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RACISMO Morador pede na Justiça apagamento de painel afro-brasileiro e indígena que fica no prédio onde mora o prefeito Kalil em Belo Horizonte

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Painel causa debates acalorados ao redor do mundo
A pintura de 1.365 metros quadrados, da artista Criola, que mostra uma mulher negra, com uma cobra atravessando o ventre e um útero, na lateral do Condomínio Chiquito Lopes, no centro de BH, pode ser vista de longe, por aqueles que estão no Mirante da Sapucaí, pelos motoristas que passam pelas avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado e pelos vendedores e clientes na rua dos Caetés. O mural fica no prédio onde mora o prefeito Alexandre Khalil.
Quem explica o significado da obra é a artista Criola. De acordo com ela – que tem trabalhos em várias cidades brasileiras e em Paris – a obra que tem como título “Híbrida Ancestral – Guardiã Brasileira”, de maneira resumida “é uma lembrança da nossa ancestralidade brasileira, ancorada no povo preto e nos povos indígenas”.
Mas essa lembrança pode ser apagada por causa de um morador do Condomínio Chiquito Lopes, que é contrário à presença da pintura no prédio, desde o início da obra em novembro de 2018. Ele entrou com um processo na justiça, contra o síndico e o condomínio, para a retirada da obra, alegando que ela tem “gosto duvidoso”.
Para a idealizadora e curadora do Cura, Jana Macruz essa é uma briga completamente desnecessária, “explicitamente racista por se tratar da representação de uma mulher negra, uma mulher nua e a artista é uma mulher negra. É explícito que é um ato racista”. Ela teme que o assunto ainda pode ter um resultado negativo. O prefeito Alexandre Kalil disse que o morador é um boçal.
Para que isso não aconteça, e levando em conta a importância que a luta antirracista ganhou no Brasil e no mundo, o Cura entrou no processo oficialmente como parte assistente dos réus. De acordo com o advogado do grupo, Joviano Maia Mayer, tanto o síndico Neivaldo Ramos, em nome do condomínio, quanto o autor da ação, já entregaram todas as provas existentes e pediram um julgamento antecipado ao juiz 22ª Vara Civil Comarca de Belo Horizonte.
(Com informações do G1 e Folha de S.Paulo).
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