O festival da cachaça em Ponte Nova tem mais de 06 (seis) anos que não é realizado devido a vários motivos, entre eles a falta de patrocinador para a montagem da estrutura básica. “Havia previsão para o retorno da festa para este ano (2020), mas devido à pandemia foi adiado e deverá retornar em 2021, possivelmente”, disse José Adalberto Rezende, secretário executivo da AMAPI.
Em 2012, o Festival ele foi realizado no Ginásio Poliesportivo Governador Hélio Garcia (Palmeirense).
Em 2013, ele foi realizado no galpão que serve para a Feira do Produtor Rural, no antigo pátio da Coplacan, no Bairro Santo Antônio.O Festival aconteceu dentro da programação dos 147 anos da cidade de Ponte Nova, em dois dias: 29 e 30 de outubro. A Cooperativa dos Produtores de Cachaça Artesa-nal de Alambique do Vale do Piranga (Coopervapi)com sede em Ponte Nova surgiu oficialmente em 2012, com a participação de vários produtores.
A fundação da Coopervapi teve apoio da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Piranga (AMAPI) o que permitiu a legalização e licenciamento dos alambiques artesanais. O diretor da Coopervapi, produtor de cachaça de alambique em Ponte Nova, Itamar Pinto Coelho, quefaz parte da diretoria da cooperativa desde o início, há 15 anos, disse que hoje são 35 associados de mais de 10 municípios, como Guara-ciaba, Ponte Nova, Porto Firme, Presidente Bernardes, Raul Soares, Rio Casca e Vermelho Novo.
Dia Nacional da Cachaça: da proibição ao domínio do mercado
Prepare o seu copo de shot e uma carne de sol ou torresmo para acompanhar, porque ainda estamos na semana em que se comemora o Dia Nacional da Cachaça, que transcorreu no domingo passado, dia 13 de setembro. Esse dia existe, oficialmente, desde 2009 e celebra um verdadeiro patrimônio nacional.
A cachaça foi criada no Brasil entre os anos de 1516 e 1532 e foi o primeiro destilado nascido na América Latina, antes mesmo da tequila mexicana e do rum caribenho, surgido em Cuba.
Atualmente, a cachaça não vê fronteiras sociais. Está presente nas casas mais abastadas e também nas mais humildes; nos mais refinados empórios e nos botecos mais modestos. Mas ela não teve vida fácil para se estabelecer.
Ainda no século 17, precisou superar o preconceito e o lobby real em favor de outra bebida, a bagaceira, feita pelos portugueses a partir do bagaço da uva.
Em 1635, o rei de Portugal chegou a proibir a produção da cachaça, mas isso não diminuiu seu comércio, graças à escassa fiscalização. Vinte e quatro anos depois governo da época decidiu emitir um decreto proibindo o comércio da cachaça. Aí aconteceu a Revolta da Cachaça ocorrida no Rio de Janeiro, em 1659. No dia 13 de setembro de 1661, a cachaça foi liberada oficialmente.
