A Prefeitura de Ubá decretou, nesta segunda-feira (24), situação de emergência devido à permanência dos efeitos da enchente que atingiu o município em fevereiro. A medida está prevista no Decreto Municipal nº 7.818/2026 e terá validade de 180 dias. A mudança ocorre após o encerramento do período de calamidade pública, mas não significa o fim dos impactos do desastre. Segundo a documentação técnica, Ubá ainda enfrenta problemas em infraestrutura, meio ambiente, área social e serviços públicos, além de manter mais de 60 projetos de reconstrução em andamento.
Obras de recuperação de ruas, pontes, drenagem e redes de água e esgoto continuam em diferentes pontos da cidade. Também permanecem ações de assistência às famílias atingidas, recuperação ambiental e destinação de resíduos. Alguns equipamentos públicos de saúde e educação ainda passam por obras ou funcionam provisoriamente.
Segundo o coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Anderson Almeida, a mudança de classificação ocorre porque o município agora enfrenta principalmente os efeitos remanescentes da tragédia, e não um novo desastre.
“Hoje nós vivemos os efeitos da tragédia, e não um novo desastre. O município recuperou parte da capacidade de gerir a crise. Por isso, não há mais necessidade de manter a calamidade pública. Na situação de emergência, ainda podemos pedir apoio estadual e federal”, explicou.
O novo decreto mantém mecanismos para mobilização dos órgãos municipais, convocação de voluntários, arrecadação de donativos e adoção de medidas emergenciais, incluindo, quando necessário, contratações e obras destinadas ao atendimento da situação. A Prefeitura também poderá solicitar o reconhecimento da situação de emergência pelos governos estadual e federal, mediante a elaboração de novo Formulário de Identificação do Desastre (FIDE). A medida busca garantir a continuidade do apoio e dos recursos necessários para as ações de restabelecimento e reconstrução de Ubá após a enchente de fevereiro.