Pesquisar

Portadora de fibromialgia pede na câmara de veeradore conscientização sobre adoena

Compartilhe
Facebook
Twitter
Email
LinkedIn
WhatsApp
Telegram

Aleonora Pena Patrício utilizou a Tribuna Livre da Câmara Municipal de Ponte Nova, durante a reunião plenária da última quinta-feira (14), para pedir mais conscientização e políticas públicas voltadas aos portadores de Fibromialgia. Em um relato emocionado, ela compartilhou os desafios enfrentados por quem convive com dores crônicas, fadiga extrema e a falta de compreensão da sociedade.

Diagnosticada há seis anos, Aleonora destacou que a doença, apesar de invisível, é extremamente limitante. “Vocês estão me vendo aqui, uma pessoa normal aparentemente, saudável. Mas, para eu estar aqui hoje, passei o dia deitada para não gastar energia, porque tenho várias limitações. Tomei um ‘tramol’ por volta de 5 horas para poder estar aqui conseguindo. Neste momento aqui que estou falando com vocês, estou sentindo dores”, relatou.

Ela explicou que as dores provocadas pela fibromialgia são intensas e constantes. “Infelizmente, […] é como se fosse uma dor que queima o corpo da pessoa. E além de tudo ela anda pelo corpo todo”, afirmou. Aleonora também ressaltou a dificuldade para obter o diagnóstico correto. “O diagnóstico é feito por exclusão, porque não tem exames”, disse.

Durante a participação, a cidadã reforçou que o tratamento exige acompanhamento multidisciplinar e contínuo, além de atenção individualizada aos pacientes. Segundo ela, embora existam leis que garantam direitos às pessoas com fibromialgia, ainda faltam ações efetivas para que esses direitos sejam colocados em prática.Outro ponto abordado foi a importância da conscientização sobre o cordão de girassol, símbolo utilizado por pessoas com deficiências ocultas. De acordo com Aleonora, falta informação tanto para a população quanto para profissionais de atendimento sobre o significado do acessório e os direitos garantidos aos usuários.

“Eu consigo a prioridade para tirar a senha, mas não consigo a prioridade para ter o atendimento. Já desmaiei mais de cinco vezes aguardando atendimento. […] Eles não acreditam nas nossas dores. Dizem que é frescura, que você está aumentando”, desabafou. Aleonora também chamou atenção para a necessidade de fortalecer o cuidado com a saúde mental dos pacientes e deixou uma mensagem de incentivo às pessoas que convivem com a doença. “A luta é diária, a dor existe, mas nós não podemos desistir. Conviver com dores não é fácil, mas precisamos continuar lutando”, declarou.

Entre as reivindicações apresentadas, ela pediu melhorias na assistência oferecida em Ponte Nova, a realização de um levantamento sobre o número de portadores da doença no município e campanhas de conscientização sobre o uso do cordão de girassol em comércios e unidades de saúde. Os vereadores presentes reconheceram a importância do tema e manifestaram apoio à causa, defendendo a ampliação das campanhas de conscientização, o fortalecimento do acolhimento na rede pública de saúde e a criação de políticas públicas voltadas aos portadores de fibromialgia.

Siga nas redes sociais
Artigos relacionados
Acessar o conteúdo