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Palmeira Jerivá deu seus primeiros coquinhos-babão perto do Camelódromo

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A Rua Assad Zaidan, debaixo do Camelódromo, em Palmeiras, não cansa de mostrar que a natureza é forte, mesmo contra atos insanos. Cortaram todas árvores perto da Ponte do Bahamas, mas elas já se regeneraram em apenas 18 meses. Pena que a magnífica orelha-de-macaco, com mais de 15 metros de altura não conseguiu. Mas suas potentes e magnífica raízes estão vivas para denunciar a sanha dos destruidores.

Passo todos os dias pela escadaria para acessar a parte de cima da Assad Zaidan e ir trabalhar no Mila Center, localizado na Avenida Dr. Otávio Soares. Em 2020, algum menino, que chupou um coquinho-babão, o fruto da palmeira jerivá, jogou a semente no solo, bem perto da escada. A semente cresceu. Agora, 05 (anos), o jerivá depois produziu 03 cachos enormes, sem ter qualquer tipo de apoio. Só mesmo, força da natureza. Já tentaram extirpá-la cortando suas palmas, mas ele resistiu e está magnifica. Parece até uma mãe orgulhosa exibindo seus trigêmeos nas alturas.

Lendo um artigo no site do Instituto Auá de Empreendedorismo Socioambiental, estabelecido na microrregião de Osasco, cidade do interior de São Paulo, fiquei entusiasmado. Há uma aparente normalidade na presença do jerivá na paisagem urbana e no meio rural, como a de uma árvore que dá em todo lugar, afastando a noção da riqueza dessa espécie brasileira.

Ela começa a ser redescoberta como ouro amarelo por seu forte potencial de uso humano e recuperação da floresta nativa. O valor da palmeira foi tão esquecido pelas pessoas, que há poucos estudos sobre a espécie de frutos comestíveis, produção abundante e importante expressão da cultura guarani. A bebida extraída da palmeira jerivá é fonte rara de nutrientes, como os carboidratos, fibras solúveis e carotenoides, que provêm do fruto doce, colorido e carnoso. São milhares de coquinhos que brotam nos cachos de um único pé, dando a média de 03 (três) floradas ao ano e dezenas de quilos por florada.

Ao contrário de outras espécies quase extintas na Mata Atlântica, a palmeira jerivá mantém-se preservado devido a diferentes fatores: além de existir em grande quantidade na natureza e frutificar quase o ano todo, seu caule é tão fibroso que dificulta o corte. “Há ainda uma crença antiga de que pessoas da família podem se acidentar se for cortado um pé de jerivá. Poucos fazem uso da árvore, o coquinho-babão cai e dizem que suja o chão”, comenta o Instituto Auá (gente em tupi-guarani).

 

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