A Secretaria de Saúde de Ipatinga concluiu o quarto Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2025. Realizado em quatro dias, o estudo contou com uma força-tarefa composta por 102 agentes de campo, 11 supervisores, três coordenadores e dois técnicos, que vistoriaram 4.767 imóveis em todas as regionais da cidade.
O levantamento apontou um índice médio de 3% de infestação para o Aedes aegypti e 0,2% para o Aedes albopictus, mantendo o município em nível de alerta para o risco de transmissão de dengue, zika e chikungunya. Segundo o secretário de Saúde, Walisson Medeiros, o resultado serve como um importante sinal de atenção.
“Estamos entrando no período de chuvas, quando as condições climáticas favorecem a reprodução do mosquito. É fundamental que cada morador mantenha os cuidados dentro de casa, eliminando qualquer local que possa acumular água”, destacou.
Bairros com maior índice de infestação
Os maiores índices de infestação foram registrados nos seguintes bairros:
Esperança e Ideal – 4,9%
Bom Jardim, Ferroviários, Horto, Industrial e Usipa – 4,2%
Limoeiro, Chácaras Madalena, Córrego Novo, Barra Alegre e Chácaras Oliveira – 4%
Na sequência aparecem:
Cidade Nobre e Iguaçu – 3,3%
Caravelas e Jardim Panorama – 3,2%
Imbaúbas, Bom Retiro, Bela Vista, Das Águas, Cariru, Castelo, Vila Ipanema, Centro, Novo Cruzeiro e Parque Ipanema – 2,6%
Os menores índices foram observados nos bairros Canaãzinho e Vila Militar (1,3%), Tiradentes e Canaã (1,6%) e Veneza (1,9%). Com base nos resultados, a Seção de Controle de Zoonoses (SCZ) vai reforçar as ações nos pontos com maior concentração de focos, com aplicação de larvicidas e intensificação das visitas domiciliares.
Maioria dos focos está dentro das casas
O levantamento também identificou que a maior parte dos criadouros permanece em ambientes domésticos. Os depósitos móveis – como vasos, pratos, frascos e bebedouros – representam 45,6% dos focos encontrados. Em seguida aparecem:
Lixo acumulado – 17,1%
Depósitos fixos (calhas, lajes, ralos) – 13,9%
Tambores ou tonéis ao nível do solo – 13,3%
“Esses dados deixam claro que boa parte do combate está nas mãos da população. São locais simples, que muitas vezes passam despercebidos, mas que precisam de atenção semanal”, reforçou o secretário. A Prefeitura reforça que eliminar a água parada é a forma mais eficaz de combater o mosquito. A recomendação é que os moradores reservem dez minutos por semana para verificar vasos, calhas, ralos, caixas d’água e outros recipientes.
Informações: Prefeitura de Ipatinga