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Polícia Federal realiza segunda fase de operação contra venda clandestina de medicamentos para emagrecimento no Leste de Minas

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a segunda fase da Operação Sanitas, que investiga a importação e a comercialização irregular de medicamentos injetáveis utilizados para emagrecimento. A ação conta com apoio da Receita Federal e cumpre 11 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e municípios do Leste de Minas, incluindo Coronel Fabriciano, Ipatinga e Caratinga.

Segundo a PF, a nova etapa tem como objetivo aprofundar a identificação de pessoas envolvidas na entrada dos produtos no país, no armazenamento, na divulgação por meio de redes sociais e na venda aos consumidores. As investigações tiveram início após suspeitas de que influenciadores digitais estariam promovendo medicamentos estrangeiros sem autorização sanitária para comercialização no Brasil.

Em Coronel Fabriciano, os agentes realizaram buscas na residência e no estabelecimento comercial de um empresário investigado. Já em Ipatinga, um dos mandados foi cumprido na casa de uma influenciadora digital, no bairro Caravelas. Outra influenciadora do município, que já havia sido alvo da primeira fase da operação, também voltou a ser investigada. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas oficialmente.

Entre os produtos apurados estão substâncias como tirzepatida e retatrutida, além de outros medicamentos de origem estrangeira que teriam entrado no país de forma irregular. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a importação, comercialização, divulgação e uso de diversos produtos sem registro no Brasil, incluindo a retatrutida e determinadas apresentações irregulares de tirzepatida.

De acordo com a Anvisa, medicamentos clandestinos não possuem garantia quanto à composição, pureza, esterilidade, conservação ou concentração do princípio ativo. A retatrutida, citada nas investigações, ainda não possui autorização para comercialização no país. Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos, medicamentos e outros materiais que passarão por análise. Até a última atualização, a Polícia Federal não havia informado sobre prisões.

Os investigados poderão responder por crimes relacionados à importação e comercialização irregular de medicamentos, além de outras infrações que possam ser identificadas durante o andamento do inquérito.

Informações: O Plox
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