O Núcleo de Vigilância Epidemiológica (Nuvepi) da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Ponte Nova promoveu, no dia 3 de setembro, uma reunião para traçar ações de prevenção e controle da febre maculosa, doença infecciosa grave transmitida por carrapatos. Treze municípios da região participaram do encontro, representados por coordenadores de Vigilância em Saúde, Epidemiologia e agentes de campo, no auditório do Sindicato dos Produtores Rurais da SRS.
A febre maculosa, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, apresenta início com sintomas semelhantes a dengue, gripe ou resfriado (febre, dor de cabeça e no corpo), evoluindo rapidamente para complicações graves, como insuficiência respiratória, icterícia, gangrena e hemorragias, com alto risco de morte.
Segundo Isabela de Castro Oliveira, referência técnica em Vigilância das Zoonoses do Nuvepi, o tratamento deve ser iniciado imediatamente ao suspeitar da doença, antes da confirmação laboratorial. Em Minas Gerais, o principal vetor é o carrapato Amblyomma sculptum, encontrado em animais como cavalos, capivaras, cães e marsupiais. As formas imaturas do carrapato (larvas e ninfas) são as mais transmissoras.
Recomendações principais:
- Verificar o corpo a cada três horas em áreas de risco, pois o carrapato precisa se fixar por no mínimo quatro horas para transmitir a bactéria.
- Para remover carrapatos, usar pinça com movimento circular, evitando esmagá-los.
- Profissionais de campo devem planejar o levantamento entomológico com base em dados epidemiológicos, investigando a presença de carrapatos infectados no ambiente.
- Diagnóstico laboratorial recomendado é a reação de imunofluorescência indireta (RIFI), com pelo menos duas coletas de sangue em intervalo de 14 a 21 dias.
O encontro reforça a importância da vigilância, prevenção e conscientização de profissionais e população durante o período de maior transmissibilidade da doença, de maio a novembro.