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No passado não muito distante, transportar boiada requeria atravessar rios infestados de piranha. Depois vieram estradas, pontes e novas formas de deslocar a manada. Ainda no antigamente, os tropeiros escolhiam um boi magro e o sangravam rio abaixo para atrair e saciar os peixes vorazes. E rio acima, a boiada atravessava sem maiores riscos. Explico a analogia: atualmente a mídia distrai a opinião pública dando ênfase aos assuntos que interessam ao poder. Para isso, ela é devidamente remunerada. Os do contra, “chupam o dedo”. Neste formato, está difícil ser seletivo. Quem busca informação fica à mercê daquilo que nos impõe. Sem cronologia precisa, selecionei alguns acontecimentos. A invasão policial às favelas do Complexo do Alemão e da Penha no RJ (28/10) foi usada no formato “lavamos as mãos”. Confrontos intensos com o Comando Vermelho resultaram em 122 mortes, incluindo 5 policiais e 117 suspeitos. Para isentar o governo federal de responsabilidade colocou-se foco no governador Cláudio Castro (PL-RJ), porque a COP-30 atraia a atenção mundial. Sobre Cláudio descarregaram todo tipo de acusação, até uma velha denúncia do tempo de eleição. Visita de ministro do STF ao Centro de Operações da PM/Rio colocou pressão. Combater o crime “quase” virou crime. A Lei Antifacção desfilou intensamente no Congresso e na mídia. As facções e o governo venceram; facções não são grupos terroristas. Politicamente a oposição perdeu e marginais quase viraram heróis. A COP30 (10 a 21/11) em Belém PA, foi um fracasso de organização. Invasão de indígenas e de militantes do PSOL resultou em agressões e suspensão das atividades. Faltou energia, comida e acomodações caras. Navios, iates e mais de 150 geradores de energia elétrica consumindo combustível fóssil. Para coroar o fracasso, um incêndio com 27 pessoas atendidas e 6 internadas por inalação de fumaça. Os avanços para financiar ações para o clima foram tímidos. Inclusão social fez parte das discussões e como sempre, não trarão resultados. Não houve consenso sobre o fim dos combustíveis fósseis. Essa bandeira levantada pelo Brasil desafiou a lógica. Para quem tem o poder econômico e a capacidade de mudar rumos, o petróleo vai ser usado até a última gota. Para preservar os planos da “esquerda” era preciso abafar internamente o fracasso da COP30. No dia 22/11, logo após o encerramento da COP-30 veio a prisão da Jair Bolsonaro. Teria a data (22) alguma relação com o Partido dele? Lembrando: a condenação de Bolsonaro aconteceu em 11 de setembro. Seria resposta contra as sanções impostas pelo USA ao ministro Alexandre de Moraes? Em 11/09/21 a AL-QAEDA de Osama Bin Laden atacou as Torres Gêmeas do World Trade Center e o Pentágono. Incluindo 19 terroristas, foram 2.996 mortos. Mais de 6.000 feridos. Foi o maior atentado terrorista na história em solo americano. Alexandre de Moraes foi cirúrgico na escolha das datas. E assim, vão nos distraindo. Messias será ministro do STF. Haddad continua extraindo ($) de quem produz e gera emprego. O plano de transformar o Brasil em país Socialista continua. O boletim Prisma Fiscal projeta um déficit em torno de R$ 75 bilhões. Dinheiro do povo usado para iludir e garantir voto desse mesmo povo.  

28/11/2025– 10:48

Na semana anterior à decisão que levou 07 (sete) participantes da tentativa de Golpe de Estado, incluindo o líder Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República Democrática do Brasil, a cumprir cadeia, estive peregrinando com meu amigo e novo cristão ambientalista, Marcinho de Belim, pelas margens do Rio Piranga. Fomos até Guaraciaba, no dia 20 de novembro de 2025, Dia Nacional da Consciência Negra. Neste dia houve celebração do início dos 30 anos da luta contra a implantação da Usina Hidrelétrica de Pilar. O mesmo grupo encarou a luta contra a implantação da PCH Jurumirim, que seria construída na Cachoeira Grande. Na concelebração da missa realizada por voltas das 14h30min, no Centro de Apoio (antiga escola de ensino de Casa Nova), em Guaraciaba, o padre José Geraldo disse que a luta tinha que continuar, o perigo ainda ronda o Rio Piranga e suas populações ribeirinhas. A ameaça de empreendedores barragistas continua latente. Em meu pronunciamento, durante a Homilia, eu disse que o Dragão da Maldade, citado pelo padre José Geraldo, se manifestou em maio deste ano (2025), quando os ministros do Superior Tribunal Federal (STF) derrubaram as leis de Ponte Nova que proibiam a construção de barragens no Rio Piranga. O fato gerou indignação por parte dos ambientalistas, pois a decisão veio 17 anos depois da criação das leis (2008). Isto mesmo, o relator da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), ministro Gilmar Mendes, só liberou a votação em maio deste ano. Imagina só: um ministro demora 16 anos para relatar um processo? A ADPF foi impetrada pelo presidente Lula, em 2009, mas com decisão contrária do Procurador Geral da República (PGR), que defendeu a constitucionalidade das leis ponte-novenses. O Dragão Maldade, travestido de STF, quer a destruição do Rio Piranga. Sentados em suas confortáveis poltronas em Brasílias, os senhores da legislação não levaram em conta a destruição provocada por hidrelétricas. Em nossa peregrinação de 20 de novembro (eu e Marcinho de Belim), que falou sobre os 30 anos da luta contra Pilar na reunião de segunda feira, 24 de novembro de 2025, percorremos cerca de 90 quilômetros iniciados pela MG-262, entramos no Pimenta, passamos pela Chácara e Vau Grande (Ponte Nova) e seguimos por Bom Jardim e Pilar (onde seria barrado o Rio Piranga), já em Guaraciaba. Seguimos até Casa Nova, Cachoeira, Ponte de Jurumirim, Laje da Pirapora, Fazendas da Fartura e da Caatinga (foi derrubada e construíram uma modernosa), Três Tiros, Brito, Córrego da Paciência (Vila Nova), fazendas Casa Branca e do Engenho.  Chegamos em Copacabana, quase 7 (sete) da noite. Foi um dia para não esquecer jamais. Vamos continuar na luta contra a implantação de hidrelétricas no Rio Piranga. Esta fotografia foi tirada pela produção da Atlântico Filmes/Impulso Filmes, responsável pelo documentário Piranga, o Herói Taciturno, em 2021.

28/11/2025– 10:47

Em nossa última coluna ficou claro que provavelmente as eleições 2026 já começaram. Estamos vendo possíveis pré-candidatos e a pauta será: segurança pública com combate ao crime organizado. Em se tratando de Direito Eleitoral, há novidades para 2026. A Lei das Eleições foi alterada recentemente definindo idades mínimas para cargos eletivos. Para cargos do Poder Executivo, quais sejam, Prefeito, Governador e Presidente da República, foi definido que a idade mínima será aferida na data da posse. Já para cargos do Poder Legislativo, especificamente para Vereadores, a idade mínima será considerada aquela aferida no registro de candidatura. Para as demais Casas Legislativas, ou seja, Assembleias Legislativas, Câmara dos Deputados e Senado, a idade mínima será considerada como a data da posse presumida, tendo como parâmetro a data de até 90 (noventa) dias da data de eleição da Mesa Diretora. Indo além, os candidatos em 2026 para cargos de Governador e Presidente obrigatoriamente terão que disponibilizar material de campanha impresso em sistema Braile, cujas proporções ainda serão definidas por resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Outra mudança recente, também significativa, foi na Lei da Ficha Limpa. Anteriormente, e em algumas situações, a inelegibilidade era de até 08 (oito) anos, a contar do trânsito em julgado da condenação colegiada, ou seja, da data em que não cabia mais recursos. No entanto, em alguns casos, o prazo continua sendo de 08 (oito) anos, só que, para alguns casos, o prazo é contado da data da condenação ou da data da renúncia. Muito embora possa parecer não ter diferença, o marco temporal diminuiu e certamente veremos pré-candidatos que estavam supostamente inelegíveis fazendo as articulações para as próximas eleições ou para as eleições municipais de 2028. Ano que vem tem eleições. Aguardemos os desdobramentos destas inovações legislativas! Abraço.

21/11/2025– 12:00

COP30 terminará neste dia 21 de novembro, podendo ser prorrogada se para as decisões não houver consenso. A COP de Belém tem uma pauta viciada e repetitiva. Na última década os temas principais são o aquecimento global, transição para o fim do uso do combustível fóssil e canalização de verbas para irrigar os diversos Fundos. Desmatamento da Amazônia foi inserido por pressão e aceite do governo brasileiro. As propostas, como sempre acontece, integrarão um documento que os países firmam e depois esquecem. Cientificamente o tema aquecimento global parece ser aquele que merece mais atenção. Falar em aquecimento em tempo de frio intenso parece utopia. No Brasil tivemos em 2025 um dos invernos mais rigorosos dos últimos tempos e na Europa, EUA e outros países ele também acontece. Para relembrar um fenômeno, em 1964 houve registro de neve no Distrito Federal, algo extremamente raro fora da região Sul do país. Há registros da revista SCIENCE de que existem cerca de 215 mil geleiras no mundo. Nessa estimativa, não estão incluídas as grandes camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida. Essas geleiras ocupam uma área de 705 mil km². Elas são os principais reservatórios de água doce fora das calotas polares e desempenham papel crucial no equilíbrio climático global. O monitoramento se dá por sensores remotos, drones, satélites e estações de campo. Alguns cientistas apontam imprecisões no monitoramento, principalmente aqueles feitos por satélites. Dizem eles, que apenas 100 geleiras são monitoradas, e se assim o for, os dados seriam insuficientes para se determinar riscos. Mas eles existem. Expedição de 7 meses, iniciada em dezembro/2024 reuniu pesquisadores da Rússia, China, Brasil, Argentina, Chile, Índia e Peru. Viajaram a bordo do navio russo Akademik Tryoshnikov e percorreram 20 mil km da costa Antártida. Coletaram dados físicos e atmosférico, químicos e biológicos para entender os impactos das mudanças climáticas nas geleiras. O desafio é entender como os fenômenos espaciais afetam o planeta. E concluíram que as geleiras cresceram os últimos 3 anos. Aumentando as geleiras na Antártida é de se pensar o futuro. Se acontecer o aquecimento global haverá mais água nos oceanos e os danos podem ser enormes. Num cenário de extremismo, os oceanos poderiam subir 1,9 metros até o ano 2100, segundo estudo da Universidade Tecnológica de Nanyang. Se acontecer, cidades como Macapá, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Recife ficariam parcialmente submersas. Com maior nível de água, os oceanos represariam um rio que deságua diretamente no mar (rio de foz oceânica) e os efeitos de alagamento poderão chegar as nascentes. O aquecimento global é levado a sério por alguns e desacreditado por muitos. Estudos indicam que o tema deve ser elevado a sério. A COP30, infelizmente, não consegue despertar a atenção necessária para que ações efetivas sejam adotadas desde já. A transição para o uso de energia limpa e abandono do combustível fóssil tem forte resistência dos países produtores como membros da OPEP, Rússia e China. Eles não assinam qualquer tratado que determine data para o fim do uso. Como dito, extrairão até a última gota. Arrecadar fundos a fundo perdido, está envolto em ceticismo. Países pobres estão com o pires na mão.  

21/11/2025– 11:59

Catastrofismo ambiental é a tradução mais direta e formal do termo, frequentemente usada em contextos acadêmicos e jornalísticos para descrever a teoria ou a crença de que a degradação ambiental levará a uma catástrofe iminente. Parece até que estou me metendo em assunto para lá de difícil de explicar. Basta olhar a situação do Bosque Antônio Bartolomeu, que fica nas duas margens do Rio Piranga, entre a Ponte da Barrinha e o tenebroso e escuro Pontilhão de Ferro. Você acha que sou radical, mas ande pelas duas margens e você vai perceber a quantidade enorme de árvores caídas, muitas delas estão na beira e parte delas, literalmente, dentro da calha do Rio Piranga. A perda destas espécies da flora tem uma explicação científica: não existe nutriente suficiente, pois as suas margens são de aterro. Mas a pior margem, com mais árvores caídas, é esquerda, exatamente na Vila Centenário. Além da invasão das leucenas, que asfixiam as outras espécies, o terreno é arenoso por causa das enchentes, que jogaram sua lama, com areia contaminada por esgoto sanitário e óleo de oficinas e postos de gasolina. É preciso urgentemente curar a terra, com a implantação de minerais. Meu alerta está longe de ser um alarmismo ambiental, embora eu seja cético e crítico quanto a ações do poder público, que não tem sensibilidade suficiente para entender a importância do que estou tentando explicar. Eles, os mandatários, consideram ser exagero ou pânico infundado em relação às questões ambientais que debato. Basta ir ao Bosque Antônio Bartolomeu que você vai e sentir o eu digo: até as frutas não crescem e não produzem açúcar. Não têm sabor. Goiabas, pitangas e jamelões ficam raquíticos, com mortes prematuras. Má nutrição, estresse hídrico (excesso ou falta de água), pragas ou doenças.   Qual a explicação para a queda deste jatobá, perto do Pointe da Asinha, na msrgem eswurda do Rio Piranga? (crédito da foto: Ricardo Motta)

21/11/2025– 11:59

Na última semana registrei aqui na coluna que o número de líderes mundiais com presenças confirmadas na COP30 seria de 57. Por líderes, entenda-se chefes de estados ou governos. O número foi divulgado pela ISTOÉ. No vaivém das narrativas, a presença de líderes chegou a 16. A organização do evento é deficiente: falta de energia elétrica, ar-condicionado insuficiente para as altas temperaturas de Belém, carros incendiados, transporte e segurança deficientes mesmo com a GLO, manifestações inadequadas de grupos que buscam notoriedade, e o custo das acomodações e refeições exorbitantes e oportunistas. No site TERRA encontrei os seguintes preços: sanduiche natural R$ 35 – água mineral 300 ml R$ 25 – brigadeiro R$ 20 e a coxinha R$ 30. Não encontrei o preço do “pão com mortadela”. Provavelmente a distribuição é gratuita. As acomodações para hospedagem, segundo o Ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho a CNN, os preços estão dentro da normalidade. Depende do ponto de vista do que é normalidade. Pousadas cobram US$ 100 (R$ 527) sem café da manhã. Hotéis 5 estrelas chegam a US$ 3,5 mil (R$ 18.445) a diária. Para atender o evento, o governo contratou dois navios de turismo: o MSC Seaview e o Costa Diadema. Juntos, oferecem 3.882 cabines e capacidade para até 9 mil pessoas, com diárias variando de R$ 3 mil a R$ 25 mil. Alternativa encontrada para compensar a infraestrutura insuficiente de hospedagem. Aí não resisto a pergunta: por que A COP não foi para Manaus onde a infraestrutura está praticamente pronta? Qual a vantagem de mostrar Belém com a sala arrumada e a sujeira varrida para debaixo do tapete? Num evento em que se combate a queima de combustível fóssil, esses navios consomem toneladas de óleo diesel. Não bastasse isso, o governo alugou um IATE de grande porte para fazer morada. O barco consome 3,6 mil litros de diesel por dia. Mas no discurso de Luiz Inácio na abertura do evento, foi enfático em defender a transição energética e a redução do uso do petróleo. Discursos a parte, o governo autorizou o início da prospecção de jazida de petróleo na bacia do Rio Amazonas. Planos e sonhos irrealizáveis e ideias generosas cheias de narrativas, porém impossíveis. A cúpula da COP só fala em dinheiro. Nações ricas prometem para países pobres doações para os próximos 5/10 anos, esperando que eles invistam na preservação do meio ambiente. Se não ficarem na promessa, as verbas percorrem um longo caminho até terminar no proposto. Nessa trajetória é comum acontecer forte desidratação dos recursos. A proposta do governo brasileiro para criar o TFFF – Fundo Florestas Tropicais para Sempre – engatinha. O Brasil possui a maior área de florestas tropicais do mundo e seria o principal beneficiado. Legislar em causa própria pode ser restritivo. Brasil, Noruega, Indonésia, França e Portugal aderiram ao projeto. O total prometido ultrapassa US$ 5,5 bilhões, metade da meta anual. A China prefere não desagradar TRUMP, com quem vem fazendo bons negócios. Outros membros, prometeram pensar. Em tempos de aquecimento do planeta, a COP30 ainda não esquentou. BOA SEMANA, e pense: tenha consciência e respeito com todas as raças.

14/11/2025– 10:50

Uma música sertaneja inspirada no episódio da “calcinha misteriosa" encontrada na Sala do Núcleo Audiência de Custódia no Fórum de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo.  viralizou nas redes sociais e se tornou um dos assuntos mais comentados dos últimos dias. Eu ouvi o áudio, de autoria ainda desconhecida, que circula em grupos de WhatsApp. Com pouco mais de 03 (três) minutos, a letra, em ritmo de modão sertanejo, descreve, com tom bem-humorado.  O juiz de Direito, André Motta (não é meu parente/rsrsrsrs) abriu uma apuração interna e quer as imagens do feriado de 28 de outubro, quando o fórum estava fechado. O caso que inspirou a música, segundo o site Migalhas, ocorreu no dia 29 de outubro, quando servidoras encontraram uma calcinha (preta) usada no chão de uma sala do Núcleo de Audiências de Custódia. O local abriga documentos sob segredo de Justiça e equipamentos do TJ/ES. As informações foram publicadas pelo jornal A Gazeta. Não sei se a calcinha foi clamar por justiça ou por prazer, mas tenho certeza que a fígueira-benjamina variegata (família da gameleira), que está plantada na Vila Centenário, apela para continuar de pé. Tem uma gameleira no meio da calçada. Suas raízes se abraçam desesperadas, pedindo para sobreviver. Os pavers (taquinhos de cimento coloridos) se levantam e transeuntes reclamam: eles querem o corte da pobre árvore, que deve ter aproximadamente 35 anosa de vida. Eu conheci a figueira-benjamina variegata e ajudei a plantá-la em 1990, quando ocupava a presidência da Associação de Moradores da Vila Centenário (Amovila), a vice-presidente era Mazzarello Bergamini. Antônio Inácio Boneca era o Diretor Cultural e o advogado Wandeir Maciel Miranda ocupava o cargo de Secretário-geral.  A muda devia ter cerca de 90 centímetros e foi doada pelo engenheiro florestal Reinaldo Vitarelli, diretor do IEF (Instituto Estadual de Florestas). O Plano de Arborização e de urbanização da margem esquerda do Rio Piranga tem dedos da arquiteta e urbanista Maria do Carmo Zinato, e do engenheiro florestal João Paulo de Britto, a pedido da Amovila, e aceito pelo prefeito Antônio Bartolomeu (1976-1982/1989-1992). "Vou plantar uma árvore: será o meu gesto de esperança. Copa grande, sombra amiga, galhos fortes, crianças no balanço e muitos frutos carnudos, passarinhos em revoada. As árvores celebram a vida e com elas se inicia um futuro.  Plantarei uma árvore. Contarei minha esperança..." (Rubem Alves)

14/11/2025– 10:49

Eleições 2026: novidades a vista!   Olá, tudo bem? Em nossa última coluna ficou claro que provavelmente as eleições 2026 já começaram. Estamos vendo possíveis pré-candidatos e a pauta será: segurança pública com combate ao crime organizado. Em se tratando de Direito Eleitoral, há novidades para 2026. A Lei das Eleições foi alterada recentemente definindo idades mínimas para cargos eletivos. Para cargos do Poder Executivo, quais sejam, Prefeito, Governador e Presidente da República, foi definido que a idade mínima será aferida na data da posse. Já para cargos do Poder Legislativo, especificamente para Vereadores, a idade mínima será considerada aquela aferida no registro de candidatura. Para as demais Casas Legislativas, ou seja, Assembleias Legislativas, Câmara dos Deputados e Senado, a idade mínima será considerada como a data da posse presumida, tendo como parâmetro a data de até 90 (noventa) dias da data de eleição da Mesa Diretora. Indo além, os candidatos em 2026 para cargos de Governador e Presidente obrigatoriamente terão que disponibilizar material de campanha impresso em sistema Braile, cujas proporções ainda serão definidas por resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Outra mudança recente, também significativa, foi na Lei da Ficha Limpa. Anteriormente, e em algumas situações, a inelegibilidade era de até 08 (oito) anos, a contar do trânsito em julgado da condenação colegiada, ou seja, da data em que não cabia mais recursos. No entanto, em alguns casos, o prazo continua sendo de 08 (oito) anos, só que, para alguns casos, o prazo é contado da data da condenação ou da data da renúncia. Muito embora possa parecer não ter diferença, o marco temporal diminuiu e certamente veremos pré-candidatos que estavam supostamente inelegíveis fazendo as articulações para as próximas eleições ou para as eleições municipais de 2028. Ano que vem tem eleições. Aguardemos os desdobramentos destas inovações legislativas! Abraço.

14/11/2025– 10:48

Olá. De novo assistimos operação de combate ao crime organizado no estado do Rio de Janeiro, o “Errejota”. Abordamos tais questões por algumas vezes neste espaço desde 2013. E atualmente percebe-se alguns fatores: a inteligência da bandidagem e das instituições de segurança pública melhoraram. Embora nesta operação tenham sido tombados 04 (quatro) policiais, fato é que a operação policial foi um êxito para o Governo Carioca. E um baque ao Comando Vermelho, que teve perda de mais de centenas, seja por abate de alguns que reagiram e morreram em razão de legítima defesa ou por se entregarem à polícia. Fica aqui registrada nossa solidariedade à família dos policiais mortos. O artigo 144 da Constituição Federal é claro: “Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I - polícia federal; II - polícia rodoviária federal; III - polícia ferroviária federal; IV - polícias civis; V - polícias militares e corpos de bombeiros militares; VI - polícias penais federal, estaduais e distrital.” Ou seja, é dever de todos, União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Então, não adianta o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, vir, com todo o respeito, com a conversa de que não foi comunicado a tempo e da forma adequa da, seja em relação a tal operação ou em relação ao empréstimo dos tanques da Marinha, pedido este feito em janeiro de 2025. O Governo Federal é claro: não quer e não vai declarar a Garantia da Lei e da Ordem, a GLO, enquanto o atual mandatário for presidente. Ah, claro: a turma do mau tem diálogos cabulosos com ele. Governa dores se uniram como resposta a tal enfrentamento Há culpa no cartório: a) da população, que elegeu o atual Presidente alegando que ele é mais humano, não fala palavrão e que em territórios dominados por milícias e facções se entra com flores ao invés de armas; b) do Governo Federal, que em casos anteriores e com o mesmo presidente cedeu equipamentos e decretou a GLO, quando os Governadores cariocas eram Sergio Cabral ou Pezão; e c) da imprensa marrom, que passa pano e não faz o jornalismo investigativo e aprofundado como em outros tempos. Ah, eles são do “consórcio” ... Veremos até quando. Enquanto vizinhos enfrentam o crime organizado, como El Salvador, Bolívia, Paraguai, Argentina e Equador, aqui a galera tem respaldo e a população de em segue com medo. Ano que vem tem eleições. Aproveita que é feriado, recorda e aprofunda para valorizar o seu voto, isentão! Abraço.

07/11/2025– 11:47

Começará no próximo dia 10 a COP30 patrocinada pelos contribuintes brasileiros. Serão 15 dias e o objetivo é mostrar ao mundo os temas relacionados ao clima. Para organizar o evento a governo contratou sem licitação a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) ao custo de R$ 478,3 milhões. Contratar serviços com dinheiro público sem licitar, é ilegal. O trabalho da OEI é cuidar da logística, hospedagem, segurança, infraestrutura e serviços gerais aos participantes. A OEI tem experiência em organização de eventos internacionais multilaterais. Valor bem maior (R$ 5 bilhões) foi investido na revitalização de Belém, sede do evento. No escopo a reforma do Mercado São Brás, pavimentação de ruas, transporte público e ampliação da rede hoteleira. A segurança também contemplada na verba, estará amparada pela GLO – Garantia da Lei e da Ordem, com atuação das Forças Armadas. Confirmada a presença de 57 chefes de Estado, além de 168 delegações oficiais e representantes de 198 países signatários da ONU. Na COP29 realizada em BAKU no Azerbaijão/2024, 100 líderes mundiais estiveram presentes. Pelos números, a COP30 “made in Brazil” será menos representativa que a de BAKU. Para a agenda de Belém haverá continuidade das discussões que trarão a mesa a necessidade de “avanços para o financiamento climático”, mitigação de danos e implementação de metas do Acordo de Paris. A respeito, os EUA retiraram-se do Acordo de Paris e pela 1ª vez em 30 anos, deixarão de participar do encontro. Além de Donald Trump, Javier Milei (ARG Presidente) e Santiago Peña (Paraguai) também boicotarão o evento. Recentemente TRUMP afirmou na Assembleia Geral da ONU que “as mudanças climáticas são a maior farsa do mundo”. Para quem quer para “já” a transição energética, ele diz que defende o uso do carvão e critica energias renováveis. Surtou! TRUMP quer acordos bilaterais de energia. O Brasil vai colocar a Amazônia na vitrine. Cobiçada pela vasta quantidade e diversidade de minerais em suas terras raras, crescerá a cobiça da China, França, EUA e do megaespeculador e multimilionário húngaro George Soros, famoso por quebrar o Banco da Inglaterra em 1992. A Amazônia está em território brasileiro, mas afirmar que ela é “nossa”, é como fechar os olhos para o perigo. Certamente a promessa de acabar com o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030 será reafirmada com ênfase no discurso de abertura. Será que o próximo governo dará conta da missão? O governo brasileiro insistirá na criação do TFFF – Fundo Florestas Tropicais para Sempre – para o qual oferecerá 1 BILHÃO. O presidente não disse até agora se de Real ou Dólar. O TFFF busca romper com a lógica de doações pontuais, propondo um modelo de investimento climático com retorno financeiro. Estou curioso para saber como se dará e quem regerá o Fundo. Será que a ideia de criar a arrecadação foi do ministro Fernando Haddad? Considerando que os recursos virão de investidores públicos e privados, que serão compensados com lucros gerados pelo fundo, teme-se pelo insucesso. As restrições dos EUA refletem a política ambiental de TRUMP, cada vez mais distante dos compromissos climáticos globais. Sua ausência da COP30 enfraquece o peso político e financeiro do evento.    

07/11/2025– 11:42

No mesmo dia do rompimento, em 05 de novembro de 2015, a onda de rejeitos de minério de ferro desceu pelo Vale do Rio Gualaxo do Norte e alcançou o Rio do Carmo perto de Barra Longa. Agora, o rejeito era transportado pelo lendário Rio do Carmo, atrativo de garimpeiros e cobiça da Coroa Portuguesa: custou as vidas dos heróis Tiradentes e Felipe dos Santos. A água marrom escura chegou no encontro com o Rio Piranga, empurrou suas águas por cerca de dois quilômetros, além de poluir todo o estuário dos três rios: Piranga, Carmo e Doce.  A partir desse ponto, a lama seguiu o leito do Rio Doce, percorrendo mais de 600 quilômetros por Minas Gerais e Espírito Santo até chegar ao Oceano Atlântico. Membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piranga (CBH-Piranga) chegaram a se reunir para discutir os reflexos e impactos do desastre na região. Hoje, quando se completam 10 anos da maior tragédia ambiental e humana do Brasil, o presidente do CBH Piranga, Carlos Cadu Eduardo Silva, comentou que a Bacia do Rio Doce vive um processo de lentidão na recuperação e desigualdade no reconhecimento da tragédia. “Após dez anos de rompimento da Barragem de Fundão em Mariana, a situação é marcada pela lentidão da reparação e a desigualdade do reconhecimento e indenizações das vítimas e permanência dos impactos sociais e ambientais”, disse o inconformado ambientalista Cadu, ponte-novense que tem origens familiares no Distrito Vau Açu. Poucos sabiam e muitos ainda não sabem, que a lama da Samarco atingiu trecho de Ponte Nova, na localidade rural denominada Simplício, no território do Povoado Chopotó, arrasando plantações e entupindo córregos que desaguavam no Rio do Carmo. Em Simplício moram descendentes de italianos (Dominiguitte), na divisa com a comunidade rural Apaga Fogo (Barra Longa). Esta informação foi repassada na ocasião por relatórios que elaboramos (eu e Alfredo Padovani), quando vistoriamos os locais atingidos em 11 de novembro de 2015, 06 (seis) dias após o desastre provocado por rompimento da Barragem de Fundão.  Os municípios de Santa Cruz do Escalvado e Rio Doce foram duramente afetados, com destruição das matas ciliares dos rios do Carmo e do Rio Doce e consequente afetação do lençol freático por metais pesados. Eu me encontrei com o PhD (doutor) em Peixes da UFV, o professor e ambientalista (chileno) Jorge Dergam, na ponte sobre o Rio Doce, na divisa dos municípios de Santa Cruz do Escalvado e Rio Doce, cinco dias depois da tragédia que destruiu o ecossistema e avariou profundamente o lençol freático de cerca de 40 km, entre Minas e Espírito Santos. O registro fotográfico deste artigo é de Alfredo Padovani. “O Rio Piranga será o fornecedor de vida para o Doce”, destacou na ocasião Jorge Dergam. Ele afirmava que algumas medidas deveriam ser tomadas para auxiliar na recuperação do rio, como o controle da pesca predatória, a melhoria da qualidade da água, a recuperação de nascentes e matas ciliares, a realização de estudos de fauna e peixes e a elaboração de programas de educação ambiental. “A gente tem o direito, garantido pela constituição, de termos um ambiente ecologicamente estruturado”, salientou. Jorge Dergam.  

07/11/2025– 11:41

Olá, tudo bem? Hoje a coluna é para externar uma opinião. E desde já peço respeito. As diferenças são fundamentais em uma sociedade civilizada. O Brasil segue na rota geopolítica mundial errada, com brigas e bravatas que não são suas, afundando economicamente a cada dia e dizendo que a Venezuela é uma “democracia relativa” ou “semidemocracia”. Embora aqui haja previsão constitucional de que homens e mulheres são iguais perante a Lei e em direitos e obrigações (artigo 5º, inciso I da Constituição Federal) e também haja previsão similar na Constituição da República Bolivariana da Venezuela (artículos 1, 4 e 88), lá na terra de Simon Bolívar as coisas não andam tão republicanas quanto parecem. Tem muitos navios afundando. Estamos vendo sinais de rumores de mudanças na geopolítica na América Latina. Em abril, o candidato de direita Daniel Noboa venceu as eleições no Equador, sendo alvo de atentado na semana passa da. No último fim de semana, o candidato de direita Rodrigo Paz venceu na Bolívia, após 20 anos da esquerda no poder. E por falar em Venezuela, a política da oposição da tirania venceu o Prêmio Nobel da Paz: María Corina Machado. Segundo o Comitê Nobel “a líder da oposição venezuelana trabalha “incansavelmente” pela democracia e atende aos três requisitos para o prêmio estabelecido pelo próprio Alfred Nobel”, além de comprovar que as ferramentas de democracia são ferramentas de paz (fonte CNN). Prêmio merecidíssimo. A ex-parlamentar mostrou, em julho de 2024, as entranhas do sistema eleitoral venezuelano e como o chavismo perpetua por lá na pessoa do Presidente Narcoditador Nicolás Maduro. No entanto, foi estranho: uma mulher ganhou o Prêmio Nobel da Paz e nada do Brasil e nem das feministas sequer emitirem uma nota parabenizando pelo prêmio. Ah, são predominantemente de esquerda. Deve ser mais cômodo dizer: este colunista é polêmico! É conveniente in verter a ordem e a lógica das coisas do que reconhecer virtudes e posicionamentos. Só restou à María Corina Machado receber uma menção honrosa, digna de res peito e com as proporções e limitações, do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (21/10), durante o julgamento do caso do núcleo 04 do caso dos réus do 08 de janeiro. “Certamente o Nobel não seria concedido pela prática de um cri me", concluiu o ministro Fux, em referência ao prêmio (fonte Gazeta do Povo). Aguardemos e oremos. Abraço.

28/10/2025– 15:31

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