíba O curso de Ciências de Dados e Inteligência Artificial será ofertado pelo Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas (IEP), com participação de docentes do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (IHP). Com 3.140 horas de carga horária, duração de 4,5 anos e funcionamento em turno noturno, o curso será coordenado pelo professor Hernani Martins Júnior. A proposta prioriza a interdisciplinaridade, integrando Matemática, Estatística, Computação e Inteligência Artificial, com aplicações em áreas como saúde, engenharias, agronegócio, economia, logística e pesquisa científica. O foco central é o domínio de técnicas de IA e Aprendizado de Máquina, capacitando os estudantes a desenvolver sistemas inteligentes e soluções baseadas em dados. O curso também dialoga com as demandas produtivas do Cerrado mineiro, preparando profissionais para atuar em cadeias estratégicas da região e em setores como Internet das Coisas, veículos autônomos, comércio eletrônico, monitoramento climático e sistemas inteligentes. Bacharelado em Engenharia de Robôs – Campus Viçosa O curso de Engenharia de Robôs será ofertado pelo Departamento de Engenharia Elétrica (DEL), também vinculado ao CCE. Com 3.600 horas de carga horária, duração de cinco anos e funcionamento em turno integral, o curso terá como coordenador o professor Alexandre Brandão. A graduação tem como objetivo formar engenheiros com sólida base científica, tecnológica e humanística, capacitados para projetar, integrar e gerenciar sistemas robóticos, autônomos e colaborativos. A formação contempla áreas como Inteligência Artificial Aplicada, Modelagem e Controle de Robôs, além de Percepção e Navegação Robótica, preparando profissionais para atuar em setores industriais, tecnológicos e de pesquisa de ponta. Informações: UFV

18/12/2025– 11:36

Uma cerimônia realizada nesta terça-feira (9), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), marcou a celebração dos dois anos de criação da Rede Mineira de Formação de Professores da Educação Básica. A iniciativa reúne 19 instituições públicas de educação superior (IES) de Minas Gerais, todas integrantes do Fórum das Instituições Públicas de Ensino Superior de Minas Gerais (Foripes). O objetivo central da Rede é desenvolver políticas institucionais e interinstitucionais que valorizem os docentes e fortaleçam a dimensão pública da educação básica no estado. Presidida pelo reitor da UFV e presidente do Foripes, Demetrius David da Silva, e pela reitora da UFMG, Sandra Goulart Almeida, a solenidade contou com a presença do secretário de Estado de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares da Silva (à esquerda na foto abaixo, ao lado do reitor Demetrius). Durante sua fala, Rossieli destacou ações, avanços e desafios da educação mineira, ressaltando o destaque nacional do estado por abrigar o maior número de instituições públicas de ensino superior do país — entre universidades federais e estaduais. Para o secretário, essa capilaridade reforça a relevância da parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (SEE) e a Rede Mineira, que já reúne representantes de todas as IES públicas do estado. Como encaminhamento inicial, Rossieli propôs a criação de um Grupo de Trabalho (GT) envolvendo a SEE e as instituições do Foripes, com o objetivo de formular possíveis termos de cooperação. Entre os temas sugeridos para debate estão: formação de professores; ensino técnico em edital específico para as IES públicas; ações de formação complementar para estudantes da educação básica, realizadas nos espaços das instituições de ensino superior. O presidente do Foripes avaliou positivamente a proposta e destacou que a união de esforços com a Rede Estadual pode ajudar a enfrentar desafios que vêm impactando as IES, incluindo a diminuição da procura pelo ensino superior. Segundo ele, esse cenário tem se agravado com a queda no número de inscritos e participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — o Enem 2025 registrou cerca de 30% de abstenção nos dois dias de prova, de acordo com dados do Ministério da Educação (MEC). As atividades comemorativas seguiram durante a tarde, com encontros entre as equipes das IES que coordenam a Rede Mineira, dedicados à troca de experiências e ao fortalecimento de ações conjuntas. Fonte: UFV

11/12/2025– 11:20

O campus Rio Paranaíba (CRP) da Universidade Federal de Viçosa recebeu, na segunda-feira (8), representantes da Comissão de Acompanhamento e Monitoring das Escolas Médicas (Camem/MEC). A visita teve como objetivo conferir os campos de prática e alinhar os trâmites administrativos, pedagógicos e estruturais relacionados à implantação do curso de Medicina no CRP. Participaram da agenda o reitor Demetrius David da Silva, a vice-reitora Rejane Nascentes e o diretor-geral do CRP, Renato Ruas. Integrantes da comissão — Dione Maciel, Michelle Alves e Simone Appenzeller — conheceram de perto a estrutura regional destinada à formação dos futuros médicos. A comitiva visitou hospitais, policlínicas e Unidades Básicas de Saúde (UBS) em São Gotardo e Serra do Salitre, avaliando infraestrutura, fluxos de atendimento e capacidade formativa. De volta a Rio Paranaíba, os representantes do MEC foram recebidos pelo prefeito Alvimar Adriano Alves, pelo vice-prefeito Lucas Silva e por gestores envolvidos na construção do novo hospital municipal, considerado estratégico para a consolidação da rede regional de atenção à saúde. Michelle Alves, coordenadora da Camem/MEC, destacou que a interiorização das escolas médicas é prioridade do governo federal e afirmou ter encontrado no CRP “uma infraestrutura robusta para a formação médica e uma rede de saúde fortalecida”. Ela também ressaltou o alinhamento entre gestores e o comprometimento da UFV. O reitor Demetrius David da Silva reforçou a importância da visita, que avaliou in loco os campos de prática nas cidades de São Gotardo, Serra do Salitre, Rio Paranaíba e Carmo do Paranaíba. Segundo ele, a criação do curso representa “a concretização de um sonho antigo da instituição e da comunidade regional”. A previsão é que as aulas comecem em agosto de 2026. A UFV aguarda ainda para este ano a publicação da portaria do MEC liberando 13 códigos de vagas para início do processo de contratação de docentes. Já no início de 2026, devem ser liberados os códigos de vagas para técnicos administrativos, além de aproximadamente R$ 10 milhões destinados à equipagem dos laboratórios que atenderão os dois primeiros anos da formação médica. Encerrando a agenda, a comitiva se reuniu com gestores públicos e representantes dos campos de prática dos quatro municípios envolvidos. O encontro debateu aspectos técnicos, acadêmicos e logísticos necessários para o avanço da proposta, que passou por ajustes finais antes da submissão ao MEC. A equipe multicampi responsável pela implantação do curso é formada pela diretora de Ensino do CRP, Vânia Maria Moreira Valente; pelos professores do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (IBP), Karine Oliveira Gomes e Marcelo Ribeiro Pereira, que integram o núcleo docente estruturante; e pela professora do Departamento de Medicina e Enfermagem (DEM) do campus Viçosa, Débora Carvalho Ferreira. Fonte: UFV

10/12/2025– 15:09

Os robôs, que por muito tempo habitaram apenas o imaginário e a ficção científica, hoje fazem parte do cotidiano em áreas como o agronegócio, a indústria e a saúde. O avanço da automação — marcada por eficiência, precisão e segurança — tem impulsionado a pesquisa em instituições como a Universidade Federal de Viçosa (UFV), que recentemente aprovou a criação do curso de graduação em Engenharia de Robôs. É nesse contexto que o Departamento de Engenharia Elétrica (DEL) apresentou o primeiro robô quadrúpede totalmente desenvolvido em seus laboratórios, um marco inédito para a Universidade. O projeto é assinado pelo estudante de Engenharia Elétrica Bernardo Seabra, que o apresentou no Workshop on Robotics in Education. O trabalho também foi publicado pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), uma das principais instituições do mundo em tecnologia e engenharia. Desafio de engenharia: um robô quadrúpede do zero Criar um robô quadrúpede estável é um desafio reconhecido, mesmo com os avanços constantes da robótica. No caso da UFV, o robô foi concebido e construído integralmente na Universidade, sem uso de kits ou peças comerciais prontas. Bernardo relata que o desenvolvimento exigiu lidar com fatores reais como atrito, inércia e gravidade, fundamentais para garantir robustez e funcionamento preciso. “O desempenho do robô é um espelho perfeito do que foi modelado e validado no computador em tempo real”, destaca o estudante, celebrando os resultados obtidos após longas horas de testes e ajustes. Uma plataforma educacional aberta Além de inovador, o robô é uma plataforma educacional. O projeto foi pensado para ser aberto, acessível e replicável, permitindo que estudantes e pesquisadores utilizem o modelo para testar algoritmos de inteligência artificial, visão computacional, desvio de obstáculos e outras tecnologias emergentes. “É como uma tela em branco para novas soluções em robôs quadrúpedes”, explica Bernardo. Diferencial técnico e originalidade O orientador do projeto, professor Tarcísio Pizziolo, destaca a originalidade da criação. Embora existam robôs quadrúpedes no mercado, nenhum é semelhante ao desenvolvido no DEL. O projeto integra conhecimentos de engenharia elétrica, mecânica e de computação — refletindo a natureza multidisciplinar da robótica moderna. Entre os recursos técnicos, o robô possui: 12 graus de liberdade, possibilitando movimentos rotacionais e lineares; Coordenação de diferentes tipos de passada, como crawl e trot; Suavização de trajetórias com curvas de Bézier; Cinemática inversa completa; Avaliação de estabilidade por polígono de suporte. Essas características permitem deslocamento omnidirecional e adaptação a diversos tipos de terreno com eficiência energética e segurança — qualidades essenciais para atuação em áreas de risco, como inspeções em usinas nucleares ou regiões afetadas por desastres naturais. Experiência transformadora Para Bernardo, o trabalho representa o ápice da graduação. “Foi a experiência mais desafiadora e gratificante do curso”, afirma. “Foram muitas madrugadas testando códigos e enfrentando desafios que pareciam intransponíveis.” O ineditismo do projeto reforça o potencial da UFV e antecipa o horizonte de oportunidades abertas pelo novo curso de Engenharia de Robôs. “O quadrúpede demonstra exatamente as competências que queremos desenvolver na graduação”, conclui o professor Pizziolo. O projeto foi orientado pelos professores do DEL Tarcísio Pizziolo (à esquerda) e Alexandre Brandão, com a colaboração do engenheiro eletricista André Luís Carvalho Fonte: UFV

08/12/2025– 10:58

Nesta quarta-feira (3), dentro da programação dos seminários do Programa de Pós-graduação em Microbiologia Agrícola (PPG MBA), será lançado Colônia, um jogo de tabuleiro inovador desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV). A apresentação, aberta ao público, acontece às 16h30, no auditório do Bioagro. O jogo une estratégia, ciência e experiência sensorial, transformando conceitos complexos de microbiologia — como processos fermentativos — em uma aventura lúdica e acessível. Segundo os criadores, a proposta é tornar temas técnicos mais próximos do público por meio de uma dinâmica envolvente. Do protótipo ao jogo final O Colônia é resultado de mais de dois anos de trabalho, inicialmente concebido durante as aulas do professor José Guilherme Prado Martin, do Departamento de Microbiologia. Ele relata que a ideia surgiu ao perceber que muitos estudantes não conheciam alimentos fermentados comuns, como chucrute, kefir, kombucha ou pães de fermentação natural. O jogo foi desenvolvido pelo doutorando Jonas da Silva Teixeira, orientado por José Guilherme e coorientado pelos professores Paulo Prates (IFRO) e Alan Angeluci (ECA/USP). O projeto recebeu apoio da Fapemig, por meio do Edital 05/2022 – Apoio a Ações de Divulgação da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, permitindo que o protótipo da tese fosse transformado no jogo que agora será apresentado. Personagens e degustação: ciência na prática No Colônia, os personagens representam bactérias e fungos amplamente utilizados na produção de alimentos e bebidas fermentadas. A proposta foi validada ao longo do doutorado de Jonas em diversas rodadas de jogo com estudantes das áreas de ciências agrárias, biológicas e da saúde. Um dos diferenciais mais celebrados pelos jogadores é a presença de fermentos reais na caixa do jogo, permitindo a produção de tempeh, natto, kombucha, pães e leites fermentados. Os alimentos preparados pelos participantes são usados na dinâmica do jogo, promovendo experiências sensoriais que ampliam o entendimento sobre os processos microbiológicos. Segundo José Guilherme, “a experimentação e a degustação são essenciais para engajar os jogadores e estimular novas descobertas de sabores e aromas, contribuindo inclusive para a promoção da saúde”. Distribuição gratuita Após o lançamento, o jogo será distribuído gratuitamente para instituições de ensino, como institutos federais e universidades, para utilização em atividades didáticas. Bares, restaurantes e influenciadores também serão contatados para colaborar na divulgação. A distribuição considerará critérios como região, potencial de alcance e oferta de cursos relacionados à microbiologia e biotecnologia. Como o produto foi financiado pela Fapemig, não será comercializado. Além do formato físico, o Colônia também está sendo apresentado por meio de um podcast. Outras informações podem ser encontradas no site do projeto e no Instagram do Laboratório de Microbiologia de Produtos Fermentados (Fermicro). Fonte: UFV

05/12/2025– 11:10

A Universidade Federal de Viçosa (UFV) certificou, na noite desta terça-feira (2), 14 unidades acadêmicas e administrativas com o Selo UFV + Sustentável, durante a cerimônia O legado verde UFV: da semente à árvore, realizada no auditório da Biblioteca Central. A iniciativa reconhece setores que se destacaram na adoção de práticas em prol da sustentabilidade, distribuídos nas categorias Semente, Muda e Árvore, de acordo com a pontuação obtida. Nesta primeira edição, os setores participantes desenvolveram 500 ações sustentáveis distribuídas em sete eixos temáticos, envolvendo mais de sete mil pessoas da comunidade acadêmica, entre professores, técnicos, estudantes e terceirizados. Para o diretor da Diretoria de Meio Ambiente (DAM), Ulisses Bifano Comini, o resultado demonstra que “sustentabilidade não se faz sozinho”, destacando a importância do engajamento da comunidade. Ulisses ressaltou que a formação profissional passa também pela vivência cotidiana da sustentabilidade e que a participação das unidades contribuiu para aproximar as equipes de seus próprios espaços de trabalho. “A sustentabilidade faz parte hoje da nossa instituição e das nossas rotinas”, afirmou. A participação no Selo UFV + Sustentável é totalmente voluntária. Cada unidade candidata deve instituir uma comissão interna, responsável por planejar e divulgar as ações. No primeiro ciclo, 84 membros compuseram essas comissões. Uma das representantes, Karin Ferraz, do Centro Tecnológico de Desenvolvimento Regional de Viçosa (CenTev) — certificado na categoria Árvore, com 48 ações — destacou o caráter colaborativo do selo. Em sua avaliação, o envolvimento espontâneo e não competitivo fortalece a integração entre setores com realidades distintas e valoriza iniciativas coletivas. “Isso mostra a força da UFV e o desejo de realmente construir um futuro mais sustentável”, disse. Reconhecimento institucionalA vice-reitora Rejane Nascentes elogiou o trabalho das comissões e o engajamento da comunidade universitária, que, segundo ela, demonstra o sentimento de pertencimento à instituição. Ela também destacou que o Selo UFV + Sustentável está concorrendo a um prêmio da Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior), cujo resultado será divulgado no dia 12. Para Rejane, o projeto é grandioso por integrar ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica, contribuindo para preparar a universidade para os desafios ambientais contemporâneos. Também compôs a mesa oficial o pró-reitor de Administração, Leonardo de Assis Vidigal, ao qual a DAM é vinculada. Durante a cerimônia, a engenheira civil Patrícia das Graças Luís de Queiroz, responsável pela área de sustentabilidade da DAM, apresentou a metodologia do Selo UFV + Sustentável, criado a partir do objetivo institucional nº 15 do PDI 2020–2023, que prevê a institucionalização de práticas de desenvolvimento sustentável. Ela destacou a cultura institucional favorável e a ampla participação como pontos fortes do primeiro ciclo. Mais do que uma premiação, o selo representa o compromisso coletivo da Universidade com a melhoria contínua dos espaços, rotinas e serviços. Unidades certificadas Categoria Semente• Departamento de Letras• Departamento de Solos• Instituto de Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável Categoria Muda• Departamento de Comunicação Social• Departamento de Economia Rural• Departamento de Medicina e Enfermagem Categoria Árvore• CenTev• CAp-Coluni• Departamento de Administração e Contabilidade• Departamento de Economia• Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica• Departamento de Química• Laboratório de Embalagem• Pró-reitoria de Planejamento e Orçamento (diretorias vinculadas) O Selo UFV + Sustentável avalia ações implementadas em sete eixos temáticos: Gestão e Administrativo Água e Esgoto Qualidade de Vida Energia Elétrica Materiais de Compras e Consumo Resíduos Acessibilidade As unidades são classificadas conforme o nível de engajamento e impacto das ações, nas categorias Semente, Muda e Árvore. Fonte: UFV

04/12/2025– 15:17

No dia 28 de novembro, foi realizado o 1º Congresso de Educação e Prática Médica do Vale do Piranga, uma iniciativa inédita para a região. Organizado pela Associação Acadêmica Atlética de Medicina Raphael Valente, em parceria com a Faculdade Dinâmica e a Faculdade Suprema, o encontro reuniu estudantes, profissionais e docentes para debater temas relevantes da medicina contemporânea. Ao longo do dia, foram promovidas cinco mesas-redondas, cada uma composta por uma média de quatro médicos convidados. Os debates abordaram assuntos essenciais à prática clínica atual: Mesa 01 — Medicina em Transformação: um balanço dos 10 anos de formação médica na região e os desafios para integrar ciência, ética, tecnologia e humanização. Mesa 02 — Atualização Médica: novas diretrizes de Hipertensão Arterial e Dislipidemia, com ênfase no cuidado multidisciplinar centrado no paciente. Mesa 03 — O paciente além dos exames: a importância da escuta clínica e das boas práticas de rastreamento do câncer de mama para reduzir morbimortalidade. Mesa 04 — Infecção por HIV & AIDS: atualidades e perspectivas no enfrentamento da doença. Mesa 05 — Formação Médica e Prática Cirúrgica: da sala de aula ao centro cirúrgico, discutindo a construção da identidade de um médico íntegro, humano e competente.   O congresso também reservou espaço para dois momentos especiais. O primeiro foi a homenagem ao coordenador do curso de Medicina, Rodrigo Siqueira-Batista, que recebeu a Placa Javali de Ouro em reconhecimento à sua dedicação e contribuição para a formação médica na região. O segundo foi a homenagem póstuma ao estudante Raphael Valente, cuja trajetória marcou profundamente a Atlética e permanece como inspiração para toda a comunidade acadêmica. Encerrando sua primeira edição, o evento reafirmou o compromisso das instituições envolvidas com a excelência no ensino e na prática médica, fortalecendo o diálogo entre estudantes, docentes e profissionais da saúde no Vale do Piranga.  

03/12/2025– 15:03

O campus Viçosa da Universidade Federal de Viçosa (UFV) recebeu, nesta segunda-feira (1º), 27 estudantes vindos de Timor-Leste, país do Sudeste Asiático. Eles chegaram acompanhados de representantes do governo timorense e do Fundo de Desenvolvimento do Capital Humano (FDCH), responsável por propor e assinar um acordo de cooperação com a UFV para a formação profissional de cidadãos em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país. Dos estudantes recepcionados, 24 iniciarão cursos de graduação e três ingressarão na pós-graduação, sendo a maioria nas áreas de Ciências Agrárias e Ciências Exatas e Tecnológicas. Antes do início do próximo ano letivo, todos participarão de atividades de imersão em Língua Portuguesa para estrangeiros e cultura brasileira. Segundo o diretor de Relações Internacionais da UFV, Vladimir Di Iorio, e a professora Idalena Chaves, que coordenará os treinamentos, o intensivo é essencial para aproximar os estudantes do português utilizado no Brasil — especialmente na oralidade e na escrita — já que, em Timor-Leste, o idioma se assemelha mais ao português europeu. A recepção contou com a presença de representantes das pró-reitorias de Assuntos Comunitários; Ensino; Pesquisa e Pós-Graduação; e Extensão e Cultura, além de coordenadores de centros de ciências e programas de graduação e pós-graduação envolvidos. Todos foram apresentados por Vladimir Di Iorio e deram boas-vindas aos estudantes, oferecendo orientações e colocando-se à disposição para apoiá-los durante a estadia. A vice-reitora da UFV, Rejane Nascentes, e a pró-reitora de Ensino, Cristiane Baquim, destacaram a qualidade da formação oferecida pela instituição e ressaltaram que a presença dos estudantes estrangeiros também enriquece a comunidade acadêmica. “A troca de conhecimentos beneficia a todos”, afirmaram. Representando o FDCH, Tomas Nunes, assessor jurídico, e Anastácia do Espírito Santo, coordenadora de Administração e Finanças, celebraram a parceria e agradeceram à UFV pela acolhida. Eles destacaram que Timor-Leste, que conquistou sua independência em 2002 após anos de conflito, investe fortemente na qualificação de seus cidadãos como estratégia de desenvolvimento nacional. O FDCH financia bolsas de estudo no exterior justamente para ampliar o capital humano do país. “Agradecemos por darem este apoio ao nosso país”, afirmou Tomas. Entre os estudantes, Grece Joelda Orlando da Costa, de 20 anos, que cursará Engenharia Agrícola e Ambiental, contou que escolheu a área para contribuir com o desenvolvimento de seu país no futuro. Sobre viver no Brasil e em Viçosa, foi enfática: “Não tenho dúvida de que será bom. A adaptação será fácil: as pessoas daqui são amigáveis e gostam de ajudar.” Anastácia destacou ainda que, apesar da distância, todos se sentiram “em casa” desde a chegada ao Brasil e se impressionaram com a beleza e a estrutura da UFV. Também acompanharam a comitiva os técnicos da Unidade de Bolsas de Estudos do FDCH, Ezequiel Moniz e Lorena Sarmento. Fonte: UFV

03/12/2025– 12:05

Dois projetos de lei aprovados na reunião plenária da última quinta-feira (27) promoverão mudanças na educação municipal de Ponte Nova. As votações contaram com a presença de profissionais da educação, servidores, familiares de estudantes com deficiência e demais interessados. As duas propostas, de autoria do Executivo, aguardam sanção do prefeito. Política Municipal de Educação Inclusiva O Projeto de Lei Complementar nº 4.148/2025 institui a Política Municipal de Educação Inclusiva. A matéria foi aprovada por nove votos a três, após receber modificações sugeridas pela Comissão de Finanças, Legislação e Justiça (CFLJ). Também passou pelas comissões de Serviços Públicos Municipais (CSPM), Orçamento e Tomada de Contas (COTC) e Cidadania e Direitos Humanos (CCDH). Principais mudanças Criação do Núcleo de Apoio à Inclusão (Napi), que substituirá o Caedes. Ampliação do quadro de psicólogos da Semed: de 6 para 11 profissionais. Redefinição da função de apoio, que passa a ser exercida por profissional de apoio, e não mais professor de apoio. Concessão de adicional de 5% aos professores regentes que tiverem aluno com deficiência em sala. Previsão de participação da família no processo de designação dos profissionais de apoio. Manifestações dos vereadores Contrários: Emerson Carvalho (PP) criticou a falta de diálogo: “Foram ouvidas? Sim. Mas o que falaram não teve ouvidos da Prefeitura”. Guilherme Belmiro (PT) afirmou que o projeto contém avanços, mas também retrocessos. Gustavo de Fizica (MDB) disse não se render a “barganhas” e votou contra. Favoráveis: Marcinho de Belim (PDT) defendeu que o projeto traz avanços concretos, citando a ampliação de psicólogos e o adicional aos professores regentes. Mudanças no ensino de Língua Inglesa O Projeto Substitutivo nº 4.151/2025 altera a carga horária de Inglês nas séries iniciais. O texto: remove a disciplina do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental; aumenta para duas aulas semanais no 3º, 4º e 5º anos. A justificativa do Executivo é de que o ensino de Inglês nos dois primeiros anos poderia comprometer a efetividade do processo de alfabetização. A matéria foi analisada pela CFLJ e pela CSPM. Posicionamentos dos vereadores Contrários: Emerson Carvalho (PP) disse que o projeto “não acrescenta em nada”. Guilherme Belmiro (PT) afirmou que a mudança não trará avanços significativos. Gustavo de Fizica (MDB) declarou que não votaria contra seus princípios e que o projeto deveria ter sido melhor construído. Wagner Gomides (PV) ressaltou que retirar o Inglês não resolverá o problema da alfabetização. Favorável: Marcinho de Belim (PDT) disse confiar nos dados apresentados pela Semed indicando prejuízo à alfabetização e, por isso, votou a favor. Presidência destaca papel democrático da Câmara O presidente da Câmara, Wellington Neim (PP), afirmou que o Legislativo cumpriu sua função ao promover debates amplos antes das votações. “A instituição Câmara fez o papel dela de ouvir, de debater, de colocar pontos. Promovemos encontros, audiência pública e diálogo com todos os envolvidos”, afirmou.

03/12/2025– 10:15

A cidade de Ipatinga acaba de alcançar um marco histórico para a educação do Vale do Aço. O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quarta-feira (26), as portarias que oficializam o credenciamento de dez novos campi de universidades federais no país — entre eles, o novo campus da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) no município. As atividades acadêmicas terão início no primeiro semestre de 2026, em um espaço provisório definido pela instituição: o polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB), anexo à Escola Municipal Padre Cícero de Castro, no bairro Bom Retiro. O local será utilizado até a conclusão da sede definitiva, que funcionará no prédio da Suplan, no bairro Cidade Nobre, cedido pela Prefeitura de Ipatinga. A implantação do campus faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), iniciativa federal que reforça a expansão e a interiorização da educação superior pública e gratuita, especialmente em regiões antes desassistidas. A secretária municipal de Assuntos Institucionais, Patrícia Avelar, destacou o empenho do município durante todo o processo.“Ipatinga se preparou e lutou por essa conquista. Trabalhamos junto à própria universidade para mostrar a força e a vocação da nossa cidade para receber uma instituição desse porte. Hoje celebramos o resultado de um esforço coletivo que coloca Ipatinga em um novo patamar educacional.” Segundo a Prefeitura, a expectativa é oferecer até seis cursos no campus. Para 2026, o primeiro curso já aprovado pelo MEC é o de Pedagogia. A previsão é ampliar a oferta para Direito, Medicina, Psicologia, Enfermagem e Fonoaudiologia, fortalecendo a formação profissional e ampliando oportunidades para toda a região. As vagas serão disponibilizadas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O reitor da UFOP, Luciano Campos, celebrou o avanço e reforçou o compromisso da universidade com a qualidade.“A UFOP chega a Ipatinga com a missão de oferecer formação de excelência, pesquisa e impacto social. Acreditamos no potencial da cidade e da região, e estamos muito motivados para iniciar essa nova etapa ao lado da Prefeitura e da comunidade local.” Com a autorização do MEC, Ipatinga avança de forma decisiva no fortalecimento das políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à educação superior de qualidade, promovendo desenvolvimento social, econômico e científico em todo o Vale do Aço. Fonte: Prefeitura de Ipatinga

28/11/2025– 10:38

O professor Francisco Murilo Zerbini Júnior, do Departamento de Fitopatologia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), figura entre os 17 cientistas brasileiros mais citados no mundo, segundo a plataforma Clarivate, empresa norte-americana especializada em análises de produção acadêmica e científica. A lista — referente ao período de 2014 a 2024 — foi divulgada neste mês e reúne pesquisadores de destaque em áreas como agronomia, biologia, ciência da computação, engenharia, física, medicina, matemática e psicologia. A Clarivate explica que o ranking é elaborado exclusivamente com base em citações bibliográficas, considerando apenas artigos que atendem às diretrizes dos Indicadores Essenciais Científicos (ESI), publicados em periódicos indexados na Web of Science e com impacto bibliométrico relevante. Pesquisas com vírus que afetam plantas Desde o início de sua trajetória na UFV, Zerbini — que também atua como assessor especial da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação — dedica-se ao estudo dos geminivírus, um grupo de vírus que infecta plantas de grande importância econômica. O professor relembra que, à época, a introdução de uma nova espécie de inseto vetor no Brasil favoreceu o surgimento desses vírus em vários estados. “Nossos trabalhos iniciais, em colaboração com grupos de Brasília e São Paulo, caracterizaram esses vírus e mostraram que eram todos ‘nativos’, nunca antes relatados. Isso me levou ao campo da taxonomia, pois esses novos vírus precisavam ser classificados como novas espécies”, afirma. Em 2002, Zerbini passou a integrar o Grupo de Estudo de Geminivírus do Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV). Em 2016, ingressou no comitê executivo da entidade, da qual é presidente desde 2020. Segundo ele, embora os estudos sobre geminivírus sempre tenham tido boa repercussão, foram as publicações na área de taxonomia, especialmente após 2016, que o impulsionaram à lista dos mais citados. “Os trabalhos com geminivírus repercutem quase exclusivamente entre virologistas que estudam vírus de plantas, que são poucos. Já os estudos sobre classificação e nomenclatura de vírus em geral — que abrangem organismos que infectam plantas, animais, fungos e bactérias — têm um impacto muito maior”, explica. Sobre o mérito dos rankings Presente no ranking da Clarivate na área de Microbiologia desde 2021, o professor destaca que muitos pesquisadores produzem trabalhos excelentes, mas em campos muito específicos, o que naturalmente gera menos citações. “Trabalhos mais aplicados tendem a ser menos citados do que pesquisas básicas, como as de taxonomia. Minha maior satisfação de estar nesta lista é divulgar o nome da UFV, uma universidade ainda pouco conhecida fora das ciências agrárias”, afirma. Apesar disso, Zerbini lamenta o baixo número de pesquisadores brasileiros no levantamento. “O ranking completo tem 7.131 pessoas. A Coreia do Sul tem 76 pesquisadores, e a Bélgica, com apenas 11 milhões de habitantes, tem 81. Sabemos que a ciência é altamente segregada e que existe um citation bias — se um grupo brasileiro e outro belga ou coreano publicam artigos equivalentes, o brasileiro tende a receber menos citações. Mas só isso não explica a discrepância”, analisa. Para ele, as dificuldades estruturais da ciência no Brasil e na América Latina tornam ainda mais desafiadora a produção de pesquisas reconhecidas internacionalmente. “Diante de tantos obstáculos, é até surpreendente que tenhamos 17 brasileiros nessa lista”, conclui. Informações: UFV

28/11/2025– 10:25

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