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  Em fevereiro o Brasil realizou o primeiro Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) digital, que, aliás, foi um fracasso completo: mais de 70% de ausentes. Em entrevista a um canal de TV um estudante que compareceu, virtualmente, disse que o Enem era importante para o meio ambiente, pois eliminava papel, poupando árvores. Grande bobagem dita pelo candidato ao curso superior, pois o papel é feito de árvores certificadas, ou seja, plantadas para tal fim e não se usa árvore de mata nativa para fabricação da celulose. Quem usa um smartphone, um aparelho celular que possui um sistema operacional necessário para exercer distintas funções por meio de programas ou aplicativos (os famosos apps), algo que era comum apenas em computadores, está plugado em tudo no mundo exterior. Os pequenos aparelhos têm revolucionado a vida de muitas pessoas, pois não importa em que local o usuário esteja (casa, trabalho, rua, praia), ele sempre poderá se conectar com o mundo e executar uma infinidade de tarefas complexas com a ponta de seus dedos. O smartphone se tornou um bem quase essencial no dia a dia contemporâneo, mas pouca gente conhece os impactos ambientais causados por esse celular inteligente. Com tantos atrativos, a indústria de smartphones cresceu rapidamente e lança novas funcionalidades “essenciais” em uma enxurrada de aparelhos. Mas eles não duram muito, pois o tempo de vida é bem programado pelos fabricantes. Você já deve ter passado pela situação de, após um certo período, ver seu smartphone começar a apresentar defeitos diversos, sem nenhuma razão aparente senão o fato de ele estar ficando velho. Esse é apenas um dos impactos ambientais dos novos celulares. Este lixo eletrônico vai parar na natureza e contaminando o solo. Dentre os diversos recursos extraídos do meio ambiente para a produção de um smartphone, destacam-se minerais como lítio, tântalo e cobalto, além de metais raros, como a platina, o que intensifica a pegada global em 18 metros quadrados de solo, 12.760 litros de água e 16 quilos de emissões de carbono. Segundo o DMAES (Departamento Municipal de Água, Esgoto e Saneamento) de Ponte Nova em um banho econômico de chuveiro elétrico, utilizamos aproximadamente 15 litros de água. Portanto, poderíamos tomar 850 banhos com a mesma quantidade de água utilizada na produção de um único smartphone. Segundo o site Ecicle, outro ponto impactante ao meio ambiente são os elementos de terras raras que são utilizados para a fabricação de ímãs, baterias, luzes de LED, alto-falantes, placas de circuito impresso e telas de vidro polido. O mercado mundial desses elementos é dominado pela China que, ao extrai-los, causa fortes impactos ao meio ambiente. Os resíduos de sua extração incluem o arsênio, bário, cádmio, chumbo, fluoretos e sulfatos. A partir de uma tonelada de minério, 75 mil litros de efluentes ácidos são gerados, além de uma enorme quantidade de efluente gasoso e pouco menos de uma tonelada de resíduos radioativos. Assim, o estudante que tentava passar para o curso superior via Enem digital deveria se inteirar do que fala para não emitir informações inadequadas e falsas, criando uma ideia errada dos aparelhos eletrônicos, que são necessários e geram impactos, muitas vezes irreversíveis. Mas, a nanotecnologia já estudando reverter as partículas de minerais em outros elementos sem usar o solo para se fabricar um smartphone ou notebook e outros. (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

08/03/2021– 01:56

Olá, tudo bom? Assistimos, um tanto quanto embasbacados, em plena quarta-feira de cinzas, a prisão de um Deputado Federal em razão por combater, sistematicamente, as atrocidades recentemente cometidas contra a Constituição Federal por parte de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, através de decisão do Inquérito 4781, apelidado por alguns dos Ministros como o “Inquérito do fim do mundo”, por contrariar, sistematicamente, diversos preceitos constitucionais e legais previstos nas leis penais brasileiras. O art. 53 da Constituição Federal prevê que “os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”. A mesma regra aplica-se aos deputados estaduais sendo que, em caso de vereadores, é limitada ao limite territorial do Município. Além disso, o parágrafo segundo do mesmo artigo dispõe: “Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão”. Em sua defesa, e de forma salutar, o parlamentar reconheceu o excesso em tal vídeo que circulara de forma abundante nas redes sociais. E pela primeira vez, o parlamento manteve um de seus pares preso, mesmo diante de um delito que, no nosso sentir, não foi em si decorrente de um flagrante. Em situações muito piores, o Plenário da Câmara dos Deputados liberou da prisão outros de seus pares, como o Deputado da Motosserra (Hildebrando Pascoal-Acre) para, posteriormente, abrir o seu processo de cassação e, após o trâmite, o mesmo perder o foro privilegiado e ser condenado à prisão pelas vias judiciais comuns. Um outro exemplo: na chamada Operação Furna da Onça, desdobramento da Operação Lava Jato, o Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF2) entendeu que cabia à Assembleia Legislativa decidir sobre a soltura de alguns parlamentares detidos. A prisão do Deputado Federal e a sua manutenção pelo Plenário da Câmara dos Deputados trouxe à tona uma velha discussão a respeito da imunidade parlamentar e de seus limites. Pelo visto percebe-se que os Poderes da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) não estão tão independentes e harmônicos como prevê a Constituição Federal. Aguardemos. Abraço!

01/03/2021– 09:41

Começo pela atuação do agora ex-presidente da Petrobras Roberto Castelo Branco, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro no último dia 19/02. Se fosse seu sócio não faria nenhum reparo a sua atuação. Como consumidor não aprovo, pelo que vou expor adiante. Ao longo de sua gestão fez a recuperação financeira da Estatal, combalida pelos roubos sem limites promovidos nos governos anteriores. Tendo na mão o poder de regular o mercado, valeu-se com ousadia dos mecanismos que o petróleo concede. Assim fez a recuperação financeira da petroleira para alegria dos investidores. A medida questionável é a parametrização do preço do petróleo com o mercado internacional e a variação cambial do dólar. Neste cenário os argumentos são de defasagem dos preços no mercado interno. Na Itália o preço do litro da gasolina custa 1,2 euro o litro, cerca de 7,98 reais. Pelo critério o preço interno está barato. Acontece que nosso poder aquisitivo é determinado pelo Real. Há necessidade de um ajuste na metodologia das revisões dos preços que acontecem diariamente. Uma delas, seria estabelecer média ponderada entre o preço do barril do petróleo importado e o custo da produção interna. Como exemplo: o preço comercializado no mercado internacional regulado pela OPEP – Organização dos Países Produtores de Petróleo – é de 61,0 dólar/ barril. O custo médio (2020) da extração nos diversos tipos de plataformas no Brasil é de US$ 9,7/b, sem logística, refino, impostos, lucro etc. Temos margem para rever a metodologia dos reajustes. Em 2020 a média de produção brasileira foi de 2,94milhões/barris/dia. O país exporta 1,4 milhão/b/dia. O Consumo interno é de 3,1 milhões/b/ dia. Conclusão simples: exportamos para importar. Outro fator é o custo da nossa produção. Irã tem custo de US$ 1,9/b, Iraque 2,2 a Arábia Saudita 3,0 e EUA 5,9. Vale registrar que extrair petróleo em águas profundas como nos pós sal brasileiro, é mais caro. Ao obter lucros expressivos a Petrobras reforça sua capacidade de investimentos, mantém o valor de mercado da empresa em alta, e remunera de forma extraordinária os acionistas. Cerca de 33% das ações da Estatal foram negociados na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Em 2019 foi condenada pela Câmara de Arbitragem do Mercado da bolsa a pagar cerca de 22 bilhões de dólares em três ações movidas por 1.400 investidores (1 mil são fundos de pensão), pelas perdas provocadas pelas irregularidades descobertas na Operação Lava Jato. Os culpados pelos roubos, passam bem. Quando pagamos caro pelo combustível estamos promovendo bons ganhos aos que possuem ações. Ora, quem investe em ações sabe que pode ganhar num dia e perder no outro. A desvalorização das ações da Petrobras na Bolsa de Valores é do ‘jogo”. A composição média nacional do preço da gasolina divulgado pela MINASPETRO no último dia 10 é: Realização Petrobrás 29% - Adição de Etanol 15% - Impostos Federais 15% - ICMS Estadual 29% - Distribuidoras e POSTOS 12%. Nos resta aguardar medidas que penalizem menos o consumidor. É hora de parar de jogar pedra nos donos de Postos. Eles são a menor parte dos custos nessa cadeia. BOA SEMANA!

01/03/2021– 09:35

“Nem tudo o que é econômico é financeiro. Lamentavelmente, porém, tudo o que é financeiro é econômico”, diz (**) Amyra El Khalili. Para entender melhor é necessário reconhecer os paradoxos da água: a água é vida e morte, liberdade e escravidão, esperança e opressão, guerra e paz. A água é um bem imensurável, insubstituível e indispensável à vida em nosso planeta, considerada pelo Artigo 225 da Constituição Brasileira, bem difuso, de uso comum do povo. Vem a calhar o que penso e Átila Assis, o engenheiro agrícola e ambiental que esteve na Tribuna Livre da Câmara Municipal no dia 11/ 02, me inspirou este tema, que é me caro eternamente. Sou amante da utopia e continuo lutando contra os moinhos de vento e contra a lógica perversa do voto, quando os candidatos fazem tudo para alcançar o poder. Para isso, contam com a massa ignara e ansiosa por asfalto. Á água é mesmo uma miragem do bem em Ponte Nova, mas em tempos de chuvas e enchentes a água passa a ser o terror das populações ribeirinhas. O que tem a água com isto? Os homens e principalmente os detentores do poder são os verdadeiros culpados pelo que acontece na cidade que governam. Ocupações desordenadas às margens do Rio Piranga e dos córregos provam que o poder público finge que não vê ou então liberam, surrupiando o que diz a lei. O Estatuto da Cidade, Lei Federal nº 10.251 sancionada em 10 de julho de 2001, prevê o nível de impermeabilização do solo no perímetro urbano. Quem a obedece? Enquanto fui presidente do Codema constitui uma Câmara Técnica de Construção Civil, Infraestrutura e Urbanismo (CTCIU) que baixou normas proibindo que os novos loteamentos fossem impermeabilizados com asfalto. Todos os loteamentos que passaram na minha gestão (1997- 2017) são de bloquetes, com redes de drenagem, arborizados: Primavera, Alto Guarapiranga, Cidade da Serra e Vale do Sereno I. O primeiro loteamento aprovado depois da minha saída (forçada criminosamente com apoio da Câmara Municipal em 2016) já tem asfalto e é citado na denúncia/alerta citada na Tribuna Livre da Câmara Municipal por Átila Assis. O que se viu nos últimos anos foi a colocação tresloucada de asfalto em ruas dos bairros São Pedro, sem o cuidado de redes de drenagem. O asfalto na Avenida Dr. José Mariano, sem necessidade, já está em situação precária, por causa da quantidade água de chuva que escorre das partes altas. Mas, qual o quê? Asfalto dá voto e muito! Enquanto termino este artigo que será publicado na edição 426 do Líder Notícias, em 26 de fevereiro, as chuvas continuam caindo e arrastando placas de asfalto em vários pontos da cidade. O nível do Rio Piranga sobe e o Bairro Santo Antônio entra em alerta por causa da quantidade de água que vem chegando da região onde impera a lógica perversa do capitalismo: “estou no alto, a chuva vai escorrer, minhas terras estão cada vez mais valorizadas. Ainda mais que mais o fórum está chegando pelas bandas de cá!”. (**) Amyra El Khalili é beduína palestinobrasileira. É professora de economia socioambiental e editora das redes Movimento Mulheres pela P@Z! e Aliança RECOs – Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras, em São Paulo. É autora do e-book Commodities ambientais em missão de paz: novo modelo econômico para a América Latina e o Caribe.   (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

01/03/2021– 09:30

Olá, tudo bem? Como forma de aquecer a economia foi publicada pela Presidência da República a Medida Provisória (MP) 1.028, de 09 de fevereiro de 2021, já em vigor, visando facilitar o acesso ao crédito nestes tempos de pandemia do coronavirus. Segundo a MP, até 30 de junho de 2021 as instituições financeiras e afins estão dispensadas, nos casos de contratação ou renegociação de dívidas e de operações de crédito, de observar alguns requisitos: a) certidão negativa de débito trabalhista; b) se o eleitor está quite com a justiça eleitoral; c) certidão negativa de débitos tributários; d) certidão de regularidade e negativa de débitos referentes débitos junto ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS); e) certidão negativa de débito junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS); f) certidão de quitação de recolhimento de Imposto Territorial Rural (ITR), relativo ao imóvel rural e aos últimos 05 (cinco) anos; g) consulta no Cadastro Informativo de Créditos não quitados do setor público federal (CADIN). Entretanto, a dispensa não afasta a obrigatoriedade de analisar se a empresa ou a pessoa em débitos com o sistema de seguridade social estão impedidas de contratar com o Poder Público, através de sistema que será disponibilizado pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil do Ministério da Economia e pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Indo além, até a data de vigência do incentivo econômico, ou seja, até 30 de junho de 2021, as instituições financeiras são obrigadas a encaminhar às autoridades competentes, trimestralmente, a relação das contratações e renegociações de operações de crédito que envolvam recursos públicos, indicando beneficiários, dos valores e dos prazos envolvidos. Aguardemos os desdobramentos dessa iniciativa do governo para incentivar o aquecimento da economia. Cuide-se e faça a sua parte para não disseminar o coronavirus. Forte abraço!

22/02/2021– 09:37

O Ministério da Saúde formalizou no início desta semana a compra de mais 54 milhões da vacina CoronaVac, totalizando até agora 100 milhões de unidades. A distribuição do lote pelo Instituto Butantan ocorrerá até setembro próximo. Neste cenário, vale lembrar que cerca de 80 milhões de vacinas contra o H1N1 devem ser produzidas e distribuídas para imunização em março. Medida animadora mais ainda insuficiente. Considerando que para a imunização são necessárias duas doses num intervalo de 28 dias, o benefício atingirá 50 milhões de pessoas. O mundo corre atrás das vacinas contra o COVID-19 e muitos laboratórios entram na briga para aproveitar a demanda alta. No ABC paulista 07 municípios formaram consórcio com o Laboratório União Química de Guarulhos para produzir a vacina Russa “Sputnik V” do Laboratório Gamaleya. A União Química tem um acordo de transferência de tecnologia da vacina e poderá fabricá-la no Brasil. O impasse atual fica por conta da obtenção da aprovação da ANVISA. Entendo que toda iniciativa que venha contribuir no combate a pandemia deve ser observada com bons olhos, mesmo que os interesses comerciais e o lucro estejam no entorno. Já sabemos que o coronavírus vem sofrendo mutações em sua cepa, e, quanto antes for controlado e erradicado, menores serão as consequências e menor será o tempo de submissão a desagradável quantidade de regras. No Brasil a mistura dos interesses políticos com a saúde só atrapalha. Recentemente o STF – Supremo Tribunal Federal intimou o Governo Federal a prestar informações sobre a produção e distribuição da Hidroxicloroquina (HCQ) e Cloroquina pelo Exército Brasileiro. O uso desse medicamento no combate à COVID-19 ficou condicionado a prévia avaliação médica já que quem entende de medicina são os médicos. Acredito que nesse caso ocorreu uma interferência desnecessária do STF. Muito ajuda quem não atrapalha. Existem diversos estudos que comprovam a eficácia da HCQ. Uma experiência com ótimos resultados vem sendo obtidos na Índia, país com 1,361 bilhão de habitantes e IDH de 0,647 (no Brasil = 0,765). No tratamento precoce os indianos utilizam a HCQ desde o início da pandemia. Se comparada com o Brasil, a Índia registra 10 vezes menos mortes por milhão de habitantes. Note que a população é 6,5 vezes maior que a brasileira. Os países com mais óbitos decorrentes do COVID-19 são Reino Unido, Estados Unidos, Brasil e Argentina (dados publicados pelo Daily News USA no último dia 10). Entendo que erramos muito ao estabelecer o protocolo de tratamento. Mandar a pessoa ficar em casa apenas aguardando piorar ou não, não me parece adequado. Pergunto: por que não mudamos o protocolo? Está mais do que provado que toda doença tratada preventivamente ou precocemente, tem mais chances de cura. Quando o vírus é controlado no nariz ou na boca antes de chegar aos pulmões, a infecção não se torna tão séria. Então, por que não mudam o protocolo? Independentemente do tipo de medicamento usado, pois isso compete aos médicos, o que fica e está intrigando os especialistas é a queda drástica de casos de COVID-19 na Índia. Lá o tratamento é precoce. BOA SEMANA!

22/02/2021– 09:31

Está em andamento a produção do documentário cinematográfico, produção da Atlântico Filmes (BH) com patrocínio da Bartofil Distribuidora. O curta-metragem mostrará a atuação do Rio Piranga na formação da Bacia do Rio Doce e sua importância para as populações por onde passa. Na semana passada publicamos 02 (duas) perguntas com as respostas que enviei para as coordenadoras do projeto financiado pela Bartofil Distribuidora, via Lei de Incentivo Cultural (antiga Lei Rouanet), Mônica Veiga e Dalila Pires. Hoje, encerramos com mais 02 (duas) respostas. Qual a importância do Rio Piranga para Ponte Nova? O Rio Piranga é o principal fornecedor de água para Ponte Nova, seja tratada ou in natura para dessedentação dos animais na área rural. Mas é o ponto de equilíbrio na qualidade e umidade do ar. Historicamente o Rio Piranga foi o rio que forneceu a energia elétrica para Ponte Nova, primeiramente com a construção da Usina da Brecha e depois a PCH Brito. O Rio Piranga é também uma grande atração turística, por suas águas vermelhas e por diversos locais paradisíacos e bem conservados. Outra importância do Rio Piranga é a produção de peixes que servem de subsistência das populações ribeirinhas e para a comercialização. Existem 22 pescadores profissionais de Ponte Nova que estão cadastrados na Secretaria de Aquicultura e Pesca, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, oriundos de Ponte Nova. Isto sem contar que existem pescadores clandestinos que devem ser em número bem maior. Quando você começou a atuar na defesa do meio ambiente? Nossa trajetória começou em 1977 quando fundamos em Ponte Nova a Associação Pontenovense dos Amigos da Natureza (APAN) sob a liderança do estudante de engenharia florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV) José Alfredo Padovani. Nosso objetivo era “forçar” o poder público a proteger a área de 255 hectares de mata nativa existente no entorno dos bairros de Fátima e São Pedro e na divisa rural com as fazendas da Serra e Boa Sorte. Esta área foi transformada em Parque Natural Municipal Tancredo Neves e fica na localidade rural conhecida como Passa-Cinco. Esta conquista veio em 1982 graças à nossa luta. Fui membro desdo Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente (Codema) desde a sua criação por lei 09 de setembro de 1981, quando participei na linha de frente com o ambientalista maior da cidade Hélcio Totino para o surgimento desta instituição pública. Entre 1997 e 2017 fui presidente do órgão colegiado, com um hiato entre 2013/2015 em que atuei como vice-presidente. Neste período avançamos na legislação de Ponte Nova dando mais poder ao Codema, proibindo o garimpo nas águas locais e também a construção de hidrelétricas (com barragens) no Rio Piranga. Na nossa gestão foi instituído o Código Municipal de Meio Ambiente e alcançamos a autonomia para o Licenciamento Ambiental que saiu de Ubá e passou a ser decidido no município, facilitando a vida daquelas pessoas que precisam de ações rápidas para ao atendimento nas áreas ambientais. Lei não permite que se construa hidrelétricas com barragens no Rio Piranga (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

22/02/2021– 09:27

Olá, tudo bom? Hoje começariam as festividades do Carnaval 2021. Em razão dos números da pandemia, alguns governadores e prefeitos decretaram os dias 15, 16 e 17/02 como dias úteis, coibindo viagens para estancar a proliferação da COVID-19. Na nossa sincera opinião, tal entendimento foi muito feliz, foi acertado! Além de não ter o que comemorar, infelizmente o brasileiro não respeitou o distanciamento social nas festas de fim de ano, refletindo na sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS). Se ainda assim você for usufruir dos dias da “folia normal”, seguem mais algumas sugestões. 1) No Carnaval, a Justiça entra em recesso, mas fica de plantão para demandas urgentes. Muito embora a demanda do consumidor irritado e nervoso também seja urgente, há outras demandas mais urgentes. Portanto, cuidado e compreensão. 2) Os órgãos públicos, por si ou por suas empresas, sejam concessionárias, permissionárias ou outras, têm que fornecer serviços adequados, seguros e contínuos. Assim, às empresas de telefonia, de transporte de passageiros e bagagens e outras aplica-se o Código de Defesa do Consumidor, bem como eventuais reparações dos danos causados aos consumidores. 3) Foi alvo de “venda casada”, que ocorre quando o fornecedor de produtos ou serviços condiciona o fornecimento de um item mediante a adesão de outro? Além de prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, merece ser reparada via indenização. Guarde todo e qualquer documento para ter o seu direito reconhecido. 4) Se viajou e a sua bagagem foi bagagem extraviada, procure o balcão da companhia, abra um chamado e posteriormente procure um profissional para a busca dos seus direitos. 5) Viajou de carro e teve o seu veículo furtado? Faça um boletim de ocorrência e também acesso no seu celular o aplicativo SINAL, desenvolvido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), e faça o registro do desaparecimento do veículo e de um breve histórico do ocorrido. Tal aplicativo é integrado e permite uma maior agilidade da PRF. 6) A oferta feita pelo fornecedor, veiculada por qualquer meio, obriga-o junto ao consumidor que queira adquirir, seja produto ou serviço. Se por telefone ou por via postal, tem que constar o nome de quem a fez e o endereço em todos os documentos e impressos utilizados na transação. Se a oferta for negada pelo fornecedor, cabe: a) a reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando cabível; b) a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; c) o abatimento proporcional do preço. Lembre-se que a escolha é do consumidor. 7) Teve algum dos problemas mencionados na coluna da semana passada, ou outros? Hora de ir atrás de seus direitos. Procure seu advogado. Cuide-se e faça a sua parte para não disseminar o coronavirus. Forte abraço!

15/02/2021– 11:05

O colapso da “Operação Lava Jato” está decretado. Não há interesse em manter a justiça caçando corruptos. Uma pena, porque o achatamento da força tarefa que combateu veementemente a corrupção abre uma porta para a facilidade. A recente decisão do STF – Supremo Tribunal Federal - em dar acesso as conversas entre o Juiz Sérgio Moro e o Procurador Federal Deltan Dallagnol, vazadas por ação de hacker impune, vai mudar a sentença que condenou o ex-presidente LULA por aquisição ilícita de apartamento no Guarujá. Se inocentado, poderá mover ação de indenização contra o Estado, e o montante disso, é inimaginável. Se comprovada a violação do estado democrático de direito, que me parece a tese da decisão, o Juiz Moro deve ser destituído da titularidade da ação movida contra Lula e o processo poderá ser extinto. Entendo que dois erros não promovem um acerto. A justiça se reveste de complexidade e as perspectivas de variáveis nas interpretações são muitas. Nesse caso, independente de culpa, o benefício será pró-réu. A se lamentar, são as consequências futuras dessa decisão. “Quem tem amigo não bebe só”. Em tempos de pandemia acompanho com interesse a forma como o mundo se manifesta. A OMS – Organização Mundial da Saúde – emitiu nota afirmando que a próxima pandemia não será tão séria. Uau!!! Para quem espera uma vacina apenas, a próxima crise na saúde não existe. Entendo que falta ao Brasil e ao mundo determinação para investir em pesquisas. O mundo dispõe de mentes brilhantes que podem mudar esse cenário. Por que não reunir esses talentos para trabalharem em favor da humanidade? Infelizmente os governos não investem em projetos cujos resultados podem acontecer após o mandato político. Em circunstâncias normais, uma vacina pode levar entre 3 e 5 anos para ter eficácia comprava. Para quem corre atrás de voto é muito tempo. Mas o futuro é incerto. Pesquisadores indicam que os efeitos do coronavírus podem se estender pelos próximos 03 anos. Podem, deve ser recebido como perspectiva. Outras avaliações indicam efeitos colaterais que provavelmente acometerá boa parte dos infectados. Falam também da necessidade de tratamentos contínuos para fortalecimento do sistema respiratório. A infecção promove redução do oxigênio no organismo, e em decorrência, pode ocorrer perda de memória e mobilidade pela redução da capacidade muscular. Indicam tratamento com neuropsiquiatras, exercícios para a memória e atividades físicas. Bom existir pesquisadores se antecipando aos efeitos futuros. Ao que tudo indica e especialistas comentam, nossos hábitos nos pós pandemia devem mudar, e o mundo não será o mesmo de então. A tentativa de mudar radicalmente a atuação da ANVISA nas aprovações das vacinas é preocupante. A Agência existe para garantir que todo tipo de medicamento oferecido a população tenha segurança científica. Queimar etapas pela pressa em capitalizar ativos políticos, não me parece seguro. Já enfrentamos a “semvergonhice” de alguns agentes inescrupulosos aplicando soro fisiológico em vez da vacina, e “fura-filas”. A definição que tenho para eles é a de “cretinos inescrupulosos” que roubam de nós o direito que nos cabe. Pronto, falei! BOA SEMANA, sem carnaval.

15/02/2021– 10:59

Está em andamento a produção do documentário cinematográfico, produção da Atlântico Filmes (BH) com patrocínio da Bartofil Distribuidora. O curta-metragem mostrará a atuação do Rio Piranga na formação da Bacia do Rio Doce e sua importância para as populações por onde passa. As coordenadoras do projeto Mônica Veiga e Dalila Pires enviaram perguntas para o titular desta coluna e aqui está o resumo das respostas.  Qual é a importância do Rio Piranga na Bacia do Rio Doce? O Rio Piranga tem sua importância por ser o principal formador da Bacia do Rio Doce, uma bacia hidrográfica federal. Do ponto de vista da economia ele apresenta-se como gerador de energia nas hidrelétricas da Brecha (Guaraciaba) e Brito (Ponte Nova). Por não ter sido afetado diretamente pela lama da Samarco deve ser a “salvação” do Rio Doce, principalmente até à junção das águas dos rios Casca e Piracicaba, abaixo da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, que tem o lago gerador de energia em Candonga nas divisas dos municípios de Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado. Os peixes produzidos no Rio Piranga estão sendo os responsáveis pela melhoria das águas dos rios Doce e Carmo. Após o período de Piracema, os filhotes retornam ao lago de Candonga e ao ficarem adultos sobem para desovar não só no Piranga mas também no Rio do Carmo e consequentemente afeta a procriação até no Rio Gualaxo do Norte. Quais são as principais características do Rio Piranga? O Rio Piranga já foi navegável até os anos 1920, mas o desmatamento das suas margens para formação de pastagens ou para produção agrícola prejudicaram seu nível de água, uma vez que o desmatamento atingiu também as partes superiores sufocando nascentes. A ocupação desordenada das populações ribeirinhas, tanto no perímetro urbano quanto rural prejudicaram sua vida, transformando-o em um rio sazonal: muita água em período de chuvas e quase seco na estiagem afetando inclusive a captação de sua água para tratamento necessário para oferecer vida ao ser humano. O Piranga também serve para sistemas de irrigação para produção de alimentos rurais; dessedentação de animais e servir como principal local de criação do Surubim-do-Doce, tanto abaixo quanto acima das usinas da Brecha e Brito. * Leia na próxima edição, em 19/02, a sequência das perguntas da Atlântico Filmes para o documentário/filme Piranga, o Herói Taciturno.   Rio Piranga é o responsável pela vida em Ponte Nova (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta. Ambientalista desde 1977

15/02/2021– 10:06

Oi. Tudo bem? Na próxima semana começariam as festividades do Carnaval 2021. Neste ano, em razão da pandemia, alguns governadores e prefeitos decretaram os dias 15, 16 e 17/02 como dias úteis, dias de trabalho, coibindo viagens e visando estancar a proliferação da COVID-19. Na nossa sincera opinião, tal entendimento foi muito feliz, foi acertado! Além de não ter clima para comemorações, infelizmente o brasileiro não respeitou o distanciamento social nas festas de fim de ano, refletindo na sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS). Se ainda assim você for usufruir dos dias da “folia normal”, veja como evitar aborrecimentos. 1) evite aglomerações. É o que menos precisamos. 2) Vai viajar? Avise à sua operadora de cartão de crédito previamente, sob risco de não aprovação de suas compras. 3) Vai viajar para o exterior? Verifique a questão de entrada no País de destino em relação aos protocolos e testes decorrentes da COVID-19, bem como a provável quarentena no retorno ao Brasil. Além disso, lembre-se do alto valor do dólar, que impacta na utilização de cartão de crédito e a incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que para viagens ao exterior é de 6,38% sob cada compra. Isso sem contar a variação cambial. De repente melhor não viajar. 4) Vai viajar aqui no Brasil? Cuidado com as chuvas e com as estradas, que estão muito esburacadas em razão do período de chuvas e em razão do alto custo da emulsão asfáltica para recapeamento, somados à recessão dos Estados em razão do deficit fiscal de 2020. Se cair em um buraco e tiver problemas ou danos, tire uma foto, ligue para a polícia e faça um boletim de ocorrência. Guarde as notas fiscais ou recibos dos danos causados e procure seu advogado à busca de ressarcimento. 5) Vai viajar de ônibus? Em caso de desistência, você tem direito a receber o dinheiro de volta da passagem até antes de configurado o ato do embarque, bastando a sua simples declaração de vontade. A empresa pode devolver no ato, ou até em 30 (trinta) dias. 6) Vai para algum lugar, em balneário, em que o vendedor cobra reserva na areia? Converse antes, já que a faixa litorânea de areia é de domínio público e, por isso, não pode ser objeto de cobrança. 7) Se for para algum local fechado e perder a cartela de consumação, tenha boa-fé. Procure o responsável e alegue o que realmente consumiu. A costumeira cobrança de um valor pela perda da cartela tem sido reconhecida como ilegal e abusiva. 8) Teve algum problema? Faça boletim de ocorrência, vá ao Procon e aguarde o findar da folia para contratar um advogado e ir ao Poder Judiciário. Documente tudo o que puder. Cuide-se e faça a sua parte para não disseminar o coronavírus. Forte abraço!

08/02/2021– 09:56

  Com apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) os candidatos Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PROGRESSISTAS-AL) foram eleitos para presidir nos próximos dois anos o Senado e a Câmara dos Deputados respectivamente. Com isso, a expectativa fica por conta de maior entendimento entre o Legislativo e o Executivo. Pode significar maior agilidade na apreciação dos projetos do governo. Dentre os de maior destaque estão a Reforma Administrativa, Privatizações, com a Eletrobras no topo da lista, projeto que criminaliza o infanticídio indígena, flexibilização do porte de armas, liberação do ensino de crianças em casa (homeschooling) e as propostas para a retomada da economia. A prioridade fica por conta da aprovação do orçamento/2021 até março. Com isso as amarras se soltam e o governo vai poder honrar seus compromissos. Tanto Rodrigo Pacheco como Arthur Lira se mostram dispostos a iniciar um processo de mudanças no relacionamento. Governar só é possível quando há entendimentos com o Legislativo. É só lembrar dos impeachments de Fernando Collor e Dilma Rousseff. Foram cassados por considerarem que os processos se iniciavam e findavam em si mesmo. Ledo engano! O senador mineiro pretende levar o estilo mineiro de fazer política pelo entendimento e pacificação. São 81 senadores e 513 deputados. Como se observa, a tarefa de pacificação de Arthur Lira na Câmara é mais complexa que a de Pacheco no Senado. Mas nada é de graça. No gabinete do vice-presidente General Mourão foram nego ciadas as benesses a serem concedidas em troca de apoio (voto) aos candidatos apoiados pelo governo. Enquanto discutiam as eleições no Congresso, na mesa estavam os pedidos de generosas verbas para as emendas, cargos e até a criação de novos ministérios. Em dois anos de governo, Bolsonaro aprendeu que fazer política em Brasília passa pela tradição do “é dando que se recebe”. Quebrou a promessa de que não faria esse tipo de concessão. Se o resultado desse investimento for efetivamente a retomada da economia, geração de postos de trabalho, justiça social e forte redução da pobreza, já terá valido a pena. Mas não pode haver euforia nas comemorações. Em se tratando de Brasil, os acordos políticos podem valer até a próxima alvorada. O governo precisa entender que apoiar candidatos não significa mandar neles e nem pensar que é só mandar os projetos que estarão sumariamente aprovados. As matérias são aprovadas em plenário e mesmo com as articulações e negociações dos presidentes da Câmara e Senado, há pela frente os partidos de oposição empenhados em não jogar confete na situação, afinal, 2022 é o próximo ano. Seria interessante se esse otimismo de alinhamento entre o Palácio do Planalto e o Congresso nos permitisse sonhar com a evolução que nos leve a um novo modelo político. E nele, que as necessidades do povo brasileiro fossem sempre prioridades. Não é admissível que gente passe fome e continue morrendo nas filas dos hospitais por falta de estrutura para o atendimento, num país que dispõe de recursos e reservas das maiores do mundo. BOA SEMANA!

08/02/2021– 09:33

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