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Diretora e professor do Municipal apresentam suas versões sobre episódio de agressão entre alunos em Ponte Nova

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A diretora da Escola Municipal José Maria da Fonseca (Municipal), Vânia Isabel da Silva Vieira, e o professor Luan Martins de Oliveira participaram da Tribuna Livre da Câmara de Ponte Nova, na quinta-feira (22), para apresentar suas versões sobre o episódio envolvendo a agressão de um aluno por um colega e contestar declarações feitas anteriormente pela mãe da criança. Na semana anterior, a mãe havia utilizado o espaço da Tribuna Livre para relatar a situação, questionar a atuação da escola e cobrar suporte adequado às necessidades educacionais do filho.

Durante sua manifestação, o professor Luan afirmou que presenciou a mãe abordando o estudante apontado como autor da agressão, na saída da escola, uma semana após o desentendimento. Segundo ele, a mulher teria ameaçado e agredido verbalmente a criança, o que motivou sua intervenção para garantir a segurança do aluno. O professor também negou ter arremessado uma bicicleta em direção à mãe e pediu que as imagens, testemunhas e registros policiais sejam considerados na apuração dos fatos.

A diretora Vânia explicou que o episódio inicial ocorreu em agosto, durante o recreio, quando um estudante deu um soco no rosto de outro. Segundo ela, a escola acolheu o aluno agredido, ouviu os envolvidos, conversou com as famílias e aplicou uma medida disciplinar ao estudante responsável pela agressão, conforme o Regimento Interno. Vânia também informou que a instituição tomou providências diante de episódios de cyberbullying contra o mesmo aluno, incluindo uma reunião com a turma e a identificação da estudante responsável pela criação de um grupo de mensagens onde aconteciam as ofensas.

A diretora rebateu ainda outras reclamações apresentadas pela mãe, relacionadas ao atendimento, à inclusão escolar, às adaptações das atividades pedagógicas e à solicitação de mudança de turno do estudante. Ela afirmou que a escola procura atender às necessidades dos alunos e que existe uma lista de espera para o turno da manhã.

Os dois representantes da instituição defenderam que as providências adotadas foram adequadas às situações relatadas. Vânia também destacou a trajetória de quase 60 anos da escola, que atualmente atende mais de 640 estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Ao final, os vereadores agradeceram a presença da diretora e do professor e ressaltaram a importância de ouvir as diferentes versões sobre o caso. Também mencionaram o trabalho da Comissão Especial de Educação Inclusiva (CEEI), criada recentemente pela Câmara para acompanhar e discutir políticas públicas relacionadas à educação inclusiva. As manifestações ocorreram após a mãe do estudante apresentar suas reclamações na Tribuna Livre da semana anterior, levando o caso ao conhecimento dos vereadores.

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