A Usiminas encerrou o segundo trimestre de 2026 com resultados positivos, registrando EBITDA Ajustado de R$ 761 milhões, crescimento de 17% em relação ao primeiro trimestre do ano. Os dados foram divulgados pela companhia nesta quinta-feira (30) e apontam também receita líquida consolidada de R$ 6,13 bilhões, alta de 4%, e aumento da margem EBITDA Ajustada, que passou de 11,1% para 12,4%. Entre abril e junho, a empresa comercializou 989 mil toneladas de aço, volume 2% inferior ao registrado nos três primeiros meses de 2026. Já as vendas de minério de ferro chegaram a 2,47 milhões de toneladas, crescimento de 27% no comparativo trimestral.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o EBITDA Ajustado apresentou avanço de 86%, enquanto a receita líquida teve retração de 7%. O principal destaque veio do segmento de siderurgia, que alcançou EBITDA Ajustado de R$ 688 milhões, aumento de 26% em relação ao trimestre anterior. A margem da unidade subiu de 10% para 13%, impulsionada pela recuperação dos preços, melhoria no mix de produtos comercializados e ações de eficiência operacional.
O lucro líquido consolidado da Usiminas foi de R$ 428 milhões no período. Apesar da redução de 52% em relação aos R$ 896 milhões registrados no primeiro trimestre, o resultado foi 236% superior ao obtido no mesmo período de 2025. A queda trimestral foi influenciada pela comparação com uma base beneficiada pelo reconhecimento de créditos tributários nos primeiros meses do ano.
Na área de mineração, a companhia informou que houve recuperação das vendas após o período chuvoso. Porém, a rentabilidade foi afetada pelo aumento dos custos logísticos, especialmente com fretes marítimos. O EBITDA Ajustado do segmento caiu de R$ 111 milhões para R$ 71 milhões, mesmo com a elevação dos volumes comercializados.
Durante o trimestre, a Usiminas concluiu a implantação da planta de injeção de carvão pulverizado (PCI) no Alto-Forno 3 da Usina de Ipatinga. O sistema permite reduzir o consumo de insumos, aumentar a produtividade, diminuir custos de produção e contribuir para a redução da intensidade das emissões de gases de efeito estufa.
O presidente da Usiminas, Marcelo Chara, afirmou que a companhia deve manter a cautela e continuar focada em produtividade, eficiência operacional e disciplina financeira. Segundo ele, o setor ainda enfrenta desafios como os juros elevados no Brasil, as incertezas econômicas internacionais e o aumento da entrada de aço e produtos industrializados importados da Ásia.
Para o terceiro trimestre, a empresa projeta estabilidade nos resultados operacionais da siderurgia, sem considerar efeitos extraordinários, e expectativa de desempenho inferior na mineração. A previsão inclui crescimento das vendas de aço no mercado interno, mas também custos mais elevados com carvão, coque, placas e transporte marítimo de minério.