Caros leitores,
Todo ciclo tem um fim, e hoje, com um misto de gratidão e nostalgia, escrevo minha última coluna para este jornal. Foram 676 edições em 13 anos de uma jornada incrível, recheada de aprendizados e trocas, que me permitiram crescer tanto profissionalmente quanto como cidadão. Se eu precisasse resumir toda essa experiência em uma palavra, eu não conseguiria, pois ela é feita de muitas emoções e memórias. Lembro-me do primeiro texto, da ansiedade da estreia e da responsabilidade que é ocupar este espaço, dialogando diretamente com vocês, que sempre foram a razão de cada palavra escrita. Ao longo dos anos, este jornal foi minha casa, um lugar onde pude exercitar a liberdade de expressão e a paixão pelo jornalismo.
Mais do que apenas informar ou opinar, meu maior aprendizado foi o de ouvir. Através dos abraços, e-mails e conversas, entendi as nuances da nossa comunidade e a força das nossas raízes. Foi uma honra poder usar esta plataforma para, de alguma forma, contribuir para o debate público e o bem-estar da nossa sociedade. Agradeço a cada um de vocês pelo apoio e pela oportunidade de caminhar juntos até aqui. Este percurso reforçou em mim o profundo amor à pátria. Acredito na força do nosso povo, na importância da informação de qualidade e na capacidade de juntos, construirmos um futuro melhor. Meu compromisso com esses valores permanece inabalável, mesmo seguindo novos caminhos.
Na trajetória, da mídia escrita no papel à digital. Metamorfose vivida. “Vivi a essência de uma das transformações mais profundas da comunicação humana nas últimas décadas”. Resultou no progresso inegável, quanto na nostalgia de uma era que se encerra. A transição da mídia escrita no papel para o formato digital não foi apenas uma atualização tecnológica; foi uma verdadeira metamorfose cultural e comportamental que todos nós, de alguma forma, vivenciamos.
A era do papel era tangível, permanente e, de certa forma, ritualística. Folhear um jornal pela manhã, sentir a textura das páginas de um livro ou guardar uma carta impressa criava uma conexão física e sensorial com a informação. O papel tinha peso, ocupava espaço e exigia tempo — o tempo do prelo, da distribuição e da leitura focada.
Hoje, meu coração está cheio de gratidão. Agradeço à direção do jornal pela confiança, aos colegas de redação pela parceria e, principalmente, a vocês, leitores e leitoras, por me permitirem entrar em seus lares e mentes por mais de uma década. A saudade será eterna, mas as lições e o carinho que recebi ficarão para sempre. Sigo de mãos vazias, mas com o coração confiante e a certeza de que a vida é feita de ciclos que se encerram para que novos possam começar. Não é um adeus, mas um “até logo”, pois as histórias que compartilhamos continuarão a viver nas páginas que escrevi e nas mentes que toquei!
Obrigado por tudo e BOAS FESTAS!
Com carinho, Adão Adilson Bombassaro