Olá, tudo bem? Hoje a coluna é para externar uma opinião. E desde já peço respeito. As diferenças são fundamentais em uma sociedade civilizada. O Brasil segue na rota geopolítica mundial errada, com brigas e bravatas que não são suas, afundando economicamente a cada dia e dizendo que a Venezuela é uma “democracia relativa” ou “semidemocracia”.
Embora aqui haja previsão constitucional de que homens e mulheres são iguais perante a Lei e em direitos e obrigações (artigo 5º, inciso I da Constituição Federal) e também haja previsão similar na Constituição da República Bolivariana da Venezuela (artículos 1, 4 e 88), lá na terra de Simon Bolívar as coisas não andam tão republicanas quanto parecem. Tem muitos navios afundando. Estamos vendo sinais de rumores de mudanças na geopolítica na América Latina.
Em abril, o candidato de direita Daniel Noboa venceu as eleições no Equador, sendo alvo de atentado na semana passa da. No último fim de semana, o candidato de direita Rodrigo Paz venceu na Bolívia, após 20 anos da esquerda no poder.
E por falar em Venezuela, a política da oposição da tirania venceu o Prêmio Nobel da Paz: María Corina Machado. Segundo o Comitê Nobel “a líder da oposição venezuelana trabalha “incansavelmente” pela democracia e atende aos três requisitos para o prêmio estabelecido pelo próprio Alfred Nobel”, além de comprovar que as ferramentas de democracia são ferramentas de paz (fonte CNN). Prêmio merecidíssimo.
A ex-parlamentar mostrou, em julho de 2024, as entranhas do sistema eleitoral venezuelano e como o chavismo perpetua por lá na pessoa do Presidente Narcoditador Nicolás Maduro. No entanto, foi estranho: uma mulher ganhou o Prêmio Nobel da Paz e nada do Brasil e nem das feministas sequer emitirem uma nota parabenizando pelo prêmio.
Ah, são predominantemente de esquerda. Deve ser mais cômodo dizer: este colunista é polêmico! É conveniente in verter a ordem e a lógica das coisas do que reconhecer virtudes e posicionamentos. Só restou à María Corina Machado receber uma menção honrosa, digna de res peito e com as proporções e limitações, do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (21/10), durante o julgamento do caso do núcleo 04 do caso dos réus do 08 de janeiro. “Certamente o Nobel não seria concedido pela prática de um cri me”, concluiu o ministro Fux, em referência ao prêmio (fonte Gazeta do Povo). Aguardemos e oremos. Abraço.