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Profissionais da educação ocupam plenário e apresentam reivindicações

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O cumprimento do piso nacional do magistério e a valorização dos profissionais da educação dominaram os debates da reunião ordinária da Câmara Municipal de Ponte Nova realizada na segunda-feira (11). O plenário ficou lotado por professores, auxiliares de serviços escolares e demais trabalhadores da rede municipal, que levaram faixas e cartazes em apoio à campanha salarial da categoria.

A mobilização foi conduzida pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, por meio da subsede de Viçosa. Durante a Tribuna Livre, o representante sindical Paulo Gustavo Grossi da Silva afirmou que o município estaria descumprindo a Lei Federal nº 11.738, que estabelece o piso nacional do magistério. Segundo ele, professores efetivos e contratados estariam recebendo abaixo do valor mínimo nacional. O sindicalista também criticou a diferença entre os reajustes concedidos ao alto escalão da Prefeitura e aos profissionais da educação.

“Então, o alto escalão da prefeitura teve 75% de aumento e os professores não chegaram a 10. E isso não contempla o pagamento do mínimo, que é o piso nacional”, declarou. Paulo Grossi afirmou ainda que servidores como cantineiras, auxiliares de serviços escolares e secretários de escola acumulam perdas salariais e não tiveram ganhos reais nos últimos anos. Ele defendeu a manutenção de uma carreira considerada atrativa para evitar a evasão de profissionais da rede municipal.

Outro ponto citado foi uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal que, segundo o representante sindical, reconhece o direito de professores contratados ao recebimento do piso nacional do magistério. As reivindicações receberam apoio de vereadores durante a reunião. O vereador Professor Idelmino afirmou que os pedidos da categoria são legítimos.

“O Executivo faça essa cobrança, escute o sindicato, reajuste o salário dos nossos trabalhadores da educação de acordo com a lei do piso”, afirmou o parlamentar. Idelmino também destacou que professores da rede municipal acumulam uma defasagem salarial de até 19% nos últimos anos. Segundo ele, um professor com jornada de 24 horas deveria receber R$ 3.080, mas atualmente recebe cerca de R$ 2.580.

O vereador citou ainda a proposta em tramitação na Câmara que autoriza o pagamento da progressão de carreira dos servidores municipais, congelada durante a pandemia. Já a vereadora Jamille Gomes relacionou a valorização salarial à qualidade da educação pública. “A gente não pode deixar repetir no município de Viçosa o que o governador Romeu Zema tem feito com a educação do estado”, afirmou. Durante toda a sessão, profissionais da educação acompanharam os debates no plenário com cartazes e manifestações de apoio às reivindicações apresentadas pelo sindicato.

Câmara de Viçosa
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