Na semana passada, a editoria do Líder Notícias publicou, com exclusividade em todo estado de Minas Gerais, notícia de um laudo pericial elaborado pela engenheira ambiental Aline Mól Calais depois de visita de 05 (cinco) dias (11,12,13,14 e 15 de maio de 2026) ao lago formado pela barragem da Usina da Brecha, em Guaraciaba. O ictiólogo Frederico Fernandes Ferreira, técnico da Doceana Consultoria Ambiental, acompanhou a perita.
Considerando os elementos técnicos analisados na perícia, em situações de redução programada ou emergencial das vazões, as medidas indicadas devem priorizar a manutenção das condições mínimas de sobrevivência e deslocamento da ictiofauna (peixes), bem como a prevenção de seu isolamento em trechos com redução excessiva do nível da água. Nesse sentido, mostram-se tecnicamente recomendáveis: a manutenção de vazão ecológica mínima, associada a regras operacionais que promovam o rebaixamento gradual das vazões, evitando alterações abruptas capazes de provocar o isolamento ou aprisionamento de peixes em poças remanescentes.
Ou seja, ficou constada a ineficácia da escada de peixes para facilitar a piracema. O lago da Usina da Brecha está totalmente assoreado, formando uma bomba-relógio. Como ambientalista sugiro a desconstrução da barragem, uma vez que a Usina da Brecha não gera emergia elétrica, desde 2023. A Novelis do Brasil perdeu a concessão da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).