A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Ubá, em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, realizou nesta segunda-feira (25) uma nova vistoria técnica na Ponte Major Siqueira, localizada na Avenida Cristiano Rôças, para ratificar a interdição total da estrutura devido ao risco iminente de desmoronamento.
A ponte sofreu colapso estrutural durante a enchente registrada na madrugada de 24 de fevereiro de 2026, quando o nível do Ribeirão Ubá atingiu 7,82 metros acima do normal. A força das águas comprometeu as estruturas de sustentação da travessia, provocando o afundamento da ponte em direção ao leito do ribeirão e danos em imóveis próximos.
Desde então, a Prefeitura de Ubá busca soluções técnicas para a remoção completa da estrutura danificada. Parte da ponte ainda permanece no local devido ao risco de abalos em edificações situadas no entorno da área afetada. Mesmo com a interdição vigente, populares voltaram a utilizar a estrutura para a passagem de veículos e pedestres, o que motivou uma nova vistoria detalhada pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros.
De acordo com o Relatório de Vistoria nº 180/2026, houve agravamento significativo das avarias estruturais desde a última avaliação, realizada em 5 de março deste ano. Uma das três vigas principais de concreto armado apresenta torção, rachaduras severas, exposição das ferragens e sinais iniciais de deterioração. A fissura identificada evoluiu mais de dois centímetros desde a vistoria anterior.
O relatório também aponta dezenas de trincas extensas nas vigas longitudinais e transversais da estrutura, indicando um processo contínuo de degradação estrutural. Segundo a Defesa Civil, há risco para pedestres, motociclistas e veículos, já que a pista de rolamento encontra-se apoiada de forma frágil sobre estruturas já colapsadas nas duas margens do ribeirão.
Diante da situação, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil manteve a interdição total da Ponte Major Siqueira. A Secretaria Municipal de Obras realizará o reforço das barreiras físicas nos acessos à ponte para impedir a circulação de pessoas e veículos no local. A Defesa Civil reforça que a medida tem caráter preventivo e visa preservar vidas, evitando acidentes decorrentes do agravamento das condições estruturais da ponte. Motoristas e pedestres devem evitar a travessia pela estrutura interditada.
