A confirmação de dois novos óbitos por dengue em Belo Oriente e Bom Jesus do Galho elevou para cinco o número de mortes causadas pela doença no Vale do Aço e municípios próximos em 2026. Os registros foram incluídos na atualização divulgada na segunda-feira (3) pelo Painel de Monitoramento da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).
Em Belo Oriente, o óbito confirmado foi de um homem com mais de 60 anos, que possuía hipertensão. A morte ocorreu em março, mas a confirmação da causa foi concluída posteriormente, após exames realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Com o novo registro, o município passou a contabilizar duas mortes por dengue neste ano. Já em Bom Jesus do Galho, a vítima foi um homem com mais de 40 anos, sem comorbidades registradas. A SES-MG não divulgou outras informações sobre o paciente.
Antes das novas confirmações, a região já havia registrado mortes em Ipatinga, Timóteo e Belo Oriente. Em Ipatinga, a vítima foi uma mulher com mais de 70 anos, com histórico de hepatopatias e hipertensão. Em Timóteo, o óbito foi de um homem com mais de 80 anos, sem comorbidades informadas. O primeiro caso confirmado em Belo Oriente envolveu uma mulher com mais de 70 anos e hipertensão.
Considerando os municípios de Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso e Timóteo, a Região Metropolitana do Vale do Aço somava 1.333 casos confirmados de dengue em 2026. Segundo os dados estaduais, o período com maior concentração de registros ocorreu entre 22 de março e 16 de maio.
Em Minas Gerais, o boletim mais recente da SES-MG, com dados atualizados até 27 de julho, apontava 63.978 casos prováveis de dengue, 42.885 confirmações e 35 óbitos pela doença. Os números são considerados parciais e podem sofrer alterações após a conclusão das investigações epidemiológicas.
Entre os sintomas mais comuns da dengue estão febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, enjoo, fraqueza, dores nas articulações e manchas vermelhas na pele. Sinais como dor abdominal intensa, vômitos frequentes, tontura, dificuldade para respirar, sangramentos e cansaço excessivo podem indicar agravamento do quadro e exigem atendimento médico imediato.
As autoridades de saúde reforçam a importância de eliminar recipientes que acumulam água, manter caixas-d’água bem vedadas e realizar a limpeza de calhas, lajes e ralos. Pessoas com sintomas não devem se automedicar e precisam buscar orientação de profissionais de saúde.