Magno Wiliam dos Santos utilizou a Tribuna Livre para manifestar indignação com a alteração de um ponto de ônibus no bairro Cidade Nova. Cadeirante, ele explicou que o local de embarque original, existente há mais de dez anos em frente à sua residência, foi deslocado para um ponto de difícil acesso. Segundo o morador, a mudança ocorreu sem aviso prévio e compromete sua autonomia. “Existia o ponto antes, não apresentava nenhum risco. Passaram-se dois governos e nenhum deles viu problema na locomoção do ponto. Por que agora simplesmente foram lá e trocaram?”, questionou. Ele ressaltou ainda que o ponto original havia sido instalado a partir de uma solicitação técnica baseada em suas necessidades físicas.
Além da alteração, Magno também relatou problemas operacionais no transporte público. De acordo com ele, em algumas ocasiões são enviados veículos sem elevadores ou com o equipamento apresentando defeitos por falta de manutenção. “Outro dia, o elevador do ônibus estava quebrado. O motorista parou, mas minha mãe teve que me subir no ônibus. Mas por quê? Por falta de manutenção. Quem tem que dar manutenção é a empresa”, protestou. Ele encerrou sua participação pedindo a intervenção dos vereadores junto ao Executivo e à concessionária responsável, destacando que já protocolou reclamações na Ouvidoria e na Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (Semut), mas não obteve retorno efetivo.
“Eu espero que a Semut dê uma resposta imediatamente. […] É um direito meu que estou sendo proibido de ir e vir dentro da cidade”, concluiu. Após a explanação, os vereadores manifestaram solidariedade a Magno e reconheceram a legitimidade da reivindicação. O plenário deliberou pelo envio de ofício ao Executivo solicitando o retorno do ponto ao local original. Integrantes da Comissão Especial de Transporte Público também informaram que continuarão fiscalizando o cumprimento das leis de inclusão e a manutenção dos elevadores da frota. O caso reforça a importância da acessibilidade no transporte coletivo e do diálogo entre poder público, concessionária e usuários, especialmente pessoas com mobilidade reduzida.