As Doenças Transmissíveis por Alimentos (DTAs) são uma preocupação constante das indústrias e dos consumidores. E não é para menos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que, anualmente, cerca de 700 milhões de pessoas adoeçam pela ingestão de alimentos contaminados e aproximadamente 400 mil morram. A necessidade de reduzir este impacto na saúde pública reforçam a necessidade de investimentos crescentes em tecnologias capazes de detectar patógenos (bactérias, vírus e outros parasitas) causadores das DTAs.
Um passo importante nesta direção foi dado por Raquel Rainier Alves Soares, ex-aluna do curso de Engenharia de Alimentos da UFV e do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, também da Universidade. Durante o mestrado, concluído em 2019, Raquel desenvolveu um biossensor eletroquímico para quantificar no alimento a bactéria Salmonella enterica, que, apenas nos Estados Unidos, responde, anualmente, por 1,2 milhão de doenças.
O resultado de sua pesquisa acabou rendendo uma premiação do International Life Scienses Institute (ILSI) e reportagens em revistas e jornais de destaque no país, como a Superinteressante e o Correio Braziliense. A premiação teve como tema A importância do conhecimento científico na área de alimentos no desenvolvimento da sociedade.