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Trabalho científico da UFV sobre fruto da Sapucainha vira capa de revista internacional

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Um trabalho pioneiro desenvolvido na UFV, sobre o potencial antitumoral da planta brasileira Carpotroche brasiliensis, conhecida como Sapucainha, foi escolhido para a capa da edição de dezembro de 2020, do Journal of the Brazilian Chemical Society (JBCS), o periódico de maior impacto científico na América Latina, na área de Química.

O artigo é de autoria da doutoranda Liseth Suarez Osório, do Programa de Pós Graduação em Agroquímica, sob a orientação do professor Marcelo Henrique dos Santos. O trabalho contou ainda com a colaboração dos professores Antônio Demuner e Eduardo Varejão, do Departamento de Química, e dos estudantes Bianca de Sousa (doutoranda) e Guilherme Ferraz (iniciação científica), além da parceria externa dos professores Marisa Lonta (Unifal-MG) e Eduardo Pilau (UEM), e dos estudantes Evandro Silva (UEM) e Guilherme Silva (Unifal-MG).

O grupo de pesquisadores isolou compostos naturais bioativos (ácidos graxos ciclopentênicos), das sementes da Carpotroche brasiliensis, e utilizou de reações químicas para obter novos compostos bioativos. Foram realizados testes contra células derivadas de cânceres humanos (mama, fígado e pulmão), sendo que os compostos naturais e modificados exibiram resultados promissores quanto à capacidade de inibir o crescimento de células tumorais, principalmente relacionadas ao câncer de pulmão.

Embora seja comestível, o fruto não é muito apreciado para o consumo, mas a fauna nativa, especialmente de roedores, o procuram avidamente. As sementes da planta possuem um óleo de alta toxicidade de uso contra parasitas e insetos. No passado, era muito utilizado contra hanseníase. Devido ao caráter ornamental, pela forma incomum dos frutos, a espécie tem sido, eventualmente, cultivada e adotada em reflorestamentos.

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