Um estudo realizado nos laboratórios da Universidade Federal de Viçosa (UFV), credenciados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), identificou as cepas P1 (SARSCoV-2), B.1.1.7 e B.1 do coronavírus em 17 pacientes, sendo 09 (nove de Viçosa e 08 (oito) de Ponte Nova. Todas corres ponderam a variantes do vírus causador da COVID-19. O resultado revelou a presença das variantes britânicas B.1.1.7 e B.1 em uma amostra cada e da P1, variante brasileira, em 15 amostras.
As 17 amostras foram colhidas entre os dias 05 e 09 de abril e todas elas corresponderam a linhagens variantes do vírus que evoluíram nos últimos meses. As amostras foram coletadas pelos laboratórios da UFV, em Viçosa, que realiza exames no campus desde o início da pandemia. Segundo a instituição, foram cerca de 50 mil testes em toda a região durante este período. Os novos resultados foram informados à secretaria de estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) no dia 20 de abril, semana passada.
Segundo o professor e coordenador do Laboratório de Ecologia e Evolução de Vírus do Departamento de Fitopatologia, Francisco Murilo Zerbini, o sequenciamento pode ser feito de duas formas: apenas na região do genoma que codifica a proteína Spike (S) – responsável pela entrada do novo coronavírus nas células – ou pelo genoma completo do vírus.