A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Sanitas para combater a comercialização ilegal de medicamentos de origem estrangeira sem registro no Brasil. A ação foi realizada em municípios do Vale do Aço, em Minas Gerais, e investiga a introdução e venda irregular do medicamento tirzepatida, comercializado como “Lipoless”, de origem paraguaia e sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com as apurações, atua na região um grupo criminoso voltado à importação clandestina e à venda de medicamentos emagrecedores contrabandeados do Paraguai, sem qualquer autorização legal para circulação no país. Além da ausência de registro nos órgãos reguladores brasileiros, há indícios de que os produtos eram armazenados e transportados sem condições adequadas de segurança sanitária, o que pode comprometer a eficácia e representar riscos à saúde dos consumidores.
Mandados cumpridos em três cidades
Durante a operação, foram cumpridas ordens judiciais em quatro endereços, sendo dois em Ipatinga, um em Caratinga e outro em Coronel Fabriciano, todos na região do Vale do Aço. As diligências resultaram na prisão de dois homens suspeitos de participação no esquema de comercialização ilegal.
Além das prisões, a Justiça determinou duas medidas cautelares diversas da prisão, tendo como alvos um homem e uma mulher, que deverão cumprir determinações judiciais enquanto o inquérito segue em andamento.
Apreensões e continuidade das investigações
Durante o cumprimento dos mandados, policiais federais apreenderam aparelhos celulares e veículos de alto padrão, que serão submetidos à análise pericial. Segundo a Polícia Federal, o material recolhido poderá aprofundar as investigações, identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar a real extensão da comercialização irregular do medicamento na região.
As investigações continuam para identificar novos participantes do esquema e verificar o alcance da venda ilegal dos produtos. A Polícia Federal também destacou a importância da colaboração da população e informou que denúncias anônimas podem ser encaminhadas pelos canais oficiais, com garantia de sigilo.