“Até mesmo relacionamentos ruins podem deixar um certo “buraco” emocional. Talvez o ser humano tenha sido feito para viver com outras pessoas. Mesmo relacionamentos ruins podem oferecer uma certa parceria e a possibilidade de contar com a outra pessoa em alguns momentos”.
Lendo assim, você já percebeu que estas palavras não são minhas. Certamente são de uma psicóloga. Poderiam ter sido escritas pela psicóloga e dermatologista Deborah Torres ou por outra recente colunista do Líder Notícias, Vivyane Totino Motta. “O sofrimento mais intenso pode acontecer quando não esperamos e não desejamos o rompimento, pois amamos esta pessoa e não conseguimos nos imaginar longe dela”, diriam as psicólogas.
Na semana que passou, o Líder Notícias deu destaque às mulheres. As que assumiram o poder na atual administração em número recorde: 08! Sim, são 08 (oito) e não 07 (sete). Na matéria jornalística da página 3 da edição nº 418, a editoria afirmava este número, mas com o nome de Elaine Pasqualon como Diretora adjunta do DMAES. Mas, a mulher que assumiu esta pasta é Danielle Augusta Alvarenga dos Santos, servidora concursada, com um perfil técnico alto: engenheira de alimentos (UFV) com especialização (pós-graduação) nos Estados Unidos, em vinícolas.
Por outro lado, na página 12 da mesma edição 418, a editoria teve o desprazer de anunciar o assassinato de 08 (oito) mulheres na virada de 24 para 25 de dezembro, ou mesmo depois do almoço do Natal, como ocorreu em Ervália. Naquela data, o possesso Romário matou sua esposa Amanda na frente de suas 03 (três) filhas menores de 01 (um), 02 (dois) e 03 (anos). O cara, desequilibrado, chamou a PM para dizer que matou a mulher, porque ela teria pegado a faca. Ele foi desmentido por uma das crianças.
Apesar de ocorrerem em circunstâncias diversas, a partir de sua classificação como Feminicídio, todas as mortes se explicam pelo fato de que as vítimas são mulheres, enfatizando a persistência de um modelo patriarcal de dominação nas sociedades contemporâneas. Problematiza-se o emprego dessa categoria homogeneizante (homem) em contraponto com as discussões sobre as especificidades de gênero e sua interseccionalidade com outros marcadores sociais.
O mais absurdo é a sistematização das mortes sempre com a desculpa de que o matador agiu porque “não aceitava o fim do relacionamento”. A imprensa divulga assim (mea culpa está formada), mas na verdade, o assassino mata porque é covarde e quer demonstrar seu poder de macho frente a uma indefesa mulher.
Em toda a minha vida de jornalista, não me lembro de ter publicado uma reportagem em que uma mulher tenha matado seu marido, amante ou companheira porque “não aceitava o fim do relacionamento”. Aliás, não gostaria de publicar nem um crime nem outro!
(*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977
Olá!
Passado o Natal, é hora de trocar os produtos que ganhou. Seguem mais sugestões para que você possa fazer tudo na mais absoluta normalidade, no novo normal.
1º) Não comprou o presente? Agora as ofertas aparecem logo após o Ano Novo e costumam ser bem generosas. Certamente você fará uma boa compra.
2º) Vai trocar o que ganhou? Vá à loja e se o fornecedor lhe exigir, apresente o cupom fiscal do mesmo. É constrangedor saber o preço do que se ganha, mas para esses casos não tem jeito.
3º) A oferta feita pelo fornecedor, veiculada por qualquer meio, obriga-o junto ao consumidor que queira adquirir, seja produto ou serviço. Se por telefone ou por via postal, tem que constar o nome de quem a fez e o endereço do fabricante em todos os documentos e impressos utilizados na transação. Se a oferta for negada pelo fornecedor, cabe: a) cumprimento forçado da oferta; b) indenização por perdas e danos e valor e restituição do valor pago; ou c) aceitar outro produto igual ou equivalente.
4º) Cuidado com a “venda casada”, que ocorre quando o fornecedor de produtos ou serviços condiciona o fornecimento de um item mediante a adesão de outro. Pratica proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
5º) O recesso forense está quase acabando. Teve problemas? Faça boletim de ocorrência, vá aos órgãos de defesa do consumidor e aguarde o findar do recesso para contratar um advogado e ir ao Poder Judiciário.
6º) Se você fez o planejamento correto, é hora de guardar um pouco do seu 13º (décimo terceiro) e preparar-se para as despesas de Janeiro. IPVA, material e matrículas escolares ...!
Desejamos a todos um Próspero 2021. Que você reflita e preocupe-se mais em ajudar o próximo. E usando máscaras. Previna-se! O bem sempre vence! Forte abraço!
A pandemia não vai alterar o calendário de 365 dias. Mas o ano está longe de acabar. Para frente levaremos um passivo de irresponsabilidades que começaram com o Carnaval propagando a COVID-19. Os interesses financeiros sobrepuseram-se a importância da vida. E gradativamente fomos sendo robotizados. Ficar em casa, álcool 70°C, CPF, fechamento do comércio, serviços, igrejas etc. O desemprego atingiu 14 milhões de trabalhadores. Milhares de empresas fecharam portas nesse cenário cambaleante. Perdas são irreparáveis e os que sobrevivem são heróis desprotegidos. Geradores de empregos e tributos, estão a mercê da própria sorte e pouco notados pelo Governo.
Abonos emergenciais foram concedidos em ato de misericórdia. Erros cometidos no processo foram muitos e pouco se usou experiências bem-sucedidas no mundo. A politização da saúde tem na esperada vacina o epicentro de conflitos. Divisar poder no horizonte a custo de vidas parece não sensibilizar os homens do poder. A ciência envolta pela pressão do tempo queima etapas e acelera o processo de produção dos imunizantes. Laboratórios até então desconhecidos, como a Moderna (USA), viu seu valor de mercado atingir a estratosfera. Os conceituados Pfizer/Biontech (USAGER) e a Oxford/AstraZeneca (ANGLO-SUECO) também cresceram nas Bolsas de Valores.
E nos deparamos com os esforços do Governo de São Paulo em estabelecer alianças com Estados e Municípios para o uso da vacina chinesa “CoronaVac”, não aceita até hoje em países desenvolvidos. O Instituto Butantan adiou por 02 vezes a entrega dos resultados dos testes de eficácia da CoronaVac exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVI-SA). Prometeu fazê-lo em 07 de janeiro. O próprio Butantan já admite que a eficácia é de 50 a 90%. Um grande range se comparado com outros laboratórios. Poucos países correm atrás dela, entre eles o BR pelo Estado de São Paulo e por extensão Belo Horizonte e Ponte Nova.
Para quem já viveu em risco por um ano, por que não esperar mais um pouco por segurança? No início desta semana a Agência especializada em saúde da ONU, divulgou que a OMS – Organização Mundial da Saúde – marcou para fevereiro próximo a avaliação da vacina Oxford que testou eficaz 100% na imunização de pacientes em estado grave. Vista como uma das melhores opções para países menos desenvolvidos porque permite produção em massa, é mais barata e mais fácil de distribuir sem proteção -70 °C como a vacina da Pfizer. Esclarecimento necessário: a ANVISA aprovou para a Pfizer, Oxford e Sinovac, PROCESSO de produção e não a vacina. Torço para que os responsáveis ofereçam a população vacina que tenha processo e produto eficazes, diminuindo o risco de efeitos colaterais para os quais o Estado prometeu lavar as mãos.
O governo brasileiro negocia cerca de 350 milhões de doses. Nelas estão a vacina de Oxford, com produção no Brasil pela Fiocruz. Há encomenda de 100,4 milhões de doses até julho/2021 e produção nacional de mais 110 milhões até dezembro/2021. Da COVAX/OMS devem chegar 40,5 milhões de doses no 1º trimestre/2021.
A ansiedade precisa ser controlada. Vacinar é importante porque o esperado “efeito manada” não acontecerá em 2021. Sairemos dessa fortalecidos se as portas forem bem escolhidas. BOM ANO!
Alto lá que o andar é de barro. O título é apenas uma provocação. Quem conhece meu passado político e trajetória profissional, sabe que eu jamais ficaria do lado de uma pessoa que não respeita negros, mulheres e LGBTIs. Mas, neste caso, eu dou o braço a torcer. Bolsonaro falou grosso contra uma proposta nefasta e antidemocrática de vender terras brasileiras para estrangeiros. O projeto foi aprovado no Senado e segue para a Câmara dos Deputados. Se for aprovado, Bolsonaro disse que vai vetar.
“O Projeto de Lei 2963/2019, que avança no Senado, permite a venda de terras para estrangeiros. Eu já me decidi caso o PL (projeto de lei) seja aprovado no Congresso. E você, qual a sua opinião? ”, escreveu o presidente, em suas redes sociais, no fim da tarde de sexta-feira, dia 25 em pleno Dia de Natal.
“Qual país você acha que vai começar a comprar terra aqui se esse projeto for aprovado na câmara. Não podemos permitir que o Brasil seja comprado. Você não vê isso em muitos países aqui pelo mundo. Você vê no Brasil. É lamentável isso aí”, completou.
Ironicamente, a posição de Jair Bolsonaro o coloca ao lado dos senadores do PT e outros partidos da oposição, que foram contrários à aprovação da proposta na Casa A ONG Greenpeace Brasil, que já foi chamada de “lixo” pelo presidente, também se manifestou de maneira contrária. O projeto de lei em questão é de autoria do senador Irajá Abreu do PSD de Tocantins. A proposta entrou na pauta do Senado após uma grande articulação que envolveu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do DEM do Amapá, a liderança do governo no Senado e a bancada ruralista.
O projeto de lei aprovado pelo Senado prevê a dispensa de autorização para a compra ou posse de imóveis com áreas até quinze módulos fiscais, por estrangeiros. Estrangeiros poderão adquirir essas áreas rurais, desde que o total de propriedades pertencentes ou arrendadas não ultrapassem o limite de 25% da superfície dos municípios onde estão localizadas. As pessoas da mesma nacionalidade não poderão ser proprietárias de mais de 40% da área de cada município.
“Eu acho que a gente precisa também considerar é que nós não estamos falando de um projeto ingênuo. Nós estamos falando de um projeto que autoriza a venda de terras brasileiras a estrangeiros na proporção de 25% do território de cada município”, disse o líder do PT no Senado, Rogério Carvalho, que é de Sergipe. Agora, o leitor deve ter entendido o sentido do título deste artigo, o último do ano de 2020, completando exatos 200 artigos (08 repetidos) em pouco mais em quase 04 (quatro) neste espaço da página 2 do Líder Notícias. Comecei a escrever aqui em março de 2017. Espero poder reunir todos estes artigos em livro no ano de 2021.
(*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977
Olá.
Às vésperas do Natal e do ano novo, seguem mais sugestões para que você possa presentear pessoas queridas, e prevenindo-se de eventuais aborrecimentos:
1º) A pandemia do coronavírus não acabou. Nesse novo normal, o Natal também exige cautela de todos nós. Portanto, cuidado.
2º) Guarde o cupom ou a Nota Fiscal de tudo o que você comprar. Sem ela, o fornecedor pode se recusar a fazer a troca em caso de vícios. A data da nota é o marco dos prazos ditos na semana passada;
3º) Em tempos que a demanda aumenta, a empresa jamais vai prometer se o seu produto chegará a tempo do Natal. Portanto, se comprar pela internet ou telefone, arque com o risco do atraso;
4º) No período de 20 de dezembro a 06 de janeiro, a Justiça entra em recesso, ficando em plantão apenas para demandas urgentes. Muito embora a demanda do consumidor irritado e nervoso também seja urgente, há outras demandas mais urgentes. Portanto, cuidado e compreensão.
5º) Os órgãos públicos, por si ou por suas empresas, sejam concessionárias, permissionárias ou outras, têm que fornecer serviços adequados, seguros e contínuos. Assim, às empresas de telefonia e de transporte de passageiros e bagagens aplica-se o Código de Defesa do Consumidor.
6º) Vai viajar de ônibus? Planejamento evita transtornos. Em caso de desistência, você tem direito a receber o dinheiro de volta da passagem até antes de configurado o ato do embarque, bastando a sua simples declaração de vontade. A empresa pode devolver no ato, ou até em 30 (trinta) dias. Se esta quiser manter um bom relacionamento, devolverá na hora.
Desejamos a todos um Feliz Natal e um próspero 2021. Procure fazer mais o bem, como cuidar-se para não espalhar o Coronavirus. O bem sempre vence! Abraço!
Da quantidade infinda de Natais que adornaram minha vida, este inegavelmente traz a sensação de um vácuo atravessando o tempo. O isolamento a que fomos submetidos e a necessidade de cuidados permanentes com a higiene, isolamento e a saúde nos impõem limites. Estamos cansados dessas limitações. Perdemos a liberdade da escolha ampla. Poderemos ser submetidos a imposição da obrigatoriedade de ser vacinado. Se isso acontecer, ferirão a liberdade de escolha e o direito constitucional de decidirmos por nós. Na minha lista de desejos e ações para o bem comum, coloquei a palavra CAUTELA em letras maiúsculas.
Me vem à mente os Natais passados em família lá no Sul, e as lembranças de momentos felizes. De criança feliz. A minha casa foi uma escola de virtudes e generosidades. Foi nela que aprendi e dei os primeiros passos para a socialização. Aprendi em casa que a escola ensina e a família educa. Sou o menino da Rua Tiradentes, do Papai Noel de chocolate, das balas “Juquinha”, do refrigerante de laranja produzido lá pertinho de casa. Da “Missa do Galo” ou da escapada na Igreja Luterana onde distribuíam um generoso “saco de doces” para a criançada. As árvores do Natal eram cultivadas no quintal e enfeitadas solenemente pelos mais novos. Com os meninos da rua peregrinávamos pela vizinhança visitando cada árvore enfeitada e seus presépios. Visitas que rendiam guloseimas. Meu presente favorito era uma bola de futebol número 5. Mas o principal evento era a comemoração do nasci mento de Jesus Cristo.
O tempo passou e o mundo mudou. Os natais são moldados pela geração iphone e smartfone conectados incessantemente pela internet. Nem por isso deixa de ser Natal, e cada no seu tempo, o sente de forma diferente. As emoções são diferentes. A tradição do “blefe” do Papai vestido de Noel vem morrendo lentamente. Ao contrário de antigamente quando tínhamos o direito de escolher um presente, hoje os jovens escolhem o que e o quanto querem ganhar. Apresentam a lista e pedem o cartão de crédito. A luta permanente é impor limites.
Faremos um Natal de isolamento comemorando apenas com as pessoas com quem convivemos. Nada de reunir parentes e amigos. Mesmo saturado pelas limitações é o melhor que podemos fazer para conter a propagação do vírus. Com os parentes que moram distantes, faremos um encontro virtual. O amor não morre e os abraços ficarão guardados para... um dia... quem sabe?
Estou apreensivo com o crescimento do número de pessoas infectadas pela COVID-19 e a falta de leitos de UTI para o tratamento adequado. Apreensivo sim, desesperado não. A farta propaganda tenta nos induzir a vacinação em massa para ver no que vai dar. A politização da saúde deriva para os interesses pessoais que buscam prestígio. Não vamos virar uma massa de manobra. A vacina é confiável? OK, pode aplicar. Como dizia “Sir Winston Churchill: as causas perdidas são as únicas pelas quais a vale a pena lutar”. Que Deus abençoe e permita a todos um NATAL FELIZ.
O alastramento do coronavírus veio provar que “democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas outras”, já dizia Winston Churchil. Vejam vocês: a começar pelo presidente da República, Jair Messias (sic) Bolsonaro que resolveu publicar um decreto dizendo quais eram os serviços essenciais. Aí vem a pergunta: açougue é essencial? Existem 14% de vegetarianos no Brasil, confirma o IBOPE. Carne para estas pessoas não é essencial. O mais famoso vegetariano/vegano é Paul Mcartney. Em Ponte Nova, o mais famoso vegetariano era Hélcio Totino, que morreu com 84 anos e parou de comer carne, de qualquer animal, aos 70 anos!
Aí, os governadores e prefeitos resolveram enfrentar a pandemia com decretos. Determinaram apresentação de CPF, uso obrigatório de máscaras (olha a multa!) e outros bichos típicos de ditadura de República de Bananas!. Por que não submetem esta discussão às Câmaras Municipais ou às Assembleias Legislativas? Eles, somente eles, o presidente da República, os governadores e os prefeitos representam o Povo? Claro que não! Encastelados com seus assessores, muito deles verdadeiros Aspones, editam decretos a mancheias.
Chega a ser hilária a cantilena absurda destes eleitos com mania de ditadores. O prefeito de BH, Alexandre Kalil, de cima dos seus mais de 60% de votos, vive ditando regras para bares e restaurantes, determinando que não pode haver consumo de bebida alcoólica nestes estabelecimentos. Um juiz decidiu que podia vender. Outro cassou a liminar. E daí, qual dos 02 juízes está certo? Em São Paulo, o TJ concedeu liminar para autorizar bares e restaurantes a vender bebidas alcoólicas depois das 20h. O decreto que proibia era do “ditadorzinho João Doria”. No interior, os prefeitos aderiram ao arroubo verbal do “aqui quem manda sou eu”, que não passa de um arremedo da frase “L’Eìtat c’est moi” atribuída ao Rei Luiìs XIV, que governou a França entre 1638-1715, período de alta concentração de poder e que quer dizer textualmente “O Estado sou eu!”.
Os mandatários dizem que os donos de bares podem “vender bebida porta afora pode, mas não para beber no passeio”. Ora, o cara bebe onde ele quiser! Já é um absurdo proibir consumo no interior do estabelecimento, mas os prefeitos querem que o cara leve para casa. Ora, quem é que vai comprar uma cerveja no bar (se pode comprar mais barato em supermercado) para beber em casa? Se o cara vai comprar no bar porta afora é porque quer consumir por ali. Estamos voltando à lei seca!
No início da pandemia, vi outros absurdos que feriram até os Direitos Humanos. Este estado de coisas (coronavírus) fez com que rasgássemos a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Em várias cidades, os prefeitos suspenderam a gratuidade da locomoção dos idosos em ônibus, mas se o cara pagasse podia andar. Em Ponte Nova ocorreu o mesmo. Eu já escrevi sobre isso aqui neste mesmo espaço.
Isto fere o Estatuto do Idoso. Muitos idosos vivem sós (eu moro num quarto de hotel). Quando usava o transporte coletivo (prefiro andar a pé) pude ver de perto esta falta de respeito com os idosos: eles eram barrados com o documento, mas ao tirar o dinheiro o motorista aceitava transportálo. Entretanto, as medidas não conseguiram refrear a onda do coronavírus, que na verdade depende de cada um de nós.
(*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977
Olá!
Antes do Natal e mesmo com as restrições de locomoção em razão da pandemia sanitária do Covid19, o consumidor vai mais às compras para presentear parentes e amigos queridos. Previna-se de eventuais transtornos:
1º) Em compras por internet ou telefone, o prazo de arrependimento da compra é de 07 dias. O dinheiro tem que ser devolvido. Seja diligente.
2º) Embora o consumidor seja a parte vulnerável, infelizmente a malandragem faz parte da cultura do brasileiro. Só no caso de vício do produto, não sanável no prazo de 30 dias, o consumidor pode pleitear a troca por outro produto, ou solicitar a devolução do valor pago ou, também, solicitar o abatimento do preço, através de acordo das partes. Assim, o lojista está legalmente amparado quando delimita no ato da emissão do cupom fiscal o prazo máximo de troca de produtos, seja porque o consumidor não gostou ou não serviu. O bom senso é o melhor caminho.
3º) No caso de vícios do produto, o fabricante responde junto com o lojista, embora os tribunais tenham decidido pela responsabilidade apenas do fabricante.
4º) Estabelecimentos que usam cartão de crédito têm de conceder desconto a quem paga com dinheiro em espécie. Pode ser uma vantagem pra quem compra e para quem vende!
5º) Comprar em maior quantidade significa ter maior poder de barganha. Saiba negociar. Conversar não paga!
6º) Cuidado ao comprar. Em janeiro há muitas obrigações prévias, como impostos, anuidades de conselhos de classe, matrícula e material escolar. Portanto, não exagere!
7º) Não deixe as compras para a última hora. Evite filas e transtornos. Quem chega primeiro, bebe água limpa. Desejamos a todos um Feliz Natal e um próspero 2021. Previna-se e não dissemine o coronavírus. Um forte abraço!
Prestes a ser iniciado o período de vacinação no Brasil, as dúvidas sobre a confiabilidade da eficácia das mesmas preocupam pelo menos 52% da população. Os laboratórios donos das patentes impõe como condição para o fornecimento, declaração expressa do comprador que o isente de qualquer responsabilidade por efeitos colaterais. Ao anunciar a liberação de 250 bilhões de reais para compra de vacinas de quem tiver para vender, o Presidente Bolsonaro disse que ao ser vacinado o brasileiro firmará um termo de responsabilidade que isente o sistema de saúde de responsabilidades por efeitos negativos. Disse ainda, que a vacina não será obrigatória. É possível que essas falas acabem sendo reavaliadas pelo STF – Supremo Tribunal Federal.
A eficácia divulgada até o momento deixa margem para apreensões. Pesquisas e desenvolvimento de vacinas levam anos. Para enfrentar essa pandemia foram necessárias que algumas etapas desse processo fossem aceleradas. Para que isso fosse possível, obtiveram dos órgãos reguladores a “Autorização de Uso de Emergência”. Na prática, etapas de avaliação foram aceleradas ou queimadas. Em se tratando de saúde as pessoas querem segurança. Faço uma analogia com a decolagem de um avião. Se o Comandante anunciar que voaremos com segurança de 95%, alguém vai gritar “para tudo! Abra a porta que eu quero descer!”
Para enfrentar a COVID-19 as opções não são amplas. Quem tem boa saúde e idade não avançada, pode se sair bem dos eventuais efeitos colaterais da vacina. Quem possui comorbidade fica sujeito a ter que enfrentar efeitos indesejados que podem se associar no agravamento das doenças já existentes. Há também a possibilidade do efeito “manada”, onde os vacinados com os anticorpos adquiridos, contribuam para o extermínio do coronavírus. Ou continuar indefinidamente usando máscara e álcool gel.
Uma das vacinas candidatas mais promissora é a da PFIZER®/ BioNtech®(USAAlemanha). A 1ª dose começou a ser ministrada no último dia 14 nos Estados Unidos. A segunda e necessária dose deve ser aplicada no 21º dia pós primeira. Os efeitos são esperados a partir do 28º dia. Até lá, os cuidados com a higiene e outras medidas de prevenção devem continuar, como o uso da máscara. A eficiência obtida após a fase 3, teste em humanos, foi de 95%. Pessoas testadas: 43.661 voluntários entre Estados Unidos, Brasil, Argentina, Alemanha, Turquia e África do Sul.
Outra vacina com a qual o Brasil firmou interesse é a AstraZeneca/Oxford do Reino Unido. A eficácia obtida na fase 3 é de 70,4% com expectativa de atingir mais de 90% em breve. Foram testados 11.636 voluntários na Inglaterra e Brasil. Quando liberada, o convênio permitirá que a vacina seja produzida no Brasil pelo Instituto FIOCRUZ-RJ, com capacidade de produzir 15 milhões/doses/mês.
Movimento liderado por São Paulo traz a Coronavac da China. A 3ª fase dos testes está em andamento e 13 mil pessoas foram testadas no Brasil. China, Indonésia, Turquia, Bangladesh, Filipinas, Arábia Saudita e Chile integram o programa. A eficácia anunciada é de 97%. O que me deixa na dúvida é a falta de dados documentados que impedem a ANVISA de liberar a produção de 30 milhões/doses/mês pelo Butantã/SP.
A decisão é pessoal. Eu espero mais resultados para me oferecer à seringa. BOA SEMANA!
Lamentável, mas o Brasil ficou com imagem superexposta mundialmente de forma depreciativa quando a ONU (Organização das Nações Unidos) deixou a nossa nação de fora das discussões entre países que preparam a Cúpula do Clima. A negativa sinaliza que novas metas de Ricardo Salles para o Acordo de Paris ficaram abaixo das expectativas. Ambição anunciada esta semana indica que país poderá poluir 400 milhões de toneladas a mais do que o que estava previsto para até 2030.
Chefes de estado que apresentaram metas ambiciosas a para cumprirem o compromisso de zerar as emissões de carbono até a metade do século 21, previsto no Acordo de Paris foram convidados pela ONU e discursarem em um evento sobre mudanças climáticas no último dia 10 de dezembro. O Brasil ficou de fora. O evento em questão é o “Climate Ambition Summit”, uma reunião preparatória para a próxima Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima, marcada para o ano que vem.
Nas Américas, Uruguai Argentina, Colômbia, Peru, Belize, Cuba, Costa Rica, Equador, Jamaica, Guatemala, Honduras, Panamá e Canadá ganharam uma cadeira no palco virtual do evento. Os países da União Europeia e os grandes poluidores asiáticos, como a China, também estiveram entre os convidados do “Climate Ambition Summit”. Já entre os grandes poluidores mundiais que ficaram de fora apareceram, além do Brasil, México e os Estados Unidos.
As emissões de gases que agravam o chamado efeito estufa no Brasil diminuíram em 2017, mas essa queda não foi suficiente para tirar o país da lista dos mais poluentes do mundo. Segundo o Observatório Nacional, as emissões brasileiras caíram mais de 2% graças ao reforço da fiscalização no combate ao desmatamento da Amazônia. Ainda assim, o Brasil é o 7º sétimo país do mundo que mais contribui para o aquecimento global.
Transporte coletivo: uma boa para o meio ambiente
De acordo com o estudo, quem usa transporte público ajuda muito mais o clima do que imagina. Por exemplo: todos os ônibus do Brasil juntos emitem o equivalente a um terço dos gases de efeito estufa produzidos por todos os carros do país somados. Só que os ônibus transportam em média 08 (oito) vezes mais passageiros. Trens e metrô são ainda mais eficientes e amigos do clima.
“O Brasil tem o maior potencial de energia de biomassa, eólica, solar e hídrica do planeta. O que nós precisamos fazer é olhar para isso como uma oportunidade, reduzir as nossas emissões ao mesmo tempo que a gente participa desta nova economia que vai, cada vez mais, exigir que a gente tenha menos emissões” afirma Tasso Azevedo, coordenador do Observatório do Clima.
Em Ponte Nova, a condução dos estudos para melhorar o clima passa pelo reflorestamento que é feito com uma sistemática ainda pequena, dependendo de doação de mudas produzidas no viveiro do Passa-Cinco. Devemos avançar no controle da emissão de gases de efeito estufa. Quem sabe, promovendo o rodízio de placas de carros e motos, como se controla hoje na pandemia a entrada de pessoas nos estabelecimentos comerciais por CPF.
(*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977
Olá, tudo bom?
Na última semana assistimos, um tanto quanto apreensivos em rodas virtuais de conversa, a movimentação de alguns dos ministros da Corte Constitucional do País, o Supremo Tribunal Federal (STF), em aprovar uma possível reeleição dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em razão de julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6524/DF ajuizada pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em 05 de agosto de 2020.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal possuem a missão constitucional, o dever, de serem os guardiões da Constituição Federal.
No caso em questão, o artigo 57, parágrafo quarto da nossa Constituição Democrática prevê que “Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 02 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”. Ora, o texto da lei é muito claro. Vedada a recondução é o mesmo que proibido.
Mesmo assim houve divergências entre os ministros, quase manchando a imagem da Justiça e do seu papel muitas vezes de interpretar as leis e não de fazer leis. Por 6 x 5, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela não reeleição dos ocupantes dos cargos. Votaram a favor da recondução do atual presidente da Câmara dos Deputados os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski e a favor da recondução do presidente do Senado estes ministros e o ministro Nunes Marques. Votaram a favor da Constituição e do País os ministros Marco Aurélio, Carmen Lúcia, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Luiz Fux. Ainda bem.
Ora, além de, tempos em tempos, vir à tona a unificação de mandatos e o fim da reeleição, ainda que fosse possível a reeleição para os cargos em questão, o texto constitucional é muito claro de que é proibido. A decisão, um tanto quanto apertada, é a correta, a acertada. Em que pesem opiniões contrárias, interpretar tal texto constitucional de forma diferente seria literalmente rasgar a Constituição Federal.
Vamos seguindo vigilantes. Em julgamentos desta importância, os papéis de uma imprensa e de uma sociedade livres são de grande importância. Um abraço virtual e até a próxima!
Decisão de fechar alguns segmentos do comércio local devido ao agravamento dos casos de contaminação pela COVID-19 teve impacto negativo junto aos empresários. É sabido que Ponte Nova segue o Programa Minas Consciente para combate ao coronavirus e nesse contexto nossa cidade foi orientada para adotar medidas restritivas na mobilidade das pessoas. Deixou a Onda Amarela e ingressou na Vermelha. A alta taxa de ocupação dos leitos destinados ao tratamento dos pacientes infectados foi determinante na decisão. Preocupar-se com a saúde é deveras importante. Por outro lado, não se pode relegar a plano inferior a saúde financeira das empresas. As mais atingidas foram as Micro e Pequenas Empresas, que a bem da verdade, foram as menos assistidas nessa pandemia.
As ME são as maiores geradoras de empregos no país, respondendo por mais de 50% dos postos de trabalho com carteira assinada. Desde o início da crise atual, medidas de apoio foram anunciadas e canalizadas por bancos oficiais e particulares. O que pouco se comenta é que as linhas de crédito solicitadas pelos Microempreendedores, em sua grande maioria, foram recusadas por questões inaceitáveis. Não houve como resistir e milhares de empresas fecharam suas portas definitivamente.
O mês de dezembro é o mais importante do ano para o comércio. Fechar as portas significa que as receitas do mês, necessárias para girar os primeiros meses do ano seguinte, serão comprometidas. Uma semana sem faturamento e com os custos fixos abertos, representa prejuízos irrecuperáveis que conspira contra o emprego. Existem aspectos que precisam ser considerados: avaliações indicam que os locais de maiores contaminações são, pela ordem, restaurantes, bares e academias. Nesses locais as pessoas aglomeram e os cuidados nem sempre são os recomendados.
As lojas de confecções, calçados e similares, não reúnem número expressivo de clientes simultaneamente e as recomendações de prevenção são atendidas. O melhor exemplo que vejo de cuidados, são as igrejas, templos, comércio atacadista e pequenas lojas. Por outro lado, entre os locais de menor contaminação estão os postos de combustíveis onde as atividades ocorrem em espaço aberto e ventilado.
Ainda nesta semana, nova reunião de avaliação do Comitê local de saúde definirá como serão os próximos dias. As empresas fechadas rogam por medidas que contemplem sua existência. Na prática, o que vemos é que essas empresas não representam o risco maior. Ele está na falta de cuidado pessoal, nas aglomerações desnecessárias, na exposição descuidada dos idosos e no descaso. Em “live” o Prefeito Wagner Mol Guimarães (PSB) demonstrou preocupação com a situação. Diante dessa sensibilidade, torcemos para que os demais membros do Comitê, se insensíveis, pactuem com essa preocupação e avaliem se posicionando do outro lado do balcão.
Precisamos voltar à “Onda Amarela” e se isso depender da agilização para ampliação dos leitos de UTI, que esforços nesse sentido sejam feitos. Todo investimento valerá a pena, até porque, toda medida que beneficie os empreendedores locais, beneficiará também a economia futura da cidade, polo comercial de ampla região. BOA SEMANA e que sejamos fortes e unidos na adversidade.