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COP30 será passarela brasileira

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Começará no próximo dia 10 a COP30 patrocinada pelos contribuintes brasileiros. Serão 15 dias e o objetivo é mostrar ao mundo os temas relacionados ao clima. Para organizar o evento a governo contratou sem licitação a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) ao custo de R$ 478,3 milhões. Contratar serviços com dinheiro público sem licitar, é ilegal. O trabalho da OEI é cuidar da logística, hospedagem, segurança, infraestrutura e serviços gerais aos participantes.

A OEI tem experiência em organização de eventos internacionais multilaterais. Valor bem maior (R$ 5 bilhões) foi investido na revitalização de Belém, sede do evento. No escopo a reforma do Mercado São Brás, pavimentação de ruas, transporte público e ampliação da rede hoteleira. A segurança também contemplada na verba, estará amparada pela GLO – Garantia da Lei e da Ordem, com atuação das Forças Armadas.

Confirmada a presença de 57 chefes de Estado, além de 168 delegações oficiais e representantes de 198 países signatários da ONU. Na COP29 realizada em BAKU no Azerbaijão/2024, 100 líderes mundiais estiveram presentes. Pelos números, a COP30 “made in Brazil” será menos representativa que a de BAKU. Para a agenda de Belém haverá continuidade das discussões que trarão a mesa a necessidade de “avanços para o financiamento climático”, mitigação de danos e implementação de metas do Acordo de Paris.

A respeito, os EUA retiraram-se do Acordo de Paris e pela 1ª vez em 30 anos, deixarão de participar do encontro. Além de Donald Trump, Javier Milei (ARG Presidente) e Santiago Peña (Paraguai) também boicotarão o evento. Recentemente TRUMP afirmou na Assembleia Geral da ONU que “as mudanças climáticas são a maior farsa do mundo”. Para quem quer para “já” a transição energética, ele diz que defende o uso do carvão e critica energias renováveis. Surtou! TRUMP quer acordos bilaterais de energia.

O Brasil vai colocar a Amazônia na vitrine. Cobiçada pela vasta quantidade e diversidade de minerais em suas terras raras, crescerá a cobiça da China, França, EUA e do megaespeculador e multimilionário húngaro George Soros, famoso por quebrar o Banco da Inglaterra em 1992. A Amazônia está em território brasileiro, mas afirmar que ela é “nossa”, é como fechar os olhos para o perigo.

Certamente a promessa de acabar com o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030 será reafirmada com ênfase no discurso de abertura. Será que o próximo governo dará conta da missão? O governo brasileiro insistirá na criação do TFFF – Fundo Florestas Tropicais para Sempre – para o qual oferecerá 1 BILHÃO. O presidente não disse até agora se de Real ou Dólar.

O TFFF busca romper com a lógica de doações pontuais, propondo um modelo de investimento climático com retorno financeiro. Estou curioso para saber como se dará e quem regerá o Fundo. Será que a ideia de criar a arrecadação foi do ministro Fernando Haddad? Considerando que os recursos virão de investidores públicos e privados, que serão compensados com lucros gerados pelo fundo, teme-se pelo insucesso. As restrições dos EUA refletem a política ambiental de TRUMP, cada vez mais distante dos compromissos climáticos globais. Sua ausência da COP30 enfraquece o peso político e financeiro do evento.

 

 

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