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Estudantes de Direito abordam violência contra a mulher na Tribuna Livre da Câmara de Ponte Nova

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Estudantes do curso de Direito da Faculdade Dinâmica participaram da Tribuna Livre durante a reunião plenária da última quinta-feira (30), na Câmara Municipal de Ponte Nova. Antônio Mateus dos Santos, Júlia Guiciard Braga e Tatiane Milagres apresentaram reflexões sobre a violência contra a mulher, tema de um trabalho extensionista desenvolvido pela turma do 1º período. “O objetivo é, de algum modo, devolver para a sociedade o que é aplicado aos alunos dentro da sala. E esse retorno visa cumprir a função social da faculdade”, destacou Antônio.

Crescimento das denúncias

Durante a apresentação, os estudantes apontaram que os casos de violência contra a mulher têm aumentado, mas ressaltaram um aspecto importante: mais vítimas estão denunciando. “Podemos perceber um ponto positivo, porque as mulheres estão denunciando mais os casos, e isso é muito importante. É essencial que tenham coragem e que a sociedade esteja preparada para protegê-las”, afirmou Júlia. Ela citou dados recentes, como o aumento de 45% nos atendimentos do canal Ligue 180 e crescimento de 17% nas denúncias em 2025.

Tipos de violência

Além da violência física, Júlia explicou outras formas de agressão que atingem as mulheres:

  • Psicológica: envolve ameaças, manipulação e humilhação, muitas vezes não identificadas pela vítima;
  • Moral: atinge a honra, com calúnias e difamações;
  • Patrimonial: ocorre quando bens são destruídos ou controlados;
  • Sexual: quando há imposição de ato sem consentimento.

Ciclo da violência

Tatiane Milagres detalhou o chamado ciclo da violência, dividido em três fases:

  • Tensão: início com agressões verbais, controle e culpabilização da vítima;
  • Agressão: evolução para violência física e isolamento social, podendo chegar a casos extremos como feminicídio;
  • “Lua de mel”: período em que o agressor demonstra arrependimento e promete mudança, levando a vítima a manter a relação.

Ela ressaltou a importância do acolhimento: “Uma das formas de contribuir é escutar sem julgar. Precisamos saber ouvir e compreender a situação dessas mulheres”.

Rede de apoio

Os estudantes também destacaram canais de ajuda disponíveis para vítimas, como:

  • Polícia Militar (190);
  • Central de Atendimento à Mulher (180);
  • Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas);
  • Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

Papel da educação

A conscientização por meio da educação foi apontada como fundamental no combate à violência. “A gente não pode julgar essas mulheres, mas sim acolhê-las e promover políticas públicas para conscientizar toda a população”, afirmou Júlia. Antônio reforçou: “Precisamos aprender a respeitar e ensinar as próximas gerações”. Já Tatiane destacou a importância de ampliar o debate: “A nossa ideia é fazer com que essa corrente cresça”.

Reconhecimento

Os vereadores parabenizaram os estudantes pela iniciativa e agradeceram a participação. Também reconheceram o trabalho das professoras Milena Drumond e Cássia Niquini na orientação do projeto. Os parlamentares destacaram ainda que a Câmara Municipal oferece suporte às mulheres por meio da Procuradoria da Mulher e reforçaram a importância de discutir o tema em todos os níveis da sociedade.

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