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FALTA DE PROFESSORES DE APOIO E ADAPTAÇÕES PEDAGÓGICAS PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA SÃO DEBATIDAS NA CÂMARA DE PONTE NOVA

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A falta de professores de apoio e de adaptações pedagógicas para alunos com deficiência na rede municipal de ensino de Ponte Nova foi tema de debate na Tribuna Livre da Câmara Municipal, na reunião plenária da última quinta-feira (8). A mãe atípica Poliana Gabriel, responsável por uma criança autista, relatou dificuldades enfrentadas pelo filho e por outros estudantes que necessitam de suporte especializado. Segundo ela, a retirada de professores de apoio tem prejudicado o trabalho dos professores regentes e o processo de aprendizagem das crianças.

“Tiraram o professor de apoio e simplesmente deixaram o professor regente sem nenhuma forma de trabalhar e as crianças prejudicadas”, afirmou. Poliana destacou que o filho possui Plano Educacional Individualizado (PEI), laudos e acompanhamento multidisciplinar, mas, segundo seu relato, as atividades oferecidas nem sempre são adaptadas às necessidades e ao nível de desenvolvimento da criança.

Ela também cobrou providências da Secretaria Municipal de Educação (Semed), capacitação dos profissionais, acompanhamento pedagógico e a implementação efetiva das adaptações necessárias. A mãe afirmou ainda que recorreu à Justiça para buscar garantias aos direitos do filho. Durante sua manifestação, Poliana ressaltou que a cobrança não é direcionada aos professores regentes, mas à falta de condições e de suporte para que eles possam atender adequadamente aos estudantes com deficiência.

“Não estou pedindo privilégio para o meu filho. Estou pedindo condições reais para que ele possa aprender, participar e se desenvolver”, declarou. Após a manifestação, os vereadores informaram que vão instaurar uma comissão especial para averiguar possíveis irregularidades relacionadas à educação inclusiva no município. O Legislativo também anunciou o envio de um requerimento à Prefeitura solicitando informações sobre os serviços de apoio oferecidos aos alunos com necessidades específicas matriculados na rede municipal.

A iniciativa busca esclarecer as atribuições dos profissionais, a formação exigida e as medidas adotadas para garantir o suporte pedagógico e a inclusão efetiva dos estudantes.

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