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A calcinha misteriosa do fórum de Cachoeira do Campo e a gameleira teimosa de Ponte Nova

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Uma música sertaneja inspirada no episódio da “calcinha misteriosa” encontrada na Sala do Núcleo Audiência de Custódia no Fórum de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo.  viralizou nas redes sociais e se tornou um dos assuntos mais comentados dos últimos dias. Eu ouvi o áudio, de autoria ainda desconhecida, que circula em grupos de WhatsApp. Com pouco mais de 03 (três) minutos, a letra, em ritmo de modão sertanejo, descreve, com tom bem-humorado.  O juiz de Direito, André Motta (não é meu parente/rsrsrsrs) abriu uma apuração interna e quer as imagens do feriado de 28 de outubro, quando o fórum estava fechado.

O caso que inspirou a música, segundo o site Migalhas, ocorreu no dia 29 de outubro, quando servidoras encontraram uma calcinha (preta) usada no chão de uma sala do Núcleo de Audiências de Custódia. O local abriga documentos sob segredo de Justiça e equipamentos do TJ/ES. As informações foram publicadas pelo jornal A Gazeta.

Não sei se a calcinha foi clamar por justiça ou por prazer, mas tenho certeza que a fígueira-benjamina variegata (família da gameleira), que está plantada na Vila Centenário, apela para continuar de pé. Tem uma gameleira no meio da calçada. Suas raízes se abraçam desesperadas, pedindo para sobreviver. Os pavers (taquinhos de cimento coloridos) se levantam e transeuntes reclamam: eles querem o corte da pobre árvore, que deve ter aproximadamente 35 anosa de vida.

Eu conheci a figueira-benjamina variegata e ajudei a plantá-la em 1990, quando ocupava a presidência da Associação de Moradores da Vila Centenário (Amovila), a vice-presidente era Mazzarello Bergamini. Antônio Inácio Boneca era o Diretor Cultural e o advogado Wandeir Maciel Miranda ocupava o cargo de Secretário-geral.  A muda devia ter cerca de 90 centímetros e foi doada pelo engenheiro florestal Reinaldo Vitarelli, diretor do IEF (Instituto Estadual de Florestas).

O Plano de Arborização e de urbanização da margem esquerda do Rio Piranga tem dedos da arquiteta e urbanista Maria do Carmo Zinato, e do engenheiro florestal João Paulo de Britto, a pedido da Amovila, e aceito pelo prefeito Antônio Bartolomeu (1976-1982/1989-1992). “Vou plantar uma árvore: será o meu gesto de esperança. Copa grande, sombra amiga, galhos fortes, crianças no balanço e muitos frutos carnudos, passarinhos em revoada. As árvores celebram a vida e com elas se inicia um futuro.  Plantarei uma árvore. Contarei minha esperança…” (Rubem Alves)

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