O serviço de Família Acolhedora foi tema da Tribuna Livre da reunião plenária da Câmara de Ponte Nova, na quinta-feira (20). Os servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação Josinaldo Braga Carneiro, coordenador da equipe, e o psicólogo Antônio da Silveira apresentaram o funcionamento da iniciativa e reforçaram a importância de ampliar a divulgação para atrair novas famílias.
Instituído por lei municipal em 2023, o serviço oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que tiveram seus direitos violados e, por isso, não podem permanecer momentaneamente com suas famílias de origem. Josinaldo explicou que o objetivo não é substituir a família natural, mas garantir cuidado, proteção e convivência familiar enquanto a equipe psicossocial e a rede de proteção trabalham para possibilitar a reintegração.
“Quem acolhe ama sem posse.”
O coordenador também destacou a necessidade de combater preconceitos em relação às crianças acolhidas. Segundo ele, estar em uma unidade ou serviço de acolhimento não significa que a criança tenha cometido alguma infração. Ela está ali porque teve seus direitos violados.
Acolher é um ato de solidariedade
A equipe realiza ações de divulgação em igrejas, eventos e outros espaços para apresentar o serviço à população. Em Ponte Nova, porém, ainda existe a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a iniciativa. Antônio da Silveira apresentou o processo de seleção e preparação das famílias interessadas. Atualmente, 13 famílias já preencheram o pré-cadastro. Destas, nove passaram pela etapa de visita, quatro estavam em capacitação e duas já haviam concluído a formação e sido consideradas aptas.
O processo envolve divulgação, pré-cadastro, visita de qualificação e capacitação, realizada pela equipe técnica em cinco ou seis encontros. O acolhimento é temporário e o período de permanência da criança varia de acordo com cada situação, podendo chegar à referência de até 18 meses prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.
A família acolhedora também não pode adotar a criança enquanto estiver vinculada ao serviço. Caso futuramente ela seja disponibilizada para adoção, a família poderá, se já tiver deixado o serviço, participar do processo seguindo as regras do cadastro de adoção. Durante a Tribuna Livre, os vereadores destacaram a importância do serviço e se colocaram à disposição para apoiar a divulgação e o fortalecimento da Família Acolhedora em Ponte Nova.
Ser família acolhedora é oferecer cuidado, afeto e segurança em um momento de fragilidade, ajudando uma criança a enxergar novos caminhos.