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Médico Leonardo Reis Cotta fala sobre prevenção ao câncer de próstata durante o “Novembro Azul”

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Os vereadores receberam, na reunião plenária da última quinta-feira (6), o médico urologista Leonardo Reis Cotta, convidado do projeto Câmara Informa, da Tribuna Livre, para abordar o tema “Novembro Azul”, campanha voltada à conscientização sobre o diagnóstico precoce e a prevenção do câncer de próstata. Durante sua fala, o médico explicou sobre a doença, citou formas de tratamento e alertou para os dados preocupantes: são estimados 72 mil novos casos em 2025 e cerca de 15 mil mortes. “Apesar desses números assustadores, 90% dos pacientes portadores de câncer de próstata podem ser curados quando o diagnóstico é feito na fase inicial”, destacou.

Com 20 anos de atuação no corpo clínico do Hospital Arnaldo Gavazza, onde também realiza cirurgias, Leonardo apontou os principais fatores de risco: idade (maior incidência entre 65 e 74 anos), hereditariedade, alimentação rica em gordura animal, tabagismo e obesidade. “Um outro fator importante é a etnia. Os pacientes afrodescendentes, pacientes negros, têm uma incidência maior de câncer de próstata. Não se sabe o porquê disso”, observou. O médico enfatizou ainda a importância de consultas regulares. “Nós, homens, vivemos em média sete anos a menos que as mulheres. Por que isso? Porque o homem não tem o hábito de cuidar da sua saúde. Não é infrequente eu atender pacientes com 70 ou 80 anos que nunca realizaram uma consulta urológica. E, muitas vezes, quando procuram, já chegam com um câncer de próstata em estágio avançado, para o qual só é possível oferecer tratamento paliativo, voltado ao alívio dos sintomas”, afirmou.

Leonardo explicou que o diagnóstico é feito por meio do exame físico (toque retal) e da dosagem do PSA (Antígeno Prostático Específico), substância produzida pela próstata e lançada na corrente sanguínea. “O exame de toque retal é um grande tabu, existe muito medo. As pessoas zombam, mas é um exame que dura cerca de 10 segundos e causa pouco desconforto”, disse. Ele mencionou uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com homens que nunca haviam feito o exame: “90% dos participantes acharam o exame mais tranquilo do que imaginavam e disseram que fariam novamente. É um exame importante, que pode salvar vidas”, reforçou.

O médico explicou que o tratamento pode envolver medicações ou cirurgias, variando conforme a idade e o estágio da doença. “Na fase inicial, o câncer de próstata não produz manifestações, pois começa como um nódulo pequeno, distante do canal urinário. É uma doença silenciosa, indolor, por isso a importância do exame preventivo. Nunca se deve esperar o surgimento de sintomas para buscar avaliação médica”, alertou. Nos estágios avançados, podem surgir dores ósseas e sangramento na urina. Ao final da apresentação, Leonardo agradeceu o convite e ressaltou a relevância do tema. “Fico honrado pela oportunidade e parabenizo a atitude. É sempre importante falar sobre saúde, especialmente sobre a saúde do homem, pois ainda há muito tabu em torno desse assunto.”

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