Proteger áreas intocáveis, como é o caso do Bosque Antônio, que tem mais de 35 anos (44 anos considerados os primeiros plantios), é essencial para compreender a dinâmica natural e garantir a conservação ambiental. A manutenção de habitats preservados no Bosque Antônio Bartolomeu (entre Pontilhão de Ferro e Ponte Municipal/Barrinha) demonstra como processos ecológicos sem intervenção humana sustentam a vida.
Conhecer a importância da madeira em decomposição revela os segredos para a riqueza biológica de ecossistemas seculares. Os troncos caídos não são removidos, servindo como alimento e abrigo para milhares de organismos invertebrados essenciais. Essa rica cobertura vegetal intocada sustenta a teia alimentar e promove um equilíbrio duradouro na biodiversidade ao longo de todas as estações do ano. A madeira em decomposição atua como um verdadeiro berçário para a germinação de novas plantas e mudas arbóreas.
Estou escrevendo sobre isso, porque existem várias pessoas que me procuram para que eu interceda junto à secretaria municipal de Meio Ambiente (Semam) para que sejam retiradas as árvores caídas. O certo é mantê-las, apenas retirando galhos que estejam dentro do Rio Piranga.