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O petróleo ainda tem futuro

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Após 5 anos de hibernação no IBA MA sob a proteção da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, finalmente foi auto rizada a prospecção de petróleo na Foz do Rio Amazonas. Apenas a sondagem está autorizada. Se houver petróleo, e os indícios indicam ter muito, a autorização para exploração será outra novela. Nada fora dos padrões num país que ainda discute quem matou Odete Roitman.

Se foi Leila ou Marco Aurélio, ou se ela fugiu e vive “la dolce vita” em paraíso fiscal, não faz diferença e nem vai baixar a taxa SE LIC. Direcionando a análise para o mundo de hoje, perdemos tempo e riqueza. Explico: no mesmo lençol petrolífero a Venezuela e Bolívia retiram quantidades significativas do “ouro negro”. Uma riqueza energética estratégica que moveu o mundo até aqui. Quem vem lá de traz, do período pós 2ª guerra mundial, sabe que o desenvolvimento ocorrido nas últimas 8 décadas trouxe melhoras na vida das pessoas.

A influência positiva do petróleo vai além dos postos de gasolina. Tem sido um dos pilares da economia global, com papel estratégico e econômico. Como fonte primária de energia movimenta aviões, navios, carros e gera energia elétrica em muitos países. É também base na indústria petroquímica, como matéria-prima para plásticos, fertilizantes, medica mentos, tecidos sintéticos e cosmético. Imaginemos se tudo isso não existisse. O mundo seria um “saco”.

O petróleo também influencia o mercado financeiro. A cotação do barril afeta a in f lação, a taxa de juros e até políticas públicas. Também gera conflitos quando atua como motor da geopolítica. Alianças e sanções muitas vezes giram em torno do controle das reservas e rotas de distribuição. Quem tem petróleo tem poder. Nos equivocamos quando cremos que a transição energética acontece rá rapidamente. Os donos do petróleo com seus poderes e influências para mudar rumos, não irão permitir que o “ouro negro” petrifique no subsolo.

A extração se dará até a última gota. Os estudos para desenvolver uma energia alternativa continuam e as soluções não serão uniformes. O Brasil tem possibilidade de uma matriz energética diferenciada, a exemplo dos EUA e outros poucos. O ETANOL de cana de açúcar ou de milho poderá ser a vedete brasileira. É energia renovável. O biodiesel já faz parte da com posição do óleo diesel que aqui se consome. A produção dele se dá em processo químico relativa mente simples, mas com grande impacto ambiental e energético.

Ele é feito a partir de óleos vegetais ou gorduras animais, que passam por uma reação chama da transesterificação. Veículos movidos a energia elétrica ainda não se consolidou, em que pese os esforços e narrativas de Elon Musk e dos chineses. O petróleo tem benefícios e impactos ambientais. A queima de seus derivados vem sendo acusada como uma das principais causas do aquecimento global. Acidentes na exploração e em navios petroleiros causam danos cuja reversão pode levar séculos. Quem produz, muitas vezes enfrentam instabilidade política e dependência econômica.

A busca por alternativas direciona as pesquisas para fontes renováveis como a energia solar, eólica e hidrogênio. Carro elétrico? Ainda é cedo!

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