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Macrorregião de Saúde Leste do Sul realiza etapa da Jornada Mineira de Arboviroses

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Cerca de 400 pessoas participaram, nos dias 13 e 14 de novembro, em Viçosa, do Seminário Macrorregional de Arboviroses Leste do Sul, etapa da Jornada Mineira de Arboviroses. O evento foi organizado pelas Superintendências Regionais de Saúde (SRS) de Ponte Nova e Manhuaçu e realizado na Universidade Federal de Viçosa (UFV), reunindo representantes de 53 municípios. No primeiro dia, a programação abordou ações preparatórias e planos de contingência. No segundo, os conteúdos foram direcionados à qualificação dos profissionais da assistência envolvidos no atendimento de pacientes com suspeita de arboviroses.

O superintendente da SRS Ponte Nova, Wagner Mol Guimarães, destacou a importância do preparo dos municípios para o período sazonal das doenças.
“Precisamos estar prontos para atender às necessidades de saúde e, nesse processo, destaco a importância da mobilização. É preciso contagiar pessoas e trazê-las para o lado do bem comum, que é o da saúde pública”, afirmou.

O superintendente da SRS Manhuaçu, Victor Carvalho Vieira, ressaltou a presença dos 23 municípios da microrregião de Saúde de Manhuaçu.
“É fundamental capacitar nossos municípios e ampliar a integração entre as regionais para que, no momento crítico, possamos enfrentar as arboviroses com respostas rápidas, eficientes e qualificadas”, disse.

O pró-reitor de Assuntos Comunitários da UFV, Bruno Henriques, reforçou a parceria entre a universidade e o Governo de Minas.
Ele lembrou que o centro colaborador da UFV integra a Rede Estadual de Laboratórios de Saúde Pública (RELSP) nas áreas de biologia molecular e entomologia.
“Somente em 2025 realizamos 1.608 exames”, destacou.

As referências técnicas da Coordenação Estadual de Vigilância das Arboviroses e Controle Vetorial (CEVARB-CV), Mayara Rocha dos Santos e Sandra Elisa Barbosa da Silva, conduziram apresentações sobre planos de contingência, painel temático, resoluções, política de descentralização de UBV e portfólio de ações. Também trataram da vigilância epidemiológica de casos e óbitos.
“Se bem executada, essa vigilância previne surtos, permite a alocação eficiente de recursos e garante respostas oportunas”, explicou Mayara.

A programação incluiu ainda atualização sobre o fluxo de aquisição de medicamentos, ações de mobilização social e a apresentação de experiências exitosas dos municípios de Ponte Nova, Viçosa e Matipó.

O segundo dia foi conduzido pela Força Estadual do SUS (FE-SUS), representada pelo médico Fagner Toledo e pelo enfermeiro Tiago Martins. “Estamos instrumentalizando médicos e enfermeiros com o manejo clínico de excelência, baseado nas melhores evidências, com destaque para a identificação de sinais de alarme e o estabelecimento das condutas adequadas”, afirmou Toledo.

Martins complementou:
“O objetivo foi trazer estratégias atualizadas, manejo adequado e diferenciação de diagnóstico, para que isso impacte positivamente na tomada de decisão e na redução de agravos e mortes.”

Situação epidemiológica

Segundo o SINAN, em 2025 a SRS Ponte Nova registrou:

  • 6.617 notificações de casos prováveis de dengue;

  • 6 óbitos confirmados e 1 em investigação;

  • 101 casos prováveis de chikungunya.

Na SRS Manhuaçu, foram contabilizados:

  • 299 casos prováveis de dengue;

  • 1 óbito confirmado e 1 em investigação;

  • 24 casos prováveis de chikungunya.

Por: Tarsis Murad
Foto: Luciano de Souza

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