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Câmara recebe médico para falar sobre fibromialgia no Fevereiro Roxo

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Os vereadores receberam, na reunião plenária da última quinta-feira (26), o médico anestesiologista Ricardo Graça Cotta, convidado do projeto Câmara Informa – Tribuna Livre, para falar sobre fibromialgia, em alusão ao Fevereiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre doenças crônicas. Integrante do corpo clínico do Hospital Arnaldo Gavazza, o médico explicou as características da doença, formas de diagnóstico, possibilidades de tratamento e destacou a importância do controle adequado para garantir melhor qualidade de vida aos pacientes.

Ricardo explicou que a fibromialgia, também conhecida como síndrome fibromiálgica, é caracterizada principalmente por dor musculoesquelética crônica, com duração superior a três meses.

“São sempre patologias com mais de três meses, onde a gente considera já uma doença crônica”, afirmou.

A condição é frequentemente associada a:

  • Fadiga intensa

  • Rigidez matinal

  • Queixas cognitivas

  • Distúrbios do sono

  • Alterações de humor

Segundo o médico, é comum que a doença esteja acompanhada de depressão, ansiedade e dificuldade de concentração.

De acordo com o especialista:

  • A fibromialgia atinge cerca de 2,5% da população mundial

  • No Brasil, o índice varia entre 3% e 4% da população

  • A incidência é maior em mulheres, na proporção de 8 a 9 mulheres para cada homem

  • A faixa etária mais comum é entre 35 e 60 anos

Ele ressaltou que é incomum o surgimento da doença em jovens e, se não houver diagnóstico até determinada idade, dificilmente ela se manifesta na velhice.

O diagnóstico da fibromialgia é 100% clínico.

“É uma doença que não tem diagnóstico laboratorial e/ou radiológico. […] Na expertise do médico, baseado na história, no exame físico e na sintomatologia que esse paciente vai te apresentar.”

Exames como raio-x, ressonância ou exames de sangue podem ser solicitados apenas para descartar outras doenças, especialmente reumatológicas. Embora não tenha cura, a fibromialgia tem tratamento para controle dos sintomas. Segundo Ricardo, o acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo:

  • Psicólogo

  • Nutricionista

  • Fisioterapeuta

  • Médico

Além disso, ele reforçou a importância de:

  • Manter bons hábitos alimentares

  • Reduzir o tempo de uso de telas

  • Praticar atividade física regular (principalmente exercícios aeróbicos)

  • Realizar acompanhamento psicológico

Durante a reunião, a vereadora Suelenn Fisioterapeuta (PV) lembrou que tramita na Câmara o Projeto de Lei Complementar do Legislativo nº 02/2026, de autoria dela e da vereadora Fernanda Bitenco (Agir), que propõe estender a prioridade de atendimento em estabelecimentos públicos e privados às pessoas com fibromialgia. Ao final da apresentação, o médico agradeceu o convite e se colocou à disposição para esclarecimentos. Os vereadores elogiaram as explicações e aproveitaram o momento para tirar dúvidas sobre a doença.

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