A ação é coordenada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) com o apoio de orga-nizações ligadas à agroecologia e à agricultura familiar, como o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), a Articulação Mineira de Agroecologia (AMA) e grupos e organizações que integram o Polo Agroecológico e de Produção Orgânica da Zona da Mata mineira.
A UFV realizou Chamada Pública e 21 organizações de agricultores familiares de Viçosa, Ponte Nova, Juiz de Fora, Muriaé, Divino, Ervália, Teixeiras, Acaiaca, Jequeri, Carangola, Visconde do Rio Branco e Lima Duarte se habilitaram a fornecer diversos tipos de alimentos agroecológicos e orgânicos in natura e processados. Serão atendidas cerca de 1.500 famílias.
São frutas, verduras, legumes, arroz, feijão, farinha de mandioca, fubá, canjiquinha, temperos, café, açúcar mascavo, rapadura, bolos, biscoitos e pães de queijo. Entidades e famílias vinculadas à rede socioassistencial dos 12 municípios da Zona da Mata, além de Belo Horizonte, Governador Valadares, Montes Claros, Caldas e Poço Fundo, receberão os alimentos.
Para o professor da UFV Marcelo Miná Dias, que acompanhou o processo de aquisição de alimentos, a UFV, como parte do Estado brasileiro e de suas políticas públicas, está tendo a oportunidade de fortalecer seus vínculos com os agricultores familiares, com a sociedade civil e com o poder público regional. “Neste momento em que as atividades presenciais estão suspensas ou bastante limitadas, a Universidade conseguiu,por meio do PAA, mobilizar recursos, agricultores e agentes públicos em benefício de um bem-comum”.
Toda a ação é realizada com recursos de emendas parlamentares dos Deputados Federais mineiros Rogério Correia, Patrus Ananias, Padre João e a Frente Parlamentar de apoio ao fortalecimento e desenvolvimento do Polo Agroecológico e de Produção Orgânica da Zona da Mata, órgão que foi instituído em 2018, através da Lei Estadual 23.207, o Polo tem como objetivo incentivar a agroecologia e a produção orgânica na região, garantir ações de segurança e soberania alimentar e reconhecer e visibilizar a agricultura familiar e os povos tradicionais, em suas dimensões produtivas e socioculturais.