Catastrofismo ambiental é a tradução mais direta e formal do termo, frequentemente usada em contextos acadêmicos e jornalísticos para descrever a teoria ou a crença de que a degradação ambiental levará a uma catástrofe iminente. Parece até que estou me metendo em assunto para lá de difícil de explicar. Basta olhar a situação do Bosque Antônio Bartolomeu, que fica nas duas margens do Rio Piranga, entre a Ponte da Barrinha e o tenebroso e escuro Pontilhão de Ferro.
Você acha que sou radical, mas ande pelas duas margens e você vai perceber a quantidade enorme de árvores caídas, muitas delas estão na beira e parte delas, literalmente, dentro da calha do Rio Piranga. A perda destas espécies da flora tem uma explicação científica: não existe nutriente suficiente, pois as suas margens são de aterro.
Mas a pior margem, com mais árvores caídas, é esquerda, exatamente na Vila Centenário. Além da invasão das leucenas, que asfixiam as outras espécies, o terreno é arenoso por causa das enchentes, que jogaram sua lama, com areia contaminada por esgoto sanitário e óleo de oficinas e postos de gasolina. É preciso urgentemente curar a terra, com a implantação de minerais.
Meu alerta está longe de ser um alarmismo ambiental, embora eu seja cético e crítico quanto a ações do poder público, que não tem sensibilidade suficiente para entender a importância do que estou tentando explicar. Eles, os mandatários, consideram ser exagero ou pânico infundado em relação às questões ambientais que debato. Basta ir ao Bosque Antônio Bartolomeu que você vai e sentir o eu digo: até as frutas não crescem e não produzem açúcar. Não têm sabor. Goiabas, pitangas e jamelões ficam raquíticos, com mortes prematuras. Má nutrição, estresse hídrico (excesso ou falta de água), pragas ou doenças.
