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Tribuna Livre da Câmara de Ponte Nova recebe representante da Associação Interdisciplinar de Atividades Integrativas (Amai)

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Representando a Associação Interdisciplinar de Atividades Integrativas (Amai), Anderson Pereira Araújo levou à Tribuna Livre da reunião plenária da última segunda-feira (6) um debate atual e necessário: o crescimento dos diagnósticos de neurodivergências e a urgência de políticas públicas estruturadas para atender essa realidade no município.

Durante sua fala, ele destacou que o tema vem ganhando mais visibilidade na sociedade, mas ainda carece de planejamento efetivo por parte do poder público. Anderson explicou que a neurodivergência não deve ser tratada como doença, e sim como uma forma diferente de funcionamento cerebral, abrangendo condições como TDAH, dislexia, discalculia, síndrome de Tourette e o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Um dos pontos que mais chamou atenção foi o avanço expressivo nos diagnósticos ao longo das últimas décadas. Segundo ele, na década de 1990 a estimativa era de um caso a cada 2.500 pessoas, enquanto dados recentes apontam para uma proporção de 1 a cada 36.No contexto local, Anderson apresentou números levantados pela própria Amai. Um censo realizado em novembro de 2024 identificou 140 crianças laudadas em Ponte Nova, o que, segundo ele, representa cerca de 600 pessoas impactadas direta ou indiretamente pelas pautas relacionadas à neurodivergência.

Diante desse cenário, ele reforçou que a inclusão precisa deixar de ser vista como ação assistencial e passar a ser tratada como uma demanda estrutural da sociedade. Entre as propostas apresentadas estão a criação de programas permanentes de atendimento multidisciplinar, a inserção do tema nas leis orçamentárias e o desenvolvimento de políticas voltadas à empregabilidade.

Anderson também alertou para a necessidade de investir no desenvolvimento dessas pessoas desde cedo, destacando que a falta de oportunidades pode comprometer sua autonomia no futuro. Ele citou ainda projeções de que, até 2040, uma parcela significativa da força de trabalho global deverá se identificar como neurodivergente.

Para ilustrar a importância da inclusão no mercado de trabalho, foi exibido um vídeo com exemplos práticos de inserção profissional em uma rede de lojas, evidenciando como o acompanhamento adequado e a valorização das habilidades individuais podem gerar resultados positivos.Ao final, Anderson convidou vereadores e a população para participarem das ações do Abril Azul promovidas pela Amai, como o IV Simpósio Amai Autismo e Neurodiversidade, realizado no dia 11 de abril, e a Caminhada Inclusiva “Juntos na Diversidade”, no dia 12. A participação foi acompanhada por manifestações dos vereadores, que reconheceram a relevância do tema e reforçaram a necessidade de ampliar as políticas públicas voltadas às pessoas neurodivergentes e suas famílias no município.

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