Pesquisar

Pesquisa da UFV impulsiona novas variedades de feijão e fortalece a agricultura brasileira

Compartilhe
Facebook
Twitter
Email
LinkedIn
WhatsApp
Telegram

Quem participa dos tradicionais Dias de Campo da Semana do Fazendeiro, promovida pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), tem a oportunidade de conhecer novas tecnologias, esclarecer dúvidas com especialistas e acompanhar de perto pesquisas que transformam a agricultura brasileira.

Durante a atividade “Manejo da cultura do feijão: estratégias de alta produtividade”, realizada na quinta-feira (23), produtores rurais e estudantes conheceram a trajetória do melhoramento genético do feijão-vermelho, uma das principais contribuições da UFV para a agricultura nacional.

A história começou na década de 1950, quando o professor Clibas Vieira iniciou pesquisas para aperfeiçoar o feijão-vermelho, até então cultivado principalmente para subsistência na Zona da Mata mineira. O objetivo era desenvolver uma variedade mais produtiva, resistente e adequada ao cultivo comercial.

Nos anos 2000, os pesquisadores José Eustáquio e Pedro Carneiro deram continuidade ao trabalho e lançaram a cultivar Ouro Vermelho, que apresentou cerca de 30% mais produtividade, cozimento mais rápido e excelente rendimento de caldo, tornando-se referência para produtores e consumidores.

Mais recentemente, a UFV lançou a variedade Marte, também de grãos vermelhos, desenvolvida com arquitetura de planta adaptada à colheita mecanizada, ampliando a eficiência no campo.

As pesquisas são conduzidas pelo Programa Feijão, do Departamento de Agronomia (DFT), que desenvolve soluções tecnológicas para toda a cadeia produtiva por meio de estudos em fitotecnia e melhoramento genético. Além das atividades realizadas durante a Semana do Fazendeiro, a Universidade promove Dias de Campo ao longo de todo o ano para ouvir as demandas dos produtores e direcionar novas pesquisas às necessidades do setor.

Segundo os pesquisadores, o próximo desafio é desenvolver variedades de grãos maiores, como os do tipo andino, pouco consumidos no Brasil, mas com grande potencial de exportação devido à alta demanda no mercado internacional. Além do feijão, a programação da Semana do Fazendeiro 2026 contou com Dias de Campo voltados à atividade leiteira, cafeicultura, macaúba, fruticultura e bovinocultura de leite, reforçando o compromisso da UFV com a inovação, a transferência de tecnologia e o fortalecimento do agronegócio brasileiro.

UFV
Siga nas redes sociais
Artigos relacionados
Acessar o conteúdo